gestão ambiental e o novo código florestal

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Gestão Ambiental e o Novo Código Florestal. Michele Mourão Matos Advogada Auditora Líder Ambiental. Gestão Ambiental. FLORA Lei Federal Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 , Novo Código Florestal CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS - PowerPoint PPT Presentation

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  • FLORA

    Lei Federal N 12.651, DE25 DE MAIO DE 2012, Novo Cdigo FlorestalCAPTULO IDISPOSIES GERAIS

    Art. 1o-A. Esta Lei estabelece normas gerais sobre a proteo da vegetao, reas de Preservao Permanente e as reas de Reserva Legal; a explorao florestal, o suprimento de matria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o controle e preveno dos incndios florestais, e prev instrumentos econmicos e financeiros para o alcance de seus objetivos.

    Art. 2o As florestas existentes no territrio nacional e as demais formas de vegetao nativa, reconhecidas de utilidade s terras que revestem, so bens de interesse comum a todos os habitantes do Pas, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitaes que a legislao em geral e especialmente esta Lei estabelecem.Gesto Ambiental

  • 1o Na utilizao e explorao da vegetao, as aes ou omisses contrrias s disposies desta Lei so consideradas uso irregular da propriedade, aplicando-se o procedimento sumrio previsto no inciso II do art. 275 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Cdigo de Processo Civil, sem prejuzo da responsabilidade civil, nos termos do 1o do art. 14 da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, e das sanes administrativas, civis e penais.

    2o As obrigaes previstas nesta Lei tm natureza real e so transmitidas ao sucessor, de qualquer natureza, no caso de transferncia de domnio ou posse do imvel rural.Gesto Ambiental

  • DECISES DO STJ SOBRE REAS DE PRESERVAO PERMANENTE:"Assim, o fato de a regio no estar coberta por vegetao nativa no retira a condio de rea de preservao permanente. Dessa forma, embora esteja a rea h muito tempo desmatada, o proprietrio que tem a obrigao de recuper-la, em vez de explor-la economicamente, como vinha ocorrendo. Essa obrigao de recuper-la independe do fato de ter sido o proprietrio o autor da degradao ambiental, mas decorre de obrigaopropter rem,que adere ao ttulo de domnio ou posse Precedente citado: AgRg no REsp 1.206.484-SP, DJe 29/3/2011.REsp 1.237.071-PR, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 3/5/2011.

    UNIO S DEVE INDENIZAR COBERTURA FLORESTAL SE REA DESAPROPRIADA PUDER SER EXPLORADA ECONOMICAMENTE.

    Gesto Ambiental

  • Art. 3 - DEFINIES:I - Amaznia Legal: os Estados do Acre, Par, Amazonas, Roraima, Rondnia, Amap e Mato Grosso e as regies situadas ao norte do paralelo 13 S, dos Estados de Tocantins e Gois, e ao oeste do meridiano de 44 W, do Estado do Maranho;II - rea de Preservao Permanente - APP: rea protegida, coberta ou no por vegetao nativa, com a funo ambiental de preservar os recursos hdricos, a paisagem, a estabilidade geolgica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gnico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populaes humanas;III - Reserva Legal: rea localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, delimitada nos termos do art. 12, com a funo de assegurar o uso econmico de modo sustentvel dos recursos naturais do imvel rural, auxiliar a conservao e a reabilitao dos processos ecolgicos e promover a conservao da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteo de fauna silvestre e da flora nativa;Gesto Ambiental

  • IV - rea rural consolidada: rea de imvel rural com ocupao antrpica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificaes, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste ltimo caso, a adoo do regime de pousio;V - pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrria, e que atenda ao disposto no art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de 2006;VI - uso alternativo do solo: substituio de vegetao nativa e formaes sucessoras por outras coberturas do solo, como atividades agropecurias, industriais, de gerao e transmisso de energia, de minerao e de transporte, assentamentos urbanos ou outras formas de ocupao humana;Gesto Ambiental

  • VII - manejo sustentvel: administrao da vegetao natural para a obteno de benefcios econmicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentao do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilizao de mltiplas espcies madeireiras ou no, de mltiplos produtos e subprodutos da flora, bem como a utilizao de outros bens e servios;VIII - utilidade pblica:IX - interesse social:X - atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental:Outras definies nos incisos XII a XXVII.

    Gesto Ambiental

  • X - atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental:abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhesimplantao de instalaes necessrias captao e conduo de gua e efluentes tratados (a outorga, quando couber)c) implantao de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo;d) construo de rampa de lanamento de barcos e pequeno ancoradouro;e) construo de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades quilombolas e outras populaes extrativistas e tradicionais em reas rurais, onde o abastecimento de gua se d pelo esforo prprio dos moradores;f) construo e manuteno de cercas na propriedade;g) pesquisa cientfica relativa a recursos ambientais, respeitados outros requisitos previstos na legislao aplicvel;Gesto Ambiental

  • Gesto Ambientalh) coleta de produtos no madeireiros para fins de subsistncia e produo de mudas, como sementes, castanhas e frutos, respeitada a legislao especfica de acesso a recursos genticos;i) plantio de espcies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos vegetais, desde que no implique supresso da vegetao existente nem prejudique a funo ambiental da rea;j) explorao agroflorestal e manejo florestal sustentvel, comunitrio e familiar, incluindo a extrao de produtos florestais no madeireiros, desde que no descaracterizem a cobertura vegetal nativa existente nem prejudiquem a funo ambiental da rea;k) outras aes ou atividades similares, reconhecidas como eventuais e de baixo impacto ambiental em ato do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA ou dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente;

  • Art. 4o Considera-se rea de Preservao Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei:I - as faixas marginais de qualquer curso dgua natural perene e intermitente, excludos os efmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mnima de:a) 30 (trinta) metros, para os cursos dgua de menos de 10 (dez) metros de largura;b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos dgua que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;c) 100 (cem) metros, para os cursos dgua que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;d) 200 (duzentos) metros, para os cursos dgua que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos dgua que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;Gesto Ambiental

  • V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45, equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive;VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;VII - os manguezais, em toda a sua extenso;VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, at a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projees horizontais;IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mnima de 100 (cem) metros e inclinao mdia maior que 25, as reas delimitadas a partir da curva de nvel correspondente a 2/3 (dois teros) da altura mnima da elevao sempre em relao base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por plancie ou espelho dgua adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais prximo da elevao;Gesto Ambiental

  • II - as reas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mnima de:

    a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo dgua com at 20 (vinte) hectares de superfcie, cuja faixa marginal ser de 50 (cinquenta) metros;

    b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

    III - as reas no entorno dos reservatrios dgua artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos dgua naturais, na faixa definida na licena ambiental do empreendimento;

    IV - as reas no entorno das nascentes e dos olhos dgua perenes, qualquer que seja sua situao topogrfica, no raio mnimo de 50 (cinquenta) metros;Gesto Ambiental

  • IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mnima de 100 (cem) metros e inclinao mdia maior que 25, as reas delimitadas a partir da curva de nvel correspondente a 2/3 (dois teros) da altura mnima da elevao sempre em relao base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por plancie ou espelho dgua adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais prximo da elevao;

    X - as reas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetao;

    XI - em veredas, a faixa marginal, em projeo horizontal, com largura mnima de 50 (cinquenta) metros, a partir do espao permanentemente brejoso e encharcado.Gesto Ambiental

  • Art. 6o Consideram-se, ainda, de preservao permanente, quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as reas cobertas com florestas ou outras formas de vegetao destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades:I - conter a eroso do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha;II - proteger as restingas ou veredas;III - proteger vrzeas;IV - abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaados de extino;V - proteger stios de excepcional beleza ou de valor cientfico, cultural ou histrico;VI - formar faixas de proteo ao longo de rodovias e ferrovias;VII - assegurar condies de bem-estar pblico;VIII - auxiliar a defesa do territrio nacional, a critrio das autoridades militares. IX - proteger reas midas, especialmente as de importncia internacional. Gesto Ambienta