furnas centrais eletricas s.a. walton pacelli de de dosagens para concreto... · agregado miudo. a

Download FURNAS CENTRAIS ELETRICAS S.A. Walton Pacelli de DE DOSAGENS PARA CONCRETO... · agregado miudo. A

Post on 23-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • XVIII SEMINARIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS

    FOZ DO IGUAgU

    ABRIL DE 1989

    ESTUDO DE DOSAGENS PARA CONCRETO COMPACTADO A ROLO

    - OBRAS DE DESVIO DA USINA SERRA DA MESA -

    TEMA I

    Eduardo Guimaraes Dias

    Elcio Antonio Guerra

    Guilherme Leroy

    Joao Carlos Faig de OliveiraJose Tomaz Franca Fontoura

    Rogerio Sales Goz

    Rubens Machado BittencourtWalton Pacelli de Andrade

    FURNAS CENTRAIS ELETRICAS S.A.

    493

  • RESUMO

    0 trabalho resume os estudos de dosagens realizados no La

    boratorio de Concreto de FURNAS, com o objetivo de atender as al

    ternativas possiveis para a construgao, em concreto compactado a

    rolo , das ensecadeiras galgaveis da Usina Serra da Mesa, do Apro

    veitamento Hidroeletrico de Sao Felix, no rio Tocantins.

    As alternativas estudadas pela projetista previam concre

    tos pobre e com alto teor de pasta. Optou-se, para a construgao

    das ensecadeiras , pela utilizagao do concreto compactado com al

    to teor de pasta.

    Os estudos de dosagens abrangeram concretos com teores de

    material cimenticio, respectivamente, ate 120 kg/m3, com 40 a

    70% de substituigao de cimento por escoria moida de alto forno

    (concreto pobre) e ate 200 kg/m3, com 60 a 80% de substituigao

    de cimento por escoria (concreto com alto teor de pasta).

    Corn relagao ao estudo de dosagens experimentais do concre

    to com alto teor de pasta, foram considerados os fatores abaixo

    comentados:

    A .relagao pasta/argamassa deve ser otimizada consideran

    do-se indice de vazios do agregado miudo, para que se ob

    tenham coesao e trabalhabilidade suficientes para uma a

    dequada compactagao com rolo vibratorio. A relagao pas

    to/argamassa ideal garante o preenchimento dos vazios do

    agregado miudo pela pasta. Nesse procedimento ha que se

    levar em conta tambem os vazios do agregado graudo, o

    qual deve ser preenchido pela argamassa;

    A compactagao e bastante influenciada pela graduagao do

    agregado miudo. A forma ideal de particulas deve ser

    tal que a percentagem de vazios do agregado miudo se si

    tue em torno de 38% (3). valores superiores afetam dire

    tamente o teor de material cimenticio. Recomendagoes sao

    feitas tambem, no sentido de que o teor de material reti

    do na peneira de 0,075 mm seja, no maximo , de 5 e 7%,

    respectivamente, para a areia natural e artifical;

    Ensaios para a determinagao dos indices de vazios dos agre

    gados miudos e graudos , assim como da combinagao entre os mes

    mos, estao apresentados.

    A relagao pasta/argamassa esta tambem relacionada 'a qua

    lidade das ligagoes entre as camadas de concretagem. 0

    concreto com alto teor de pasta contribui para uma ade

    rencia satisfatoria.

    495

  • A utilizando de filler influi na trabalhabilidade, coe

    sao, permeabilidade e massa especifica do concreto. No

    caso das obras da Usina Serra da Mesa , utilizou-se como

    tal a escoria de alto forno moida (finura Blaine entre

    4.300 e 5.000 cm2/g), embora esta tenha tambem proprieda

    des aglomerantes;

    A proporgao entre os materiais cimenticios a determinada

    pelas propriedades requeridas. A quantidade de cimento

    deve ser a minima, para no causar problemas termicos;

    A trabalhabilidade requerida para uma compactagao satis

    fatoria por r'lo vibratorio, a assegurada adotando-se me

    todos de controle utilizando o aparelho Vebe modificado;

    As propriedades do concreto com alto teor de pasta sao

    similares as do concreto convencional.

    Os estudos de laboratorio realizados para o concreto corn

    alto teor de pasta, juntamente com as informacBes referentes a

    sua aplicagao; assim como a verificagao do comportamento das li

    gagoes entre as camadas e a verificagao das propriedades do con

    creto atrav6s de ensaios com testemunhos, contribuirao para o a

    primoramento e para o melhor conhecimento da tecnica utilizada.

    496

  • ESTUDO DE DOSAGENS PARA CONCRETO COMPACTADO A ROLO

    - OBRAS DE DESVIO DA USINA SERRA DA MESA -

    1. INTRODUcAO

    No presente trabaiho estao apresentados as estudos reali

    zados com o objetivo de definir as composicoes dos concretos em

    utilizagao na construgao das ensecadeiras g3lgaveis da Usina Ser

    ra da Mesa.

    As ensecadeiras ora em construgao situam-se a montante e

    a jusante dos tuneis de desvio do rio Tocantins.

    Os resultados abragem a caracterizagao dos materiais e os

    estudos de dosagens realizados.

    Os materiais utilizados no estudo foram:

    . Cimento Portland, com 15% de escoria de alto forno moi

    da

    e Escoria de alto forno procedente da Siderurgica de Tuba

    rao - ES;

    Fly-ash, procedente da Termeletrica de Jorge Lacerda -

    Tubarao-SC;

    Rocha de granito britada nas Dmax de 19 e 38 mm, proce

    dente das instalagoes de britagem das obras de Desvio

    da Usina Serra da Mesa;

    Areia artificial, subproduto da britagem da rocha de

    granito;

    Areia natural procedente do rio Tocantins.

    O primeiro estudo realizado no Brasil com escoria de alto

    forno moida para aplicagao em concreto compactado a rolo, foi de

    senvolvido pelo Laboratorio de Concreto da CEMIG, localizado em

    Uberlandia-MG (1).

    497

  • 2. AGREGADOS

    Os agregados graudos e a areia artificial sao do tipo lito

    logico granito, procedentes da central de britagem montada pela

    Construtora Construcoes e Comercio Camargo Correa S.A., para as

    obras da Usina Serra da Mesa.

    A areia natural e extraida do leito do rio Tocantins, e la

    vada na mesma instalagao utilizada para lavagem da areia artifi

    cial.

    A seguir, estao apresentados os ensaios realizados

    com os agregados (miudos e graudos ), bem Como os resulta

    dos obtidos.

    2.1. Propriedades

    As propriedades dos agregados estao mostradas na Tabela

    2.1.1.

    Tabela 2.11-

    Agregados Massa Absorcao Massa Porosidade Indice deespecifica (0/0) unitaria (io) vazios( kg/dm3) (kg/dm3) (%)

    Areia natural 2,643 0,50 1.596 (1,711 ) (26,9) ( 36,8)

    Areia artificial 2,653 0,48 1,644(1,833) (24,5) (32,4)

    Brita 19 mm . 2,639 0,53 1,444 ( 1,619 ) (38,1) (61,6)

    Brita 38 mm . 2,641 0,42 1, 369 (1,569 ) (41,3) (70,2)

    ( ) Compactado em mesa vibrataria.

    2.2. Composigao Granulometrica

    Os resultados dos ensaios granulometricos dos agregados

    graudos e miudos estao apresentados nas Figuras 2.2.1 e 2.2.2.

    Para os agregados miudos e graudos tomou-se como referen

    cia os limites granulometricos estabelecidos na Especificagao

    Tecnica CPC 454, para a Usina Serra da Mesa.

    498

  • 0

    0aN

    aa

    0

    11/2

    Figura 2.2.1.

    20 80

    40 Limites CPC-454 60

    Areia artificialM. F. = 2 211

    60 40

    80 20

    Areia naturalM. F. = 2,212

    100 0

    Fundo

    Agregado miudo0

    100

    1 00

    Brita 38 mm20 MF 7, 877 80

    - - -- f- \^ r

    40^^ \ 60

    Limites CPC454

    60 40

    ta 19 mB m \7MF = 6,5

    90 20

    \

    100 0

    N . 100

    0,15

    N 50

    0130

    No 30

    0,60

    N 16 N. 8 V4

    1,20 2,4 4,8 (mm)

    aberturo dos peneiras

    1

    25,0

    4

    4,8

    Figura 2.2.2.

    3/89, 5

    3 /4

    19,0

    0

    DEU

    0v

    a)L

    2 (Pol.)

    38,1 50,0 (MM)

    abertura dos peneiras

    Agregado graudo

    2.3. fndice de Vazios, Porosidade e Massa Unitaria

    0 fndice de vazios, porosidade e massa unitaria da combina

    gao entre as agregados.graudos e miudos foram determinados man

    tendo-se a composigao entre as mesmos, nas mesmas proporgoes em

    em que foram utilizados nos estudos.

    As determinagoes dos indices de vazios, porosidade e massa

    unitaria foram efetuadas utilizando-se para a compactagao da mis

    tura a mesa vibratoria do consistometro Vebe.

    499

  • Para todas as determina^6es utilizou- se um recipiente ci

    lindrico de 9,2 litros. 0 material foi introduzido no recipien

    to de forma continua, mantendo- se a mesa vibratoria acionada.

    Os indices obtidos nos ensaios estao mostrados na Tabela

    2.3.1.

    Tabela 2.3.1

    Dosagem Consumo ( kg/m3) Massa Porosi IndiceE- areia areia brita brita unitaria dada de vazios

    natural artificial 19 mm 38 mm (kg/dm-3) (%) (%)

    3631 758 - 673 673 1,875 26973 36.48

    *3632 876 - 605 605 1,917 25,00 33,30

    3660 953 - 558 559 1,938 23,51 30,74

    3673 899 - 620 620 1,905 25,24 33,76

    3680 876 - 423 786 1,880 26,22 35,54

    3681 876 - 725 484 1,909 24,74 32,87

    3684 838 - 627 628 1,894 26,18 35,46

    3695 868 624 624 1,888 26,60 36,24

    3711 839 - 628 628 1,894 26,18 35,46

    3715 701 176 604 605 1,930 23,83 31,28

    3716 526 352 604 605 1,962 22,71 29,38

    3717 351 528 604 605 1,953 22,25 28,62

    3733 175 704 604 605 1,955 21,88 28,00

    3734 - 880 604 605 1,957 22,37 28,82

    3735 833 - 574 574 1,978 22,09 28,35

    3750 880 - 606 607 1,964 23,00 29,87

    3761 539 361 620 620 1,938 23,10 30,04

    3762 803 - 609 609 1,920 24,85 33,10

    3764 779 - 608 609 1,891 26,35 35,77

    3765 917 - 607 607 1,930 23,72 31,10

    * Dosagem escolhida

    500

  • 3. MATERIALS CIMENTZCIOS

    Os resultados das analises dos materiais cimenticios estao

    registrados na Tabela 3.1.

    Tabela 3.1Propriedades- dos Materlais Cimenticios

    Material cimenti'cio

    massa especifica ( g/cm 3 )

    resi'duo na peneira n 200 (%)Finura

    superficie especifica Blaine (cm 2/g )

    Tempo inicio de pegs

Recommended

View more >