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    PALCIO DAS ARTES FBRICA DE TALENTOSArts Palace Talents Factory

  • PALCIO DAS ARTES FBRICA DE TALENTOSArts Palace Talents Factory

  • TTulo TiTle

    Palcio das artes Fbrica de talentosarts Palace talents Factory

    Traduo TranslaTion

    eurologos

    Produo grfica graphic producTion

    rui rica

    foTografia phoTography

    ins dorey; aaPH (p.107, 114, 115 - p/b b/w)

    Pr-imPresso e imPresso pre-prinTing and prinTing

    caleidoscPio_edio e artes grFicas, sa

    dePsiTo legal duTy copy deposiT number

    2733/10

    isBN

    978-990-2225-000

    daTa de edio publicaTion daTe

    6/2010

    edio publisher

    caleidoscPio - edio e artes grFicas, sa

    rua de estrasburgo, 26, r/c dto.

    2605-756 casal de cambra

    teleF. (+351) 21 981 79 60

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    www.caleidoscopio.pt

    e-mail: caleidoscopio@caleidoscopio.pt

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    PALCIO DAS ARTES FBRICA DE TALENTOSArts Palace Talents Factory

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    EDIFCIO DOURO HISTRIADouro Building History

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    Pelo ano de 1236, o Bispo D. Pedro Salvadores recebeu a mitra portucalense e procurando travar o estabelecimento dos frades de S. Francisco, que trs anos antes comearam a edificar o seu primeiro convento em territrio nacional, convidou os dominicanos a edificarem o seu convento na cidade do Porto. Para tal, concedeu-lhes uma rea que hoje ficaria delimitada pelo Largo S. Domingos at a Rua do Infante D. Henriques, a Rua de Sousa Viterbo e parte da Rua de Ferreira Borges.O Convento de So Domingos comeou a sua construo em 1239, sendo finalizado pelo ano de 1245 e aquando da sua edificao, foi embargado poucos meses aps o seu incio, por contendas entre a ordem de S. Domingos e a Mitra, resolvidas por D. Sancho II, fundador e protector da ordem de S. Domingos em 1239, tomando o cognome de o Capelo, assumindo um papel centralizador e impulsionador na vida quotidiana do burgo do Porto, do comrcio e das leis, o que no o impediu de ser excomungado e considerado rex innutillis pelo Papa Inocncio IV.

    Ao longo de muitos sculos, era naquele convento e nos seus famosos alpendres, que se reuniam os vereadores, juzes e outras entidades para trazerem de assuntos que disseram respeito ao burgo. Ali j se realizavam as reunies do Conselho e outros actos da Vereao () Mas o alpendre do Mosteiro de S. Domingos no era utilizado somente para as reunies pblicas do Concelho. Servia tambm para mercadores, nacionais e estrangeiros, nomeadamente venezianos, florentinos e napolitanos exporem por ali, diante dos olhos vidos do povo e da burguesia endinheirada, as suas cobiadas e variadas fazendas que iam desde os panos rs, cristais de Veneza, arcas de Flandres e artefactos de ouro e prata ()Tratava-se, naquele tempo, finais do sculo XIV, do recinto mais central da cidade

    (Germano Silva)

    Pelo ano de 1236, o Bispo D. Pedro Salvadores recebeu a mitra portucalense e procurando travar o estabelecimento dos frades de S. Francisco, que trs anos antes comearam a edificar o seu primeiro convento em territrio nacional, convidou os dominicanos a edificarem o seu convento na cidade do Porto. Para tal, concedeu-lhes uma rea que hoje ficaria delimitada pelo Largo S. Domingos at a Rua do Infante D. Henriques, a Rua de Sousa Viterbo e parte da Rua de Ferreira Borges.O Convento de So Domingos comeou a sua construo em 1239, sendo finalizado pelo ano de 1245 e aquando da sua edificao, foi embargado poucos meses aps o seu incio, por contendas entre a ordem de S. Domingos e a Mitra, resolvidas por D. Sancho II, fundador e protector da ordem de S. Domingos em 1239, tomando o cognome de o Capelo, assumindo um papel centralizador e impulsionador na vida quotidiana do burgo do Porto, do comrcio e das leis, o que no o impediu de ser excomungado e considerado rex innutillis pelo Papa Inocncio IV.

    Ao longo de muitos sculos, era naquele convento e nos seus famosos alpendres, que se reuniam os vereadores, juzes e outras entidades para trazerem de assuntos que disseram respeito ao burgo. Ali j se realizavam as reunies do Conselho e outros actos da Vereao () Mas o alpendre do Mosteiro de S. Domingos no era utilizado somente para as reunies pblicas do Concelho. Servia tambm para mercadores, nacionais e estrangeiros, nomeadamente venezianos, florentinos e napolitanos exporem por ali, diante dos olhos vidos do povo e da burguesia endinheirada, as suas cobiadas e variadas fazendas que iam desde os panos rs, cristais de Veneza, arcas de Flandres e artefactos de ouro e prata ()Tratava-se, naquele tempo, finais do sculo XIV, do recinto mais central da cidade

    (Germano Silva)

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    O convento foi palco de disputas clericais, entre a ordem de So Domingos e a congregao dos Terceiros, tendo estas sido apenas sanadas pela interveno directa da Santa S, que opuseram as ordens clericais ao poder nobilirio e regente, alternando com intervenes do Rei e da Santa S para as resolver. Pelos anos de 1300, a actividade legislativa e poltica da cidade do Porto desenrolava-se defronte ao que hoje o Edifcio Douro. Foi, alm de alpendre da casa conventual, local de grande actividade comercial desde o sculo XIV, sede de reunies camarrias, Tribunal da Cidade e casa de leiles

    Em 1451 iniciou-se a primeira Feira Franca nos claustros do Convento S. Domingos. A adjudicao das Feiras Francas ao Convento, aps terem sido transferidas da Rua Formosa, onde aconteceram durante 10 anos, ficou-se a dever ao clima comercial vigoroso que se fazia sentir no claustro do Convento, tendo sido estabelecidas por ordem de D. Afonso V e realizando-se ao primeiro dia de cada ms durante os 111 anos seguintes.

    A obra realizada pelo Convento de S. Domingos no se restringiu a actividades econmicas e legislativas mas tambm ao ordenamento territorial e povoamento da zona adstrita, negociando casas e terrenos adjacentes que lhes cabiam em propriedade. Assim no de espantar

    O convento foi palco de disputas clericais, entre a ordem de So Domingos e a congregao dos Terceiros, tendo estas sido apenas sanadas pela interveno directa da Santa S, que opuseram as ordens clericais ao poder nobilirio e regente, alternando com intervenes do Rei e da Santa S para as resolver. Pelos anos de 1300, a actividade legislativa e poltica da cidade do Porto desenrolava-se defronte ao que hoje o Edifcio Douro. Foi, alm de alpendre da casa conventual, local de grande actividade comercial desde o sculo XIV, sede de reunies camarrias, Tribunal da Cidade e casa de leiles

    Em 1451 iniciou-se a primeira Feira Franca nos claustros do Convento S. Domingos. A adjudicao das Feiras Francas ao Convento, aps terem sido transferidas da Rua Formosa, onde aconteceram durante 10 anos, ficou-se a dever ao clima comercial vigoroso que se fazia sentir no claustro do Convento, tendo sido estabelecidas por ordem de D. Afonso V e realizando-se ao primeiro dia de cada ms durante os 111 anos seguintes.

    A obra realizada pelo Convento de S. Domingos no se restringiu a actividades econmicas e legislativas mas tambm ao ordenamento territorial e povoamento da zona adstrita, negociando casas e terrenos adjacentes que lhes cabiam em propriedade. Assim no de espantar

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    que a zona circundante ao Convento fosse uma das zonas mais activas da cidade do Porto e ponto fulcral da vida da cidade.O Convento foi construdo em estilo gtico primrio, tendo sofrido quatro incndios: o primeiro em 1357, num dormitrio; o segundo, no ano de 1523; o terceiro, em 1777; e o ltimo, em 1832 aps o qual, em 1834, o Edifcio incorpora o herldico pblico, em degradao avanada.

    O Edifcio Douro reconstrudo no perodo de 1710 a 1712 e descrito da seguinte forma: uma casa nobre cujo frontispcio de escolhida arquitectura e mostra um nico andar com nove janelas todas devidamente separadas umas das outras por pilastras de pedra lavrada, que nascem do friso geral, que corre na linha do pavimento deste andar, para irem morrer na coronigem que remata a fachada, as ultimas janelas dos extremos so de sacada com as suas varandas de ferro () Este andar nobre e de formas apalaadas pousa sobre nove arcos de pedra lavrada em filetes ou canas e cada um deles tem por fecho uma concha levantada na mesma pelo remate desses arcos

    (Reis