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CRIS INFORMA | 1

Informativo do Centro de Relaes Internacionais em Sade da Fiocruz

Entrevista: Pesquisadorafala sobre projeto deformao de tcnicos desade na frica

Cris promove debatecom Michael Marmotsobre DSS e desigualdadeem sade

Parceria com CDC vaidesenvolver novo testediagnstico para malria

PG.7 PG. 3 PG. 25

novembro

2013

N11

Fundao Bill & Melinda Gates querampliar parcerias com a Fiocruz

Ascom/Bio-Manguinhos, DanielleMonteiro CCS, Vanessa Sol - IOC

or ocasio da parceria recen-temente selada com a Funda-o Bill & Melinda Gates paraa produo de vacina duplaviral, a Fiocruz recebeu, em 31

de outubro, a visita de uma delegaoda instituio americana, liderada pelo

presidente do Programa de Sade Glo-bal da Fundao, Trevor Mundel. Esta-mos conhecendo as novas facilidades deproduo tanto no campus de Mangui-nhos como na fbrica de Santa Cruz quea Fiocruz est construindo. Isso nos aju-dar a pensar em quais sero os prxi-mos projetos que poderamos desenvol-ver em conjunto, alm da produo davacina, contou ele.

PDurante encontro com gestores

da instituio, Mundel, que aproveitoua visita para conhecer os laboratriosde Bio-Manguinhos/Fiocruz, destacou aqualidade do trabalho da Fundao emostrou interesse em estender as par-cerias na rea de produo de vacinas.Gostaramos de ampliar a cooperaono campo, pois no h muitos fabri-cantes de alta qualidade no mercado

Em visita Fundao, presidente da Bill & Melinda Gates declarou que vai estender parcerias com aFiocruz para alm da produo de vacinas e falou sobre sua expectativa em relao a acordo firmadocom a instituio para produo de dupla viral

O presidente da Fundao Bill & Melinda Gates , Trevor Mundel,em visita a Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto Peter Ilicciev/CCS

| CRIS INFORMA2

destaques

para as vacinas das quais realmenteprecisamos, como a para doenas diar-reicas, explicou. Entre 2001 e 2011, aBill & Melinda Gates dobrou o nmerode produtores de vacinas, levando vacinao de mais de trs milhes decrianas. Atualmente um pacote bsi-co de imunizantes custa 20 dlares porcriana. Com a ampliao da parceriana rea, a ideia , segundo Mundel,reduzir o preo metade dentro dosprximos cinco anos. Isso nos permiti-ria introduzir novas vacinas, como a HPVe outras importantes, explicou.

Mundel tambm disse que querampliar a cooperao com a Fundaono campo de financiamento de pesqui-sas inovadoras no mbito do Grand Chal-lenges, famlia de programas da Funda-o Bill & Melinda Gates criado para so-lucionar problemas mundiais de sade edesenvolvimento. O projeto Plataformaautomatizada para triagem de frma-cos contra helmintos, elaboradopelo Laboratrio de Bioqumicade Protenas e Peptdeos doIOC/Fiocruz, foi recente-mente premiado comrecursos da Bill & Me-linda Gates, tendosido selecionadoentre trs mil pro-jetos avaliadospela Fundaono edital GrandChallenges Ex-ploration. Gos-taramos de termais projetosapoiados por estaplataforma, disse.

Para o presi-dente da Fiocruz,Paulo Gadelha, o en-contro com Mundel re-presenta um marco naconsolidao de uma parce-ria com uma instituio que de-sempenha um papel importante nasade global. A delegao da Bill &Melinda Gates se mostrou muito sa-tisfeita com nossos resultados e proje-to da nova fbrica em Santa Cruz, quevai elevar em quatro vezes nossa ca-pacidade de produo. Esse encontrotransformou o que, antes, eram con-tatos para questes pontuais, em umacooperao abrangente e estratgica,em um segmento central da sade glo-bal, declarou.

Vacina ser aprimeira a serproduzidaexclusivamentepara exportao

O acordo entre a Fiocruz e a Fun-dao Bill & Melinda Gates para a pro-duo da vacina dupla viral (sarampo erubola) foi anunciado pelo Ministro daSade, Alexandre Padilha, em 28 de ou-tubro, durante o 9 Encontro Grand Chal-lenges, que foi promovido pela Bill & Me-linda Gates entre 27 e 30 de outubro, noRio de Janeiro. Com a assinatura da par-ceria, sero produzidas 30 milhes de do-

ses por ano, para as aes da AlianaGlobal pelas Vacinas e Imunizao (GAVI,na sigla em ingls) nos pases em desen-volvimento. Ser a primeira vez em queo Brasil vai produzir vacina exclusivamentepara exportao. Essa parceria muitoimportante para ns, pois atualmente te-mos somente um fabricante que produzessa vacina para o mercado global. E paraa segurana dos esforos de vacinao,

ns precisvamos de um segundo pro-dutor, explicou Mundel.

A Fiocruz, por meio de Bio-Man-guinhos, receber US$ 1,15 milhopara a primeira fase de estudos clni-cos ao desenvolvimento da vacina. Aconcesso do recurso acelera a formu-lao do imunizante e os estgios inici-ais de desenvolvimento clnico, previs-tos para comear em 2014. Por sua vez,Bio-Manguinhos cobrir os custos de fa-bricao dos lotes iniciais da vacina eos custos de produo em curso. O pro-duto ser desenvolvido na nova fbricaem Santa Cruz prevista para ser inau-gurada em 2016 - e dever chegar aomercado a partir de 2017.

Bio-Manguinhos foi escolhida parareceber o aporte por j ter experinciaacumulada desde 2003 na produo datrplice viral (caxumba, sarampo e rub-ola), que usada no Programa Nacio-nal de Imunizaes (PNI) e nas campa-nhas de vacinao brasileiras. O Institu-to tambm tem experincia na exporta-

o de algumas vacinas para pasesem desenvolvimento. A nova vaci-

na ser voltada para pases ondea caxumba no um problema

prioritrio. A Fiocruz tem ex-perincia com alta qualidadede produo no mercadobrasileiro e tem vacinas pr-qualificadas pela Organiza-o Mundial da Sade.Sendo assim, um parcei-ro natural para ns no Bra-sil, afirmou Mundel.

Projetodo IOC

premiadopela Fundao

Bill & MelindaGates

Os estudos para triagem de novosfrmacos contra helmintos so realizadospredominantemente por meio da inspe-o visual do parasito. Essa avaliao cos-tuma demandar tempo e comporta o ris-co da subjetividade do observador ca-ractersticas como o padro de movimen-tao e o formato do parasito precisam

O projeto do IOC/Fiocruz, financiado pelaFundao Bill & Melinda Gates, vai ajudar nabusca por novos frmacos contra parasitoscausadores de doenas como a esquistossomose.Foto: arquivo CCS

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ser consideradas para que se tenha cer-teza sobre o funcionamento do frmacoem teste. Este tipo de anlise, emboramuito utilizada, sujeita a erros. Com oobjetivo de minimizar este desafio cient-fico, o Laboratrio de Bioqumica de Pro-tenas e Peptdeos do IOC/Fiocruz, chefi-ado pelo pesquisador Floriano Paes SilvaJunior, elaborou o projeto Plataforma au-tomatizada para triagem de frmacoscontra helmintos, que foi recentementecontemplado com recursos da FundaoBill & Melinda Gates. O projeto, que re-ceber recursos da ordem de US$ 100mil, foi escolhido por apresentar grandepotencial de inovao no mbito dosgrandes desafios de sade. Esta a pri-

meira em vez que a Fiocruz contem-plada com o financiamento.

O pesquisador conta que o projetoir desenvolver uma metodologia auto-matizada inovadora para identificaode molculas ativas contra o Schistoso-ma mansoni, parasito causador da es-quistossomose. Com esta metodologia,ser possvel capturar imagens em lar-ga escala por meio de microscpio au-tomatizado, sem que seja necessriorealizar qualquer tipo de marcao qu-mica no parasito um procedimentonormalmente necessrio em mtodos delarga escala atuais usando formas lar-vais do parasito. O equipamento po-der coletar de forma automtica da-

dos de imagens de mais de noventaamostras de uma nica vez, explica.

A anlise ser realizada por meiode um algoritmo a ser desenvolvido pelaequipe do projeto, capaz de interpretaras alteraes morfolgicas e de mobili-dade que os frmacos podem causar noshelmintos. Assim, sero gerados dadosque vo quantificar a ao dos frma-cos em teste. Segundo o pesquisador, anova metodologia menos suscetvel aerros quando comparada s tcnicasatuais. Alm de analisar se e como ofrmaco funciona, esse mtodo vaiapontar a dose necessria para mataros parasitos na fase adulta, a mais noci-va ao organismo humano, ressalta.

Danielle Monteiro CCS

s Determinantes Sociais daSade (DSS) e a desigualda-de em sade no mundo fo-ram tema de debate promo-vido pelo Cris, em 14 de ou-

tubro, no salo internacional da Ensp/Fiocruz. A palestra foi conferida peloepidemiologista ingls Michael Mar-mot, do UCL Institute of Health Equi-ty, que foi coordenador da Comissode DSS da Organizao Mundial daSade (OMS) e criador do MarmotReview - um conjunto de planos deao para o enfrentamento das ini-quidades em sade no mundo. Aoabrir o encontro, Marmot ressaltouque a desigualdade em sade umaquesto de injustia social e destacouo Brasil como um dos pases que tmlevado a srio a questo das DSS. Adesigualdade em sade no um fe-nmeno natural, mas sim o resultadode uma combinao txica de polti-cas sociais pobres e ruins, alertou.

Em seguida, ele citou exemplosde desigualdades em sade que per-

Asistem nos pases. Na Argentina, porexemplo, quanto menor o nvel edu-cacional e a renda mensal, maior aincidncia de diabetes. Em Porto Ale-gre, no Brasil, bitos por morte cardi-ovascular entre pessoas de 45 a 64anos esto estritamente associados aonvel socioeconmico dos distritos.Na Amrica Latina, as desigualda-des em sade no se restringem aproblemas de sade, mas a uma de-gradao social. Quanto menor a ren-da, pior a sade, advertiu.

Ele tambm citou as experinci-as de pases que tem promovidoaes de combate s desigualdadesem sade. A ndia, por exemplo, se-gundo ele, tem adotado medidas efi-cazes como a adoo de esquema degarantia de emprego rural e de segu-rana alimentar, a extenso do direi-to educao, a implantao demoradia e infraestrutura bsica parapessoas de baixa renda e a extensoda proteo social para trabalhado-res informais. J Londres, segundoMarmot, adotou estratg

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