funções da linguagem

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  • 1. Lngua Portuguesa

2. Qual o objetivo de um texto? Por meio da linguagem, realizamos diferentes aes: transmitimos informaes tentamos convencer o outro a fazer (ou dizer) algo assumimos compromissos ordenamos, pedimos demonstramos sentimentos construmos representaes mentais sobre nosso mundo 3. Lembre-se: Diferenciar que objetivo predomina em cadasituao de comunicao auxilia a compreender melhor o que foi dito. As funes da linguagem esto centradas noselementos da comunicao. 4. Elementos da comunicao Emissor - emite, codifica a mensagem Receptor - recebe, decodifica a mensagem Mensagem - contedo transmitido pelo emissor Referente - contexto relacionado a emissor e receptor;assunto Cdigo - conjunto de signos usado na transmisso e recepo da mensagem Canal - meio pelo qual circula a mensagem 5. Comunicao Em certa ocasio uma famlia inglesa foi passar frias naAlemanha. Numa pequena cidade, repararam em uma casa de campo que lhes pareceu boa para passarem as frias de vero. Falaram com o proprietrio, um pastor protestante, e pediram que lhes mostrasse a casa. Deixaram o aviso de que voltariam no prximo vero. Uma vez na Inglaterra, discutindo acerca da planta da casa a senhora se lembrou de no ter visto o "WC". Escreveram imediatamente ao pastor para obter tal pormenor. A carta foi escrita assim: 6. "Gentil Pastor: Sou membro da famlia que h pouco o visitou a fim de alugar sua propriedade no prximo vero. Mas, como nos esquecemos de um detalhe, muito agradeceramos se nos informasse onde se encontra o "WC"... Julgando o pastor tratar-se da capela da seita inglesa "White Chapel", respondeu assim: "Gentil Senhora: Recebi sua carta e tenho o prazer de comunicar-lhe que o local a que se refere fica a doze quilmetros da casa. E isto muito cmodo, sobretudo se tem o hbito de ir freqentemente; nesse caso, prefervel levar comida para ficar o dia todo. Alguns vo a p, outros de bicicleta. H lugar para 400 pessoas sentadas e 100 em p. O ar condicionado para evitar inconvenincias de aglomeraes. Os assentos so de veludo e recomenda-se chegar cedo para pegar lugar sentado. 7. As crianas sentam-se ao lado dos adultos e todos cantam em coro. Na entrada, fornecida uma folha de papel para cada pessoa, mas, se algum chegar depois da distribuio, pode usar a folha do vizinho do lado. Tal folha dever ser restituda para ser usada todo ms. Existem tambm amplificadores de som. Tudo recolhido para as crianas pobres da regio. Fotgrafos especiais tiram fotos para os jornais da cidade de modo que todos possam ver seus semelhantes no cumprimento de um dever to humano. Atenciosamente. 8. Lngua, fala, nveis de fala,linguagem, gramtica 9. 1. Lngua: Lngua um sistema de signos que serve de meio decomunicao entre os membros de uma comunidade lingustica. Os signos de uma lngua substituem os objetos e os representam. Assim:SIGNO LINGUSTICO = SIGNIFICADO + SIGNIFICANTE 10. POLISSEMIA DO SIGNO : Vrios significados para um s significante Exemplos: Tem uma boa cabea ( inteligente) Cabea dura ( teimoso) cabea de alfinete( extremidade) Da cabea aos ps.( inteiro) cabea da quadrilha ( chefe) sem p nem cabea ( sem sentido) cabea de alho ( unidade) cada cabea uma sentena ( indivduo) 11. UNIVOCIDADE DO SIGNO: Apenas um significado para um significante. Exemplo: MATEMTICA : cincia que estuda os nmeros e suas relaes. A lngua , portanto, um verdadeiro cdigo social, enriquecido com opassar do tempo e disposio dos indivduos para que dele se apropriem adequadamente. importante, ainda, observar as diferenas entre a lngua falada e a lngua escrita. Desse modo, o usurio da lngua ter um melhor desempenho nas circunstncia em que atua. 12. 2. Fala: Denominamos fala ao uso que os membros da comunidade lingusticafazem da mesma lngua. Em outras palavras, ele o ato concreto e individual das pessoas que se apropriam da lngua comum e lhe imprimem um estilo particular de expresso. Portanto, ao selecionar as palavras do cdigo comum, sua cultura, seumeio ambiente, etc. da surgem os chamados estilos prprios e nveis de fala. 13. 3.Nveis de fala: Nveis de fala so os modos variados com que o individuousa a lngua, de acordo com o meio sociocultural em que ele vive. Nesse sentindo, distinguimos o nvel comum do literrio, o coloquial do formal e o popular do erudito. 14. 4. Linguagem: Linguagem a capacidade comunicativa que tm os sereshumanos de usar qualquer sistema de sinais significativos, expressando seus pensamentos, sentimentos e experincias. Desse modo, desenhos, gestos, sons, cores, cheiro, onomatopeias, palavras, etc... so formas de linguagem. A linguagem uma faculdade muito antiga da espcie humana e deve ter precedido os elementos mais rudimentares da cultura material. 15. Qual o objetivo de um texto? Toda comunicao apresenta uma variedadede funes, mas elas se apresentam hierarquizadas, sendo uma dominante, de acordo com o enfoque que o destinador quer dar ou do efeito que quer causar no recebedor. As funes da linguagem so as seguintes: 16. Funes da LinguagemFuno emotiva (ou expressiva) Centralizada no emissor, revela sua opinio, sua emoo. Nela prevalece a 1 pessoa do singular, interjeies eexclamaes. a linguagem das biografias, memrias, poesias lricas e cartas de amor. Ex.: Estou tendo agora uma vertigem. Tenho um pouco de medo. A que me levar minha liberdade? O que isto que estou te escrevendo? Isto me deixa solitria. 17. Funo Emotiva 18. Funo Emotiva Observe que este texto est centrado na expresso dos sentimentos, emoes e opinies de um eu-lrico. um texto subjetivo, pessoal. Perceba que o destaque dado ao emissor reforado pela presena de verbos e pronomes na primeira pessoa: s vezes me pinto nuvem. Os textos lricos que expressam o estado de alma do emissor exemplificam a funo emotiva da linguagem. 19. Funes da LinguagemFuno referencial (ou denotativa) Centralizada no referente, quando o emissor procuraoferecer informaes da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3 pessoa do singular. Usada nas notcias de jornal e livros cientficos, descries de fatos. Ex.: Em 1665 Londres foi assolada pela peste negra (peste bubnica) que dizimou grande parte de sua populao, provocando a quase total paralisao da cidade e acarretando o fechamento de reparties pblicas. 20. Funo Referencial 21. Funo Referencial Observe que o objetivo do texto simplesmente o de informar ao leitor, com o mximo de clareza, o que o cravo da pele e como ele se constitui. A nfase, portanto, dada ao contedo, s informaes. Os textos cuja linguagem tm funo referencial so dotados de objetividade, uma vez que visam informar, traduzir ou explicar fatos da realidade. 22. Funes da LinguagemFuno apelativa (ou conativa) Centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciaro comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, comum o uso de tu e voc, alm de verbos no imperativo. Usada nos discursos, sermes e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Ex.: Meu estimado povo. Que as bnos de Deus, senhor todo-onipotente, desam sobre vocs. 23. Funo Apelativa 24. Funo Apelativa 25. Funes da LinguagemFuno ftica Centralizada no canal da comunicao. Testa a sua eficincia, a fim de observar se o receptorentendeu o emissor. Linguagem das falas telefnicas, saudaes e similares. Ex.: Al, Pedro! T passando a pra te pegar, ok? T me ouvindo? Al!! 26. Funo Ftica 27. Funo FticaObserve que a preocupao do emissor manter contato com o destinatrio, testando o canal de comunicao. As falas do professor tm uma funo ftica, para saber se Beto est atento. O mesmo ocorre com o famoso plim! plim! da Rede Globo, que tem a funo de chamar a ateno do espectador (que se distraiu durante o intervalo comercial) para o canal, no caso, a televiso. 28. Funes da LinguagemFuno potica Centralizada na mensagem, revelando recursosimaginativos criados pelo emissor. Valorizam-se as palavras e suas combinaes. a linguagem figurada apresentada em obras literrias, letras de msica e em algumas propagandas. Ex.: Moa do corpo dourado/ Do sol de lpanema/ O seu balanado mais que um poema/ a coisa mais linda que eu j vi passar... 29. Funes da LinguagemFuno metalingstica Centralizada no cdigo, usa a linguagem para falar delamesma. A poesia que fala da poesia, um texto que comenta outro texto, palavras que explicam o significado de outra palavra, escrever sobre o ato de escrever, falar sobre o ato de falar. Ex.: protuberncia s.fdo Lat. *protuberantia, de protuberare, fazer bojo; salincia; parte saliente; elevao. excrescncia, bossa; apfise. 30. Funes da linguagemAs funes da linguagem no existem isoladas em cada texto. Embora uma delas acabe predominando, elas convivem, mesclam-se, entrecruzam-se o tempo todo, obtendo-se de suas combinaes os mais diferentes efeitos. O importante saber qual a funo predominante no texto, para ento defini-lo. 31. 1. O pai conversa com a filha ao telefone e diz que vai chegar atrasado para o jantar. Nesta situao, podemos dizer que o canal :a) o pai b) a filha c) fios de telefone d) o cdigo e) a fala 32. 2. Assinale a alternativa incorreta:a) S existe comunicao quando a pessoa que recebe a mensagem entende o seu significado. b) Para entender o significado de uma mensagem, no preciso conhecer o cdigo. c) As mensagens podem ser elaboradas com vrios cdigos, formados de palavras, desenhos, nmeros etc. d) Para entender bem um cdigo, necessrio conhecer suas regras. e) Conhecendo os elementos e regras de um cdigo, podemos combin-los de vrias maneiras, criando novas mensagens. 33. 3. Uma pessoa convidada a dar uma palestra em Espanhol. A pessoa no aceita o convite, pois no sabia falar com fluncia a lngua Espanhola. Se esta pessoa tivesse aceitado fazer esta palestra seria um fracasso porque:a) no dominava os signos b) no dominava o cdigo c) no conhecia o referente d) no conhecia o receptor e) no conhecia a mensagem 34. 4. Um guarda de trnsito perc