Fraude lavagem-dinheiro

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<ul><li> 1. Preveno e Reduoda Fraude em Seguros</li></ul><p> 2. Conceito:Mas...o que fraude contra o seguro?Qualquer ato intencional destinado ao recebimentode indenizao ou benefcio a que de outro modo no se teriadireito, praticado na contratao ou no curso do evento previsto no contrato, e mesmo aps sua ocorrncia.Prevenir e combater a fraude agir a favor do segurado. uma obrigao tica e legal. 3. Mundialmente, as fraudes ameaam os governos, os negcios e asociedade, independente do grau de desenvolvimento da sociedade.Razes apontadas para o crescimento da fraude em negcios no Brasil Perda dos valores morais e sociais; Impunidade; Insuficincia dos sistemas de controle; Problemas econmicos. 4. Contratos de SeguroPrincpios: Riscos aleatrios e incertezas; Proteo vida, ao patrimnio e renda; Mutualismo; Conduta tica; Boa f das partes contratantes. 5. Impactos da Fraude Aumento da criminalidade; Aumento do custo do seguro; Inacessibilidade de novas camadas sociais proteo do seguro; Retrao dos postos de trabalho. 6. Caracterizao da FraudeQualquer ato intencional destinado ao recebimento de indenizao oubenefcio a que de outro modo no se teria direito, praticado nacontratao ou no curso do evento previsto no contrato, e mesmo apssua ocorrncia.Cdigo de tica do Mercado de Seguros, Previdncia Complementar eCapitalizao - Cap. VII Art. 21 ... A fraude o contrrio da boa f.Ela inviabiliza o seguro, porque altera a relao de proporcionalidadeque deve existir entre o risco e a mutualidade, rompendo o equilbrioeconmico do contrato.Sergio Cavalieri Filho Programa de Responsabilidade Civil 7 Edio 2007 7. Cdigo PenalTipificao Penal: Art. 171, 2, inciso V:Art. 171 Obter, para si ou para outrem, vantagem ilcita, em prejuzo alheio,induzindo ou mantendo algum em erro, mediante artifcio, ardil, ou qualqueroutro meio fraudulento:*** Pena Recluso, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa. 2 Nas mesmas penas incorre quem:Inciso V Destri, total ou parcialmente, ou oculta coisa prpria, ou lesa oprprio corpo ou a sade, ou agrava as conseqncias da leso ou doena, com ointuito de haver indenizao ou valor de seguro. 8. Cdigo CivilPrincipais Conseqncias da Fraude contra o Seguro Art. 762: Nulo ser o contrato para garantia de risco proveniente de ato dolosodo segurado, do beneficirio, ou de representante de um ou de outro; Art. 766: Se o segurado, por si ou por seu representante, fizer declaraesinexatas ou omitir circunstncias que possam influir na aceitao da proposta ouna taxa do prmio, perder o direito garantia, alm de ficar obrigado ao prmiovencido; Pargrafo nico: Se a inexatido ou omisso nas declaraes no resultar de mf do segurado, o segurador ter direito a resolver o contrato, ou a cobrar, mesmoaps o sinistro, a diferena do prmio; Art. 768: O segurado perder o direito garantia se agravar intencionalmente orisco objeto do contrato. 9. Atos Normativos da SUSEPRelacionados Preveno de Fraude e outros Crimes:Circular n 344, de 21 de Junho de 2007.Dispe sobre os controles internos especficos para a prevenocontra fraudes.1 de Julho de 2008 prazo limite para adequao das estruturas decontroles internos das Seguradoras. 10. Atos Normativos da SUSEPRelacionados Preveno de Fraude e outros Crimes:Circular n 380, de 29 de Dezembro de 2008.Dispe sobre os controles internos especficos para a preveno ecombate dos crimes de lavagem ou ocultao de bens, direitos evalores, ou que com eles possam relacionar-se, o acompanhamento dasoperaes realizadas e as propostas de operaes com pessoaspoliticamente expostas, bem como a preveno e coao dofinanciamento ao terrorismo.1 de Abril de 2009 prazo limite para adequao das estruturas decontroles internos das Seguradoras. 11. Tipos de FraudeFraude Oportunista: Em geral, cometida pelo cidado comum; De pequeno valor, mas de grande freqncia.Fraude Premeditada: Cometida por delinqentes ou quadrilhas especializadas; Em geral, envolve valores elevados. 12. Modalidades de FraudeRamo de Vida: Segurado falecido antes da contratao do seguro; Informaes falsas em declarao de sade paracontratao do seguro; Auto-mutilao; Simulao de mortes e de acidentes; Extenso indevida de perodos de convalescena; Informaes incorretas passadas por mdicos em atestadosde convalescena. 13. Modalidades de FraudeRamo Automvel: Contratao de seguro do mesmo veculo em vriasseguradoras; Inverso de responsabilidade do causador do sinistro; Emprstimo de seguro; Agravamento de danos; Montagem de sinistros; Superfaturamento de oramentos; Falsa declarao de roubo ou furto; Contratao de seguro aps a ocorrncia do sinistro. 14. Modalidades de FraudeRamo de Danos: Preenchimento de informaes incorretas no Formulriode contratao; Contratao de aplices de um mesmo bem em diferentesseguradoras (mesma cobertura); Omisso de fatos nas vistorias; Montagem de sinistros (sinistro intencional); Declarao de perdas inexistentes; Aumento deliberado de danos; Falsa declarao de roubo ou furto; Envio de averbaes de cargas inexistentes (notas frias); No averbao de cargas (anti-seleo de risco). 15. Modalidades de FraudeRamo Sade: Omisso de informaes na declarao de sade; Emprstimo de Carteira Mdica; Conivncia na diviso de consultas; Maquiagem de procedimentos; Declarao de consultas que no ocorreram; Superfaturamento de remdios e materiais. 16. Entidades do Mercado de Seguros O papel das entidades do Mercado de Seguros noesforo para prevenir e reduzir as fraudes.Seguradoras, Corretores e Prestadores de Servios: Fornecimento de informaes; Adequao de processos internos; Adoo de melhores prticas; Aumento da capacitao tcnica. 17. Entidades do Mercado de SegurosO papel das entidades do Mercado de Seguros no esforo para prevenire reduzir as fraudesSeguradoras Fornecimento de informaes; Adequao de processos internos; Adoo de melhores prticas;Corretores Aumento da capacitao tcnica. Prestadores de ServiosApoio na execuo de aes; Outros Servios jurdicos; PrestadoresTreinamento; de ServiosTecnologia da informao.A cooperao com as autoridades pblicas e a participao da sociedadeiro fortalecer as aes previstas para preveno da fraude em seguros. 18. O Papel do Corretor de SegurosAlgumas aes preventivas: Cuidar para o correto preenchimento das informaes naproposta de seguro; Esclarecer conceitos de seguro ao consumidor; Informar sobre as conseqncias da fraude no seguro; Informar a existncia de penalidades para ocometimento de fraudes. 19. Principais Desafios para Prevenir e Reduzir a Fraude emSeguros: Mudar o paradigma de que a fraude um custoinerente ao negcio; Desvincular a imagem da fraude da imagem docrime sem vtimas; Punio dos Fraudadores; Levar reavaliao das vises que o pblico emgeral, legisladores, reguladores e lderes de comunidadestm em relao fraude em Seguros. 20. Ao InstitucionalCdigo de tica Lanado em Agosto de 2006www.viverseguro.org.br &gt; CnSeg &gt; Publicaes &gt; Cdigo de tica:Captulo VII Combate s Fraudes e Lavagem de Dinheiro Art.20 As empresas aderentes se comprometem a estabelecer clusulascontratuais claras, de forma a evitar erros de interpretao. Art.21 As empresas aderentes devero desenvolver aes voltadas aoefetivo combate fraude, entendida como qualquer ato intencionaldestinado ao recebimento de indenizao ou benefcio a que de outromodo no se teria direito, praticado na contratao ou no curso doevento previsto no contrato, e mesmo aps sua ocorrncia. 21. Ao InstitucionalCdigo de tica Lanado em Agosto de 2006www.viverseguro.org.br &gt; CnSeg &gt; Publicaes &gt; Cdigo de tica:Captulo VII Combate s Fraudes e Lavagem de Dinheiro Art.22 - As empresas aderentes cooperaro com as autoridadespoliciais e demais organismos pblicos e privados para o combate lavagem de dinheiro. 22. Objetivo da Legislao Aplicvel Fraude em SegurosResultados esperados: Estabelecimento de punies mais severas aosfraudadores de Seguros; Diminuio da propenso de fraudar em seguros; Aumento do n de casos de fraudes encaminhados justia, motivados pela aprovao de alteraes ou denovas leis; Aumento da condenao de fraudadores. 23. Iniciativas Institucionais para Quantificar a FraudeMtricasUniverso PesquisadoResponsvel pela pesquisa e divulgao de indicadores : CNseg 24. Por Que Quantificar a Fraude?Benefcios: Orienta o direcionamento das aes de prevenoe combate fraude; Permite aferio das aes implementadas; Promove a conscientizao dos setores governamentais,da sociedade, dos segurados e do prprio mercado de segurossobre este mal; Suporta a justificativa de retorno (custo x benefcio) dosprojetos de preveno e combate fraude das Seguradoras; Auxilia as Seguradoras no cumprimento da CircularSusep 344/2007. 25. SQF Sistema de Quantificao de FraudesSinistros com Sinistros comSinistros comSinistros com caractersticas caractersticas tpicas fraudefraude tpicas de fraude, de fraude e que foram detectada, comprovada - osejam elas indicadasalvo de alguma ao de podendo tersinistro por filtros investigao, seja pelo sido ou nonegado.automatizados, pelo analista de sinistros, por comprovada.analista de sinistros servios de sindicncia ou por outros tipos internos ou externos a de procedimentos seguradora ou por outrointernos. tipo de investigao. 26. Resultado da Pesquisa SQF - 2009 27. Concluses O principal fator de sucesso no combate fraude a preveno; Tendncia de expanso das carreiras, com a especializao demo-de-obra e qualificao de pessoal; A reduo da fraude em seguros traz benefcios para a sociedade,possibilitando a reduo do custo do seguro; Inibir a fraude contribui para o crescimento do setor de segurose sua importncia no cenrio econmico nacional. 28. Preveno Lavagem de Dinheiro 29. Preveno Lavagem de DinheiroHistria :Segundo alguns a lavagem de dinheiro nasceu na China h 3000 anos atrs,quando mercantes adotavam, para proteger os prprios patrimnios dasgarras dos governantes da poca, tcnicas muito parecidas as usadas hojepelos lavadores.Segundo outra escola de pensamento o termo "lavagem de dinheiro" derivado fato que nos anos 20 e 30 os gangsters, mafiosos americanos (entreos quais o famoso Al Capone), tinham o hbito de reciclar o dinheiro emespcie, que recebiam do contrabando, prostituio, jogo ilegal e extorso,atravs de redes de lavanderias (mas tambm de caa nqueis) que eramusadas para justificar uma origem aparentemente "lcita" para o dinheiro. 30. Histria:O crime de "lavagem de dinheiro" iniciou a ser configurado internacionalmentes nos anos 80, no mbito do combate aos narcotraficantes. O FATF-GAFI(Financial Action Task Force on Money Laundering), um dos principaisorganismos internacionais de referncia e pesquisa no combate lavagem dedinheiro, e o principal agente de integrao e coordenao das polticasinternacionais neste sentido, foi criado em 1989 por iniciativa dos pases do G-7 e da Unio Europia, no mbito da Organizao para Cooperao eDesenvolvimento Econmico (OCDE). 31. Historia:No Brasil a primeira lei que trata especificamente do crime de "lavagemde dinheiro" de 1998 (lei 9.613/98). No mesmo ano foi tambm criado oCOAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), rgo do governopreposto especificamente ao combate lavagem de dinheiro. 32. Lavagem de Dinheiro -Definio: o nome dado s operaes realizadas para a legalizaodo dinheiro oriundo da prtica de atividades criminosas -narcotrfico, terrorismo, contrabando e trfico de armas emunies ou material destinado sua produo, extorsomediante seqestro e crimes praticados por organizaescriminosas, contra a administrao pblica e contra o sistemafinanceiro nacional 33. Lavagem de DinheiroFases:Despersonalizao do Dinheiro (Colocao): a introduo dos recursos obtidos com a prtica de atividades criminosas no sistemafinanceiro, na economia de varejo ou, ainda, sua remessa para pases diversos daquele ondeforam obtidos, com o objetivo de ocultar a sua origem ilegal.Superposio de Transaes (Camuflagem): o disfarce ou encobrimento da fonte daqueles recursos obtidos ilegalmente,criando camadas complexas de transaes financeiras projetadas com o propsitode dificultar a identificao da origem do dinheiro e promover o anonimatodos seus verdadeiros titulares.Reverso do Dinheiro em Atividades Lcitas ou Ilcitas (Integrao):Os recursos ilcitos so re-introduzidos no sistema econmico-financeiro, integrando-se aosdemais ativos do sistema, completamente desconectados da sua origem criminosa. Nessafase, extremamente difcil distinguir a riqueza legal da ilegal. 34. Lavagem de DinheiroFatores comuns: Necessidade de ocultar a origem e o verdadeirodono do capital; Necessidade de manter sempre o controle do capital; Necessidade de mudar rapidamente a forma do capital para poderenxugar o grande volume de dinheiro gerado da atividade criminal deorigem. 35. Lavagem de DinheiroIndcios:Avaliao a maior do valor a ser pago como indenizao de sinistro ou no valor deimportncia segurada;Pagamento de sinistro sem documentao comprobatria da ocorrncia do eventoque lhe deu causa;Emisso de aplice cujo risco j tenha ocorrido ou lanamento de sinistroanteriormente a sua ocorrncia;Emisso de aplice para cobertura de bens ou pessoas inexistentes ou para coberturade pessoa j falecida;Pagamento de indenizao desvinculada da cobertura do contrato de seguro;Pagamento de indenizao a terceiros, no indicados como beneficirios oureconhecidos como legtimos herdeiros, por fora de legislao vigente; 36. Lavagem de DinheiroIndcios:Pagamento de indenizao em valor superior ao capital declarado na aplice;Pagamento ou recebimento, a ttulo de pr-labore, quando desvinculado do prmiocomercial fixado pela companhia;Sinistralidade anormal.Cancelamento prematuro de aplice, com devoluo de prmio ao segurado, sempropsito claro ou em circunstncias aparentemente no-usuais, especialmentequando o pagamento feito em dinheiro ou a devoluo seja ordem de terceiro;Dificuldade na identificao de cliente;Contratao, por clientes estrangeiros, de servios prestados sem razo justificvel,quando for possvel contrat-lo em seus pases de origem;Propostas para a contratao de seguro de bensSabidamente relacionados, direta ou indiretamente,aos crimes de lavagem de dinheiro; 37. Lavagem de DinheiroIndcios:Propostas incompatveis com o perfil do segurado ou propostas discrepantes dascondies normais de mercado, em funo desse perfil ou do lugar onde atue ocorretor;Contratao, por um mesmo segurado, de vrias aplices de pequeno valor, seguidasde cancelamento com a devoluo dos respectivos prmios;Indicao de beneficirio sem aparente relao com o segurado;Mudana de titular do negcio imediatamente anterior ao sinistro;Pagamento de prmio elevado em dinheiro ou pagamento de prmios a maior, composterior devoluo de diferena;Pagamento de prmio por meio de cheque ou ordem depagamento, por pessoa que no seja o prprio segurado. 38. O Mercado na forma da lei:A lei e a regulamentao baixada pela SUSEP estabelecem, para instituies eprofissionais,um conjunto de obrigaes gerais e permanentes destinadas preveno, deteco ou combate lavagem de dinheiro, compreendendo:Correta identificao e manuteno de cadastros de clientes, beneficirios...</p>