francisco mignone: catálogo de obras

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  • Academia Brasileira de Msica

    FRANCISCO M IGNONE

    CATLOGO DE OBRAS

    Organizado porFlvio Silva

    Rio de JaneiroAcademia Brasileira de Msica

    2016

  • Todos os direitos reservadosACADEMIA BRASILEIRA DE MSICARua da Lapa 120/12o andarcep 20021-180 Rio de Janeiro RJwww.abmusica.org.brabmusica@abmusica.org.br

    DIRETORIAPresidente Andr CardosoVice-presidente Joo Guilherme Ripper1o Secretrio Ernani Aguiar2o Secretrio Manoel Corra do Lago1o Tesoureiro Turibio Santos 2o Tesoureira Ricardo Tacuchian

    CAPA E PROJETO GRFICOJuliana Nunes Barbosa

    EQUIPE ADMINISTRATIVADiretoria executiva - Valria PeixotoSecretrio - Ericsson CavalcantiBibliotecria - Dolores Brando

    Alessandro de MoraesSylvio do Nascimento Rafael Nogueira

    ESTAGIRIOSCarlos BragaPedro CantaliceThiago Santos da Silva

    M636 Francisco Mignone : catlogo de obras / organizado por Flvio Silva. -- Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Msica, 2016. 234 p. ISBN: 978-85-88272-36-1 1. Mignone, Francisco Catlogos. 2. Msica Catlogos Brasil. I.Silva, Flvio, org. II. Academia Brasileira de Msica. CDD - 016.780981

  • SUMRIO

    INTRODUOI - MSICA VOCAL, COM OU SEM INSTRUMENTO(S)

    1 - Voz e piano2 - Voz e orquestra3 - Voz(es) solista(s) e instrumento(s)4 - Coro, com ou sem vozes solistas, instrumento(s) e/ou orquestra

    II - MSICA INSTRUMENTAL5 - Piano solo6 - Piano: quatro mos, duos, quintetos7 - Fagote: solos, duos, trios, quartetos; fagote e piano7-A) Solos de fagote7-B) Duos, trio e quartetos de fagote

    8 - Violo: solos, duos, trios; orquestra de violes; violo e piano8-A) Solos de violo8-B) Duos de violo8-C) Orquestra de violes8-D) Violo e piano

    9 - Solos diversos10 - Duos instrumentais10-A) Violino e piano ou rgo10-B) Viola ou violoncelo, com piano10-C) Duos para sopros e piano10-D) Duos de sopros

    11 - Trios a octetos para cordas, com ou sem piano ou flauta11-A) Trios a octetos para cordas11-B) Trios a sextetos para cordas e piano11-C) Trios a sextetos para cordas e flauta

    12 - Trios a octetos para sopros, com ou sem piano e/ou cordas12-A) Trios a quintetos para sopros12-B) Trios a sextetos para sopros com piano12-C) Trios a octetos para cordas e sopros, com ou sem piano

    13 - Orquestra de cordas14 - Orquestra de cmara ou sinfnica15 - Instrumento solista, com orquestra de cordas, orquestra sinfnica ou banda

    061011374044

    5758788383848686888989909191949698

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  • III - MSICA CNICA 16 - peras, bailados e assemelhados

    IV - OBRAS DIVERSAS17 - Chico Boror18 - Transcries, arranjos, orquestraes; primeiros, segundos e ter-ceiros pianos, por F. Mignone, de obras de outros compositores18-A) Transcries, arranjos, orquestraes 18-B) Primeiros, segundos e terceiros pianos

    19 - Mignone no cinema e no diafilme20 - Mignone e o disco20-A) Discos infantis em 78rpm20-B) Gravaes de obras de F. Mignone, pelo compositor e por terceiros 20-C) Gravaes de obras de terceiros, por E Mignone com outros intrpretes 20-D) Gravaes por Alferio Mignone, com ou sem F. Mignone ao piano20-E) Gravaes feitas em 1938, no Rio de Janeiro, para a New York Worlds Fair e The Golden Gate International Exposition (San Francis-co), realizadas nos EUA em 1939 20-F) Gravaes regidas por F. Mignone na Itlia, em 1951,com a Orquestra Sinfnica de Torino da Rdio Italiana

    21 - Revises e dedilhados, por E Mignone, de obras de outros com-positores22 -Transcries, arranjos e/ou harmonizaes, por outros msicos, de obras de F. Mignone

    ABREVIATURAS

    NDICE ALFABTICO DAS OBRAS NDICE CRONOLGICO DAS OBRAS NDICE ONOMSTICO

    NDICE POR CATEGORIAS

    CRONOLOGIA DA VIDA DE F. MIGNONE BIBLIOGRAFIA

    132133

    140141

    146146150151157157

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    INTRODUO

    Esse catlogo foi organizado de acordo com princpios gerais definidos, ante-riormente, para o da obra de Camargo Guarnieri. Sua realizao foi em muito facilitada por listagem prvia preparada por Maria Josephina com grande esforo, dedicao e uma competncia construda no prprio trabalho. Maria Josephina tambm prestou toda a colaborao possvel elaborao do presente texto. Ou-tros agradecimentos so devidos a Ernani Aguiar, Heitor Alimonda (in memorian), Lutero Rodrigues, Lygia Mignone Gripp, Mercedes Reis Pequeno, Noel Devos, Roberto Duarte, Turibio Santos e em especial, a Glria Queiroz.

    Foi indispensvel a consulta ao acervo da Biblioteca Nacional, que recebeu de Maria Josephina a quase totalidade das partituras de Mignone sob sua guarda, e s colees de Mozart de Arajo (na Fundao Banco do Brasil/Rio de Janeiro), do Museu dos Teatros (Rio de Janeiro) e do Instituto de Estudos Brasileiros/USP. Teria sido conveniente, aps uma primeira sistematizao dos dados recolhidos nessas fontes, voltar ao acervo da BN para procurar esclarecer questes que emer-gem quando tais dados so organizados e confrontados. Essa volta, bem como a consulta aos acervos da Escola de Msica da UFRJ e do Centro de Artes da UNIRIO, foi impossvel em funo de problemas funcionais ocorridos na rea federal. A sistematizao adotada para o catlogo contribuir, em princpio, para ajudar a identificar equvocos e omisses.

    A partir de algumas pistas, foi possvel redimensionar todas as questes envolven-do a utilizao, pelo compositor, do pseudnimo Chico Boror. A divulgao/publicao dessa discusso foi deixada para outra ocasio, mas algumas informa-es novas foram includas no captulo 17.

    Organizao

    O repertrio mignoniano foi dividido em quatro partes, por sua vez subdivididas em 22 captulos, nos quais as obras foram dispostas em ordem cronolgica e, para cada ano, em ordem alfabtica. As obras com data de composio ignorada foram colocadas no final de cada captulo. Alguns captulos da segunda parte tambm foram subdivididos, com a pretenso de facilitar a identificao de for-maes especiais de grupos de obras.

    Cada obra identificada univocamente por um cdigo composto de dois nme-ros separados por ponto: o primeiro nmero o do captulo, e o segundo, o da

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    obra na ordem cronolgico/alfabtica em que ela aparece no captulo. No caso de ciclos, esse cdigo seguido de parnteses com nmeros que informam a quanti-dade de obras desse ciclo. Assim, o ttulo informado pelo cdigo 5.68(1-12) est no captulo 5, onde ocupa o nmero de ordem 68, e corresponde a um ciclo de doze obras. A segunda dessas obras pode ser indicada pelo cdigo 5.68(2). possvel agrupar vrios cdigos de um mesmo captulo. Assim, os cdigos 1.40 at 1.45 podem ser agrupados na forma 1.40-45; os cdigos 1.40 e 1.45, na forma 1.40/45. As obras de um ciclo podem ser identificadas de forma an-loga: 5.68(3-7) para as obras da terceira at a stima; 5.68(3/9/11) para a terceira, a nona e a dcima-primeira obras.

    Essa codificao possibilita remisso de uma obra a outra sem consulta a nmero de pgina, e particularmente til nos casos de troca de informaes entre obras na verso original e em transcries.

    As informaes sobre cada obra foram divididas em vrias categorias, abaixo lis-tadas na forma em que aparecem:

    (cdigo) Titulo (partes ou movimentos, quando for o caso)(formao vocal e/ou instrumental)Ano/ms/dia DuraoTexto (quando for o caso)Dedic. (dedicatria, quando existente ou conhecida)Ed. (edio, quando conhecida; a ausncia da categoria indica obra em manus-crito) Estr. (estria, quando conhecida)Orig. [ou] Transc. (original ou transcrio)

    Orig.: informa que a obra verso de um original, cujo cdigo fornecido;Transc.: informa que a obra est na verso original e que tem transcrio,

    cujo cdigo fornecido; pode ocorrer que uma verso original tenha mais de uma transcrio;

    Quando no foi possvel saber qual a verso original, as duas categorias apare-cem se paradas por barra (/);Obs. observaes.

    Procurou-se detalhar a percusso utilizada, ao invs de anotar, genericamente, a abreviatura perc., muito embora essa opo multiplique a possibilidade de equvocos, devido complexidade da nomenclatura desses instrumentos.Quatro ndices possibilitam formas variadas de busca das informaes trazidas

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    pelo catlogo: o alfabtico e o cronolgico das obras, o onomstico e o de insti-tuies e de eventos. Sua confeco foi enormemente facilitada pela codificao adotada.

    Observaes gerais

    A elaborao de um catlogo necessita considerar procedimentos prprios a cada compositor. No caso de Mignone, h uma profuso de verses de uma obra para vrias formaes. Essas verses so, s vezes, acompanhadas de mudanas de t-tulo que dificultam a identificao da obra original. Em alguns casos, ocorre a atribuio do mesmo ttulo a obras diferentes.

    lendria a facilidade de leitura do compositor, bem como a dificuldade que ele tinha para executar obra sua de memria: a fantstica capacidade de improvi-sar e/ou fazer variaes levava-o a seguir outros caminhos, caso no tivesse diante de si o texto musical para limitar sua fantasia. Ele tambm escrevia partituras com grande rapidez, o que o levava a grafar frequentes transposies de canes de uma voz para outra. Antes da facilitao trazida pelas fotocpias, era tambm comum ele transcrever uma obra ainda no impressa a pedido de intrpretes. Em qualquer desses casos, e em muitos outros, era normal a modificao de obras j escritas, ditada por seu vis de improvisador. Um mesmo texto potico podia servir para Mignone fazer duas canes diferentes, chegando, mesmo, a compor trs melodias para um poema de Murilo Miranda (ver 1.116/117/119).

    Em certos perodos, o compositor experimentava uma fixao em compor vrias obras para uma mesma forma ou formao vocal ou instrument

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