fÓrum nacional de prÓ-reitores de .2 fÓrum nacional de prÓ-reitores de extensÃo das...

Download FÓRUM NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE .2 FÓRUM NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES

Post on 06-Sep-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • FRUM NACIONAL DE PR-REITORES

    DE EXTENSO DAS UNIVERSIDADES

    PBLICAS BRASILEIRAS

    GRUPO DE TRABALHO (GT)

    AVALIAO DA EXTENSO UNIVERSITRIA

    AVALIAO NACIONAL DA EXTENSO UNIVERSITRIA

    PRESSUPOSTOS, INDICADORES E

    ASPECTOS METODOLGICOS

    Dezembro/2000

  • 2

    FRUM NACIONAL DE PR-REITORES DE EXTENSO DAS UNIVERSIDADES PBLICAS BRASILEIRAS

    Coordenao Nacional

    Malvina Tnia Tuttman / 1999

    Lucas Batista Pereira / 2000

    Subcoordenao Nacional

    Rossana Maria Souto Maior Serrano / 1999

    Targino de Arajo Filho / 2000

    Coordenao da Regio Nordeste

    Ana Anglica Matos Rocha / 1999

    Paulo Cabral de Oliveira / 2000

    Coordenao da Regio Sul

    Luiz Fernando Coelho de Souza / 1999

    Oswaldo Calzavara / 2000

    Coordenao da Regio Sudeste

    Targino de Arajo Filho / 1999

    dison Jos Corra / 2000

    Coordenao da Regio Centro-Oeste

    Angela Zanon / 1999

    Ana Luiza Lima Souza / 2000

  • 3

    Coordenao da Regio Norte

    Fernando Srgio Valente Pinheiro,

    Fabola Holanda B. Lins Caldas / 1999

    Christian Pinheiro da Costa / 2000

    GRUPO DE TRABALHO SOBRE AVALIAO INSTITUCIONAL DA EXTENSO

    Rossana Maria Souto Maior Serrano (UFPB)

    Maria Jos Justino (UFPR)

    Maria das Dores Pimentel Nogueira (UFMG)

    Snia Regina Mendes (UERJ)

    Reviso de texto: Altair Pivovar (UFPR)

    Digitao: Amlcar Figueiroa (UFMG) e Mrio Artigas (UFPR)

    AGRADECIMENTOS:

    Afrnio Jos Soriano Soares (UEMS) e

    Ana Caritas Teixeira de Souza (UFGO), pela colaborao inicial no projeto

    Reviso de texto: Altair Pivovar

  • 4

    1999 - 2000

  • 5

    SUMRIO

    Apresentao

    Captulo I

    Construindo a Avaliao da Extenso Universitria

    1.1. Princpios e diretrizes do Frum

    1.2. Avaliao no contexto de atuao do Frum

    1.3. Objetivos

    1.4. Concepo e desenho geral do projeto

    1.5. Dimenses de investigao

    Captulo II

    Aspectos metodolgicos

    2.1. Dimenses, categorias e indicadores

    2.2. Observaes metodolgicas sobre a construo dos instrumentos, tcnicas de coleta e anlise de dados

    Captulo III

    Quadro dos componentes da Avaliao da Extenso Universitria:

    dimenses, categorias e indicadores

    Bibliografia

  • 6

    APRESENTAO

    Considerando os desafios por que passam as universidades brasileiras

    neste final de sculo na busca da qualidade cientfica, tecnolgica e artstico-

    cultural e na interao com a sociedade, por meio de aes de promoo e

    garantia dos valores democrticos de igualdade e desenvolvimento social e

    levando em conta o perfil acadmico e o papel social com que a extenso

    universitria vem sendo desenvolvida nos ltimos anos, o Frum Nacional de

    Pr-Reitores de Extenso entende que o momento poltico exige um processo

    institucional que valorize e reconhea a extenso como parte do fazer

    acadmico.

    Assim sendo, o Frum Nacional acredita que a incluso da extenso

    universitria como um dos parmetros de avaliao da prpria universidade

    constitui um desafio urgente, dada a importncia de se consolidar uma prtica

    extensionista de acordo com o modelo defendido pelo Frum desde 1987 e

    consolidado no Plano Nacional de Extenso (Frum MEC/SESU) que venha a

    referenciar as universidades como instituies e sintonizadas com a realidade

    social.

    O Plano Nacional de Extenso 1999/2001, expressa, entre outros, os

    seguintes objetivos:

    tornar permanente a avaliao institucional das atividades de extenso universitria, tomando-a como um dos parmetros de avaliao da prpria universidade;

    criar condies para a participao da universidade na elaborao das polticas pblicas voltadas para a maioria da populao, bem como para o reconhecimento dessa instituio como organismo legtimo de acompanhamento e avaliao da implantao de tais polticas.

  • 7

    Esse plano apresenta como uma de suas metas a "elaborao de uma

    proposta de Programa Nacional de Avaliao da Extenso Universitria das

    universidades brasileiras a ser apoiado e financiado pela Secretaria de Ensino

    Superior do MEC, no prazo de um ano, e sua implementao em at dois anos".

    Nesse amplo contexto, as IES pblicas reafirmam seu compromisso de busca

    inequvoca da qualidade em todos os campos do saber relacionados s questes

    nacionais.

    Para efetivar essa meta estabelecida no Plano, o Frum instituiu, durante o

    15 Encontro Nacional de Pr-Reitores de Extenso, realizado em Campo

    Grande (UFMS), o Grupo Tcnico de Avaliao da Extenso Universitria.

    Foram estabelecidos como objetivos desse grupo tcnico:

    Estabelecer princpios para avaliao da extenso universitria. Construir os critrios para o acompanhamento e a anlise dos

    resultados da avaliao da extenso universitria. Elaborar uma metodologia de avaliao da extenso universitria. Criar um sistema de indicadores para avaliao da extenso

    universitria.

    Aps um ano de trabalho, o GT submeteu apreciao do Frum, em sua

    16 reunio, realizada em Joo Pessoa (UFPB), em junho de 2000, seus

    documentos preliminares (Documento I Pressupostos e Indicadores e

    Documento II Aspectos Metodolgicos), em que se discutiu a

    institucionalizao, em nvel nacional, da avaliao da extenso. Ambos foram

    aprovados com o indicativo de que fossem incorporados em um nico

    documento que servisse como orientao bsica para as universidades

    brasileiras.

    O documento aqui apresentado o resultado dessa consolidao. Em sua

    funo de produo de conhecimento e qualificao de recursos humanos, por

    meio de suas aes de ensino, pesquisa e extenso, a universidade interfere na

    sociedade, na perspectiva de sua transformao. esta concepo de

  • 8

    universidade que norteia este documento: a que a v como instituio

    comprometida com a transformao social.

    CAPTULO I

    CONSTRUINDO A AVALIAO DA EXTENSO UNIVERSITRIA

    1.1. Princpios e diretrizes

    O Frum Nacional de Pr-Reitores de Extenso das Universidades

    Pblicas Brasileiras, ao elaborar a proposta de Avaliao Nacional da Extenso

    Universitria, reafirma princpios e diretrizes polticas formulados ao longo de

    seus treze anos de atuao. Esses princpios tm orientado a atuao dos pr-

    reitores nas Instituies de Ensino Superior (IES) pblicas e direcionado a

    elaborao das polticas de extenso universitria. O Frum considera o trabalho

    acadmico como um processo orgnico e contnuo que se estende desde a

    produo at a sistematizao do conhecimento e a transmisso dos resultados.

    Nessa perspectiva, a extenso concebida como um processo educativo,

    cultural e cientfico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissocivel e

    viabiliza a relao transformadora entre universidade e sociedade (Frum, I

    Encontro Nacional).

    A indissociabilidade entre as atividades de extenso, ensino e pesquisa

    fundamental no fazer acadmico. A relao entre o ensino e a extenso supe

    transformaes no processo pedaggico, pois professores e alunos constituem-se

    como sujeitos do ato de ensinar e aprender, levando socializao do saber

    acadmico. A relao entre extenso e pesquisa ocorre no momento em que a

    produo do conhecimento capaz de contribuir para a melhoria das condies

    de vida da populao. A extenso, como ao que viabiliza a interao entre a

    universidade e a sociedade, constitui elemento capaz de operacionalizar a

  • 9

    relao teoria/prtica, promovendo a troca entre os saberes acadmico e popular.

    Nesse sentido, de fundamental importncia a avaliao da sociedade sobre o

    papel da universidade, bem como a anlise do impacto da ao extensionista na

    transformao da prpria universidade, que pode ser percebido pelo

    estabelecimento de novas linhas de pesquisa, criao de estgios e novos cursos.

    A extenso deve ser realizada considerando o compromisso social da

    universidade enquanto instituio pblica empenhada no equacionamento das

    questes que afligem a maioria da populao, devendo ser realizada

    preferencialmente em articulao com as administraes pblicas.

    A ao extensionista, interdisciplinar por natureza, ao abordar a realidade

    em sua plenitude, promove a produo do conhecimento de forma integrada.

    Desse modo, a extenso no pode ser vista fora do processo acadmico,

    divorciada da pesquisa e do ensino.

    Nesse sentido, a valorizao e institucionalizao da ao extensionista

    passa a ser indispensvel para a sua execuo, em conformidade com os

    princpios e diretrizes do Plano Nacional de Extenso proposto pelo Frum de

    Pr-Reitores de Extenso.

    1.2. Avaliao no contexto de atuao do Frum

    A preocupao com a construo dos princpios que poderiam nortear a

    implantao de uma avaliao da extenso universitria no recente. Em 1991,

    o V Encontro Nacional, realizado em So Lus (UFMA), registrava a

    necessidade de se trabalhar o tema avaliao e de se construir indicadores de

    avaliao da extenso. Em 1992, apontando na mesma direo, a Coordenao

    Nacional do Frum publica o documento intitulado "A Extenso Universitria

    no Brasil: contribuio ao diagnstico". O referido documento reitera a

    necessidade de se estabelecer parmetros e elaborar indicadores relevantes para

  • 10

    subsidiar o processo de avaliao e aperfeioar a prtica extensionista. O

    documento conclui que a definio dos indicadores diagnsticos da extenso no

    pode ser mais protelada, correndo-se o risco de que as a

Recommended

View more >