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Frum de Pr-Reitores de Graduao das Universidades

Brasileiras

INDICADORES DE AVALIAO E

QUALIDADE NA GRADUAO

Texto elaborado a partir da Oficina de Trabalho de Campinas/SP,

realizada de 16 a 18 de agosto de 2000.

Campinas,

Dezembro de 2000

DIRETORIA NACIONAL GESTO 2000/2001

Presidente Vice-Presidente

Fernando Jorge Rodrigues Neves Angelo Luiz Cortelazzo

Universidade de Braslia Universidade Estadual de Campinas

REGIONAIS

Coordenadores Vice-Coordenadores

NORTE

Carlos Alberto de S. Cardoso

Universidade Federal de Roraima

NORDESTE

Wilhelmus Jacobus Absil Paulo de A. Penteado Filho

Universidade de Fortaleza Universidade Federal da Bahia

CENTRO-OESTE

Iara Barreto

Universidade Federal de Gois

SUDESTE

Jos Nagib Contrim rabe Esther Hermes Lck1

Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal Fluminense

SUL

Jos Ederaldo Queirz Telles Nelson Lopes Duarte Filho

Universidade Federal do Paran Fundao Universidade do Rio Grande

PARTICIPANTES DA OFICINA

Andr de Almeida

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro -

RJ

Angelo Luiz Cortelazzo1,2

Universidade Estadual de Campinas SP

Antonio Carlos Brolezzi

Universidade Federal de Ouro Preto-MG Carlos Alberto de Souza Cardoso

Universidade Federal de Roraima - RR

Daniel Ximenes

Universidade Metodista de Piracicaba SP Delzimar da Costa Lima

Centro Universitrio Ulbra - TO

Deusa da Cunha Bruno

Universidade Salgado de Oliveira RJ Elisabete Monteiro de A. Pereira

1

Universidade Estadual de Campinas SP

Esther Hermes Lck

Universidade Federal Fluminense - RJ Eugnia Maria Reginato Charnet

Universidade Estadual de Campinas - SP

Fernando Jorge Rodrigues Neves

Universidade de Braslia - DF Francisco de Assis Palharini

1

Universidade Federal Fluminense - RJ

Geisa Nunes de Souza Mozzer

Universidade Federal de Gois - GO Iara Barreto

Universidade Federal de Gois-GO

Iara de Moraes Xavier

Universidade do Rio de Janeiro - RJ Jos Nagib Contrim rabe

Universidade Federal de Minas Gerais - MG

Mara Eliane Fonseca Rodrigues

Universidade Federal Fluminense-RJ Mrcia Maria Cappellano dos Santos

Universidade de Caxias do Sul - RS

Margareth Paracat Corra Lima

Universidade Federal do Mato Grosso - MT Mauro Mendes Braga

Universidade Federal de Minas Gerais - MG

Paulo de Arruda Penteado Filho

Universidade Federal da Bahia - BA Paulo Ricardo Bittencourt Guimares

Universidade Federal do Paran - PR

Silvana Marta Tumelero1

Universidade do Oeste de Santa Catarina - SC Slvia Dias Pereira

Universidade Estadual do Rio de Janeiro - RJ

Slvio Jos Rossi

Universidade Federal da Paraba - PB Snia Maria Hickel Probst

Universidade Federal de Santa Catarina - SC

Sueli Petry da Luz1

Universidade Vale do Itaja - SC Wilhelmus Jacobus Absil

Universidade de Fortaleza-CE

1 Comisso de Redao, que contou ainda com a participao da Dra. Amndia Maria de

Borba e Dra. Elizabeth Caldeira da Universidade Vale do ItajaSC. 2 Coordenador da Comisso de Redao e Sistematizao final do documento

SUMRIO

P.

Apresentao......................................................................................................... 05

1 Introduo ....................................................................................................... 07

2 Referncias para a Qualidade da Educao .................................................. 10

2.1 Qualidade e Quantidade: Processo Dialgico ................................................ 13

3 Sinalizadores para a Construo de Indicadores de Avaliao ........................ 17

3.1 Referncias para a Construo dos Indicadores............................................ 20

4 Exemplos de Sinalizadores produzidos na Oficina.......................................... 24

4.1. Projeto Pedaggico........................................................................................ 24

4.2. Recursos Humanos........................................................................................ 25

4.2.1. Corpo Docente ............................................................................................ 25

4.2.2. Corpo Tcnico-Administrativo ..................................................................... 25

4.2.3. Corpo Discente ........................................................................................... 26

4.3. Infra-Estrutura ................................................................................................ 27

4.4. Gesto ........................................................................................................... 27

5 Consideraes Finais ........................................................ .............................. 29

Bibliografia ......................................................................................................... 31

APRESENTAO

Dando continuidade s atividades desenvolvidas a partir da aprovao do Plano Nacional de

Graduao em 1999, a Diretoria do Frum de Pr-Reitores de Graduao das Universidades

Brasileiras (ForGRAD) gesto 2000/2001, realizou a terceira Oficina de Trabalho:

"Indicadores de avaliao para a graduao", na Universidade Estadual de Campinas, em

Campinas So Paulo, no perodo de 16 a 18 de agosto de 2000.

Alm dos membros da diretoria do ForGRAD, a Oficina de Campinas contou com a

participao de especialistas da rea de avaliao e de Pr-Reitores de Graduao, com

representao de todas as regies brasileiras.

A idia da Oficina sobre avaliao da qualidade da graduao surgiu da necessidade de serem

aprofundadas as discusses para o estabelecimento de alguns princpios norteadores para esse

processo. No se pretendeu construir uma nova matriz para a realizao de avaliaes em

substituio quelas existentes, mas antes de tudo, aprofundar as bases para a construo de

uma cultura avaliativa que seja parte integrante do projeto pedaggico da Instituio e de seus

Cursos de Graduao. Procurou-se no perder de vista o fato de que uma avaliao realizada a

partir de parmetros e indicadores comuns pode levar a distores que no respeitam as

especificidades e caractersticas institucionais e regionais de nosso pas continental. Do

mesmo modo, a ausncia de indicadores que permitam uma comparabilidade mnima entre as

Instituies, pode afetar de forma negativa o estabelecimento das metas e aes a serem

perseguidas ao longo do projeto pedaggico institucional, aps a anlise da avaliao.

Alm dos trabalhos em grupo, a Oficina teve incio com a mesa redonda:"Implicaes

conceituais para uma prtica avaliativa", com a participao dos Profs. Drs. Dilvo I. Ristoff

(UFSC), Jos Dias Sobrinho, e Luiz Carlos de Freitas (Unicamp). No segundo dia, houve a

palestra: "Incluses e excluses causadas pelos indicadores avaliativos" proferida pela Dra.

Bernadete A. Gatti (CEE-SP, Fundao Carlos Chagas e PUC-SP). Nos perodos da tarde e no

terceiro dia, ocorreram os trabalhos em grupo.

Para apresentao do produto da Oficina, foi constituda uma Comisso de Redao para a

elaborao do presente documento, que tem por propsito ser mais uma fonte para os debates

acerca da temtica em foco. Como conseqncia da Oficina de Campinas foi escolhida a

"qualidade da graduao" como eixo temtico do XIV Frum Nacional do ForGRAD, a ser

realizado na cidade de Curitiba, de 20 a 24 de maio de 2001. Durante o evento, este texto

estar sendo utilizado como ponto de partida e referncia para as discusses do Grupo de

Trabalho sobre Indicadores de Qualidade.

Alm disso, a exemplo do que ocorreu com o produto das Oficinas anteriores promovidas

pelo ForGRAD, haver a divulgao do presente documento a todas as Instituies de Ensino

Superior brasileiras.

Angelo Luiz Cortelazzo

Coordenador da Comisso de Redao e

Vice-Presidente do ForGRAD

Introduo

Trabalhar com a graduao numa sociedade complexa como a que estamos vivendo, significa

passar pela discusso do processo de avaliao tanto da instituio, como dos Projetos

Pedaggicos de curso. A diversidade cultural e a profuso de conhecimentos fazem com que

as instituies analisem as formas que utilizam para transmitir, gerar e socializar o

conhecimento.

Herdeiro de uma convulso social e econmica, o milnio inicia com fortes transformaes

nas polticas econmicas, sociais e nas questes epistemolgicas. As expresses que

floresceram para conceituar ou classificar essas mudanas so variadas e de difcil acordo na

significao de suas terminologias: neoliberalismo, globalizao, ps-estruturalismo, ps-

modernidade. Estas novas tendncias recebem tanto crticas e rejeies, como aceitaes e

defesas.

Como resultado, encontramos forte conseqncia na educao: mudanas paradigmticas,

mudanas na funo social da universidade, na organizao curricular, na nfase

metodolgica, na relao com a sociedade.

A universidade at ento se estruturou pelo paradigma da modernidade trabalhando o

conhecimento muito mais como pro

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