formulario de nutrição clínica - medicina_esportiva

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INTRODUO

Existem poucos aspectos positivos sobre o uso de esterides andrgenos entre os atletas e adeptos da musculao. Em certas circunstncias, os esterides anablicos realmente desenvolvem massa muscular, mas s vezes a um preo muito alto para a sade. Essas drogas esto sendo usadas atualmente no apenas por alguns atletas de fora ( como jogadores de futebol americano ), mas tambm por alguns atletas de resistncia, como os corredores. At alguns atletas de escolas secundrias esto utilizando essas drogas. Todas essas drogas so, em diversos graus, andrognicas ( masculinizantes ) e anablicas ( desenvolvem a musculatura ). Existe um grande nmero delas e, normalmente, muitas so usadas de forma alternativa e em vrias combinaes. Essas drogas tm potentes efeitos sobre os Hormnios e o metabolismo do corpo, muitos deles indesejveis. Dentre os possveis efeitos colaterais dessas substncias esto os distrbios psicolgicos ( inclusive agressividade anormal ), infertilidade masculina normalmente reversvel, alterao do desejo sexual ( freqentemente diminuio ), deteriorao na qualidade da pele ( oleosidade, acne, espinhas, estrias ), problemas do sono, ginecomastia ( desenvolvimento de mamas semelhantes s femininas ) em homens, hirsutismo ( crescimento de plos ) e outros efeitos masculinizantes em mulheres e calvcie de padro masculino tanto em homens quanto em mulheres. Outros efeitos colaterais esto relacionados ao colesterol ( os problemas de colesterol e triglicrides, de onde decorrem a aterosclerose e trombose, podendo levar ao infarto do miocrdio, flebite, derrame cerebral, etc. ), problemas hepticos e aumento do risco de desenvolvimento de vrios tipos de cncer ( dentre as seqelas mais importantes envolvendo o uso e abuso de anabolizantes, a maior nfase ficaria por conta dos problemas hepticos e os de prstata, notadamente o cncer nestes dois rgos ). Atualmente, um nmero cada vez maior de adolescentes ( com risco especial de desenvolvimento de problemas graves, inclusive interrupo do crescimento ) e mulheres ( com comprometimento irreversvel da voz, hirsutismo, calvcie de padro masculino e aumento do clitris ), esto usando esterides anablicos. O uso cuidadosamente controlado por um mdico, pode em prazo relativamente curto, ser til na acelerao da recuperao de indivduos que sofreram acidentes ou doenas que provocaram perda muscular e perda da vitalidade. Os nveis de testosterona, o principal Hormnio sexual masculino, freqentemente diminuem com o envelhecimento do homem ( j nas mulheres, o principal

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hormnio sexual (estrognio) diminui de forma muito acentuada na menopausa ). Assim como as mulheres podem com freqncia beneficiar-se muito da terapia de reposio do estrognio aps a menopausa, os homens tambm podem obter algum benefcio com a reposio da testosterona medida que envelhecem. A terapia de reposio hormonal uma prtica mdica amplamente aceita em mulheres, porm isso no ocorre em relao aos homens. importante observar que, quando foi identificado pela primeira vez h muitas dcadas, o hormnio do sexo masculino foi considerado por muitos mdicos como uma substncia milagrosa que poderia retardar o envelhecimento e prolongar o vigor do homem. Durante algum tempo, a testosterona foi usada no s para aumentar o desejo sexual reduzido, mas tambm para dar mais energia tanto fsica quanto mental, durante o processo de envelhecimento. Muitas histrias clnicas alegam que a testosterona poderia eliminar at a senilidade incipiente em alguns homens. Entretanto, quando foi descoberto que a administrao de altas doses de testosterona pode promover Crescimento anormal , as vezes maligno, da prstata, as pessoas comearam a recuar e a idia do uso da testosterona como substncia antienvelhecimento desapareceu. S recentemente a idia ressurgiu. O uso da testosterona exige superviso mdica. Partindo-se desse princpio, hoje, a maioria dos anabolizantes no contm a testosterona. Como j vimos, nos primrdios da Histria do estmulo anablico e andrognico, despontou, inicialmente, a testosterona e seus derivados sintticos ( os chamados esterides anablicos ), e os liberadores de Testosterona ento chamados de afrodisacos. Depois surgiu o Hormnio do Crescimento (GH ) e seus liberadores. Por fim, introduziu-se a prtica do uso da insulina, ou de seus liberadores, como recurso para induzir a um estmulo anablico. Hoje so usados os liberadores especficos de cada substncia, pois estes tm a vantagem de no manifestar nenhum dos efeitos colaterais relacionados com a utilizao direta dos agentes especficos de que so liberadores. A definio de energia Capacidade de realizar um trabalho. Os corredores, outros atletas, e todas as pessoas que fazem exerccios, necessariamente esto realizando um trabalho fsico maior do que as que vivem de forma mais sedentria. A energia necessria para essas atividades derivada da queima de substncias contidas nos alimentos ( carboidratos, gorduras e protenas ), produzindo a molcula transportadora de energia

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biolgica, conhecida como trifosfato de adenosina ou ATP. O ATP produzido principalmente por um processo conhecido como fosforilao oxidativa. Esse processo produz uma determinada quantidade de atividade dos radicais livres; quanto mais o processo usado, mais aumenta essa atividade. Os que praticam exerccios regularmente produzem maior quantidade de radicais livres prejudiciais e, portanto, necessita de maior proteo antioxidante. Esse processo ocorre na mitocndria, a qual entre outras coisas, abastece de eltrons os citocromos das pregas mitocondriais onde ocorre o transporte de eltrons e, por conseqncia municia de energia livre o processo de fosforilao oxidativa, com resultante produo de ATP. Eltrons estes que so transportados at o seu aceptor final, o oxignio que respiramos. O ciclo de Krebs tambm um ncleo de integrao dos macronutrientes como o carboidrato, gordura e protenas, ponto de convergncia por onde h uma passagem obrigatria, destas trs fontes energticas, na sua interconverso uma nas outras, bem como para efeito destes trs macronutrientes sofrerem oxidao aerbica, nos mitocondrios, para a produo de energia. Um estudo recente indica que a suplementao de vitamina E ( 400 UI/dia ) aumenta a resistncia fsica em grandes altitudes. Um outro estudo sugere que soldados que tomaram 6g/dia de suplementos de L-tirosina tm um desempenho fsico e mental melhor em grandes altitudes do que os que no tomaram. No foram observados efeitos adversos. Tanto a vitamina E quanto a L-tirosina parecem produzir efeitos que poderiam ter uma enorme importncia para os atletas de resistncia, alpinistas, esquiadores e outros atletas que se exercitam em grandes altitudes. Descobriu-se que as atletas necessitam de uma quantidade maior de B2 ( riboflavina ). Os atletas de resistncia precisam prestar ateno especial manuteno de uma ingesto adequada de magnsio. A ingesto de magnsio inferior ao nvel timo pode prejudicar significativamente o desempenho. Sabe-se que os corredores de longas distncias desenvolvem uma deficincia de ferro devido a vrios fatores, dentre eles o impacto contnuo em seus ps. Foi relatado que a incidncia de resfriados, gripes e problemas respiratrios maior nos atletas que se exercitam em reas poludas. Provavelmente isso decorrente do aumento da produo de radicais livres de oxignio causado por poluentes como o oznio. Com o avano das pesquisas, na rea da sade, verificou-se que os radicais livres so responsveis pelo declnio da performance atltica e da decadncia fisiolgica do nosso organismo. A formao dos radicais livres, e as reaes oxidativas indesejveis que provoca, funo dos prprios processos metablicos naturais do organismo, aqueles indivduos com o metabolismo acelerado como os atletas por exemplo, esto mais

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propensos as oxidaes provocadas pelos radicais livres. A suplementao com oligoelementos e vitaminas essencial para se manter a boa forma. Os atletas necessitam de reposio de lquidos e a melhor forma de repor lquidos bebendo gua pura, inalterada. Os atletas de resistncia tambm necessitam de reposio de carboidratos. A melhor fonte de carboidratos so os polmeros de glicose, tambm conhecidos como maltodextrina. A formulao ideal para atletas varia de acordo com modalidade esportiva, sexo, biotipo, estgio de desenvolvimento em que se enquadra, condio fsica, etc. O ideal um suplemento de vitaminas e minerais bem balanceadas. Por exemplo a dose recomendada de Vitamina E para atletas de resistncia, alpinistas, esquiadores e outros atletas que se exercitam em grandes altitudes de 400 UI/dia. Os corredores de longas distncias devem adicionar diariamente 10 a 15 mg de ferro ao seu programa de suplementao, se essa quantidade no estiver includa no programa. As frmulas bsicas devem incluir quantidade adequada de riboflavina e magnsio adequada aos atletas. Muitos atletas, especialmente os que esto sujeitos a condies de hipoxia, como os que se exercitam em grandes altitudes, podem beneficiar-se da suplementao de L-tirosina. O ideal comear com 500 mg trs vezes ao dia cerca de trinta minutos a uma hora antes das refeies ou com o estmago vazio. A dose pode ser aumentada para 2 g trs vezes ao dia com o estmago vazio. Os que sofrem de hipertenso arterial no devem tomar Ltirosina, exceto com superviso mdica. Os que tomam antidepressivos do tipo inibidores da MAO no devem usar L-tirosina. Quanto a reposio de lquidos, o ideal gua pura , e no caso de atletas de resistncia, a adio de maltodextrina gua uma boa fonte de carboidratos. Um nmero cada vez maior de atletas, adeptos da musculao procuram frmulas que desenvolvam msculos e queime gordura. Esse resultado obtido atravs do aumento da secreo do Hormnio do Crescimento ( GH ) . Acredita-se que esse Hormnio uma vez na corrente sangnea ajude a queimar a gordura e a desenvolver a musculatura. Existem substncias chamadas liberadores de Hormnio de Crescimento, que atuam na hipfise ( estrutura da massa ceflica responsvel pela secreo do Hormnio do Crescimento ). import