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Download FONAPRACE – Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis Regional Sudeste O Decreto nº 7.416, de 30 de dezembro de 2010 e sua aplicação

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  • FONAPRACE Frum Nacional de Pr-Reitores de Assuntos Comunitrios e EstudantisRegional Sudeste

    O Decreto n 7.416, de 30 de dezembro de 2010 e sua aplicao em com consonncia com o Plano Nacional de Assistncia Estudantil (Decreto n 7.234): Reflexes preliminares. So Paulo, 30 de Agosto 2011

  • Pensar em Universidade Pblica hoje Hoje temos uma Universidade heterognea. Mltipla. E essa multiplicidade nos obriga a ampliar nosso campo de interveno. Afinal, hoje ocorre aquilo que muitos de ns sempre desejamos: A democratizao do ensino superior!

    fundamental que todos os regulamentos e propostas que visem possibilitar o acesso e a permanncia dos estudantes, em particular, os estudantes oriundos das camadas populares, sejam debatidos por ns, a fim de que as aes possam ser geridas e executadas com a mxima qualidade possvel.

  • Com este debate pretendemos...

    Nosso objetivo com a presente apresentao refletir sobre as questes estabelecidas pelo Decreto n 7.416 e promover o debate acerca de sua aplicao em consonncia com o Plano Nacional de Assistncia Estudantil.

  • O PNAES (Decreto n 7.234) tem como finalidade:

    Ampliar as condies de permanncia dos jovens na educao superior pblica federal e como um de seus objetivos contribuir para a promoo da incluso social pela educao.

    Em seu artigo 4, pargrafonico, o PNAES versa que:

    As aes de assistncia estudantil devem considerar a necessidade de viabilizar a igualdade de oportunidades, contribuir para a melhoria do desempenho acadmico e agir, preventivamente, nas situaes de reteno e evaso decorrentes da insuficincia de condies financeiras. [grifo nosso]

  • O Decreto n 7.416, de 30 de dezembro de 2010 O Decreto n 7.416, de 30 de dezembro de 2010 regulamenta a concesso de bolsas pelas IFES, classificando-as em bolsa permanncia e bolsa de extenso. Em seus quinze artigos, o Decreto versa sobre questes que permeiam o cotidiano das Pr-Reitorias voltadas para a assistncia estudantil como critrios de concesso de bolsas, cancelamento de bolsas, dentre outras questes.

  • A questo oramentria

    Art.2As bolsas de permanncia e de extenso sero pagas mensalmente e adotaro como referncia os valores das bolsas correspondentes pagas pelas agncias oficiais de fomento pesquisa. [grifo nosso]

    Pargrafo nico.As bolsas de permanncia e de extenso podero ser renovadas, observados a disciplina prpria da instituio e os termos do edital de seleo, considerando o desempenho do estudante, a avaliao dos programas ou projetos desenvolvidos, bem como a disponibilidade oramentria. [grifo nosso]

  • Examinando Decreto n 7.416, nos chama ateno o artigo 3, que dispe sobre os requisitos para recebimento das bolsas de permanncia e extenso. Em nosso entendimento, o veto acumulao de bolsas, disposto no inciso IV, pode representar um entrave ao cumprimento pleno do estabelecido pelo PNAES. Vejamos o quadro comparativo:

  • DECRETO 7.234 (PNAES) - objetivos

    I-democratizar as condies de permanncia dos jovens na educao superior pblica federal;II-minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanncia e concluso da educao superior;III-reduzir as taxas de reteno e evaso; eIV-contribuir para a promoo da incluso social pela educao.DECRETO 7.416 - requisitos

    I - estar regularmente matriculado em curso de graduao;II - apresentar indicadores satisfatrios de desempenho acadmico, definidos pela instituio;III - ser aprovado em processo de seleo, que deve considerar critrios de vulnerabilidade social e econmica, no caso da bolsa permanncia;IV - no receber qualquer outra bolsa paga por programas oficiais; eV - apresentar tempo disponvel para dedicar s atividades previstas no edital de seleo, quando a modalidade exigir.

  • Em seu artigo 5, o Decreto 7.416 dispe ainda que:Art. 5. A concesso das bolsas de permanncia de que trata art. 1, inciso I, ser disciplinada pelo rgo colegiado competente da instituio, em harmonia com a poltica de assistncia estudantil, considerada a especificidade das demandas acadmicas geradas pela vulnerabilidade social e econmica dos estudantes. [grifo nosso]

    Pargrafo nico. A concesso das bolsas de permanncia dever ser periodicamente avaliada quanto efetiva ampliao da permanncia e ao sucesso acadmico de estudantes em condio de vulnerabilidade social e econmica na instituio.

  • Em nosso entendimento...

    Acreditamos que a Universidade Pblica representa, em especial, para os estudantes que pertencem aos extratos sociais mais vulnerveis, algo que perpassa o ambiente acadmico. Obviamente, as Instituies de Ensino Superior tem como objetivo primeiro contribuir para a formao acadmica e intelectual de seus estudantes. Entretanto, no devemos desconsiderar que para muitos estudantes, o papel da Universidade est para alm do exercido em sala de aula e nos campi.

  • No podemos desconsiderar o fato de que, embora haja um avano considervel da Poltica de Assistncia Social em nosso pas, um nmero significativo de cidados (dentre estes, muitos estudantes) no tm acesso aos programas assistenciais disponibilizados pelo Governo Federal ou mesmo pelos entes federativos. importante ressaltar que a questo por ns defendida no se trata de assistencialismo ou mesmo paternalismo. Na realidade, preciso que a Universidade dialogue com as demais polticas pblicas de assistncia social para que as aes de assistncia estudantil cumpram sua finalidade que possibilitar uma formao acadmica de qualidade.

    Obrigada e vamos ao debate!!!!

  • Contatos:

    Claudia MacedoCoordenadora de Apoio Social - UFFEmail: claumace@id.uff.br

    Cristiane Loureno Coordenadora Programa Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes - UFFEmail: cris@id.uff.br

    Marcia Cristina FeresCoordenadora Geral de Desenvolvimento Estudantil -CEFET-MGEmail: marciaf@adm.cefetmg.br