folha de Águas claras

Folha de Águas Claras
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Jornal relacionado ao crescimento do vetor sul da região metropolitana de Belo Horizonte em função do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PPDIRMBH) e providências do poder judiciário contra os invasores na região de Água Limpa divisa de Nova Lima e Itabirito - MG.

TRANSCRIPT

  • Dentro da perspectiva deque o vetor Sul representa ofuturo da Regio Metropolita-na, vrios so os planos deutilizao da rea para a cria-o de ncleos residenciais,para receber os trabalhado-res das centenas de empre-sas j instaladas e que estose instalando na regio, bemcomo a implantao de cen-tros universitrios, como j

    foi pensado pela FaculdadePitgoras, projeto que pode-r ser retomado em breve.Quem j est no local aFundao Dom Cabral, quehoje se destaca como umadas cinco melhores escolasde gesto de negcios domundo.

    O pensamento dosempreendedores de lotea-mentos como o Alphaville,

    e outros existentes naregio, atrair as principaisfaculdades que hoje atuamem reas complexas, comoo Buritis, oferecendo espa-os adequados quer sejapara a ins ta lao dos'campus', quanto na facili-dade de deslocamento.

    Quanto ao setor residen-cial, o objetivo a criao deconjuntos habitacionais,

    sejam em casas geminadasou pequenos prdios, queviriam a ser utilizados pelostrabalhadores de grandesempreendimentos como o BHShopping ou as empresasinstaladas no Jardim Canad,por exemplo, e que hojenecessitam praticamente atra-vessar toda a Capital parachegar ao local de trabalho.

    Seriam, ao contrrio do

    que se pode imaginar, im-veis de qualidade com custoacessvel, dentro da atuallegislao que obriga aosempreendedores de condo-mnios de luxo e alto luxo -

    como os j ex is tentesnaquela regio - a tambmcriar espaos para que ostrabalhadores possammorar prximo aos seuslocais de trabalho.

    H alguns anos, quandoanalisava o desenvolvimentoda Regio Metropolitana deBelo Horizonte (RMBH), o pro-fessor de urbanismo da Uni-versidade Federal de MinasGerais (UFMG), RadamsTeixeira, era tido por muitoscomo visionrio. Antes mesmode o Alphaville se tornar umarealidade, ele j apontava paraa BR 040 (na direo do Riode Janeiro) e, consequente-mente, os municpios cortadospor ela, como principal polo dedesenvolvimento urbansticodo Estado.

    De acordo com ele, area no s concentraria cen-tros urbanos e comerciaiscompletos, a exemplo doscriados em Atlanta, nos Esta-dos Unidos, como tambmseria a principal opo desada da capital mineira para

    S o

    Paulo. E agora, o lanamen-to do Plano Diretor de Desen-volvimento Integrado daRegio Metropolitana de BeloHorizonte (PDDI-RMBH) pelogoverno do Estado, que prevo planejamento urbano inte-grado de 34 municpios daregio metropolitana, vem aconfirmar que o professortinha razo.

    Ocupao planejada

    Para Radams, o cresci-mento da cidade em direoao vetor sul poder ser feitode forma planejada, dentrodas novas diretrizes ambien-tais, promovendo uma ocupa-o ordenada, evitandoconstrues em reas derisco como as encostas dosmorros, por exemplo. Nessesentido, Teixeira analisa opapel das construtoras que

    j empreendem na regiocomo fundamen-

    tal.

    O prprio Alphaville tidopor ele como um projeto pre-cursor, porm tmido, se com-parado ao que vem por a."Nos prximos 50 anos, a pai-sagem da regio estar total-mente reconfigurada. Atransformao da BR 040 naprincipal sada de BH para SoPaulo vai levar um desenvol-vimento gigantesco para ovetor sul da Capital, que pode-r at mesmo contar com oprincipal aeroporto de Minas

    Gerais e do Brasil", pontua,assegurando que o "terminaldo futuro" ser do porte dosmaiores do mundo, como osde Denver (EUA), Londres(Inglaterra) e Paris (Frana),que tm capacidade para amdia de 80 milhes de pas-sageiros/ano.

    Reforma viria

    O primeiro passo para opleno desenvolvimento

    da regio, em seu modo dever, passa pelo setor de trans-portes. "Atualmente, a nicasada da cidade para SP por Betim, que j est estran-gulada. O grande fluxo pres-siona toda a extenso daAvenida Amazonas, o queno s impacta o trnsito dacidade de forma negativacomo prolonga o tempo gastonas viagens", analisa.

    A soluo do problema,segundo o professor, depen-de de uma reforma viria quecontemplaria a ferrovia guasClaras, uma faixa de 50metros que se estende doBairro Jatob, no Barreiro,at o municpio de Igarap,envolvendo ainda a Via doMinrio. "Trata-se da MG 040,que liga o Barreiro aos muni-cpios de Ibirit, Sarzedo,Mrio Campos e Igarap, quepor sua vez se liga a Pieda-de do Paraopeba. Nesse sen-tido, a tendncia aponta parauma nova sada para SPpelaBR 040. Essa nova compo-sio no s promete atenuara presso do trfego na Ama-zonas, como tem ligao dire-ta com o desenvolvimento dovetor sul. Ser o caminho deconstruo de uma nova BH",assegura o urbanista.

    Cidades do futuro

    Criado o novo sistema vi-

    rio, Radams acredita no plenodesenvolvimento da regio."Acriao de centros urbanosno entorno de grandes cidadescom infraestrutura superior eplanejamento de alto nvel uma tendncia mundial.Exemplo vem de Atlanta(EUA), com residncias eescritrios de alto luxo. Essascidades do futuro sero mul-tifuncionais, o homem vaimorar, trabalhar e ter acessoa servios e lazer em ummesmo local. Ser uma novaforma de vida, com potencialpara conciliar o desenvolvi-mento urbano e a natureza",analisa.

    Isto o que pode ocorrer,segundo ele, com Baldim, BeloHorizonte, Betim, Brumadi-nho, Caet, Capim Branco,Confins, Contagem, Esmeral-das, Florestal, Ibirit, Igarap,Itaguara, Itatiaiuu, Jaboticatu-bas, Nova Unio, Juatuba,Lagoa Santa, Mrio Campos,Mateus Leme, Matozinhos,Nova Lima, Pedro Leopoldo,Raposos Ribeiro das Neves,Rio Acima, Rio Manso, Saba-r, Santa Luzia, So Joaquimde Bicas, So Jos da Lapa,Sarzedo, Taquarau de Minase Vespasiano, os municpiosque integram o Plano Diretorde Desenvolvimento Integra-do da Regio Metropolitanade Belo Horizonte (PDDI-RMBH).

    FUNDAO DOM CABRAL FOI A PRIMEIRA A SE INSTALAR NO LOCAL

    PROFESSOR RADAMS DIZ QUE OCUPAO TEM QUE SER PLANEJADA

    FFOLHAGUA LIMPA, DEZEMBRO/2011 - ANO I - N- 1 DISTRIBUIO GRATUITA

    DE GUAS CLARASInvasores do gua Limpaesto na mira da Justia

    PGINAS 2 e 3

    ESPECIAL

    Regio pode abrigar centroseducacionais e residenciais

    Vetor Sul o caminho para o crescimento da Grande BH

  • 2RECUPERANDO

    AGU A LI M PA, DEZ EM BRO DE 2 0 1 1

    Lanado e apro-vado em 1953, oloteamento "Balne-rio gua Limpa" loca-lizado s margensda BR 040, sentidoRio de Janeiro, com13,4 mil lotes, sendoque 4.400 no territ-rio pertencente aNova Lima, e outros9.000 em e Itabirito,ocupa uma rea totalde 10 milhes demetros quadrados,

    que desde o final da dca-da de 1950 vem sendo alvode constantes invases, mui-tas das quais ignoradas pormuitos anos, pelas autori-dades dos dois municpios.

    No entanto, mais recen-temente, a AssociaoComunitria local, com oapoio do Judicirio, tm pro-curado solues no sentidode expulsar os invasores,como revela o atual presi-dente, Tlio Dolabella.Segundo ele, "existem gru-pos que atuaram da mesmaforma em outras regies,inclusive traficantes de outrosEstados, mas j existem pro-cessos na Justia contraestes. Invaso crime previs-to no Cdigo Penal Brasilei-ro", assinala Dolabella.

    Promessas

    Localizado em regionobre da Grande BH, vizinhoa condomnios de luxo comoo Alphaville, a maior partedo gua Limpa ainda nopossui urbanizao. Porm,com a expectativa de gran-de valorizao imobiliriafrente ao desenvolvimentourbano na regio, as prefei-turas de Itabirito e Nova Limaprometeram intervir.

    "Os problemas relativosao Balnerio gua Limpavem se arrastando desde osanos 1950, mas agora aregio tornou-se a bola davez, pois est em plenodesenvolvimento. J partici-pei de reunies com as auto-ridades, inclusive com oMinistrio Pblico, e tiveretorno sobre o comprome-timento de todos no sentidode solucionar o problemadas invases. Ningumsuporta mais o descaso quehouve at aqui", afirma Tlio,em tom de irritao.

    Providncias

    De acordo com o presi-dente, o Ministrio Pblicode Nova Lima ajuizou AoCiv i l Pb l i ca n 0188.11.008527-4 contra aloteadora, Construtora Alfa,S. A.; o Municpio de NovaLima e a NRG Empreendi-mentos, com a juza substi-tuta da 1 Vara Cvel, AdrianaGarcia Rabelo, tendo defe-rido parte das medidas limi-nares requeridas, entre asquais a proibio de neg-cios com os lotes das rs.

    A magistrada tambmdeterminou que o municpiofaa o cadastramento scio-econmico de todos os inva-so res que v i vem noloteamento, com a identifica-o dos imveis ocupados,com encaminhamento derelatrio ao Juzo, para queeste exera fiscalizaosobre o que existe no local,a fim de evitar novas edifica-es irregulares. Definiu,ainda que seja feita a delimi-tao dos lotes j comercia-lizados; a regularizaointegral do parcelamento,mediante licenciamento

    ambiental corretivo; bemcomo a recuperao dosdanos ambientais verifica-dos.

    Para evitar que o terre-no seja alvo das invases, osproprietrios legais devemestar com a documentaoreferente propriedade doimvel em dia. A Associa-

    o tambm apela para quetodos acompanhem o pro-blema e cobrem soluo dasautoridades competentes,lembrando que o problemadas invases diz respeito atodas as esferas do poderpblico: Prefeitura, Estado,Polcia, Ministrio Pblico,Crea, Secretarias de MeioAmbiente e outros.

    Apenas uma parte dogua Limpa foi transforma-da em condomnio fechado.Denominado Ville des Lacs,com preos a partir de R$150,00 por metro quadrado.Para valorizao do restan-te, expulsar os bandidos condio fundamental. "Omaior problema que estescrimes de formao de qua-drilha na regio trazem medoe insegurana para as pes-soas de bem que queremcuidar de sua propriedade,construir, alugar, morar, pas-sar finais de semana oumesmo esperar o imvelvalorizar mais. A ordem nolocal trar o desenvolvimen-

    to que todos querem para obairro", assinala Tlio.

    Irregularidades

    Pelo levantamento par-cial existente, cerca de 4.000lotes e 15 km de vias pbli-cas "j foram invadidos ecercados por m f, com osinvasores tendo construdobarracos e usado a proprie-dade de terceiros como reapara criatrio de porcos,entre outros abusos. H,ainda, estelionatrios quefalsificam documentos como objetivo de vender terrenosque no lhes pertencem,