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1. PRESIDENTA DA REPBLICA Dilma Rousseff MINISTRO DE ESTADO DA CINCIA E TECNOLOGIA Aloizio Mercadante Oliva SUBSECRETRIO DE COORDENAO DAS UNIDADES DE PESQUISA Arquimedes Digenes Ciloni DIRETOR DO CBPF (interino) Ivan dos Santos Oliveira Jnior COORDENAO do projeto DESAFIOS DA FSICA Joo dos Anjos (Centro Brasileiro de Pesquisas Fsicas/MCTI) REDAO E EDIO CIENTFICA Rosa Bernstein Scorzelli (Centro Brasileiro de Pesquisas Fsicas/MCTI) Maria Eugenia Varela (Instituto de Cincias Astronmicas, da Terra e do Espao/ Conselho Nacional de Investigaes Cientficas e Tcnicas) EDIO DE TEXTO Cssio Leite Vieira (Instituto Cincia Hoje) PROJETO GRFICO, DIAGRAMAO, INFOGRFICOS E TRATAMENTO DE IMAGEM Ampersand Comunicao Grfica (www.amperdesign.com.br) CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISAS FSICAS Rua Dr. Xavier Sigaud, 150 22290-180 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (0xx21) 2141-7100 Fax: (0xx21) 2141-7400 Internet: http://www.cbpf.br Para receber gratuitamente pelo correio um exemplar deste folder, envie pedido pelo stio do projeto Desafios da Fsica (http://mesonpi.cat.cbpf.br/desafios/), onde esto disponveis, em formato PDF, todos os folders da srie. No portal http://www.cbpf.br/Publicacoes.html, esto disponveis outras iniciativas de divulgao cientfica do CBPF. SCORZELLI, R. B. Mensageiros do espao. Revista do CBPF (2002). Disponvel em pdf em: http://bit.ly/9eNvsq VARELA, M. E. A qumica do cosmo: segredo revelado pelos meteoritos. Cincia Hoje v. 40, n. 237, pp. 18-23, 2007. Disponvel em pdf em: http://bit.ly/kW0ERI VARELA, M. E. Nossas razes no espao. Cincia Hoje v. 42, n. 251, pp. 10-11, 2007. Disponvel em pdf em: http://bit.ly/jfWXuL Fontes Sumrio uem j no viu, numa noite estrelada, um risco luminoso cruzando o cu? Quem j no fez trs pedidos ao ver uma estrela cadente? Ser que foram os meteoritos que trouxeram a semente da vida para o nos- so planeta? Tero sido responsveis pela extino dos dinossauros, por tsuna- mis gigantes? Sero a causa do fim do mundo? Trata-se de tema que nos fascina e, muitas vezes, at nos amedronta. Os meteoritos esses mensageiros do espao, objetos cercados de mistrio so o nosso tema. Veremos que so mais comuns do que se imagina milhares deles chegam Terra a cada dia. Veremos tambm que so uma das fontes de informao mais preciosas sobre a origem do Sistema Solar. Quem sabe uma pedra estranha encontrada no seu caminho no ser um vestgio de tempos imemoriais, anteriores mesmo formao de nosso planeta? Com este folder, damos prosseguimento s atividades de divulgao cient fica realizadas pelo CBPF. Esta srie destina-se ao pblico no especializado, que encontrar aqui uma iniciao aos meteoritos e tambm referncias para leituras mais aprofundadas sobre esse tema fascinante. Mais uma vez, espe ramos que esta iniciativa sirva para despertar vocaes, mostrando a jovens estudantes como a cincia interessante. Divirta-se! Joo dos Anjos COORDENADOR DO PROJETO DESAFIOS DA FSICA NATUREZA DOS MENSAGEIROS Extraterrestre na terra Janela para o passado Os trs tipos meteorOides, meteoros e meteoritos Objeto natural Estrela cadente Os sobreviventes LOCAIS E NOMES Milhares por ano Achados e cados Nome de batismo Zonas frteis ELE OU NO ? Note os detalhes Aonde levar? ESTIMANDO IDADES De pai para filho Os mais comuns Mais antigos que rochas Meteoritos Osmensageirosdoespao METEORITOS Os mensageiros do espao FRAGMENTOS DE ASTEROIDES Cinturo de rochas Longa viagem AMOSTRAS COMETRIAS Matria abundante 100 Toneladas/dia PEDACINHOS DE ESTRELAS Gros de poeira Antes de o sol nascer CRATERAS DE IMPACTO Grandes e hiperenergticos Presso colossal Como uma onda. H 50 mil anos... NO BRASIL falta divulgao distribuio desigual poucos, mas raros Centro Brasileiro de Pesquisas Fsicas 2011 Q 2. FRAGMENTOS DE ASTEROIDES CINTURO DE ROCHAS Asteroides so peque- nos corpos de rocha e metal, restos dos primeiros materiais que formaram nosso Sistema Solar, h aproximadamente 4,6 bilhes de anos. A maioria deles orbita o Sol, em um cinturo entre as rbi- tas de Marte e Jpiter, formando um limite entre os planetas internos, rochosos (conhecidos como planetas terrestres), e os planetas externos (ricos em gs e gelo). METEOROIDES, METEOROS E METEORITOS OBJETO NATURAL Meteor0ide um obje- to natural de aproximadamente 100 metros em dimetro que est orbitando no espao, podendo ou no aterrissar na Terra como um meteorito. ESTRELA CADENTE O fenmeno visual (ras- tros luminosos) associado passagem de um meteoroide atravs da atmosfera terrestre sendo completamente vaporizado por meio do aquecimento provocado pela frico denominado meteoro ou estrela cadente. OS SOBREVIVENTES Meteoritos so frag- mentos recolhidos de um meteoroide que so- breviveram passagem atravs da atmosfera terrestre. So compostos de rocha, metal ou uma mistura de ambos. LOCAIS E NOMES MILHARES POR ANO A cada ano, milhares de me- teoritosaterrissamnaTerra.Emtodososcontinentes, regies onde a geografia e o meio ambiente favore- cem a preservao e a concentrao dos meteoritos milhares deles foram encontrados e recolhidos. ACHADOS E CADOS Meteoritos encontrados depois da queda, por acaso, em misses de coleta, so deno- minados achados. Ganham o nome de cados aque- les cuja queda testemunhada e que so subsequen- tementerecolhidos.Atjaneirode2009,foramregistra- dosemtornode40milachadosemaisdemilcados. NOME DE BATISMO Os meteoritos so usual- mente nomeados segundo a cidade ou a locao geogrfica onde caram ou foram encontrados. Em regies desrticas quentes (por exemplo, Saara) ou frias (Antrtida), nas quais milhares de meteoritos podem ser encontrados em uma rea relativamente pequena, sua nomeao est relacionada com a re- gio geogrfica onde foram encontrados, acrescida de um numero (exemplos, Allan Hills 84001, Dhofar 342). Os nomes de novos meteoritos precisam ser aprovados pelo Comit de Nomenclatura da Socie- dade Meteortica (Meteoritical Society), organiza- o internacional de pesquisa nessa rea. ZONAS FRTEIS O maior nmero de meteoritos encontrados nas ultimas dcadas resulta do conhe- cimento que se tem atualmente de que certas regi- es desrticas do planeta so lugares muito frteis para encontrar esses objetos. Anualmente, institui- es cientficas organizam excurses para desertos quentes e frios. ESTIMANDO IDADES DE PAI PARA FILHO Idades de meteoritos bem como de rochas antigas e peas arqueolgicas, por exemplo so medidas usando relgios radioa- tivos. Alguns elementos qumicos apresentam-se com pequenas variaes do nmero de nutrons no ncleo. So os chamados istopos. Alguns is- topos so estveis e podem sobreviver intactos indefinidamente. Porm, outros so radioativos e se desintegram com o passar do tempo. Esses istopos-pai do origem aos istopos-filho ou mesmo a elementos qumicos diferentes. Pode- mos determinar com muita preciso o tempo que um istopo radioativo leva para se desintegrar. As- sim, dependendo da quantidade de istopos-pai e istopos-filho presentes no meteorito, podemos determinar sua idade. OS MAIS COMUNS Os istopos mais comumen- te usados para datao de rochas antigas do Sis- tema Solar so: i) o rubdio 87, que se desintegra em estrncio 87; ii) o samrio 147, que se desinte- gra em neodmio 143; iii) dois istopos de urnio que, ao se desintegrarem, do origem ao chumbo. MAIS ANTIGOS QUE ROCHAS Como a maioria dos fragmentos meteorticos de asteroides tem ida- de semelhante (em torno de 4,57 bilhes de anos, o que faz deles objetos mais antigos que qualquer rocha terrestre), estima-se que essa seja a idade do Sistema Solar e de seus planetas. PEDACINHOS DE ESTRELAS GROS DE POEIRA Hoje, sabemos que as di- ferentes estrelas produzem todos os elementos qumicos que necessitamos, e que o Sistema So- lar uma mistura desse material, proveniente de vrias fontes estelares. Quando as estrelas mor- rem aportam pequenos gros de poeira ao meio interestelar. ANTES DE O SOL NASCER Uma nova fonte de informao sobre essa poeira interestelar foi identificada nos chamados meteoritos primitivos, formados h 4,57 bilhes de anos. Neles, foram encontrados gros pr-solares. Isso significa que os meteoritos transportam e preservam pedaci- nhos de estrelas que viveram e morreram antes do nosso Sol. NO BRASIL FALTA DIVULGAO At 2010, havia, no Brasil, 58 meteoritos reconhecidos pela Sociedade Meteortica. Temos cerca de 50% da rea da Amrica do Sul, mas nossa amostragem inferior do Chile e da Argentina. Chegamos a apenas 5% da quantidade de meteoritos dos Estados Unidos, cuja rea pouco maior que a nossa. Isso se deve, em parte, falta de divulgao cientfica sobre o assunto no incentivamos a populao a contribuir com descobertas nesse campo. DISTRIBUIO DESIGUAL A distribuio dos meteoritos no Brasil se d de forma bem desigual. Por exemplo, em Minas Gerais, foram encontrados 20 meteoritos (34,5% do total), mas eles nunca foram achados em pelo menos 14 estados (mapa). Entre os fatores que dificultam a caa no Brasil, est o clima quente e mido, que faz com que os meteoritos logo ganhem aspectos das rochas da regio. Devemos tambm lembrar que grande parte de nosso pas coberta por matas e orestas, im- possibilitando a busca. POUCOS, MAS RAROS Apesar dos poucos meteoritos acha- dos no Brasil, esto entre eles alguns dos mais raros do mundo: Angra dos Reis, Itibira, Governador Valadares, Santa Catarina e o Bocaiuva, que, juntos, correspondem a cerca de 10% do total. EXTRATERRESTRE NA TERRA Meteoritos so objetos naturais compostos de rocha, metal ou uma mistura de ambos que sobreviveram que- da do espao, caindo na Terra. Estima-se que, a cada ano, entre 40 mil e 60 mil toneladas de material extraterrestre aterrissam em nosso pla- neta, vindos de trs fontes bem determinadas. A grande maioria dos meteoritos (cerca de 97%) originria de asteroides. Poucos vm da Lua ou do planeta Marte. Evidncias sugerem que um tipo muito raro de meteorito pode ter vindo de cometas. JANELA PARA O PASSADO Meteoritos origi- nrios de asteroides so os mais antigos objetos disponveis para estudo so verdadeiros teste- munhos dos primeiros estgios da formao do Sistema S