FoCA - 9ª Edição

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O FoCA o jornal realizado, como parte das atividades da Aeca, pelos estudantes de Jornalismo da Faculdade de Comunicao, Arte e Designer, do Ceunsp.

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  • Ano 3 - 9 Edio. Outubro 2012

    Dis

    tribu

    io

    Gra

    tuita

    Intercmbio: viagem, estudo e cultura em um nico pacote

    Antigo prdio da Brasital e atual campus V do Ceunsp vira livro

    E mais: Homenagem a Hebe Camargo Especial Halloween: fotos do que rolou no intervalo FCAD Aerportos: corrida para a Copa

    Gabri

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    lista/

    FoCA

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    FoCA

    E-lixo: voc sabe o que fazer com o seu?

    Gabri

    el Ba

    lista/

    FoCA

  • Caros leitores,

    J estamos na reta final e logo logo, termina mais um ano. Mas antes disso, o FoCA chega em sua 9 edio com matrias quentes, s para vocs.

    Nossa matria de capa traz um assunto que desejo de dez, entre dez universitrios: intercmbio. Quem no pensa em passar um tempo fora do pas conhecendo outras culturas, visitando lugares fantsticos e, ainda de quebra, aprendendo, na prtica, uma nova lngua? E saiba que o contrrio tambm j acontece: descobrimos um aluno que veio da Angola estudar no Ceunsp.

    Tambm visitamos um orfanato e conhecemos um pouco da rotina de pessoas que trabalham em prol de crianas e adolescentes, muitas vezes sem ganhar nada por isso. Na coluna Proseando tivemos acesso ao canteiro de obras do aeroporto de Viracopos e discutimos: fica pronto ou no at 2014? Essa discusso vai pegar fogo!

    E se voc quer entender porqu nessa poca do ano to comum darmos de cara com tantos pernilongos voando por a, no deixe de ler o nosso editorial sobre sade. Alm disso, descubra o que fazer com seu lixo eletrnico e no deixe de conferir a homenagem do FoCA a ela que foi a diva da TV brasileira: Hebe Camargo.

    O FoCA est imperdvel!

    Boa leitura,Gisele Gutierrez

    FoCA FoCAEDITORIAL

    EXPEDIENTE

    VIDA UNIVERSITRIA

    2 3

    O FoCA est no Face! Curta

    Foca Ceunsp

    NA MURETA

    MURAL FCA+D

    Especial Halloween - Intervalo do Terror

    FoCA - 2012Professor Orientador - Roberta SteganhaEditora chefe - Gisele GutierrezEditora assistente - Adla Machado

    Reprteres - Adla Machado, Hugo Antoneli, Juliana Sandres, Lenita Lerri, Luiz Vicentin, Ricardo Santos.

    Fotgrafo: Gabriel Balista

    Colaboradores: Marcelo Porfirio

    O FoCA um produto da Agncia Experimental de Comunicao e Arte (AECA), da Faculdade de Comunicao e Artes (FCA) - CEUNSP

    ContatoEmail focafca2011@gmail.comFacebook - Foca Ceunsp

    Os textos publicados so de responsabilidade de seus autores.

    O professor da Faculdade de Comunicao, Artes e Design (FCAD) Jackeson Vidal, criou um projeto onde o campus do Centro Universitrio Nossa Senhora do Patrocnio (Ceunsp) Salto o protagonista. Ser um livro com fotos e informaes sobre o prdio histrico.

    O projeto integra a Agncia Experimental de Comunicao e Artes (AECA) e tem participao de alunos de Jornalismo e Fotografia. A ideia produzir um livro, que consiga resgatar a histria desde a construo do prdio, at os dias atuais. Esse campus um patrimnio tombado, a ideia do livro resgatar isso, comenta o professor.

    As instalaes, que agora abrigam diversas faculdades do Ceunsp, j pertenceu a casa da fbrica Brasital na dcada de 1920 e mais recentemente da Santista.

    A primeira parte de pesquisa do livro histrico j foi concluda, contendo mais de 200 fotos do prdio, referentes s dcadas de 1920 e 1930.

    Segundo Vidal, foram pesquisados vrios livros nesta primeira etapa, entre eles alguns do professor e historiador Elton Zanoni. Tem livros que contam sobre a cidade de Salto, sobre a parte antiga, como algumas obras do professor Zanoni, mas no to focados no campus, diz Vidal.

    Segundo o Zanoni, o prdio comeou a ser construdo em 1873. O prdio que hoje abriga o centro universitrio, pode-se dizer que a parte mais antiga dele (a fbrica de Jos Galvo de Frana Pacheco Jnior), comeou a ser construda em 1873, ano da chegada da ferrovia a Salto, explica o historiador. Para ele, a fbrica foi essencial economicamente

    Prdio histrico do Ceunsp Salto vai virar livroProjeto visa resgatar parte histrica e visual do campus

    Juliana Sandres

    para a regio. Quanto antiga fbrica, de forma geral, penso que sua presena foi positiva no final do sculo XIX - se levarmos em conta a economia local - j que foi a presena das primeiras indstrias que levou emancipao de Salto em relao vizinha Itu, revela.

    A construo imponente atraiu os olhos de Vidal desde a primeira vez em que ele esteve no campus. Eu tive a ideia assim que cheguei aqui. Eu vi esse campus e pensei: isso merece um livro. Merece um

    Operrios da Brasital, dcada de 1920

    E j tem data a segunda edio do Insnia: 14 de novembro. O tema da vez "Mfia" e sero exibidos, durante a madrugada trs filmes que animaro os fs da stima arte: Os Intocveis, o clssico O Poderoso Chefo e um terceiro, que ser a surpresa da noite. Alm de bandas, DJs e muito caf para espantar o sono. Quem quiser saber mais sobre o Insnia para no ficar de

    Que venha o segundo!

    fora dessa, s acessar o site da galera que organiza o evento (planosequencia.com), se inscrever e aproveitar a noite.

    Chega tambm a sua 2 edio o Lip Dup FCAD, com filmagem marcada para o dia 10 de novembro. Com msica do J Quest e muita empolgao, a galera j anda ensaiando pelos corredores e promete fazer uma grande festa. Imperdvel!

    As bruxas estavam a solta no Intervalo do Pavor da FCAD

    Fotos: Hugo Antoneli e Gisele Gutierrez

    Marce

    lo Po

    rfirio

    Googl

    e Ima

    gens

    Arquiv

    o blog

    Hist

    ria da

    Cida

    de de

    Salto

    projeto que mostre a histria dele e o que ele hoje, relembra ele, que j trabalhou em outro projeto semelhante. Eu fiz um projeto parecido em Campinas. L tem um lugar chamado Vila Industrial (de 1915), que era uma vila de operrios e ns fizemos um projeto resgatando e fotografando essa parte histrica, diz.

    Aps a fase de coleta de dados ser iniciada a fase de diagramao do livro. Isso, num mdulo a frente, vai envolver uma equipe tambm de alunos para formatao do projeto cultural, com a inteno de conseguir patrocnio, atravs de leis estaduais de incentivo a leitura ou por meio da lei Rouanet, lei federal que tem por objetivo incentivar a produo cultural do pas atravs de incentivos fiscais a pessoas fsicas e jurdicas.

    Este um projeto tem previso de durao entre 1 ano e meio a 2 anos, com expectativa de trmino no fim de 2013. Caso no consiga nenhum patrocnio, o livro vai ficar apenas em formatao digital.

    "Eu vi esse campus e pensei: isso

    merece um livro"Jackeson Vidal

  • FoCAVIDA UNIVERSITRIA

    54

    Com o aumento do poder econmico das famlias, o estudo que antes era deixado de lado, agora visto como primordial para o crescimento social e profissional. Isso se deve ao fato do investimento feito em educao superior no Brasil ter aumentado nos ltimos anos.

    Segundo dados do Governo Federal, durante o governo Lula, o investimento em educao superior cresceu, chegando a mais de R$ 100 bilhes por ano. Novos centros universitrios foram construdos e os antigos passaram por reformas. J as faculdades privadas conseguiram incentivos fiscais para adequar as necessidades de seus alunos: diminuindo o valor da mensalidade dos cursos, financiando os custos atravs do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e distribuindo bolsas de estudos atravs do Prouni. Com todas essas facilidades de acesso, o que antes era impossvel devido aos altos custos de uma vida universitria tornou-se uma possibilidade: o intercmbio. O governo assumiu a educao superior que estava um pouco de lado na administrao anterior. O ProUni foi criado e beneficiou os mais pobres, que antes no pensavam em fazer faculdade e, apesar de distante ainda, o intercmbio passou a ser visto com mais carinho pelas pessoas, vislumbrando um futuro melhor, diz Pedro Courbassier, professor universitrio.

    Com o aumento das instituies de ensino, muitas faculdades criaram convnios com universidades de outros pases para o intercmbio de alunos, o que facilita a viagem, ainda que todos os custos fiquem por conta do aluno. Segundo um oramento feito na agncia Egali, especializada em intercmbio, uma viagem para a Austrlia, por exemplo, para um perode de seis meses, no sai por menos

    Experincia para a vida todaIntercmbio j faz parte dos desejos de muitos universitrios

    lbum de viagem

    Ricardo Santos

    por Juliana Sandres

    Fotos: Arquivo pessoal

    "Uma coisa que ficou ainda mais forte em mim foi

    ter a certeza de que ningum melhor do que ningum"

    Juliana Sandres"O intercmbio passou a ser visto com mais carinho

    pelas pessoas, vislumbrando um futuro melhor."

    Pedro Courbassier

    de R$ 15 mil, sem contabilizar o as passagens, valor ainda fora da realidade da maioria das famlias brasileiras. Mas como a viagem tem o objetivo de aprimorar conhecimentos e relaes com outros povos, idiomas e culturas, alm da valorizao que o mercado de trabalho d aos profissionais que fizeram intercmbio, principalmente as empresas multinacionais, vlido que o aluno faa um esforo para se aprimorar. Guardo dinheiro todo ms para poder fazer intercmbio. Acho importante para o currculo acadmico, e com certeza agrega muito conhecimento tanto pessoal, quanto

    profissionalmente, afirma Rebeca dos Santos Penha, 25, estudante de Administrao.

    Made in Angola - Com o crescimento da economia, o Brasil, antes visto como pas de terceiro mundo, tem outro status na viso mundial das universidades e, antes o que era difcil de imaginar j realidade: muitos alunos estrangeiros vem para o pas em busca de conhecimento e trocar experincias com os universitrios brasileiros. o caso do angolano Brulio Costa, 28, estudante de Engenharia Mecatrnica no Ceunsp, que, com a ajuda do governo de Angola, saiu de seu pas natal para buscar melhor formao acadmica. No me arrependo de ter vindo para c. O ensino superior angolano fraco, senti que eu

    "Senti que poderia alar voos maiores e decidi vir para o

    Brasil"Brulio Costa

    poderia alar voos maiores e decidi vir para o Brasil, relata Costa, vim em busca de mais conhecimento. Sou muito feliz, o pas cresceu muito e tem muitas oportunidades, enfatiza.

    Do Brasil para o mundo - Muitos alunos brasileiros podero ter a mesma experincia que o angolano Brulio, j que o Governo Federal criou seu prprio programa de intercmbio: Cincia sem Fronteiras. Segundo o site do governo, o programa busca promover a consolidao, expanso e internacionalizao da cincia e tecnologia, da inovao e da competitividade brasileira por meio do intercmbio e da mobilidade internacional. Pretende-se dispon ibilizar, por meio do programa, 101 mil bolsas de estudo, possibilitando que alunos de graduao e ps-graduao faam estgio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relao tecnologia e inovao.

    O mais visitado - Antes dos atentados de 11 de Setembro, os Estados Unidos eram o destino mais procurado por brasileiros. Mas, depois da tragdia, uma srie de restries foi imposta pelo governo, dificultando a entrada de estrangeiros no pas. Atualmente, dentre os pases de lngua inglesa, o Canad o destino mais procurado pelos brasileiros interessados em fazer intercmbio. So vrios os motivos: atrativos tursticos, preos mais baixos, estadia mais acessvel do que nos Estados Unidos ou Inglaterra, passagens areas mais baratas. Por tudo isso, o pas tem se tornado primeira opo para quem quer aprender uma segunda lngua. Segundo a agncia Conexo Global, uma viagem de um ano para o Canad fica em torno de R$17 mil, contra os R$24 mil na Inglaterra. Outro destino muito procurado por brasileiros que tm como objetivo aprender a lngua inglesa, so pases da frica e Oceania.

    E foi a Oceania, especificamente Austrlia, o destino da estudante de Jornalismo Juliana Sandres, 32, que reuniu tudo o que tinha, e o que no tinha, e partiu para a terra do canguru. Fazer intercmbio uma experincia nica e muito enriquecedora, afirma Juliana. Para ela, o convvio com outras cultura, com pessoas de lugares e hbitos completamente diferentes dos seus uma experincia nica, "faz com que voc abra muito a mente e aprenda a respeitar mais as outras pessoas e os outros povos, conta. Mesmo realizando a viagem dos sonhos, nem tudo foi fcil para Juliana. Antes do embarque ela vendeu o carro e sua metade de um apartamento para o irmo e, j no exterior, teve que trabalhar para se sustentar, mas diz que todo o esforo valeu pena. Uma coisa que ficou ainda mais forte em mim foi ter a certeza de que ningum melhor do que ningum, e mais, as pessoas no podem ser julgadas pelas funes que ocupam. Absolutamente todos precisam ser tratados da mesma maneira e com o mesmo respeito e isso serve tanto para a vida profissional quanto para todo o resto, conclui Juliana.

    Hugo

    Anton

    eli/Fo

    CA

    FoCA

  • FoCAFoCA 76SADE

    O que a sociedade no adota, o trfico e a criminalidade adotam. A frase de Paulo Srgio, fundador de um projeto social que faz parte da Associao Beneficente Irm Dulce (ABID), em Indaiatuba, exemplifica para que foi criada a instituio. Atuando desde 1999, a ABID luta para garantir os direitos da criana e do adolescente na convivncia em sociedade e em famlia.

    A associao cuida de uma mdia de 26 casos de crianas e adolescentes que moram com suas famlias, mas so consideradas em risco de situao social. Segundo projeto de pesquisa Criana em situao de risco: limites e necessidades da atuao profissional de sade, de Nivaldo Carneiro Junior, por situao de risco entende-se a condio de crianas que, por suas circunstncias de vida, esto expostas violncia, ao uso de drogas e a um conjunto de experincias relacionadas s privaes de ordem afetiva, cultural e socioeconmica que desfavorecem o pleno desenvolvimento bio-psico-social.

    Geralmente, essas crianas chegam at a ABID encaminhadas pelo Conselho Tutelar e Poder Judicirio. Atualmente, seis esto abrigadas na Associao, fazendo parte das atividades dirias normais: frequentam a escola, tm acesso a internet e redes sociais, recebem visitas de parentes - mas sempre perante acompanhamento de profissionais (psiclogos ou assistente social). Conforme a idade, os adolescentes tm maior liberdade para sair e at mesmo namorar. Tentamos proporcionar uma vida comum para elas, explica Alice Martins, presidente da ABID.

    "Tentamos proporcionar uma vida comum para

    elasAlice Martins, presidente da

    ABID

    Incluso - Trabalhando com a preveno, o objetivo da instituio , no apenas receber jovens, mas sim reintegr-los a sociedade. gratificante o baixo nmero de crianas no local, isso mostra que o projeto de preveno est dando o devido resultado, afirma Alice, reforando que o foco social no pode se perder.

    Experincia - O jovem Luccas Alvez, 18, morou na casa por praticamente toda sua vida e mesmo morando em outro lugar, o rapaz faz constantes visitas ao grupo. uma grande famlia, como se a gente tivesse vrias mes cuidando de ns. minha casa, onde me sinto com maior liberdade, as pessoas sempre me trataram com carinho, conta.

    Sobre a ABID - Dia a dia, so mais de 24 funcionrios remunerados e uma mdia de 80 voluntrios fixos, que ajudam desde cuidados com a sade at a limpeza e manuteno da associao. Vanessa Locatelli, 19, trabalha como voluntria na instituio e ressalva: a

    Luiz Vicentin

    As instalaes da ABID

    Quarto das meninas...

    ... e dos meninos

    Berrio

    ABID: voluntariado...