FoCA - 8ª Edição

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O FoCA o jornal realizado, como parte das atividades da Aeca, pelos estudantes de Jornalismo da Faculdade de Comunicao, Arte e Designer, do Ceunsp.

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  • Ano 3 - 8 Edio. Setembro 2012

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    Tribos: jovens encontram nos estilos musicais algo em comum

    Maconha: com a palavra jovens e usurios.

    Republicanos: a vida nada fcil de quem sai de casa para estudar

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  • Caros Leitores,

    A pausa foi longa, mas a equipe FoCA voltou das frias de julho renovada e pronta para acompanhar mais um semestre na FCAD.

    Nesta 8 edio, o FoCA cobriu de perto os eventos mais importantes do Bloco K, e olha que esse semestre j comeou super animado: tivemos a 3 Semana de Fotografia; a Virada Fashion, que este ano fez uma homenagem a Tim Burton, e o primeiro Insnia, que reuniu dezenas de amantes da stima arte por uma noite inteira.

    E mais, nossos reprteres foram para rua e descobriram quem so os verdadeiros heris universitrios, isso mesmo, os republicanos. Conhea como a rotina nada fcil de uma republicana, em Dirio de bordo e descubra que morar fora da casa dos pais, nem sempre um mar de rosas. Leia tambm um debate sobre a maconha, mas sobre a tica de quem usa eno v problema algum nisso. E se voc ainda est na dvida se seu prximo celular ser um IPhone ou um Galaxy Note, no pode perder o Vida OnLine desse ms.

    Desejamos a todos um timo semestre .

    Boa leitura,Gisele Gutierrez

    FoCA FoCAEDITORIAL

    FoCA - 2012Professor Orientador - Roberta SteganhaEditora chefe - Gisele GutierrezEditora assistente - Adla Machado

    Reprteres - Adla Machado, Hugo Antoneli, Juliana Sandres, Lenita Lerri, Luiz Vicentin, Ricardo Santos.

    Colaboradores: Alexandre Massaharu Tikamori, Anna Paula Matos, Marconi Douetts

    O FoCA um produto da Agncia Experimental de Comunicao e Arte (AECA), da Faculdade de Comunicao e Artes (FCA) - CEUNSP

    ContatoEmail focafca2011@gmail.comFacebook - Foca Ceunsp

    Os textos publicados so de responsabilidade de seus autores.

    EXPEDIENTE

    VIDA UNIVERSITRIA

    2 3

    O jornal FoCA est no Face! Curta a nossa pgina:

    Foca Ceunsp

    MURAL FCA+D

    O que rolou em agosto e setembro na FCAD Tim Burton invade a passarela da FCAD

    3 Semana de Fotografia

    Professoras Regina Amlio, Snia Chamon e estudantes da FCAD em passeio cultural por So Paulo.

    Insnia: 1 noite dedicada ao cinema rene os cinfilos da FCAD

    Na madrugada do dia 24 de agosto rolou nas dependncias do Ceunsp o evento mais esperado pelos estudantes de Moda. A Virada Fashion est em sua 3 edio e tenta mostrar o que ser um estilista na prtica. No basta apenas estudar as teorias, preciso colocar em prtica todo seu conhecimento, afirma a estudante de Moda, Drielly Menussi, de 21 anos.

    O tema escolhido esse ano foi O estranho mundo de Tim Burton. Para quem no sabe, Burton um dos diretores de cinemas mais cobiados do mundo. Ousado, original, sombrio, inovador, so apenas alguns dos adjetivos usados pelos crticos quando se referem a Timothy William Burton, um dos diretores mais aclamados do cinema, afirma Jurandir Filho, do site Cinema com Rapadura.

    Drielly Menussi conta que a Virada Fashion muito importante para a divulgao do curso. Segundo a estudante, a chance de realizar um desfile com suas prprias criaes o sonho de qualquer estudante do curso de Moda. Sentir na pele como passar a noite em claro desenhando, costurando e pensando no desfile do dia seguinte uma experincia incrvel que jamais ser esquecida relata. A estudante, que gosta criar roupas desconstrudas, diz que adorou participar do evento.

    Ateno senhores passageiros: praia, areia, sol perfeito para o bronzeado. Malas feitas, passeios tursticos e roteiros de viagem. Do outro lado desse extremo relax esto os estudantes, sempre pilhados com a rotina do semestre. Para os universitrios, as frias so o perodo perfeito para se desconectar da vida universitria. Tudo isso faz cada vez mais parte da realidade dos brasileiros. Os pacotes vantajosos e com parcelas a perder de vista formam um elo positivo, cooperando para a concretizao desses planos. Viagens so sempre muito bem vindas e algumas se tornam inesquecveis. Que tal aliar o prazer de conhecer novos lugares, pessoas e culturas a esse perodo?

    O convite surgiu no fim do ano passado e atiou a curiosidade da estudante Maressa Rubinato, de Eventos. Sua tia materna veio visit-la em Indaiatuba e sugeriu que ela

    retribusse a gentileza e fosse para Porto Velho, Rondnia, extremo Norte do Brasil. O nascimento de Valentina, sua prima que mora na cidade, as margens do Rio Madeira, veio a calhar e foi a brecha para a viagem acontecer. Em julho Maressa embarcou rumo Rondnia na sua primeira viagem de avio.

    Programas como esses esto virando uma rotina para os brasileiros. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Ministrio do Turismo Fundao Getlio Vargas, esse mercado cresceu em mdia 18% em 2011. E no apenas em viagens dentro do territrio nacional. A estudante Nicolly Gialluca viajou para Cancun, Mxico. Era um sonho antigo, s que eu no arranjava ningum para ir comigo, conta Nicolly, que viajou junto com uma amiga. um lugar lindo. Os golfinhos so lindos, d vontade de levar pra casa. Fomos a um museu muito louco, sobre a Tequila. As baladas de l so as melhores, deveria ter umas dessas aqui no Brasil, completou.

    Novos mundos esto na outra ponta do destino. A realidade, cultura, cotidiano, tudo influencia para novos aprendizados. Para Maressa essa foi a primeira de muitas: J estou planejando fazer outras parecidas, revela a estudante que, apesar de ter sofrido

    com problemas estomacais devido a gua da cidade, gostou muito da viagem. Agora eu quero ir para fora do pas!. Nicolly tambm j planeja a prxima: Agora quero ir para uma ilha na Repblica Dominicana, no Caribe!, revela.

    Seja de carro, moto, avio ou nibus. Por motivos familiares, escolares ou s por lazer. Seja pra Marte, pra Praia Grande ou na maionese, seja um forasteiro. Melhor ainda se esses roteiros forem feitos em grupos de amigos, como no caso de Nicolly. Seja como for, viajar tudo de bom. Desde que haja planejamento, tudo pode se concretizar. Viajar agrega, voc leva um pedacinho de cada lugar que vai, seja no corao ou na memria. Aproveite que o mercado est favorvel e boa viagem!

    DECOLANDO Estudantes da FCAD aproveitam as baixas nos preos e vo cada vez mais longe

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    Lenita Lerri

    Hugo Antoneli

    Nicolly Gialluca em Cancun: "Era um sonho antigo."

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  • FoCA FoCACOMPORTAMENTO

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    Republicanos: Os heris da resistncia

    Por volta dos 17, 18 anos, terminado o Ensino Mdio, comea a surgir a seguinte dvida na cabea dos jovens: para qual faculdade prestar vestibular?

    Muitas cidades do interior paulista no possuem faculdades. Outras at tm, mas no contam com muitas opes de cursos. Ento, uma das alternativas sair da casa dos pais, bater asas e seguir seu rumo. Mas, como todos sabem, os universitrios no so os seres mais ricos do mundo, a que entram em cena as repblicas.

    Segundo o escritor J. A. Sardi, autor da tese de doutorado Una perspectiva analtica sobre el contexto educacional de la UFOP: educacin, subjetividad e exacerbacin de los placeres, os primeiros registros oficiais de repblicas estudantis no Brasil so de 1897, em Ouro Preto (MG), cidade que conta hoje com mais de 400 moradias estudantis.

    Hoje em dia existem sites onde possvel encontrar vagas em casas compartilhadas, como o Repblicas do Brasil (http://republicasdobrasil.com/morar/), mas o velho e bom boca a boca no saiu de moda. comum ver os estudantes batendo de porta em porta, procura de uma vaga.

    Segundo Caio Silva, 22, para encontrar um bom lugar para morar preciso sorte. So muitas coisas envolvidas. As vezes voc

    encontra um lugar com o preo bom, mas a estrutura da casa ruim. Ou encontra uma repblica boa, mas com pessoas de difcil convivncia, explica o estudante de Arquitetura.

    Quando um jovem deixa a casa dos pais para ir morar com outras pessoas, ele enfrenta diversas dificuldades, o que desenvolve seu amadurecimento. o que diz a psicanalista Iona Souza. Ele (o jovem) precisar se adaptar a novas regras, aprender a respeitar as diferenas, saber impor seus limites e respeitar o limite do outro", explica.

    Natali Manzzatto, 20, estudante de Jornalismo, de Itapetininga e resolveu se mudar para estudar em Salto. Segundo Natali, que divide a casa com outras 9 pessoas, a pia nunca fica vazia. difcil dividir cozinha com muita gente, de manh sempre tem muita loua suja e ningum sabe de quem , revela.

    Para Drielly Menussi, 21, a opo de morar em uma casa compartilhada foi necessria, pois Salto onde tem a faculdade de Design mais prxima de sua cidade, Campinas.

    O custo de morar fora de casa alto, confirma Drielly. Eu fao um curso em que existe muita matria prtica. Tem que gastar com material e mensalidade. A tambm se gasta com aluguel, comida e outras coisas que acabam comprometendo quase todo dinheiro

    dirio de bordo

    Vida de universitrio no fcil quase um mantra, um slogan, um ditado popular, mas verdade.. e como verdade! A semana geralmente assim:

    s 8 da manh hora de ir de casa pro trabalho e s 17h, do trabalho pra casa. Interessante, hein... s 18h eu chego em casa do trabalho com exatos 45 minutos para tomar banho, trocar de roupa e comer alguma coisa. Comida de repblica nunca comida propriamente dita. Caf da manh geralmente biscoito Trakinas ou Passatempo, po produto raro, nunca d tempo de passar na padaria. Almoo e jantar uma coisa s. Miojo e salsicha, ou macarro e salsicha, as vezes ovo e salsicha.

    A noite, hora de ir para a faculdade, por onde fico das 19h s 22h30. Volto pra casa com um nico pensamento em mente: cama. Mas a caminhada sempre d uma fominha. Quem chega primeiro pega a dianteira do microondas. Tem sempre loua suja na pia. sempre muito cedo ou muito tarde pra lavar um prato. Outro dos mandamentos republicanos.

    Depois de comer hora de dormir, geralmente por volta da meia-noite. Pode no parecer, mas republicano tambm gente.

    Hoje segunda, 3 de setembro. Segunda-feira em repblica deprimente. Todo mundo voltando da casa dos pais, da viagem com os amigos ou do passeio com os namorados (as) sem mencionar a ideia da segunda-feira iminente. Uma tristeza s. Tambm um dos dias mais agitados da semana, dia de desarrumar as malas, colocar a roupa suja pra fora, tirar o lixo, guardar as compras... S que ningum faz isso na segunda. Alis, nem na tera. Morar em repblica , acima de tudo, aprender a conviver com a baguna alheia.

    Outro dia, na mesa do caf da tarde que antecede a correria pra faculdade, comentei com os meninos sobre a pilha monstruosa de sacolas de lixo que se empilham j a trs semanas do lado de fora. Como tudo vira piada, a nica concluso que chegamos foi que o caminho de lixo iria ter que arrumar um jeitinho de passar no porto, devido ao volume excessivo da carga. Talvez os vizinhos pensem que foi inaugurado um novo aterro sanitrio no bairro.

    H uns trs dias tivemos um problema com os chuveiros da casa. Resistncia queimada, fios derretendo e cinco universitrios fedidos precisando tomar banho. O mais engraado que eu sou a nica mulher da casa e cabe a mim (quase sempre) resolver esse tipo de problema. Chamamos um eletricista dessa vez e l se foi aquele dinheirinho a mais que quase nunca sobra no fim do ms.

    Se voc j ouviu a expresso universitrio tudo duro saiba que sim, verdade. Universitrio que mora em repblica desce mais cinco degraus na escada de pobreza.

    O ambiente de uma repblica territrio de ningum, campo neutro, a Sua de quem quer independncia dos pais e autonomia de escolhas, mas sem perder o aconchego do lar doce lar. Repblica com amigos combina super bem, e apesar de todos os problemas, eu recomendo.

    A vida em repblicas pode parecer uma curtio sem fim, mas exige muita pacincia e responsabilidadeJuliana Sandres

    do ms, conta a jovem que ainda precisa de ajuda financeira dos pais.

    Segundo a psicanalista Iona, embora possa existir alguma dificuldade de adaptao, na maioria das vezes essa mudana um processo saudvel. Deixar a casa dos pais, local onde o jovem est adaptado, e ir buscar um ambiente novo, beneficia o amadurecimento, a independncia. Neste processo ele ganha liberdade a aprende a ser responsvel", avalia.

    A estudante de Rdio e TV, Anna Paula Matos, diz que apesar das dificuldades iniciais, morar sozinho bom para o amadurecimento, j que possvel vivenciar as prprias escolhas. bom porque te proporciona arcar com suas prprias responsabilidades, desde pagar as contas em dia at a economizar no mercado. Os primeiros meses so terrveis, desolador no ter ningum te mandando ir tomar banho. Sem falar que voc descobre que a comida passa por um processo longo at chegar ao seu prato fresquinha e quentinha, lembra.

    J deu para perceber que a vida nas repblicas no um mar de rosas como muitos pensam, com festas dirias e curtio 24 horas por dia. Para dividir a casa, sem nenhum adulto por perto, preciso ter muita pacincia, responsabilidade e tambm suar muito, tanto para pagar as contas como para limpar a baguna. Republicanos so os verdadeiros heris da resistncia.

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    por Anna Paula Matos

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  • FoCA 7FoCA 6CULTURA

    Diversidade SonoraPresente em todos os momentos, a msica tem muitas funes na vida dos seres humanos. Ao longo da histria, marcou e influenciou de

    diferentes formas sociedades interiras, desde em protestos contra governos at no uso em campanhas polticas. To antiga quanto o homem, as canes primitivas eram usadas para expor alegria, prazer, amor, dor, religiosidade e vrios outros sentimentos. Desde os tempos pr-histricos existem vestgios de instrumentos lricos como a flauta, a lira e a harpa. Com o passar dos sculos foi se abrindo as fronteiras da criatividade e, com o avano da tecnologia, os instrumentos tornaram-se mais completos e muitas possibilidades se abriram.

    A msica de extrema importncia social e tambm cultural, para a psicloga Paula Mostasso, ela tem o poder de alterar o estado de esprito de uma pessoa. O corpo reage s vibraes dos sons, so despertadas emoes que interferem no funcionamento de nosso organismo afirma Paula, a msica tanto ajuda no nosso desenvolvimento intelectual como na criatividade e, tambm, na possibilidade de expressar nossos diversos sentimentos por meio dos sons, explica psicloga.

    VIDA ONLINE

    Ricardo Santos

    Gisele

    Gutie

    rrez/

    FoCA

    Tribos O Brasil um pas rico em cultura musical. Basta um passeio pelas rdios que podemos sentir o quanto a pas acomoda diferentes ritmos e batidas, por aqui, o verbo misturar encaixa perfeitamente com os diversos estilos musicais.

    Dentro dos prprios gneros so criados outros tipos de canes que atendem ao apelo do pblico e das gravadoras. Estilos como ax, funk e sertanejo tm suas razes alteradas pela nova gerao, formando-se subgneros, cada...