flip 02/05/2012

Download Flip 02/05/2012

Post on 18-Mar-2016

252 views

Category:

Documents

7 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

cidade, cultura, esporte, economia, politica

TRANSCRIPT

  • Quarta-feira

    C M Y K

    Ano XV w NATAL-RN, 2 DE MAIO DE 2012 w N 4.328

    TOTAL DE PGINAS NESTA EDIO

    SIGA-NOS NO TWITTER:ACESSE O SITE: 20@jornaldehojewww.jornaldehoje.com.brEMAIL REDAO:jornalismo@jornaldehoje.com.brDlar comercial R$ 1,92Dlar turismo R$ 1,96Dlar/Real R$ 1,92Euro x real R$ 2,53Poupana 0,52%Taxa Selic 9%

    INDICADORES:

    R$1,00 w jornaldehoje.com.br

    ESCREVEM ARTIGOS DA EDIO DE HOJE

    OPINIO - Pgina 2

    w Para aliviar efeitos da seca,Dilma cria "Bolsa Estiagem",vlida at a vspera da eleio.

    MarcosA. de S

    Pgina 7

    Juarez ChagasFlvio Rezende

    Gileno GuanabaraJoo da Mata CostaArmando Negreiros

    Elsio Augusto de M. e Silva

    w Com o Twitter em dia de pi-co, protesto contra Rosalbaliderou o TT Brasil.

    AlexMedeiros

    Pgina 11

    w Domcio no falou sobre ocaos no HWG porque era feria-do. E a "dedicao exclusiva"?

    DanielaFreire

    Pgina 12

    RubensLemos F.

    Pgina 16

    w O ataque ao jogador do ABCfoi triste, mesquinho, tpico deuma alma srdida e sorrateira.

    w Edital da concorrncia pu-blicitria perde o bom sensocom uma redao raivosa.

    VicenteSerejo

    Pgina 13

    Crticas ao governo Rosalba lideraramrede mundial de Twitter no dia de ontem

    > #ROSALBAVERGONHADORN

    A GREVE SEM FIM NA UNIVERSIDADE ESTADUAL E A SITUAO CATICA DA SADE PBLICA NO RN CLASSIFICARAM-SE ENTREOS ASSUNTOS MAIS COMENTADOS NA WEB NO DIA DO TRABALHO. GOVERNADORA DIZ ENTENDER A IMPACINCIA DE MUITOS

    POLTICA 3

    Moradores fecham rua com lixo emprotesto contra esgoto a cu aberto

    CIDADE 8

    > ME LUIZA

    Jos Aldenir

    Tecnologia e missa marcamos 53 anos da Zila Mamede

    > BIBLIOTECA EXEMPLO

    Servidores do RN fazemreunio para decidir datade mobilizao conjunta

    > INSATISFAO GERAL

    Agentes penitencirios paralisam atividades elamentam insegurana

    CIDADE 10

    > SEM DILOGO

    Os sindicatos estaduais dos Servido-res da Administrao Indireta, dos Tra-balhadores em Educao Pblica, dosTrabalhadores da Sade, dos Audito-res Fiscais, dos Eletricitrios e dos

    Odontologistas estaro reunidos estatarde, na sede do Sindsade, para pla-nejar ao contra o Governo e analisarProjeto de Lei que prope privatiza-es de diversos servios. CIDADE 6

    Marcos Ramos

    Wellington Rocha

    CIDADE 10

    > REAJUSTE?

    Justia noaceita pedidode aumentoda passagemde nibus

    CIDADE 6

    > INCONSTITUCIONAL

    TJRN decide:universidades privadas deNatal no tero renncia fiscal

    CIDADE 6

    Paralisao acontece justamente no dia de visita ntima no Presdio Raimundo Nonato, causando alvoroo entre as mulheres dos apenados

  • Quarta-feira2 O Jornal de HOJE

    Natal, 2 de maio de 2012Opinio

    Artigo

    De livrose seucomrciono RN

    JOO DA MATA COSTA, professor do Deptode Fsica - UFRN (damata@dfte.ufrn.br)

    Buquinemos, amiga, neste sebo./A vela, ao se apagar, sebo apenas,/ e quero a meia-luz. Amo as serenas

    / Angras do mar dos livros, ondebebo / - lcool mais absoluto -

    alheias penas / consoladas na estro-fe, e calmo, e gebo, / tiro da baixaestante sete avenas / em sete obras

    que pago e que recebo.Drummond

    Da Livraria Cosmopolita de For-tunato Aranha at os dias de hoje mui-tas livrarias e sebos participaram dahistria cultural da cidade de Natal.Amante do livro e sua histria, o assun-to livraria me fascina. A histria dolivro impresso no Brasil tem poucomais de dois sculos. Uma histria re-cente assim como a impresso de livrosno Brasil comeando no incio do s-culo XIX. Na histria do comrcio delivros em Natal no podemos esqueceras livrarias Ismael Pereira (Ribeira),Walter Pereira (Cidade Alta) e Moder-na (Alecrim). Mais recentemente fezhistria em Natal a livraria A. S. Book,depois A. S. Livros com suas moder-nas instalaes, edio e lanamentode livros. Lembrar tambm do saudo-so Templrio na Avenida Rio Branco.A Livraria Independncia no Alecrim.A Livraria Cmara Cascudo tambm naAvenida Rio Branco. A livraria Nobelque abre suas portas. A livraria Sarai-va do Midway Mall. A CooperativaCultural da UFRN completa 35 anoscom uma excelente livraria, alm deadministrar a livraria das editoras uni-versitrias no Centro de Convenes daUFRN. Local onde so comercializa-dos os bons livros editados nas univer-sidades. As editoras universitrias foramresponsveis por uma revoluo na edi-torao de livros no Brasil. Livros tc-nicos e de referencias em todas as reasdo saber, no comercializados por ou-tras editoras, so editados nas editorasdas universidades.

    Outro componente importante nahistria da comercializao de livros nonosso estado so os sebos. Comrcioque teve um pioneiro em Joo Nicode-mos de Lima com sua loja de livrosusados na Tavares de Lira, Ribeira. De-pois o grande Cazuza ali entre o Mer-cado da Cidade Alta que queimou e aloja Fama. Felizmente esse comrcioprosperou e hoje existem dezenas deSebos espalhados pela cidade. nossebos e pelos sebos que conhecemos ograu de desenvolvimento de uma cida-de. Alguns sebos tiveram curta durao:O sebo de Chico Burra Cega, o Bric aBrac de Joo Barra, O sebo de Ricar-do em frente ao supermercado So Cris-tovo na cidade alta, O Cosmopolita(nome em homenagem a FortunatoAranha) de Serejo, Homero e PedroVicente. O sebo de Jailson - irmo deJcio - na UFRN. A Kliterion do poetaJairo deixou marcas profundas numa ci-dade que tem saudades. Outros, feliz-mente resistem e so importantes ins-trumentos na divulgao do saber e dolivro que pode ser comprado a preosreduzidos. O livreiro um profissionalem extino. Lus Damasceno foi umdos maiores de Natal. Alm dele gos-taria de lembrar do Junior da Indepen-dncia e da Poty Livros. O Junior daLivraria Clima, hoje com uma peque-na editora. O Marcone da A. S Livrose depois da Livraria Siciliano.

    Viva, ento, ao Sebo Vermelhocom sua editorao de livros. O cata li-vros de Jcio e Vera. O Balalaika, deRamos. O sebo de Amorim, atualmen-te em Nova Descoberta. O sebo do Lis-boa no Mercado de Petrpolis, o sebodo Vicente em Parnamirim e muitosoutros na capital e municpios. Os sebospara alm do comrcio de livros so es-paos culturais, de convivncia e derespirao na cidade.

    Quando fecha uma livraria percoum referencial. A cidade fica maispobre. A famosa e histrica LivrariaUniversitria na Avenida Rio Branco(Natal) estava funcionando como pa-pelaria e vai fechar as portas, definiti-vamente. A Poty Livros no anda bemdas pernas, e temo que a filial do PraiaShopping e outras fechem as portas,deixando-nos mais abandonados.

    Aos buquinistas e livreiros da mar-gem do Potengi minha homenagem.Em suas estantes empoeiradas j en-contrei algumas poucas raridades. Pro-curo ainda obras antigas sobre o Bra-sil e os viajantes que aqui chegaram le-vando lembranas e paisagens. Algumdia talvez ainda encontre algum cdi-ce ou incunbulo. As pessoas preci-sam aprender a preservar os livros quecontam suas histrias e memrias an-cestrais. Cartes postais antigos, moe-das de imprio, manuscritos e bilhetesencontramos nesses "belchiores". Sorastros da existncia. So marcas dosque por aqui passaram deixando ra-biscos nas margens dos livros ou ou-tras pegadas.

    Do Trique-trique ao CanadArtigo ARMANDO NEGREIROS, mdico, (negreiros@digi.com.br)

    Uma das boas coisas da vida jogarconversa fora com os amigos. Quantomais diversificadas as pessoas, melhor.Recentemente em visita ao Brasil, Dal-ton Filho de Dalton Melo de Andrade, co-nhecido como Daltinho, deu um showde memria, no Bar do KU, ao relembraralguns bares de Natal, com certas carac-tersticas interessantes. O Trick-trick (ouTrique-trique?) que ficava ali na Tuiuti,logo na esquina depois da Unicred, tinhal no cardpio um prato: Camaro aoCatupiri no queijo de manteiga. Outrorestaurante citado foi O Crustceo que fi-cava na Rua Apodi. Apesar do nomeanunciava que servia peba, rolinha e etc.Segundo Daltinho era de um pessoal deParelhas e o prato que mais saa era a La-gosta ao Terminador, uma verso tupini-quim da Lagosta Thermidor... Na brin-cadeira tem mais de vinte anos que Dal-tinho est morando no Canad, em Mon-treal, segunda maior cidade, depois de To-ronto, na provncia de Quebec. Existetambm a cidade de Quebec, que a s-tima. Na sequncia vem Vancouver (Co-lmbia Britnica), Ottawa (Ontrio), Cal-gary (Alberta) e Edmonton (Alberta).

    O Canad o segundo maior terri-trio, perde s para a Rssia. divididoem dez Provncias e trs Territrios: Co-lmbia Britnica - capital: Victoria; Al-berta - capital: Edmonton; Saskatche-wan - capital: Regina; Manitoba - capi-

    tal: Winnipeg; Ontrio - capital: Toron-to; Qubec - capital: Cidade de Quebec;Nova Brunswick - capital: Fredericton;Nova Esccia - capital: Halifax; Ilha doPrncipe Eduardo - capital: Charlotte-town; Terra Nova e Labrador - capital:St. John's; Territrios: Yukon - capital:Whitehorse; Territrios do Noroeste -capital: Yellowknife; Nunavut - capital:Iqaluit

    Por falar nos bares e restaurantes deNatal, circulou h pouco na Internet umareclamao acerca dos preos cobrados.Realmente a explorao grande. Seformos s capitais vizinhas - Joo Pes-soa e Fortaleza - notamos a diferena.Com rarssimas e honrosas excees huma evidente desproporo entre o valorcobrado e o conforto, as condies hi-ginicas, o servio e a qualidade da co-mida. Na rea dos peixes um verdadei-ro desastre: caro e ruim. A exploraomais descarada no preo das bebidas.Uma garrafa de vinho vendida comum acrscimo de duzentos (ou mais) porcento do valor encontrado no supermer-cado. Tem cerveja por mais de vintereais. Um litro de usque doze anos -tipo Old Parr - custa oitenta e cinco reaise rende vinte doses, portanto o preo decusto quatro reais e vinte e cinco cen-tavos... tem restaurante cobrando dezes-seis a vinte reais, portanto cada litro ven-dido d um lucro de trs. Trezentos por

    cento de lucro! J o oito anos custa emtorno de sessenta reais, portanto o custoda dose de trs reais. A maioria dosbares e restaur