fisiologia do algodoeiro

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INSTITUTO FEDERAL MATO GROSSO

FISIOLOGIA DO ALGODOEIRO

Prof. Jos Luiz de SiqueiraAgosto/2010Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Algodo no Brasil

@Atualmente so cultivados no mundo dois tipos diferentes de algodo: o arbreo a o herbceo. @ Arbreo aquele que parece uma rvore mediana, de cultivo permanente. @ Herbcea (Gossypium hirsutum L.r. latifolium Hutch) um arbusto de cultivo anual, uma entre as 50 espcies j classificadas e descritas do gnero Gossypium. @ Das 50 espcies classificadas, 17 so endmicas da Austrlia, seis do Hava, e uma no nordeste brasileiro. @ Cerca de 90% das fibras de algodo comercializadas no mundo so provenientes da espcie Gossypium hirsutum.Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Hbito de crescimento Muito complicadoIndeterminado

Muito sensvel s condies adversas do meioClima e solo excessiva queda de frutos

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A fenologia do algodoeiro subdivide-se em duas fases: vegetativa e a reprodutiva. A fase vegetativa inicia-se com a emergncia da plntula e termina com a formao do primeiro ramo frutfero. Esta fase identificada pela letra V. A fase reprodutiva inicia-se com o surgimento do primeiro boto floral e termina quando as fibras no capulho atingem o ponto de maturao para colheita. Esta fase identificada pela letra R. A seguir estaro descritas as fases fenolgicas do algodoeiro.Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

VE Emergncia: Sada da ala do hipoctilo da plntula (gancho), elevando os cotildones acima do solo. VC Afastamento dos cotildones: Exposio da gema apical vegetativa radiao solar. Primeira folha enrolada entre os cotildones. V1 Primeiro n vegetativo: Primeira folha cordiforme com 30% a 50% de expanso e segunda folha tambm em forma de corao aberta. Folha aberta significa que os respectivos bordos no se tocam. V2 Segundo n vegetativo: Segunda folha cordiforme com 30% a 50% de expanso e primeira folha lobada (com lbulos) aberta. V3 Terceiro n vegetativo: Primeira folha lobada com 30% a 50% de expanso e segunda aberta. Devido ao hbito de crescimento indeterminado, o algodoeiro tende a vegetar indefinidamente, emitindo sucessivos ns vegetativos com folhas lobadas. Os cultivares anuais (algodoeiro herbceo) associados ao ambiente e ao manejo completam o ciclo natural com 20 a 25 folhas.

VR Primeiro ramo frutfero: A partir do V5 ou V6 surge o primeiro ramo frutfero (simpodial) com boto floral e folha correspondente fechados. Desta fase em diante, o algodoeiro acelera o desenvolvimento vegetativo emitindo novos ramos frutferos (RF) nos ns vegetativos subseqentes. R1 Primeiro boto floral: Primeiro boto floral (BF) com 5 mm de comprimento, encoberto por brcteas, na primeira posio do primeiro RF. Intensifica-se o acmulo de matria seca na planta. Na seqncia, surgem botes florais na seguinte ordem (padro espiral): 2 BF na primeira posio do 2 RF; 3 boto floral na segunda posio do 1 RF; e assim sucessivamente. R2 Primeira flor: Incio do florescimento com abertura da primeira flor, na primeira posio do primeiro ramo frutfero. Plantas com 14 a 16 folhas. O florescimento prossegue seguindo o padro espiral. R3 Crescimento da primeira ma: Inicio da frutificao. Primeira ma com 1,0 cm de dimetro na primeira posio do primeiro ramo frutfero. R4 Primeira ma visvel: Plantas com florescimento pleno fechando o dossel. Ma visvel na primeira posio do primeiro ramo frutfero, sobressaindo s brcteas, rica em gua, macia ao tato e com sementes e fibras em desenvolvimento.

R5 Primeira ma cheia: Primeira ma na primeira posio do 1 RF, iniciando a pigmentao (antocianina), consistente ao tato, aquosa, com sementes e fibras imaturas (alongamento das fibras). R6 Final do florescimento efetivo e frutificao plena: Fertilizao da ltima flor economicamente vivel, isto , que origine um capulho possvel de ser colhido. Flor localizada a partir do 5 n vegetativo do ponteiro para baixo. Planta com altura final definida, predominando as mas. R7 Primeiro capulho: Final da frutificao e maturidade fisiolgica. Primeiro capulho na primeira posio do 1 RF. Translocao intensa devido carga pendente. Acentuada queda de folhas a partir do baixeiro da planta. Final da deposio de celulose nas fibras, maturao das sementes e desidratao das mas cheias, consistentes e pigmentadas. R8 Maturidade plena: Planta com 2/3 de desfolha contendo 60% a 70% de capulhos. Colheita vivel desde que a umidade nas fibras esteja por volta de 12% a 15%.

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Fases de desenvolvimento

Apresenta 5 fases

Por que importante conhec-los?Cada estgio apresenta exigncias diferentes Conhecer para o manejo adequado Consequentemente obter altas produtividades e qualidade

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1. Germinao e emergncia

Semente dicotilednea 1 kg: 7.000 a 8.000 sementes deslintadas Em condies normais (U, ar e T) Germinao: 2 3 dias Comea com temp. entre 15 e 18o C Ideal temperatura entre 21 e 34 C

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2. Estabelecimento das nascedias Razes crescem mais que aparte area Crescem 1,25 a 2,50 cm dia-1 Razes laterais so rasas: < 90 cm Raiz principal atinge 2,7 m Razes crescem at que as mas comeam a se formarem Caule principal constitudo de ns e entrens hbito de crescimento indeterminadoEngo Agro Jos Luiz de Siqueira

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RAIZ PRINCIPAL

-Profundidade superior a 2 m - Crescimento mais intenso e rpido que a parte vegetativa EX: Planta 20 cm (30 DIAS) RAIZ = At 1 m 35 cm (50 DIAS) RAIZ = At 2 m35 cm

Desenvolvimento da raiz90 cm

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Razes secundrias

Entre 5 e 30 cm prof. (ramificao intensa) Crescimento lateral = 1,5 m obs: 80% peso das razes = 0 20 cm

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Dois tipos de ramos Somente do flores e frutos depois de se ramificar Espaamento largo, muita gua e nutrientes aumentam RV.

a. Vegetativos

b. Frutferos Surgem a partir do ramo principal ou vegetativo Terminam o crescimento com um boto floral Segundo boto e uma segunda flor se desenvolvem na axila da anterior Aspecto zig-zag Primeiro ramo frutfero: normalmente formado no sexto ou stimo n.Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Posio 4

RF1Posio 2

RVPosio 3 Posio 1

N cotiledonar

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3. Desenvolvimento da rea foliarIAF = m2 de folhas m2 de projeo da copa

60% das folhas ramos reprodutivos

40% das folhas ramos vegetativosEngo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Folhas

mdio ou longo-pecioladas cordiformes: 3 a 5 lobos herbcea ou coricea limbo piloso nervuras e nectrios na face dorsal estmatos em ambas as faces

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4. Florescimento e crescimento Primeiros botes florais: 5 SAP Flores: 8 SAP Novos botes: so visveis a intervalos de 6 dias Primeiras flores abertas embaixo dos ns 6 e 7 e na primeira posio do RFEngo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Flores(clice, corola, androceu e gineceu)

Completas isoladas:

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PERODO DE FLORESCIMENTO E FRUTIFICAOTotal flores Pegamento Total frutos

Semanas florecimento 1 2 3 4 5 6 7

8.1% 23.5% 29.4% 25.6% 9.8% 2.3% 1.3%

94.1% 77.7% 43.1% 20.7% 13.3% 10.8% 5.0%

16.8% 40.8% 27.2% 10.9% 2.9% 0.9% 0.5%Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

84.8%

15.2%

F R U T O S Cpsulas coriceas Deiscncia longitudinal loculicida Forma cnica, arredondada ou ponteaguda 3 a 5 lojas - com 6 a 10 sementes/cada Baixa densidade de estmatos (30-40/mm)Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

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5. Maturao

Ma est formada em 20-25 dias 600 mas 1 kg de fibra 70% da colheita entre os ns 6 e 13 do caule principal Acima do 13o n: pouca formao de mas Ramo frutfero posio 1 = 60% da produo posio 2 = 30% da produo posio 3 = 10% da produo

A qualidade da fibra decresce com a distncia do cauleEngo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Posio 4

RF1Posio 2

RVPosio 3 Posio 1

N cotiledonar

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MATURAO DOS FRUTOS

Fisiologicamente maduro

PICO DE MATURIDADE

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MATURAO DOS FRUTOS

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Queda de estruturas reprodutivas Queda ou absciso dos botes florais fenmeno natural do algodoeiro aumenta com a ocorrncia de condies adversas como: Tempo nublado, temp. baixas ou altas, deficincia de nutrientes, crescimento vegetativo muito intenso. At 60% de queda normal

Queda regulada pelo balano entre acares e teor de etileno > acar no tecido e > etileno no h absciso

frutos jovens bem nutridos no cairoEngo Agro Jos Luiz de Siqueira

Queda na fotossntese ou um aumento no gasto metablico

> queda Altura mxima: 1,5 m Temperatura entre 27a 35 C

Exemplo: Autossombreamento por crescimento excessivo, dias nublados, temperaturas altas, etc.Engo Agro Jos Luiz de Siqueira

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Fase final da cultura

Comea com a abertura do 1o capu