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  • I m m a n u e l K a n t

    Filosofia

    da Histria

    C ol e o Fu n da m e n t o s da Fi l o s of i a

    1 edioBrasil 2012

    Textos Extrados das Obras Completas de Kant

    (Immanuel Kants Werk)

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  • Copyright da traduo 2012. cone Editora Ltda.

    Coleo Fundamentos da Filosofi a

    Conselho editorialCludio Gasto Junqueira de CastroDiamantino Fernandes TrindadeDorival Bonora Jr.Jos Luiz Del RoioMarcio PugliesiMarcos Del RoioNeusa Dal RiTereza IsenburgUrsulino dos Santos IsidoroVincius Cavalari

    Ttulo originalFilosof a de la Historia Qu es la Ilustracin

    TraduoCludio J. A. Rodrigues

    RevisoJuliana Biggi

    Design grfi co, capa e mioloRichard Veiga

    Proibida a reproduo total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou meio eletrnico, mecnico, inclusive por meio de processos xerogrfi cos, sem permisso expressa do editor. (Lei n9.610/98)

    Todos os direitos de traduo reservados :CONE EDITORA LTDA.Rua Anhanguera, 56 Barra FundaCEP: 01135-000 So Paulo/SPFone/Fax.: (11) 3392-7771www.iconeeditora.com.briconevendas@iconeeditora.com.br

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  • Esboo da vida e obra de Kant

    Immanuel Kant nasceu em Knigsberg na Prssia Oriental em 1724, fi lho de um fabricante de arreios. Frequentou a universidade local e de 1747 a 1754 trabalhou como tutor particular. Durante este tempo apresentou dois ensaios na forma de dissertaes, que o levou posio de instrutor no remunerado na universidade de Knigsberg. Palestrou sobre uma ampla gama de cursos em fi losofi a, matemtica e cincias naturais, vivendo dos pagamentos de seus cursos e publicando uma srie de obras de fi losofi a e de cincias naturais. Noentanto, seu objetivo era se tornar professor de fi losofi a em Knigsberg, e, por isso, rejeitou

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  • vrias ofertas antes de se tornar professor de Lgica e Metafsica na Universidade de Knigsberg em 1770. Este foi o incio da chamada dcada de silncio durante a qual Kant publicou muito pouco e preparou os argumentos do livro com o qual estabeleceria sua reputao duradoura: a Crtica da Razo Pura (1781). Neste trabalho, Kant exa-mina os limites e o alcance do conhecimento humano, especialmente o conhecimento metafsico. Suaaborda-gem revolucionria baseava-se no pressuposto de que a composio especfi ca das faculdades cognitivas humanas determina as caractersticas estruturais mais importantes de como o mundo aparece para ns e, ao mesmo tempo, estabelece limites radicais para o conhecimento metafsico. Desentendimentos iniciais entre seus leitores impeliram Kant a reafi rmar seus pontos de vista nos Prolegmenos (1783). Umavez que o carter revolucionrio de sua teoria foi compreendido, Kant tornou-se famoso.

    NaCrtica da Razo Pura Kant sublinhou a impor-tncia de sua nova abordagem sobre a tica, e alguns anos depois publicou dois trabalhos inovadores sobre teoria tica: Fundamentao da Metafsica dos Costumes (1785) e Crtica da Razo Prtica (1788). Durante este tempo, Kant tambm escreveu os Fundamentos Metafsicos da Cincia Natural (1786). Durante a dcada de 1780, ele publicou uma srie de ensaios sobre fi losofi a da histria, tocando em questes de poltica e paz internacional: Ideia para uma histria universal a partir de uma perspectiva cosmopolita (1784), Uma Resposta Pergunta: Oque o Iluminismo? (1784), e Provvel Incio da Histria Humana (1786). Em1790 publicou a Crtica do Juzo, na qual expe sua teoria sobre esttica e sobre biologia. Seulivro de 1793, AReligio Dentro dos Limites da Simples Razo, envolveu-o em um confl ito com a censura. Durante os anos de 1790 o interesse de Kant em teoria e prtica

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  • poltica se intensifi cou, como consequncia, sem dvida, da Revoluo Francesa e seus desdobramentos. Isto evi-dente em Sobre o Dizer Comum: Pode ser verdadeiro na teoria, mas no se afi rma na prtica (1793), Rumo paz perptua: um esboo fi losfi co (1795) [Lanado pela cone], e Metafsica dos Costumes (1797). Em1798, Kant publicou O Confl ito das Faculdades e Antropologia de um Ponto de Vista Pragmtico, o ltimo baseado em suas palestras populares sobre o tema.

    Durante os ltimos anos de sua vida Kant sofreu da doena de Alzheimer e faleceu em Knigsberg, no ano de 1804.

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  • Nota sobre a traduo

    Traduzir no um esforo mecnico. claro que importante para uma traduo ser consistente, e assim almejamos traduzir a mesma palavra de uma ln-gua para a correspondente, em outra, sempre que poss-vel. Masquando uma palavra tem diferentes matizes de signifi cado, e quando seu signifi cado determinado pelo contexto mais amplo, atribuindo a ela uma nica contra-parte na lngua para a qual traduzida, no possvel nem desejvel faz-lo.

    Alm disso, uma traduo no deve ter por objetivo melhorar o estilo e contedo do original. Seo original no claro ou estilisticamente feio, uma boa traduo ser, do

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  • mesmo modo, pouco clara ou feia tambm, quando isso possvel, pois nem sempre podemos obter esse resul-tado. Umafrase que ambgua em alemo, por exemplo, pode no ter uma contrapartida igualmente ambgua em portugus. Tentamos, no entanto, situar o leitor de nossa lngua, tanto quanto possvel, na mesma posio do leitor do original, quando se trata de interpretar e avaliar os argumentos de Kant.

    Alguns termos apresentam difi culdades especiais. Dois exemplos merecem uma meno especial aqui:

    Mensch. Emmuitas outras tradues, esse termo traduzido como o homem, que ento usado tanto para Mensch quanto para Mann. Para preservar a distino entre esses dois termos alemes, preferimos traduzir Mensch como Ser Humano e reservamos homem para Mann.

    Recht e seus cognatos. Este termo notoriamente difcil de traduzir devido s diferenas estruturais entre os sistemas jurdicos predominantes no mundo de lngua alem e portuguesa. Decidimos usar direito para Recht, que pode soar estranho nas passagens, mas pode assim tambm servir para realar a maneira diferente de pensar sobre essas questes que est por trs das palavras de Kant.

    Citaes e frases latinas foram preservadas e traduzi-das separadamente (entre parnteses ou em nota) somente quando o prprio Kant no fornece uma traduo.

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  • Primeira ParteUmaresposta pergunta: Oque o Iluminismo?, 13

    Segunda ParteIdeias para uma histria universal do ponto de vista cosmopolita, 23

    Primeira Proposio, 26Segunda Proposio, 26Terceira Proposio, 27Quarta Proposio, 29Quinta Proposio, 31Sexta Proposio, 33Stima Proposio, 34Oitava Proposio, 39Nona Proposio, 42

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    Sum rio

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  • Terceira Parte Provvel incio da histria humana, 45

    Observao, 53Fimda Histria, 57Observao Final, 60

    Quarta Parte Seo gnero humano encontra-seem constante progresso para o melhor, 65 1. Oque se pretende saber aqui?, 65 2. Como podemos saber tal coisa?, 66 3. Diviso conceitual daquilo que se deseja antecipar do futuro, 67 4. Oproblema do progresso no pode ser resolvido imediata-

    mente pela experincia, 70 5. Ahistria proftica do gnero humano tem, noobstante,

    quecomear com algum tipo de experincia, 72 6. Deum fato de nosso tempo que prova essa tendncia moral

    do gnero humano, 73 7. Histria proftica da humanidade, 76 8. Dadifi culdade das mximas estabelecidas para o progresso

    rumo a um mundo melhor em razo de sua publicidade, 78 9. Quebenef cio ocasionar ao gnero humano o progresso

    para melhor?, 81 10. Qual a nica ordem de coisas em que cabe esperar o pro-

    gresso para melhor?, 82 Concluso, 84

    Quinta Parte Antropologia de um ponto de vista pragmtico parte 2, seo E, 85 I. A predisposio tcnica, 87 II. A predisposio pragmtica, 89 III. A predisposio moral, 90

    Sexta Parte Sobre o carter da espcie humana, 99

    Stima Parte Ofim de todas as coisas, 105

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  • Umaresposta pergunta: Oque o Iluminismo?

    Oiluminismo emancipao do ser humano de sua imaturidade autoimposta. Imaturidade a incapacidade de fazer uso de seu intelecto sem a direo do outro. Esta imaturidade autoimposta quando sua causa no reside na falta de intelecto, mas sim em uma falta de vontade e coragem para fazer uso de seu intelecto sem a direo do outro. Sapere aude! Tenha coragem de fazer uso de seu prprio intelecto! este , portanto, o lema do iluminismo.

    cio e covardia so as razes pelas quais uma grande parte da humanidade continua a gostar de seu estado de

    13

    Primeir a Parte

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  • Oque o Ilum

    inismo?

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    Filosofi a da Histria

    | Im

    manuel Kant

    pupilo, mesmo depois de a natureza ter-nos libertado desta estranha tutela (naturaliter maiorennes); e estas so tam-bm as razes por que to fcil para que outros possam estabelecer-se como seus tutores. muito c