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Caderno didático para estudo da forragicultura aplicada à bovinocultura leiteira no ensino médio profissionalizante das Casas Familiares Rurais

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  • ASSOCIAO REGIONAL DAS CASAS FAMILIARES RURAIS ARCAFAR

    CASA FAMILIAR DE PROLA D'OESTE PR.

    BOVINOCULTURA

    LEITEIRA

    PASTAGEM

    FICHA PEDAGGICA

    ELABORADA POR: Tc. Agr. EVANDRO GINDRI Eng. Agr. MARCOS FURLAN Adm. Rural NILCIA DE ANDRADE

    Monitores da CASA FAMILIAR RURAL DE PROLA DOESTE PR.

    Apoio: Secretaria do Estado da Educao/Setor de Ensino Tcnico Agrcola/DESG

    Agosto - 2001

  • 1

    INTRODUO Inmeros so os fatores que interferem na produo animal a pasto, vrios foram citados anteriormente. Mas o principal fator causador dos baixos resultados obtidos pelos produtores de um modo geral em pastagens de clima tropical e subtropical ainda cultural. Nosso solo tem caractersticas de fertilidade baixa, com presena de elementos txicos para as plantas (alumnio), mas existem espcies forrageiras capazes de suportarem estas condies, o que permite a explorao econmica. O clima caracterizado por duas pocas bens distintas uma com chuvas abundantes e outra estao seca, na poca de chuvas fortes o devido a declividade do solo existem perdas de nutrientes por lixiviao, porm existem mtodos conservacionistas para mantermos estas pastagens na poca de clima ruim e tambm para evitar perdas de nutrientes do solo. As caractersticas nutricionais de nossas forrageiras vm sido estudadas a muito tempo e continuam sendo avaliadas por pessoas e empresas srias do meio agropecurio. De posse de todas estas informaes a atitude que devemos tomar a profissionalizar cada vez mais a nossa produo baseado em dados e pesquisas de produo animal em pastagens tropicais e fazermos comparao entre estes nveis de produtividade. No podemos comparar os nossos nveis a nveis de produo de clima temperado, a menos que tambm comparemos os custos e a rentabilidade real da atividade econmica, rentabilidade real sem subsdios, e com o mesmo preo pago os produtos produzidos. O que existe uma distoro de alguns resultados onde tentamos comparar a rentabilidade de uma atividade onde o produto final (carcaa) vale ao produtor U$ 500 ou at U$ 1.000 para cada 500kg (EUA) contra U$ 200 a U$ 350 por 500kg (brasil), com estes preos por produto podemos lanar mo de sistemas de alimentao totalmente artificial e produzir a base de gros, principalmente milho, competindo diretamente com a alimentao humana. Mas em pases onde a populao humana ainda morre de fome e desnutrio chega a ser um crime utilizar gros para alimentarmos os ruminantes.

    Devemos incrementar nossa produo a base de pastos, aceitando nossas limitaes e preparando para a sazonalidade existe na produo de forragem com medidas estratgicas. Devemos continuar investindo em pesquisas prprias para a formulaes de suplementos que levem a uma melhor absoro e utilizao destas fontes de alimentos e produzir assim mais, com melhor qualidade e a baixo custo. No estamos to fora da realidade dos grandes produtores de produtos de origem animal, de certa maneira podemos at incluir o Brasil na vanguarda da produo de alimentos ecologicamente corretos, mas para podermos declarar isto necessrio que todos cumpram o seu dever e que lutemos mais forte contra a colonizao comercial que ainda nos imposta pelos pases ricos que precisam das colnias para poderem comercializar o seus produtos altamente tecnolgicos que muitas vezes no passam de projetos mal sucedidos e que custaram grandes fortunas, e que no podem aparecer como prezujos num curriculum to brilhante de grandes corporaes. Devemos incentivar a pesquisa nacional e valorizar os resultados obtidos aqui de maneira sria e responsvel, conhecer outras alternativas de produo mas sempre adapt-las ao meio onde ser empregado, preparar a mo de obra que precisa ser qualificada para a realizao de tarefas especficas e tambm preparar o produtor que deve ser um empresrio para gerir de forma eficiente o negcio. Cabe ainda aos tcnicos a responsabilidade de conduzirem pesquisas aplicadas, que possam ser transferidas de forma imediata ao campo, alm das acadmicas que servem de embasamento para o trabalho, e sem nunca esquecer de que estamos lidando com uma atividade econmica e que visamos no final o lucro para podermos permanecer no negcio. Se assim tratarmos, com seriedade, a questo de produo de animais a pasto no existir nenhuma outra nao com a capacidade de produo igual a do Brasil, basta para isso que sigamos nossa vocao de produtores.

  • 2

    PRODUO DE LEITE A PASTO uma atividade de grande importncia para a viabilizao das propriedades rurais, principalmente pequenos produtores, por se tratar de uma explorao que, quando bem conduzida, resulta numa receita mensal, facilitando para as famlias terem uma mellhor programao nos seus compromissos financeiros.

    SISTEMA DE LEITE PASTO Definimos como uma atividade que busca de uma forma mais natural e agroecolgica produzir leite, sem agredir o meio ambiente e obter uma boa produo sem elevados custos. uma forma de deixarmos de ser garom de vacas e leva-las at o local para que elas busquem seu prprio alimento.

    Vamos ver os passos para o sucesso do sistema:

    1) escolha do terreno:

    boa fertilidade natural;

    com declividade, evitando terrenos quebrados;

    reas no encharcadas/midas;

    sem ou pouca pedregosidade;

    prximo s instalaes dos animais.

    2) Prticas conservacionistas

    terraceamento da rea, visando a conteno da eroso e preservao da fertilidade do solo.

    3) Avaliao das condies fsico-qumicas:

    indispensvel antes de iniciar o preparo e plantio, realizar a analise do solo, atravs do resultado da analise possvel corrigir as deficincias que existem em uma determinada rea.

    4) Preparo do solo:

    aplicao de calcrio e incorporao atravs da arao

    incorporao da massa verde

    preparo do solo

    abertura de sulcos ou covas para plantio de espcies forrageiras definitivas. 5) Plantio das pastagens

    Devemos escolher um pasto que tenha:

    boa palatabilidade

    produo elevada de matria seca

    alto valor nutritivo

    persistncia na produo

    adaptado ao clima e solo

    resistente ao pisoteio

    se encaixar na organizao da propriedade obs.: notamos que muitos produtores no usam nenhum critrio tcnico no momento de fazer a

    escolha de um tipo de pasto para plantar ou semear.

  • 3

    muito importante antes de tomar a deciso analisarmos estes 7 itens acima. No existe pasto milagroso, porm existem pastos com maior qualidade e produtividade. Classificao em famlias: - Gramneas - Leguminosas Gramneas: So menos exigentes em solos Maior resistncia ao pisoteio Boa palatabilidade Facilidade de implantao Maior produo de matria seca por ano Necessita de aplicao nitrogenada Leguminosas: Alto valor nutritivo Alta digestibilidade Aproveita o nitrognio atmosfrico Maior risco de empanzinamento Menor resistncia ao pisoteio Consideraes: Analisando as duas famlias notamos que o, casamento das duas daria excelente resultado. No haveria tanto risco de empanzinamento, as leguminosas compartilhariam o nitrognio atmosfrico com as gramneas e teramos pastos com alta qualidade e quantidade. IMPLANTAO DE PASTAGENS POR SEMENTES

    PELETIZADAS - NUCLEADAS - POTNCIADAS

    So sementes que sofrem processo de revestimento externo. A tcnica consiste em agregar s mesmas pelculas nutritivas e protetoras proporcionando um maior vigor as plantas e facilitando o plantio. O uso de Sementes Peletizadas propicia diversas vantagens como desenvolvimento acentuado de razes, tornando a planta mais resistente a seca e pastoreio. A) FATORES QUE AFETAM A FORMAO DE UMA PASTAGEM:

    Quantidade inadequada de sementes No incorporao de sementes no plantio Fermentao de material orgnico no solo Umidade no solo Profundidade das sementes no plantio B) PUREZA:

    Quantidade de sementes puras em determinadas amostras de sementes. GERMINAO: Quantidade de sementes puras que germinam, originando plantas saudveis em condies timas de temperaturas, umidade e luz. DORMNCIA: Caracterstica apresentada pelas sementes de forrageiras que, mesmo estando viveis no germinam.

  • 4

    VALOR CULTURAL:

    Representa a qualidade de uma semente, pois associa uma caracterstica fsica (pureza) com uma caracterstica fisiolgica (germinao). Diz a quantidade de sementes puras que germinam em determinada amostra.

    RECOMENDAES PARA UMA BOA PASTAGEM

    As sementes so organismos vivos e sensveis. precisam de cuidados especiais no transporte, armazenamento e manuseio. Germinam ou podem morrer na proporo dos cuidados recebidos. O percentual de germinao indica o nmero de sementes viveis em condies normais de luz, umidade e temperatura. CUIDADOS ESPECIAIS: NO TRANSPORTE: As sementes devem ser transportadas, protegidas de umidade e calor excessivo. NO ARMAZENAMENTO: As sementes devem ser armazenadas em local seco, fresco e ventilado. Para tanto deve-se armazen-las sobre estrados de madeiras, para no absorver a umidade do piso. Deve tambm estar afastadas das paredes do armazm a fim de melhorar a ventilao e evitar a absoro da umidade. Deve-se tomar cuidados com roedores (ratos) que podem danificar as sementes. NO PREPARO DO SOLO:

    Sempre que possvel, fazer anlise do solo e corrig-lo se necessrio. A aplicao de calcrio deve ser feita 90 dias antes do plantio. Fazer a conservao do solo evitando a eroso. Fazer um bom preparo de solo deixando-o bem desterroado, nivelado, livre de sulcos e de material palhoso na superfcie. Devemos aguardar um perodo de descanso, aps preparo do solo, para que ocorra fermentao do material palhoso. Aps este perodo nivela-se e planta- se logo em

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