ficha pedag“gica - apicultura

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ARCAFAR

- ASSOCIAO REGIONAL DAS

CASAS FAMILIARES RURAIS DO SUL DO BRASIL

CASA FAMILIAR RURAL DE PROLA D'OESTE - PR

APICULTURAFICHA PEDAGGICANOME DO JOVEM: ___________________________________ DATA: ___/___/___

Elaborao: Tc. Agr. Evandro Gindri Eng. Agr. Marcos Furlan Tc. Adm. Nilcia de Andrade Casa Familiar Rural de Prola DOeste Paran

OUTUBRO - 2.001

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I ABELHA, HISTRIA E ECOLOGIAVIVER EM SOCIEDADE Com as abelhas o homem poder tirar exemplos para construir um mundo melhor. Com seu modelo de socializao, onde cada indivduo possui uma funo bem definida, executada sempre em benefcio do bem-estar da coletividade, nos do um belo exemplo de convivncia. As abelhas tambm nos fornecem um dos mais puros e ricos alimentos naturais, o mel, e contribuem decididamente no processo da polinizao. Hoje, com o desenvolvimento da apicultura, as abelhas deixaram de ser vistas como insetos perigosos e agressivos. O homem atravs de estudos passou a compreender o seu mundo e aprendeu a conviver com elas respeitando as suas caractersticas e particularidades. Esses estudos demonstram que criar abelhas de uma maneira racional requer muitos cuidados e, a nossa inteno fornecer informaes suficientes para que voc possa iniciar uma criao ou apenas conhecer esse mundo fantstico. Tudo isso numa linguagem direta e acessvel, com muitas imagens e ilustraes. DEFINIO DE APICULTURA o ramo da agricultura que estuda as abelhas produtoras de mel e as tcnicas para explor-las convenientemente em benefcio do homem. Inclui tcnicas de criao de abelhas e a extrao e comercializao de mel, cera, gelia real e prpolis. As abelhas melferas so criadas em reas onde haja abundncia de plantas produtoras de nctar, como a laranjeira. Como norma, os maiores produtores de mel estabelecem suas colmias em zonas de agricultura intensiva, j que no prtico cultivar plantas para a produo de mel. Trata-se de uma atividade muito antiga e difundida, que acredita-se ser originria do Oriente Prximo. China, Mxico e Argentina so os principais pases exportadores; Alemanha e Japo os maiores importadores. DEFINIO DE APICULTOR O apicultor a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colmias artificiais que o homem fornece s abelhas so muito variadas e tm evoludo com o tempo. As mais rsticas eram simples troncos ocos ou cestos de vime; hoje em dia, utilizam-se diferentes tipos de caixas, que so muito mais prticas e fceis de manejar. O apicultor sabe qual o melhor momento para colher o mel e que quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas. Tira unicamente os favos que contm mel maduro e os coloca em uma mquina centrfuga, que extrair o mel sem quebrar os favos, que podem ser utilizados novamente. Antes de engarraf-lo, filtra-o para que fique livre dos restos de cera. O APIRIO O apirio um conjunto racional de colmias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fcil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais, provocando o confinamento das abelhas. Ele sofrer a interferncia de fatores do meio ambiente no qual esta instalado, tais como: temperatura, umidade, chuvas, floraes, ventos, pssaros predadores, insetos inimigos e concorrentes. O progresso do apirio depender, em grande parte, do meio ambiente no qual esta instalado, onde vivem e trabalham as abelhas. Por isso, caber ao apicultor, o correto manejo das abelhas, para obter resultados positivos no desenvolvimento do apirio.

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a) HISTRICO A apicultura uma atividade muito antiga, suas origens esto na pr-histria. So conhecidos os desenhos descobertos em cavernas da Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxlio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registros do Egito, Mesopotmia e Grcia descrevem fatos sobre a criao de abelhas. A Bblia faz inmeras referencias ao mel e enxame de abelhas. As abelhas j existiam h 40 mil anos, idnticas s de hoje. Civilizaes antigas faziam uso do mel, como os Sumrios, Gregos, etc. Grcia antiga, Slon, dedicou alguns artigos de lei para as abelhas, um deles proibia a instalao do novo apirio, numa distncia menor que 99 metros, de outro j existente, Aristteles foi quem primeiro fez estudos com os mtodos cientficos. Com a inveno do microscpio do 1500, aplicou-se o campo de pesquisa e teve grandes progressos em estudos realizados entre o s sculos XVII e XIX descobriu-se o espao abelha, aperfeioou-se o quadro mvel, inventou-se o estrator de mel, a cera alveolada, a tela excluidora, a gaoila introdutora de ranhae outras. COMENTRIOS:

BRASIL A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, sia e frica. A sua introduo no Brasil atribuda aos jesutas que estabeleceram suas misses no sculo XVIII, nos territrios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no noroeste do Rio Grande do Sul. Essas abelhas provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesutas foram expulsos da regio e delas no se teve mais notcias. Em 1839, o padre Antonio Carneiro Aureliano mandou vir colmias de Portugal e instalou-as no Rio de Janeiro. Em 1841 j haviam mais de 200 colmias, instaladas na Quinta Imperial. Em 1845, colonizadores alemes trouxeram abelhas da Alemanha (Nigra, Apis mellifera melfera) e iniciaram a apicultura nos Estados do sul. Entre 1870 e 1880, Frederico Hanemann trouxe abelhas italianas (Apis mellifera lingstica) para o Rio Grande do Sul. Em 1895, o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itlia para Pernambuco. Em 1906, Emlio Schenk tambm importou abelhas italianas, porm vindas da Alemanha. Por certo, alm destas, muitas outras abelhas foram trazidas por imigrantes e viajantes procedentes do Velho Mundo, mas no houve registro desses fatos. Iniciava-se assim a apicultura brasileira. Durante mais de um sculo ela foi se desenvolvendo, principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran. Tambm em So Paulo e Rio de Janeiro havia uma atividade bem desenvolvida. Quando chegaram ao Brasil, os colonizadores encontraram abelhas nativas, as chamadas indgenas, algumas boas produtoras de mel, agora as abelhas do gnero Apis mellifera. Em 1853, Frederico Algusto Hanemann, construiu a primeira mquina centrfuga-extratora de mel do pas.

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Em 1895, Emlio Schenk, fundou em Curitiba, a primeira revista apcola do pas. Em 1839, at 1956 a apicultura nacional crescia e progredia a passos largos. Isto ocorria porque as raas introduzidas eram todas mansas. No ano de 1956, o professor Waewck Estevan Kerr introduziu a abelha africana (Apis mellifera adansonii), com a inteno de pesquisa, para desenvolver atravs de cruzamentos de raas uma espcie melhorada, mas de acordo com as condies nacionais. Houve alguns acidentes e algumas rainhas fugiram causando pnico na apicultura nacional, j que esta espcie muito agressiva, enxameadeira e migratria, alm de que o manejo diferente das espcies de abelhas que vieram da Europa. Hoje, no Brasil, que existe so enxames hbridos com isso a nossa produtividade de mel bem maior do que antes de 1956. COMENTRIOS:

b) ECOLOGIA Proteger as abelhas uma medida fundamental contra o desequilbrio, pois cri-las trabalhar com a natureza em funo de sua preveno e da humanidade. A abelha, o inseto mais benfico de todos, viabilizar e combater a eroso pela proliferao de rvores, multiplicao de flores, embeleza paisagens, perfuma o ar, melhora a alimentao e a sade da pessoa com nobre dos alimentos que o mel. O aumento da produtividade das plantaes pela polinizao das flores pelas abelhas, beneficia no s o produtor que apicultor como tambm seus vizinhos, trazendo proveito ao chacareiro, ao hortigranjeiro e ao agricultor, sendo eu todos podem trabalhar em comum acordo na instalao de uma apicultura racional em meio aos cultivos, beneficiando-se reciprocamente. A polonizao provoca a fecundao das flores, que daro origem s sementes, que por sua vez, transformar-se-o em rvores frondosas, purificando o ar atravs de suas folhas que funcionam como micro-geradores de oxignio, completando o ciclo ecolgico de combate ao desequilbrio da natureza, que teve origem com as abelhas. No momento a apicultura uma das mais fascinantes do planeta. APIMONDIA Associao Mundial de Apicultores s superada pela FIFA, a do futebol, em nmero de agremiaes. II BIOLOGIA a) ABELHAS SEM FERRO No Brasil, h mais de 600 espcies de abelhas sem ferro. Algumas delas produzem mel, mas pesquisas cientficas mostram que h contaminao do mel dessas abelhas, pois elas costumam entrar em contato com fezes de animais, alm de que algumas no se prestam criao racional, como a irapu, que cortam os botes florais para fazerem o ninho, as abelhas limo, que saqueia outras colnias para conseguir alimentos e a caga-fogo, que libera substncia que em contato com a pele humana causa queimadura.

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______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ As abelhas sem ferro chamadas MELIPONNEAS produzem muito menos mel do que as de linhagem africana (APIS), normalmente usada na explorao comercial de mel. A JATA, a mais conhecida da abelhas sem ferro costumam fazer suas colmeias em ocos de rvores, buracos de barrancos ou construes. Cada colmeia pode produzir at 1 kg por ano, bem menos que as africanizadas que produzem 30 vezes mais que o mel comum. O ninho da jata uma espcie de pilhas rodeadas ou bolachas de cera, uma em cima da outra, separadas por um espao milimtrico, esse ninho fica envolvido por favos onde as operrias depositam o mel, a morada da abelha rainha. A jata pequena de cor amarela ou dourada, e no tem ferro, o que uma felicidade para o apicultor, que no prec