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  • FICHA CATALOGRFICA

    Prefixo Editorial: 88441Nmero ISBN: 978-85-88441-88-0Ttulo: Manual de contabilidade para pequenas empresasTipo de Suporte: INTERNET

  • AUTOR

    EDUARDO ARAJO DE AZEVEDO

    Contador; mestre em Contabilidade e Controladoria pela Universidade de So Paulo;professor da Universidade Federal do Cear, no perodo de 1983 a 2010, onde ministrou asdisciplinas: contabilidade de custos, anlise de custos e contabilidade gerencial;coordenador do curso de Cincias Contbeis da UFC, no perodo de 2004 a 2009; instrutorda ACEP, onde ministra as disciplinas: controladoria, gesto estratgica de custos, gestode sistemas de custos nos cursos de ps graduao lato sensu; instrutor do CETREDE,onde ministra a disciplina formao do preo de venda no curso de ps graduao emPlanejamento Tributrio; gerente da Clula de Gesto do ISSQN da Secretaria de Finanasde Fortaleza (CE), no perodo de 2010 a 2011; Assessor de estudos e programao daSecretaria de Finanas de Fortaleza (CE), no perodo de 2012 a 20113; especialista emmatria tributria aplicada a empresas de pequeno porte; consultor do SEBRAE; membro doComit Estadual para Implementao da Lei Geral no Estado do Cear; vice-presidente doConselho Regional do Estado do Cear, no perodo de 2006 a 2009; Diretor da FortesTreinamentos; co-autor do livro Escriturao Contbil Simplificada, editado pelo ConselhoFederal de Contabilidade; autor do livro eletrnico Curso de Escriturao Contbil paraPequenas Empresas, editado pela Editora Fortes, em 2013 2 edio; autor de vriosartigos sobre o Simples Nacional; professor, instrutor e conferencista sobre a legislaoaplicada s microempresas e empresas de pequeno porte no territrio nacional.

  • PREFCIO

    O cenrio atual construdo em consequncia das mudanas sociais, polticas, jurdicas eticas e das inovaes tecnolgicas e de comunicao entre pessoas e empresas exige dosprofissionais contbeis postura diferente em relao aos procedimentos tcnicos e realizao do papel que sempre foi desempenhado pela contabilidade no cumprimento desua misso. Os avanos observados na contabilidade, vista como ramo do conhecimento,ocorrem de forma semelhante a qualquer outra cincia, embora a graduao da velocidade ea intensidade das transformaes experimentem situaes particulares, na relao diretacom as variveis ambientais e suas interaes com a contabilidade. Mas, como reaadministrativa, o impacto das mudanas atuais bem maior em virtude do estreitorelacionamento e subordinao s leis societrias, fiscais e tributrias. Os procedimentoscontbeis usuais nas pequenas empresas, principalmente, so voltados para funesburocrticas que exigem preenchimentos de guias, formulrios e outras tarefas relacionadasao cumprimento de obrigaes acessrias impostas pelo fisco federal, estadual e municipal.Essas atividades, de cunho eminentemente administrativo com contornos tecnicistas,absorvem o tempo das pessoas que formam as organizaes contbeis, impossibilitando arealizao das reais funes da contabilidade, como rgo de assessoramento tcnico apessoas e entidades, por meio da construo e comunicao de informaes teis aoprocesso de gesto. Os recursos tecnolgicos disponveis - conjunto hardware e software -esto contribuindo para a reduo dos procedimentos burocrticos impostos a pessoas eentidades, de forma objetiva, segura e consistente. um caminho aceito e absorvido pelasociedade, portanto, sem retrocesso.

    Estamos diante de fatos importantes para a classe contbil, pois brevemente ser possvel oresgate das condies necessrias para o exerccio das funes prprias da contabilidade,ou seja, a criao de valor para seus usurios, sendo reconhecida e valorizada por isso.Como marcos importantes focados na escriturao contbil aplicada s pequenas e mediasempresas podemos destacar: a) a aprovao pelo Congresso Nacional do Estatuto Nacionalda Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, que instituiu a escriturao contbilsimplificada; b) a edio pelo Conselho Federal de Contabilidade da NBC TG 1000, quedisciplina as Normas Internacionais de Contabilidade para as pequenas e medias empresasno Brasil; da ITG 2000, que normatiza a escriturao contbil; e da ITG 1000, que apresentaum modelo contbil para microempresas e empresas de pequeno porte. Portanto, precisoqualificar permanentemente os contabilistas que esto no pleno exerccio profissional, sem aoportunidade de voltar aos bancos das faculdades para reaprender a contabilidade nosnveis de exigncia do mercado e, principalmente, do Fisco, bem como dos estudantes querecebem da academia formao terica bsica, embora muito aqum do mnimo necessriopara a prtica do cotidiano profissional.

  • CAPTULO 1

    PROCEDIMENTOS BSICOS DE ESCRITURAO CONTBIL

  • 1.1 ORIGEM E EVOLUO

    O processo contbil responsvel pelo cumprimento da misso da contabilidade formado por trs indissociveis pilares:

    a) identificao das transaes e eventos econmicos;

    b) mensurao e registro; e,

    c) divulgao e comunicao.

    A escriturao o conjunto de procedimentos utilizados pelo sistema contbil que visa

    transformao de dados em informaes teis administrao das empresas e entidades.

    Segundo Crepaldi (2003:93), A escriturao da entidade ser mantida em registros

    permanentes com obedincia dos preceitos da legislao comercial e da Lei n 6.404/76 e

    aos Princpios Fundamentais de Contabilidade, devendo observar mtodos ou critrios

    contbeis uniformes no tempo e registrar as mutaes patrimoniais segundo o regime de

    competncia..

    Analisando o dever legal de escriturar suficiente recorrer ao disposto no art. 1.179, daLei n 10.406/02 Cdigo Civil Brasileiro para, por meio de simples leitura ao que nele estredigido, concluir que os Contabilistas e seus clientes-empresrios devem preocupar-se comas providncias de que trata o presente captulo. Veja-se por transcrio:

    Art. 1.179 O empresrio e a sociedade empresria so obrigados aseguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou no, com base naescriturao uniforme de seus livros, em correspondncia com adocumentao respectiva, e a levantar anualmente o balanopatrimonial e o de resultado econmico.

    Pelo texto trazido a exame, comporta observar que o legislador no foi apenas determinativono que se refere escriturao contbil; foi tambm, preciso e cristalino, ao fazer refernciasobre escriturao uniforme dos livros e ainda, ao estabelecer uma indissocivelcorrespondncia com a documentao respectiva; o que de certa forma vincula algunsContabilistas aos crimes que eventualmente venham ser praticados pelos clientes-empresrios.

    Seguindo a mesma orientao adotada pela legislao tributria federal, relativamente aoimposto de renda e contribuio social calculados sobre o lucro presumido, quando exigida apenas a escriturao do Livro Caixa e dispensada a escriturao contbil completa,diga-se, exclusivamente para fins de apurao da base de clculo dos tributos mencionados, importante dizer que a LC n 123/06 conservou a exigncia, conforme se depreende pelaleitura do seguinte dispositivo:

    Art. 26 As microempresas e empresas de pequeno porte optantes peloSimples Nacional ficam obrigadas a:

    ..........

    2o As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, almdo disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, devero, ainda,manter o livro-caixa em que ser escriturada sua movimentaofinanceira e bancria.

  • Vale observar, que o Livro Caixa um livro de escriturao contbil auxiliar, destinado aoregistro da movimentao das entradas e sadas de dinheiro na empresa. Porm, analisandoo dispositivo acima compilado, nota-se que houve uma inovao em relao finalidadeoriginal; tendo sido acrescentada a parte da movimentao bancria. Desta forma, pode-seconcluir que no se trata de livro caixa em termos contbeis, mas de um livro para registroda movimentao financeira, ou seja, do controle das disponibilidades da empresa.

    As Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional devemmanter um sistema completo de escriturao contbil; podendo, opcionalmente, adotarmodelo simplificado a ser regulamentado pelo Comit Gestor, conforme se conclui pelasimples leitura do dispositivo da Lei Geral, abaixo transcrito:

    Art. 27 As microempresas e empresas de pequeno porte optantes peloSimples Nacional podero, opcionalmente, adotar contabilidadesimplificada para os registros e controles das operaes realizadas,conforme regulamentao do Comit Gestor.

    O Comit Gestor do Simples Nacional, conforme disposto na Resoluo CGSN n 28/08,posteriormente recepcionada pelo art. 65 da Resoluo CGSN n 94/11, ao regulamentar oartigo supra, conferiu poderes ao Conselho Federal de Contabilidade para editar resoluesdisciplinando o significado de Contabilidade Simplificada, em conformidade com asdisposies previstas no Cdigo Civil Brasileiro; seno vejamos pela transcrio que segue:

    Art. 2 Fica acrescido o art. 13-A na Resoluo CGSN n 10, de 28de junho de 2007, com a seguinte redao:

    Art. 13-A. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes peloSimples Nacional podero, opcionalmente, adotar contabilidadesimplificada para os registros e controles das operaes realizadas,atendendo-se s disposies previstas no Cdigo Civil e nas NormasBrasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal deContabilidade.

    O Conselho Federal de Contabilidade, por sua vez, elaborou a NBC T 19.13 (NormaBrasileira de Contabilidade Tcnica), aprovada pela Resoluo n 1.115/07, de 19 dedezembro de 2007, cujo teor refere-se exclusivamente simplificao dos procedimentoscontbeis, quando elaborados por pequenas empresas que atendem s caractersticasdefinidas no Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte.

    Posteriormente, logo aps a aprovao das IFRS (sigla em ingls das Normas Internacionaisde Relatrios Financeiros), o Conselho Federal de Contabilidade editou a NBC T

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