fgv 2010 oab oab segunda fase direito penal prova

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  • Ordem dos Advogados do BrasilExame de Ordem Unificado 2010.2Prova Prtico-profissional

    CADERNO DE RASCUNHO

    DIREITO PENALLeia com ateno as instrues a seguir:

    1. Voc est recebendo do fi scal de sala, alm deste caderno de rascunho contendo o texto da pea prti co-profi ssional e das cinco questes

    discursivas, um caderno desti nado transcrio dos textos defi niti vos das respostas;

    2. Ao receber o caderno de textos defi niti vos voc deve:

    a) verifi car se a disciplina constante da capa deste caderno coincide com a registrada em seu caderno de textos defi niti vos;

    b) conferir seu nome, nmero de identi dade e nmero de inscrio;

    c) comunicar imediatamente ao fi scal da sala, qualquer erro encontrado no material recebido;

    d) ler atentamente as instrues de preenchimento do caderno de textos defi niti vos;

    e) assinar o caderno de textos defi niti vos, no espao reservado, com caneta esferogrfi ca transparente de cor azul ou preta.

    3. Quando autorizado pelo fi scal de aplicao, escreva, no espao apropriado do seu caderno de textos defi niti vos, com a sua caligrafi a usual, a

    seguinte frase:A fora do Direito deve superar o direito da fora

    4. As questes discursivas so identi fi cadas pelo nmero que se situa acima do seu enunciado.

    5. Durante a aplicao da prova no ser permiti do:

    a) qualquer ti po de comunicao entre os examinandos;

    b) levantar da cadeira sem a devida autorizao do fi scal de sala;

    c) portar aparelhos eletrnicos, tais como bipe, telefone celular, walkman, agenda eletrnica, notebook, palmtop, receptor, gravador,

    mquina fotogrfi ca, controle de alarme de carro, etc., bem como relgio de qualquer espcie, culos escuros ou qualquer acessrio de

    chapelaria, como chapu, bon, gorro, etc., e ainda lpis, lapiseira, borracha ou correti vo de qualquer espcie.

    6. A FGV realizar a coleta da impresso digital dos examinandos no caderno de textos defi niti vos.

    7. No ser permiti da a troca do caderno de textos defi niti vos por erro do examinando.

    8. O tempo disponvel para esta prova ser de 5 (cinco) horas, j includo o tempo para preenchimento do caderno de textos defi niti vos.

    9. Para fi ns de avaliao, sero levadas em considerao apenas as respostas constantes do caderno de textos defi niti vos.

    10. Somente aps decorridas duas horas do incio da prova, voc poder reti rar-se da sala de prova sem levar o caderno de rascunho.

    11. Somente aps decorridas quatro horas do incio da prova, voc poder reti rar-se da sala de prova levando o caderno de rascunho.

    12. Quando terminar sua prova, entregue o caderno de textos defi niti vos devidamente preenchido e assinado ao fi scal da sala.

    13. Os 3 (trs) lti mos examinandos de cada sala s podero sair juntos, devendo obrigatoriamente testemunhar o lacre da embalagem de

    segurana pelo fi scal de aplicao, contendo os documentos que sero uti lizados na correo das provas dos examinandos, assinando termo

    quanto a esse procedimento. Caso algum desses examinandos insista em sair do local de aplicao antes de presenciar o procedimento

    descrito, dever assinar termo desisti ndo do Exame e, caso se negue, ser lavrado Termo de Ocorrncia, testemunhado pelos 2 (dois) outros

    examinandos, pelo fi scal de aplicao da sala e pelo Coordenador da unidade de provas.

    14. Boa prova!

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  • Prova Prti co-Profi ssional

    Prova de Direito Penal

    2 OAB Exame de Ordem Unifi cado 2010.2

    Pea Prti co-Profi ssional

    A Polcia Civil do Estado do Rio Grande do Sul recebe not cia crime identi fi cada, imputando a Maria Campos a prti ca de crime, eis que

    mandaria crianas brasileiras para o estrangeiro com documentos falsos. Diante da not cia crime, a autoridade policial instaura inqurito

    policial e, como primeira providncia, representa pela decretao da interceptao das comunicaes telefnicas de Maria Campos, dada a

    gravidade dos fatos noti ciados e a notria difi culdade de apurar crime de trfi co de menores para o exterior por outros meios, pois o modus

    operandi envolve sempre atos ocultos e exige estrutura organizacional sofi sti cada, o que indica a existncia de uma organizao criminosa

    integrada pela investi gada Maria. O Ministrio Pblico opina favoravelmente e o juiz defere a medida, limitando-se a adotar, como razo de

    decidir, os fundamentos explicitados na representao policial.

    No curso do monitoramento, foram identi fi cadas pessoas que contratavam os servios de Maria Campos para providenciar expedio de

    passaporte para viabilizar viagens de crianas para o exterior. Foi gravada conversa telefnica de Maria com um funcionrio do setor de

    passaportes da Polcia Federal, Antnio Lopes, em que Maria consultava Antnio sobre os passaportes que ela havia solicitado, se j estavam

    prontos, e se poderiam ser enviados a ela. A pedido da autoridade policial, o juiz deferiu a interceptao das linhas telefnicas uti lizadas por

    Antnio Lopes, mas nenhum dilogo relevante foi interceptado.

    O juiz, tambm com prvia representao da autoridade policial e manifestao favorvel do Ministrio Pblico, deferiu a quebra de sigilo

    bancrio e fi scal dos investi gados, tendo sido identi fi cado um depsito de dinheiro em espcie na conta de Antnio, efetuado naquele mesmo

    ano, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). O monitoramento telefnico foi manti do pelo perodo de quinze dias, aps o que foi deferida

    medida de busca e apreenso nos endereos de Maria e Antnio. A deciso foi proferida nos seguintes termos: diante da gravidade dos fatos

    e da real possibilidade de serem encontrados objetos relevantes para investi gao, defi ro requerimento de busca e apreenso nos endereos

    de Maria (Rua dos Casais, 213) e de Antonio (Rua Castro, 170, apartamento 201). No endereo de Maria Campos, foi encontrada apenas uma

    relao de nomes que, na viso da autoridade policial, seriam clientes que teriam requerido a expedio de passaportes com os nomes de

    crianas que teriam viajado para o exterior. No endereo indicado no mandado de Antnio Lopes, nada foi encontrado. Entretanto, os policiais

    que cumpriram a ordem judicial perceberam que o apartamento 202 do mesmo prdio tambm pertencia ao investi gado, moti vo pelo qual

    nele ingressaram, encontrando e apreendendo a quanti a de cinquenta mil dlares em espcie. Nenhuma outra diligncia foi realizada.

    Relatado o inqurito policial, os autos foram remeti dos ao Ministrio Pblico, que ofereceu a denncia nos seguintes termos: o Ministrio

    Pblico vem oferecer denncia contra Maria Campos e Antnio Lopes, pelos fatos a seguir descritos: Maria Campos, com o auxlio do agente

    da polcia federal Antnio Lopes, expediu diversos passaportes para crianas e adolescentes, sem observncia das formalidades legais. Maria

    ti nha a fi nalidade de viabilizar a sada dos menores do pas. A parti r da quanti a de dinheiro apreendida na casa de Antnio Lopes, bem como

    o depsito identi fi cado em sua conta bancria, evidente que ele recebia vantagem indevida para efetuar a liberao dos passaportes. Assim

    agindo, a denunciada Maria Campos est incursa nas penas do arti go 239, pargrafo nico, da Lei n. 8069/90 (Estatuto da Criana e do

    Adolescente), e nas penas do arti go 333, pargrafo nico, c/c o arti go 69, ambos do Cdigo Penal. J o denunciado Antnio Lopes est incurso

    nas penas do arti go 239, pargrafo nico, da Lei n. 8069/90 (Estatuto da Criana e do Adolescente) e nas penas do arti go 317, 1, c/c arti go

    69, ambos do Cdigo Penal.

    O juiz da 15 Vara Criminal de Porto Alegre, RS, recebeu a denncia, nos seguintes termos: compulsando os autos, verifi co que h prova

    indiciria sufi ciente da ocorrncia dos fatos descritos na denncia e do envolvimento dos denunciados. H justa causa para a ao penal,

    pelo que recebo a denncia. Citem-se os rus, na forma da lei. Antonio foi citado pessoalmente em 27.10.2010 (quarta-feira) e o respecti vo

    mandado foi acostado aos autos dia 01.11.2010 (segunda-feira). Antonio contratou voc como Advogado, repassando-lhe nomes de pessoas

    (Carlos de Tal, residente na Rua 1, n. 10, nesta capital; Joo de Tal, residente na Rua 4, n. 310, nesta capital; Roberta de Tal, residente na Rua

    4, n. 310, nesta capital) que prestariam relevantes informaes para corroborar com sua verso.

    Nessa condio, redija a pea processual cabvel desenvolvendo TODAS AS TESES DEFENSIVAS que podem ser extradas do enunciado com

    indicao de respecti vos dispositi vos legais. Apresente a pea no lti mo dia do prazo.

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  • Prova Prti co-Profi ssional

    ESPA

    O D

    ESTIN

    ADO

    AO RA

    SCUN

    HO

    Prova de Direito Penal Texto de Rascunho da Pea-prti co Profi ssional

    3 OAB Exame de Ordem Unifi cado 2010.2

    OODOADANA OTIN OSTI HOST NHES UNDE UN

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  • Prova Prti co-Profi ssional

    ESPA

    O D

    ESTIN

    ADO

    AO RA

    SCUN

    HO

    Prova de Direito Penal Texto de Rascunho da Pea-prti co Profi ssional

    4 OAB Exame de Ordem Unifi cado 2010.2

    OODOADANA OTIN OSTI HOST NHES UNDE UN

    OD CUO SCO ASA RAPA

    RASP

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    RES AOES AOE A

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