fflmaio2006 faltas ferias licenças

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MINISTRIO DA JUSTIA DIRECO-GERAL DA ADMINISTRAO DA JUSTIA

CENTRO DE FORMAO DE OFICIAIS DE JUSTIA CENTRO DE FORMAO DE OFICIAIS DE JUSTIA

MARIA LEONOR ROMO MARIA LEONOR ROMOActttuallliizao doss Textttoss:: Ac u a iz ao dos Tex o s: Ac ua zao do Tex o

CRISTINA MENDES CRISTINA MENDES

FRIAS, FALTAS E LICENASCONCEIITO.. SUPORTE LEGAL,, REGIIME E EFEIITOS CONCE TO SUPORTE LEGAL REG ME E EFE TOS- DL n. 100/99, de 31 de Maro na redaco da Lei 117/99, 11 Agosto, DL 157/01, 11 Maio e demais legislao aplicvel

Abriill Ab r 2006 2006

DGAJ / CFOJ FRIAS, FALTAS E LICENAS

ndiceFicha n. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Identificao Faltas por altura do casamento Licena por maternidade ou paternidade Faltas por nascimento Faltas para consultas - pr-natais, amamentao e aleitao Faltas por adopo Faltas para assistncia a netos Outras regalias para apoio a filhos menores de 12 anos ou com deficincia Faltas por falecimento de familiar Faltas por doena e por doena prolongada Faltas por acidente em servio incidente, acontecimento perigoso e doena profissional Faltas para reabilitao profissional Faltas para tratamento ambulatrio: realizao de consultas mdicas e exames complementares de diagnstico do prprio funcionrio Faltas para tratamento ambulatrio: realizao de consultas mdicas e exames complementares de diagnstico de familiares Faltas para assistncia a menores doentes ou filho com deficincia ou doena crnica Faltas para assistncia famlia Licena parental, licena especial e licena para assistncia a pessoa com deficincia ou doena crnica Faltas por isolamento profilctico Faltas ao abrigo do Estatuto do Trabalhador - Estudante Faltas dadas na situao de bolseiro ou equiparado Faltas para doao de sangue Faltas para socorrismo Faltas para cumprimento de obrigaes legais ou por imposio de autoridade Faltas por suspenso temporria da funo Faltas para prestao de provas de concurso Faltas por conta do perodo de frias Faltas com perda de vencimento Faltas por deslocao para outra secretaria judicial ou juzo Faltas por motivo no imputveis ao funcionrio ou agente Faltas por motivo de participao nos rgos dos estabelecimentos de ensino Faltas por motivo de participao em actos eleitorais Faltas injustificadas O direito a frias Licena sem vencimento at 90 dias Licena sem vencimento por um ano Licenas sem vencimento de longa durao Licena sem vencimento para acompanhamento do cnjuge colocado no estrangeiro Licena sem vencimento para exerccio de funes em organismos internacionais Sntese de diplomas Pgina 4 6 11 13 16 19 21 26 28 37 44 46 48 51 54 56 60 62 66 68 70 72 74 77 79 81 83 85 87 91 94 96 100 102 105 109 112 116

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DGAJ / CFOJ FRIAS, FALTAS E LICENAS

FICHA - 1

FALTAS POR ALTURA DO CASAMENTO

CONCEITO Direito que o trabalhador tem de faltar, por altura do casamento.

SUPORTE LEGAL Decreto-Lei n. 100/99 de 31 de Maro de 1999 (artigo 22.)

REGIME O trabalhador tem direito a faltar por altura do casamento durante 11 dias teis seguidos. O exerccio desta faculdade depende da comunicao ao superior hierrquico com uma antecedncia mnima de 15 dias relativamente data em que pretende iniciar o perodo de faltas.

EFEITOS 1. Direito a frias No produzem quaisquer efeitos. Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 2. Contagem da antiguidade No produzem quaisquer efeitos. Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 3. Direito a aposentao No descontam como "tempo de servio" para este efeito. Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 4. Direito ao vencimento No produzem quaisquer efeitos.

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DGAJ / CFOJ FRIAS, FALTAS E LICENAS

Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 5. Direito ao subsdio de frias No produzem quaisquer efeitos. Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 6. Direito ao subsdio de Natal No produzem quaisquer efeitos. Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 7. Direito ao subsdio de refeio Implicam a perda do subsdio de refeio, (n. 3 do art. 22.) Art. 22, do Dec.-Lei 100/99 de 31-03 8. Outros

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FICHA - 2

LICENA POR MATERNIDADE OU PATERNIDADE

CONCEITO Faltas dadas pela trabalhadora ou trabalhador no perodo de maternidade.

SUPORTE LEGAL Decreto-Lei n. 100/99, de 31 de Maro (artigo 23.). Lei n. 99/03, de 27 de Agosto, que aprova o CT (artigos 35. e 36.). Lei n. 35/04, de 29 de Julho, que regulamenta o Cdigo do Trabalho RCT (artigos 68. e 69.). Decreto-Lei n. 77/05, de 13 de Abril

LICENA POR MATERNIDADE

REGIME 1 Regime As trabalhadoras tm direito a no comparecer ao servio durante 120 dias no perodo de maternidade. Destes 120 dias, 90 devero ser gozados obrigatoriamente aps o parto, podendo os restantes ser gozados, total ou parcialmente, antes ou depois do parto (n. 1 do art. 35. do CT). Em caso de nascimentos mltiplos, o perodo de licena previsto acrescido de 30 dias por cada gmeo alm do primeiro (n. 2 do art. 35. do CT). A funcionria pode optar por uma licena superior em 25% prevista no primeiro pargrafo (n. 1 do art. 68. do RCT) mas para tal ter que informar o servio at 7 dias aps o parto (n. 2 do art. 68. RCT), tendo direito a 80% da remunerao durante a totalidade da licena por maternidade (art. 2. n. 2 do Dec-Lei n. 77/2005 de 13 de Abril).

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2. Gozo da licena antes do parto Para efeitos do gozo de licena por maternidade antes do parto, dever a trabalhadora informar o respectivo servio, sempre que possvel com a antecedncia mnima de 10 dias (salvo urgncia mdica devidamente comprovada) e apresentar atestado mdico que confirme a convenincia do gozo de parte da licena antes do parto e indique a data prevista para este (n. 4 e n. 5 do art. 68. do RCT). 3. Risco clnico (antes do parto) Em caso de situao de risco clnico para a trabalhadora ou para o nascituro impeditivo do exerccio de funes, independentemente do motivo que determine esse impedimento, a trabalhadora goza do direito de licena anterior ao parto, pelo perodo de tempo necessrio a prevenir o risco, fixado por prescrio mdica, sem prejuzo da licena por maternidade previsto no n. 1 do art. 35. do CT ( n. 3 do art. 35. do CT). 4. Internamento (a seguir ao parto) Em caso de internamento hospitalar da me ou da criana durante o perodo de licena a seguir ao parto, este perodo ser suspenso a pedido daquela, pelo tempo de durao do internamento (n. 5 do art. 35. do CT) mediante comunicao ao respectivo servio, acompanhada de declarao emitida por estabelecimento hospitalar (n. 6 do art. 68. do RCT). 5. Faltas por aborto Em caso de aborto expontneo, bem como nas situaes previstas no artigo 142. do Cdigo Penal, a mulher tem direito a licena com a durao mnima de 14 dias e mxima de 30 dias, sendo a graduao feita por prescrio mdica (n. 6 do art. 35. do CT). Nota: obrigatrio o gozo de, pelo menos, 6 semanas de licena por maternidade (n. 4 do art. 35. do CT).

Licena por paternidade O pai obrigado a gozar uma licena de 5 dias teis. Estes dias podem ser gozados seguida ou interpoladamente, no primeiro ms a seguir ao nascimento do filho. (ver ficha n. 3)

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DGAJ / CFOJ FRIAS, FALTAS E LICENAS

O pai tem direito a uma licena por paternidade por perodo de durao igual quele a que a me teria direito nos seguintes casos: a) Incapacidade fsica ou psquica da me e enquanto esta se mantiver;

b) Morte da me; c) Deciso conjunta dos pais. (n. 2 do art. 36. do CT)

No caso das alneas a) e b) o funcionrio deve informar o respectivo servio e apresentar atestado mdico ou certido de bito conforme os casos logo que possvel e declarar qual o perodo da Licena por Maternidade gozado pela me (n. 2 do art. 69. do RCT). No caso da alnea b) (morte da me) o perodo mnimo assegurado ao pai de 30 dias (n. 3 do art. 36. do CT). No caso da alnea c) torna-se necessrio cumprir os seguintes requisitos: - O pai tem de comunicar esse facto ao respectivo servio com a antecedncia mnima de 10 dias; - A deciso deve constar de um documento escrito, que apresentado ao servio; - A me tem de gozar pelo menos 6 semanas de licena a seguir ao parto; - O pai tem de fazer a prova de que o servio da me foi informado da deciso conjunta; - Art. 69 n. 3 do RCT e art. 35 n. 4 do CT.

Nota: - A morte ou incapacidade fsica ou psquica da me no trabalhadora durante os 120 dias imediatamente posteriores ao parto conferem ao pai do recm-nascido, o direito a dispensa de trabalho at quele limite e nunca inferior a 30 dias (n. 4 do art. 36. do CT).

EFEITOS 1. Direito a frias No produzem quaisquer efeitos. Art. 50 al. a) do CT Art. 107. n. 1 do RCT 2. Contagem da antiguidade

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No produzem quaisquer efeitos Art. 50 al. a) do CT Art. 107. n. 1 do RCT

3. Direito aposentao No desconta como "tempo de servio" para este efeito. Art. 50 al. a) do CT Art. 107. n. 1 do RCT 4. Direito ao vencimento No produzem quaisquer efeitos. Art. 112. n. 1do RCT 5. Direito ao subsdio de frias No produzem quaisquer efeitos. Art. 50 al. a) do CT Art. 107. n. 1 do RCT 6. Direito ao subsdio de Natal No produzem quaisquer efeitos. Art. 50 al. a) do CT Art. 107. n. 1 do RCT 7. Direito ao subsdio de refeio No produzem quaisquer efeitos. Artigo 113. n. 1do RCT 8. Outros efeitos - O exerccio do direito licena por maternidade, paternidade... suspende o gozo de frias devendo os restantes dias de frias ser gozados aps o termo da licena, mesmo que tal se verifique no ano seguinte (alnea a) do n. 2 do art. 101. do RCT).

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DGAJ / CFOJ FRIAS, FALTAS E LICENAS

- Os trabalhadores que devam aceitar a nomeao ou tomar posse de um lugar ou cargo durante o perodo de licena por maternidade, paternidade... f-lo-o quando esta terminar, produzindo aquele acto todos os efeitos, designadamente no que respeita ao vencimento e antiguidade, a pa