festas e tradicoes paulistas

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  • 1. 1
  • 2. 2 ndice DANAS CORTEJOS Fandango de Tamancos Boisinhos Fandango de Chinelas Entradas Dana de So Gonalo Cabees Catira Ciranda ROMARIAS Jongo Explicaes e Ocorrncias Samba de Bumbo Centros de Peregrinaes Samba de Leno Cemitrios Dana de Pares Recomenda das Almas Dana de Santa Cruz Tooro Nagashi e Bom Odori Chiba OUTROS FESTAS E FESTIVAIS Folia do Divino Procisses das guas Pesca Artesanal Festa do Divino Figureiros (as) Festas do Divino Folias do Divino MSICA Encontro de Bateles Cururu Cavalarias (Cavalhadas) Marimbas Encontro da Folia de Reis Violas FOLGUEDOS ARTESANATOS Cavalhadas Tranados Caiaps Cermicas Reiadas Entalhamento Reisado Pastorinha Moambique (Moambiques) Congos Folias de Reis
  • 3. 3 TRADIES O Brasil possui um riqussimo patrimnio no campo da cul- tura popular, singular pela sua pluralidade, gerada pelo hibridismo etnogrfico, raci-al, social e religioso desde a sua formao.Esses bens culturais de natureza imaterial sobrevivem gra-as fora e a resistncia dos grupos sociais que lutam parapreservar a sua identidade cultural, atravs da prtica decostumes e cultos de suas crenas e valores.Essa resistncia sobreviveu evoluo industrial, resiste aoprocesso de globalizao e ao poder com que atua a inds-tria cultural nos meios de comunicao de massa, levando apopulao ao consumo de modismos pueris e de uma unifor-midade lastimvel.A cultura popular, entretanto, alheia a esses interesses emecanismos, consegue manter com integridade, seus valo-res, merecendo das instituies ligadas cultura, uma aten-o muito especial e necessria. O Projeto Culturas e Tradies Paulistas da OSCIPFormiguinhas do Vale, muito atento a esses fatores, funda- mentou-se na pesquisa, registro e promoo da cultura po- pular, abordando-a em toda sua extenso e complexidade,nos campos das idias, das crenas, costumes, artes, lingua- gem, moral, direito, reconhecendo e promovendo as formas legtimas de sentir, pensar e agir do nosso povo e da produ-o acadmica em torno destes Saberes, colaborando na ma- nuteno do nosso patrimnio de natureza imaterial, objeti-vando a autovalorizao dos grupos sociais que as praticam.
  • 4. 4Danas
  • 5. 5 Fandango de Tamancos Verso masculina do fandango, sem os bailados, entre-meando os fortes sapateados e palmeados com os queromanas, as modasque relatam aspectos da vida rural, com possibilidades para improvisos.O acompanhamento se d com p de bode (sanfona de oito baixos) e/ouviolas. Ocorrncia: Capo Bonito, Ribeiro Grande.
  • 6. 6 Fandango de Chilenas Danando com botas de meio cano, as botas dos tropeiros paulis-tas, nas quais so atadas as chinelas, espcie de grandes esporas com v-rias rosetas que tinem durante o sapateado e o entre-choque de botas. Oacompanhamento feito com violas. De resto valem as informaes re-ferentes ao fandango de tamancos. Ocorrncia: Capela do Alto, Sorocaba, Tatu.
  • 7. 7 Dana de So Gonalo dana de cunho especialmente religioso, quase sempre em paga- mento de promessa, expressando de forma especial a devoo a So Gonalo. H em So Paulo duas formas distintas de dana de- vocional: o So Gonalo do litoral e o do interior. O do litoral a-contece sempre ao som de violas, rabecas, cordas em geral e caixa, todovalsado e solene, sempre executada por pares. mais compacto, no du-rando mais de 15 minutos, acontecendo sempre em cumprimento de pro-messa, no incio dos bailes de stio e fandangos. O So Gonalo do interior, tambm danado em cumprimento depromessa ao som de duas violas, marcado pela alternncia de vnias aoaltar, palmeados e sapateados, danadores organizados em duas filas, du-rando a funo toda uma noite. So muitas as companhias So Gonalei-ras, organizadas, que no raro, chegam a se revezar nas funes. Ocorrncia: Atibaia, Bom Jesus dos Perdes, Capo Bonito, Ca-pela do Alto, Jarinu, Itapeva, Joanpolis, Lagoinha, Mairipor, Mogi dasCruzes, Natividade da Serra, Nazar Paulista, Piracaia, Redeno da Ser-ra, Santo Antnio do Pinhal, Ribeiro Grande, So Lus do Paraitinga,So Jos dos Campos, Santa Izabel, Tatu.
  • 8. 8 Catira Catira e cateret so denominaes de nossas danas de sapate- ado, derivadas do antigo fandango portugus. Ponteiam todo o Estado, incluindo-se a grande So Paulo.Com os Encontros de Catira no Revelando So Paulo buscamos estimu-lar a participao das crianas e grupos de jovens. Ocorrncia: lvares Florence, Arealva, Caconde, Cardoso, Cidadede So Paulo, Barretos, Bauru, Dracena, Dois Crregos, Gasto Vidigal,Guapiau, Guarulhos, Holambra, Ibir, Joboticabal, Mau, Monte Apra-zvel, Nhandeara, Novo Horizonte, Osasco, Palestina, Palmital, Platina,Paraguau-Paulista, Paranapu, Paulo de Faria, Piracicaba, Poloni, Sabi-no, Santa F do Sul, So Jos dos Campos, Sorocaba, Tabatinga, Tanabi,Tapira, Taubat, Urups, Votuporanga.
  • 9. 9 CirandaDana litornea com marcas, figurados e passadinhos, em pares, acompanhada sempre por violas. Pode ser executada de forma autnoma ou integrando o conjunto de bailados do Chiba/ Fan- dango.Ocorrncia: Caraguatatuba, Ilhabela, So Sebastio e Ubatuba.
  • 10. 10 Jongo Jongo dana de origem banto, do mesmo tronco do batuque, am-bos, ancestrais do samba e do pagode, que resiste em alguns pontos doVale do Paraba. Em Taubat, So Lus do Piratinga, Pindamonhangaba eCunha, encontram-se os ltimos redutos de jongueiros do Vale Paulista eque se encontram, no momento, em fase de revivescncia. Estruturadoem roda, em torno de uma fogueira que ajuda a manter a afinao dostambores, acontecem hoje em praas pblicas, da mesma forma que, ou-trora, aconteciam nos terreiros. Com ela os participantes homenageiamSo Benedito e os nossos ante- passados negros. Ocorrncia: Cunha, Lagoinha, Pindamonhangaba, So Luis doParaitinga, Taubat.
  • 11. 11 Samba de Bumbo So duas variantes do samba tradicional em So Paulo, considera-dos como os ancestrais do samba cosmopolita. Guardam traos que osaproximam do jongo e do batuque, seus parentes prximos e por muitosconsiderados como seus antecessores. O de Bumbo, tem como foco deaglutinao a Festa do Bom Jesus, em Pirapora. O Leno, a devoo fa-miliar do grupo a So Benedito. Letras e melodias singelas e funcionais,algumas tradicionais, outras estruturadas de acordo com as circunstn-cias. Ocorrncia: Campinas, Pirapora, Santana do Parnaba.
  • 12. 12 Samba de Leno So duas variantes do samba tradicional em So Paulo, considera-dos como os ancestrais do samba cosmopolita. Guardam traos que osaproximam do jongo e do batuque, seus parentes prximos e por muitosconsiderados como seus antecessores. O de Bumbo, tem como foco deaglutinao a Festa do Bom Jesus, em Pirapora. O Leno, a devoo fa-miliar do grupo a So Benedito. Letras e melodias singelas e funcionais,algumas tradicionais, outras estruturadas de acordo com as circunstn-cias. Ocorrncia: Mau.
  • 13. 13 Dana de Pares So variadas as danas de pares, enlaados ou simplesmente demos dadas, em uso em todo o Interior Sul e Vale do Ribeira. Muitas de-las guardam ainda ntidos traos de sua origem nobre: - provenientes dacorte europia, embalaram os sales da corte brasileira e continuam aanimar os nossos bailes e festas populares. assim com os tchotes(carreirinha, marcado, simples, ingls), com a mazurca (simples e dequatro), com as vaneirinhas, o caranguejo, a palminha e tantas outras. Ocorrncia: Apia, Capo Bonito, Itapeva, Itarar, RibeiroGrande
  • 14. 14 Dana de Santa Cruz A devoo Santa Cruz (Cruzeiro) to estimulada, ao que parece,pelos jesutas, fixou-se de forma significativa na Grande So Paulo, Valedo Paraba e Comunidades da Mantiqueira. So muito numerosas as ca-pelinhas de beira de estrada e stios que lhe so votadas e em que aconte-cem as rezas e significativas festas. A devoo se expressa com a Danade Santa Cruz - na realidade, uma seqncia de danas com que se sa-dam o Cruzeiro Principal e as Cruzes enfeitadas de flores colocadas frente das casas