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  • R$ 5,00

    ISSN 1

    413

    - 1

    749

    F E D E R A O E S P R I T A B R A S I L E I R A

    Ano 125 N 2.143 Outubro 2007D EUS , CR I S TO E CAR I D AD E

  • Fundada em 21 de janeiro de 1883

    Fundador: Augusto Elias da Silva

    Revista de Espiritismo CristoAno 125 / Outubro, 2007 / N o 2.143

    ISSN 1413-1749Propriedade e orientao daFEDERAO ESPRITA BRASILEIRADiretor: NESTOR JOO MASOTTIDiretor-substituto e Editor: ALTIVO FERREIRARedatores: AFFONSO BORGES GALLEGO SOARES, ANTONIO

    CESAR PERRI DE CARVALHO, EVANDRONOLETO BEZERRA E LAURO DE OLIVEIRA SO THIAGO

    Secretrio: PAULO DE TARSO DOS REIS LYRAGerente: ILCIO BIANCHIGerente de Produo: GILBERTO ANDRADEEquipe de Diagramao: SARA AYRES TORRES, AGADYR

    TORRES E CLAUDIO CARVALHOEquipe de Reviso: MNICA DOS SANTOS E WAGNA

    CARVALHO

    REFORMADOR: Registro de publicao no 121.P.209/73 (DCDP do Departamento de Pol-cia Federal do Ministrio da Justia),CNPJ 33.644.857/0002-84 I. E. 81.600.503

    Direo e Redao:Av. L-2 Norte Q. 603 Conj. F (SGAN) 70830-030 Braslia (DF)Tel.: (61) 2101-6150FAX: (61) 3322-0523

    Departamento Editorial e Grfico:Rua Souza Valente, 17 20941-040Rio de Janeiro (RJ) BrasilTel.: (21) 2187-8282 FAX: (21) 2187-8298E-mail: redacao.reformador@febrasil.org.br

    Home page: http://www.febnet.org.brE-mail: feb@febrasil.org.br e

    webmaster@febnet.org.br

    Projeto grfico da revista: JULIO MOREIRA

    Capa: AGADYR TORRES

    Editorial

    O Missionrio da Terceira Revelao

    Entrevista: Divaldo Pereira Franco

    Estudar e viver integralmente o Espiritismo

    Presena de Chico Xavier

    Reverenciando Kardec Emmanuel

    Esflorando o Evangelho

    Sepulcros abertos Emmanuel

    A FEB e o Esperanto

    60 anos do lanamento de La Evangelio la9 Spiritismo

    Affonso Soares

    Seara Esprita

    A vida atual e a futura Juvanir Borges de SouzaMapas Richard SimonettiAnte o Pacto ureo GuillonA Allan Kardec Inaldo Lacerda LimaImpactos iniciais de O Livro dos Espritos

    Antonio Cesar Perri de Carvalho

    Espiritismo Andr LuizPercepes medinicas desagradveis

    Umberto Ferreira

    Minha Igreja Paulo Nunes BatistaMantenha a esperana Aylton PaivaAllan Kardec Primeira iniciao no Espiritismo (Capa)Retorno Ptria Espiritual Jos Martins Peralva

    Sobrinho / Jos Cordeiro NettoMinha misso (Capa) Allan KardecEm dia com o Espiritismo A emoo humana

    Marta Antunes Moura

    FEB na Marcha Cvica Nacional Em Defesa da Vida Brasil Sem Aborto

    O desafio da auto-aceitao Carlos AbranchesMaterialismo Ronaldo MiguezEspiritismo e Materialismo Allan KardecPaladinos da luz Luiz Eduardo MouroSeminrio sobre Comunicao e Relacionamento

    na Casa Esprita na FEB-Rio O que somos? Mauro Paiva Fonseca

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    SumrioExpediente

    PARA O BRASILAssinatura anual RR$$ 3399,,0000Nmero avulso RR$$ 55,,0000

    PARA O EXTERIORAssinatura anual UUSS$$ 3355,,0000

    AAssssiinnaattuurraa ddee RReeffoorrmmaaddoorr:: Tel.: (21) 2187-8264 2187-8274

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    reformador outubro 2007 - a.qxp 26/10/2007 09:59 Page 3

  • Editorial

    4 Reformador Outubro 2007337700

    m 1854, o Prof. Hippolyte Lon Denizard Rivail ouve falar, pela primeira vez,sobre o fenmeno das mesas girantes. Em maio de 1855, presencia o fen-meno, constatando a sua autenticidade e predispondo-se a estud-lo a fundo.

    Em 12 de junho de 1856, o Prof. Rivail mantm um dilogo com o Esprito Ver-dade, o qual confirma a misso que outros Espritos j lhe haviam anunciado eacrescenta: Previno-te de que rude a tua [misso], porquanto se trata de abalare transformar o mundo inteiro. [...] Tens que expor a tua pessoa. Suscitars contrati dios terrveis; inimigos encarniados se conjuraro para tua perda; ver-te-s abraos com a malevolncia, com a calnia, com a traio mesma dos que te parece-ro os mais dedicados; as tuas melhores instrues sero desprezadas e falseadas;por mais de uma vez sucumbirs sob o peso da fadiga; numa palavra: ters de sus-tentar uma luta quase contnua, com sacrifcio de teu repouso, da tua tranqilida-de, da tua sade e at da tua vida, pois sem isso, viverias muito mais tempo. [...]Para tais misses, no basta a inteligncia. Faz-se mister, primeiramente, para agra-dar a Deus, humildade, modstia e desinteresse [...] coragem, perseverana e inaba-lvel firmeza [...] prudncia e tato [...]. Exigem-se, por fim, devotamento, abnega-o e disposio a todos os sacrifcios.*

    Diante de tal revelao, o Prof. Rivail aceita tudo sem restrio e eleva a Deusuma prece: Senhor! pois que te dignaste lanar os olhos sobre mim para cumpri-mento dos teus desgnios, faa-se a tua vontade! Est nas tuas mos a minha vida;dispe do teu servo. [...].

    Dez anos e meio depois, Kardec atesta que a comunicao do Esprito Verdade serealizou em todos os pontos e que, com a assistncia dos bons Espritos, enfrentouos desafios da misso recebida e executou a sua tarefa com ardor, determinao eperseverana, sem se preocupar com a maldade de que era alvo. Observa, ainda, asalegrias que estava vivenciando, vendo a obra crescer e a Doutrina Esprita se espa-lhar, consolando os aflitos.

    Em maro de 1869, retorna ao mundo espiritual, deixando Humanidade aDoutrina Esprita codificada o Consolador Prometido por Jesus materializadoentre os homens. E lega, tambm, a todos ns, um exemplo de humildade, dedica-o e esprito de sacrifcio, que deve ser seguido, fielmente, pelos que pretendamcolaborar, com xito, na difuso de sua obra.

    E

    O Missionrioda Terceira Revelao

    *Allan Kardec Obras Pstumas Segunda parte Minha misso. (Ver pginas 26 e 27 desta edio.)

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  • vida atual do Esprito en-carnado um fato to na-tural, que dispensa de-

    monstrao. uma realidade tan-gvel, capaz de responder a qual-quer exame, satisfazendo razo eaos sentidos por mais atrasada seapresente a criatura.

    O que varia na compreensodessa realidade a percepo doser. Para uns pura matria pere-cvel, desaparecendo com a mortedo corpo, na concepo materia-lista. Para o espiritualismo em ge-ral, o elemento espiritual (almaou esprito), com a morte do re-vestimento fsico, continua a vidada essncia espiritual em sua tra-jetria de ser imortal.

    A teoria materialista tem atra-vessado os milnios e subsiste nosdias atuais, apesar de todas as de-monstraes que lhe so contr-rias, de natureza religiosa, filosfi-ca e cientfica.

    O materialismo, em seus mlti-plos conceitos, confunde-se oracom o nadismo, ora com o niilismoe com a descrena absoluta, noadmitindo a idia de um Criador,nem a existncia do esprito, comoum dos elementos do Universo.

    Esse posicionamento, confuso econtraditrio, para explicar todos osfenmenos do Universo, profun-damente infeliz e negativista da rea-lidade, constituindo-se em umadas chagas da sociedade, conformeexpem os Espritos reveladores, naquesto 799 de O Livro dos Espritos.

    Nadismo e niilismo correspon-dem, assim, existncia de um cor-po fsico, que tem durao varivel,mas limitada, o qual, deixando deexistir, pe fim vida humana e ade todos os seres viventes, sem ne-nhuma conseqncia.

    No cogita o materialismo dascausas que produzem a vida, nemmesmo a do corpo fsico, com todaa sua complexidade de ordem ma-terial e moral, j que atribui tudo matria, em combinaes diferen-tes, resultantes do acaso.

    Assim, para o materialista, opensamento, a razo e o racioc-nio, as recordaes, as esperanase a f, ou seja, todos os sentimen-tos, seriam produzidos por rgosdo corpo, tudo desaparecendocom a morte, que conduz ao na-da, sem quaisquer conseqncias,a no ser os restos mortais quetambm se desagregam.

    O materialismo no explica, en-tretanto, por que um corpo, queantes da morte era capaz de produ-zir todos os fenmenos resultantes

    de seus rgos, torna-se inerte e in-capaz, repentinamente, embora suaconstituio fsica seja a mesma nasprimeiras horas nas quais se trans-forma em cadver.

    Nos campos moral e intelectual,de domnio do Esprito, torna-seextremamente difcil compreender,sob a tutela materialista, a existn-cia do bem e do mal, das virtudes edos maus pendores e de todas assuas conseqncias, se tudo pro-vm da mesma matria.

    Como pode o materialista, coe-rente com a teoria de que tudo pro-cede da matria, atender ao deverde respeitar o que pertence a outrascriaturas, especialmente no que serefere aos bens morais, como ahonradez, a solidariedade, o cum-primento das obrigaes e deveresdecorrentes das leis naturais e dasregras humanas?

    Nada esperando de uma vida fu-tura, na qual no cr, o materialistapuro tambm nada pode esperar davida atual, uma vez que esta vai fin-dar sem produzir quaisquer conse-qncias, nem para ele, nem paraos outros.

    As doutrinas materialistas so,pois, profundamente contradit-rias no que se refere vida, nas suasmltiplas manifestaes.

    A vida atuale a futura*

    AJU VA N I R B O RG E S D E SO U Z A

    *KARDEC, Allan. Obras pstumas. 39. ed.Rio de Janeiro: FEB, 2006. Primeira parte,A vida futura, p. 231.

    5Outubro 2007 Reformador 337711

    reformador outubro 2007 - a.qxp 26/10/2007 09:59 Page 5

  • A vida futura, sem prejuzo doque se refere vida atual, objetodas religies e filosofias espiritua-listas de todas as pocas, variando,entretanto, seus ensinos, concep-es e interpretaes da naturezadas penas e gozos futuros, deDeus, o Criador, e de suas leis, queabrangem toda a criao.

    Para algumas religies, a vidafutura implica o desaparecimentodas individualidades, condensan-do-se elas no todo universal.

    Para outras, os seres espirituais(almas), aps as experincias deuma vida terrena, em corpos ma-teriais, so e

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