fate: apostila: princípios básicos do desenho

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Curso de Extenso: Princpios Bsicos do Desenho

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  • 1. FACULDADE ATENEUCURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE MODA EXTENSO Priscila de Oliveira Guimares Arajo, Esp.INTRODUO PRTICA DO DESENHO FORTALEZA2012

2. 2 PRISCILA DE OLIVEIRA GUIMARES ARAJO INTRODUO PRTICA DO DESENHOEsta material trata de uma apostila destinadaao curso de Introduo Prtica do Desenhoa ser ministrado no curso de extenso daFaculdade Ateneu FATE no perodo de2012.1 para o curso Superior de Tecnologiaem Design de Moda.FORTALEZA 2012Apostila organizada pela profa. Priscila Guimares, Esp. 2012.1 3. 3O QUE UMA LINHA ?Ol queridos alunos !Neste material procurei reunir o bsico necessrio para a grande jornada dacompreenso do desenho. O caminho longo, porm cheio de alegrias e algumasfrustaes. Como todo trabalho para ser bem feio ordena tempo e dedicao, o desenhotambm exigir de vocs a mesma fora de vontade.No se cobre em demasiado, sinta sua evoluo e v construindo seu estilo de maneirasimples, porm com eficcia. No pule etapas e compreenda o desenho como umprocesso de alfabetizao, ou seja, uma Alfabetizao Visual.Da mesma forma que voc aprendeu a ler e passou anos no colgio para estudar asregras lingusticas e da escrita, voc ver que com o desenho a mesma coisa.Isso mesmo ! Aprender a ler as partes para apreender o todo.Como uma palavra no funciona sozinha sem seu contexto, os elementos visuaistambm no funcionam. O desenho est em diferentes profisses e na rea de Designele adquire grande importncia em relao ao planejamento de projetos.Por causa desta etapa to importante na formao da carreira de um Designer de Moda que este curso foi pensado, aqui a primeira etapa, contudo a principal para que vocobtenha xito neste quesito. Pratique, estude, pesquise !!!No pensem que esta etapa passar, no espere pelo fim e sim pela evoluo.Agora responda;O que uma linha? Priscila Guimares Fortaleza, 2012Apostila organizada pela profa. Priscila Guimares, Esp. 2012.1 4. 4IntroduoEsta apostila apresenta algumas regras e teorias sobre as prticas do desenho. Destinada ainiciantes da prtica do desenho, aqui voc conhecer desde materiais bsicos como tambmatividades e exerccios para que construa sua rotina diria de dedicao ao desenho. S a prtica levara sua perfeio ( frase famosa).Contudo, praticar errado tambm pode causar atrasos no desenvolvimento, bem como gerar algunsvcios que so difceis de perder.Em cada etapa terminada voc compreender que o desenho uma formao bsica de apenasalguns elementos e que esses poucos elementos acompanhar voc durante toda a sua jornada dedesigner.Segundo a artista plstica e professora Ostrower (1983), o desenho tem na sua construo ummistrio surpreendente. Ela compara a formao das frases com a formao harmoniosa do desenho eapresenta uma questo sobre essa relao.Quantos vocbulos se constitui a linguagem visual?Para a autora so apenas cinco. A LINHA, A SUPERFCIE, O VOLUME, A LUZ E A COR. Parecebsico e simples e a que o desenhista depara com a complexidade de lidar com to poucoselementos, porm com poucos elementos que conseguimos apreciar tantas variedades de tcnicas eestilos que constituem as obras de arte.Ento, e ai?!!! O que uma linha?Para a autora, a pergunta certa seria. O que faz a linha em termos de estrutura espacial?Ento lhe pergunto: O que faz uma linha no desenho da uma casa, ou de um croqui de moda, oude uma ficha tcnica, ou numa lista de supermercado?Todos esses contextos que citamos acima falam da linha, tantas perguntas e interpretaesdiferentes. Mas, afinal, como a linha e os outros elementos visuais interagem entre si?A resposta desta pergunta o que faz acontecer o desenho. Se ele forte, fluido, romntico,artstico, tcnico, mensagem... no h mistrio, apenas os elementos visuais que esto em harmonia etransmitem a mensagem que desejam.Contudo, desenho e imagem no so apenas apropriaes dos elementos visuais, eles tmsimbologias e linguagens e por causa desses quesitos que devemos praticar e estudar algumas regrasque compe a estrutura do desenho.H uma grande diferena entre o desenho artstico do desenho tcnico de moda. Normalmente,o desenho artstico serve apenas para a apreciao e idealizao de um futuro projeto, alm de servirde ilustrao ou promoo. Entretanto, o desenho tcnico de moda tem como regra sua unificaocomo linguagem, principalmente quando tratamos de modelos e aviamentos diferenciados. O desenhotcnico de moda acompanha a ficha tcnica, tem em sua representao a formao o desenho planoda roupa e de configurao bem simtrica sem muitos estilos e adereos desproporcionais. Essacaracterstica exigida pelo desenho tcnico no deixa a liberdade criativa exercer sua vontade, issoporque diferentes pessoas iro ler seu desenho e sua mensagem visual deve ser clara e unificadadentro da empresa para que no haja prejuzos e desperdcio de tempo.Todavia, o que devemos saber que desenho tcnico ou desenho artstico perpassam o mesmodesenvolvimento: LINHA, SUPERFCIE, VOLUME, LUZ E COR. Bons Estudos !!!Apostila organizada pela profa. Priscila Guimares, Esp. 2012.1 5. 5 Os materiais 1. O papelAs matrias primas mais famosas e prximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O papirofoi inventado pelos egpcios e os exemplares mais antigos datam de 3.500 a.C. At hoje, as tcnicas depreparao do papiro permanecem pouco claras, sabendo-se, apenas, que era preparado base detiras extradas de uma planta abundante no Rio Nilo.Essas tiras eram colocadas em ngulos retos, molhadas, marteladas e coladas. Apesar da suafragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram at ns. O pergaminho era muito maisresistente do que o papiro, pois era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente deovelha, cabra ou vaca.Entretanto, foram os chineses os primeiros a fabricar papel com as caractersticas que o atualpossui. Descobertas recentes de papis em tmulos chineses muito antigos, mostraram que na Chinaele foi fabricado desde os ltimos sculos antes de Cristo. Por volta do sculo VI a.C. sabe-se que oschineses comearam a produzir um papel de seda branco, prprio para a pintura e para a escrita.Em 105 d.C., o imperador chins Chien-chu, irritado por escrever sobre seda e bambu, ordenaao seu oficial da Corte Tsai Lun que inventasse um novo material para a escrita. Tsai Lun produziu umasubstncia feita de fibras da casca da amoreira, restos de roupas e cnhamo, humedecendo e batendoa mistura at formar uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camadadepositada transformava-se numa folha de papel.O princpio bsico deste processo o mesmo usado at hoje. Esta tcnica foi mantida emsegredo pelos chineses durante quase 600 anos. O uso do papel estendeu-se at aos confins do Imprio Chins, acompanhando as rotascomerciais das grandes caravanas. Tudo parece indicar que a partir do ano 751, os rabes, aoexpandirem a sua ocupao para o Oriente, tomaram contato com a produo deste novo material ecomearam a instalar diversas fbricas de produo de papel. No entanto, utilizavam quase exclusivamente trapos, pois era-lhes difcil obter outros materiaisfibrosos. A partir daquele momento a difuso do conhecimento sobre a produo do papelacompanhou a expanso muulmana ao longo da costa norte de frica at a Pennsula Ibrica.Apostila organizada pela profa. Priscila Guimares, Esp. 2012.1 6. 6Data de 1094 a primeira fbrica de papel em Xativa, Espanha, e por volta de 1150 a fbrica de Fabriano,em Itlia.A partir da, na Europa, comea-se a disseminar a arte de produzir papel: Frana em 1189,Alemanha em 1291 e Inglaterra em 1330.Curiosamente, a ideia de fazer papel a partir de fibras de madeira foi perdida algures neste percurso,pois o algodo e os trapos de linho foram transformados na principal matria prima utilizada.No fim do sculo XVI, os holandeses inventaram uma mquina que permitia desfazer trapos,desintegrando-os at ao estado de fibra.Apenas em 1719, o francs Reamur sugeriu o uso da madeira, em vez dos trapos, pois existiauma forte concorrncia entre as fbricas de papel e a indstria txtil, o que dificultava a obteno eencarecia a principal matria prima usada na poca: o algodo e o linho.Ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produziruma substncia semelhante ao papel na contruo dos seus ninhos, Reamur percebeu que a madeiraseria uma matria prima alternativa. Mas apenas em 1850 foi desenvolvida uma mquina para moermadeira e transform-la em fibras.As fibras eram separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pastamecnica" de celulose. Em 1854 descoberto na Inglaterra um processo de produo de pastacelulsica atravs de tratamento com produtos qumicos, surgindo a primeira "pasta qumica".A partir daqui, a indstria do papel ganhou um grande impulso com a inveno das mquinas deproduo contnua e do uso de pastas de madeira.As primeiras espcies de rvores usadas na fabricao de papel em escala industrial foram opinheiro e o abeto das florestas das zonas frias do norte da Europa e Amrica do Norte.Outras espcies - o vidoeiro, a faia e o choupo preto nos Estados Unidos e Europa Central e Ocidental,o pinheiro do Chile e Nova Zelndia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e frica do Sul - sohoje utilizadas na indstria de papel e celulose.A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez, em escala industrial, noincio dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" at a dcada de 70. Entretanto, de entretodas as espcies de rvores utilizadas no mundo para a produo de celulose, o eucalipto a que temApostila organizada pela profa. Priscila Guimares, Esp. 2012.1 7. 7o ciclo de crescimento mais rpido e por isso tornou-se a principal fonte de fibras para a produo dopapel.Graas madeira, o papel foi convertido de um artigo de luxo, de alta qualidade e baixaproduo, num bem produzido em grande escala, a preos acessveis, mantendo uma elevadaqualidade. Fonte: www.naturlink.pt in www.portalsaofrancisco.com.br 2. MarcadoresEntendamos como marcadores tudo aquilo que possa de alguma forma ajudar a configurar odesenho em cima da superfcie.Podemos enquadrar os