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  • FASETE - DIREITO PROCESSUAL IV - PROCESSO CAUTELAR Artigos 796 e ss CPC
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  • 1. PROCESSO DE CONHECIMENTO, PROCESSO DE EXECUO E PROCESSO CAUTELAR 2.TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Noes Gerais e Histricas Caractersticas Gerais Princpios Processuais e Tutela Cautelar Pressupostos do Processo Cautelar Contracautela Classificao das Medidas Cautelares 1. PROCESSO DE CONHECIMENTO, PROCESSO DE EXECUO E PROCESSO CAUTELAR 2.TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Noes Gerais e Histricas Caractersticas Gerais Princpios Processuais e Tutela Cautelar Pressupostos do Processo Cautelar Contracautela Classificao das Medidas Cautelares
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  • Diferenas : * processo de conhecimento, objetivo a formulao da norma que deve regular um caso concreto(pedido+instruo/provas+convenciment o exauriente=deciso). Busca o pronunciamento judicial evidenciado em uma sentena de mrito, bem como da sua fase de cumprimento do estabelecido no ttulo executivo judicial formado em tal processo. H exaurimento das provas para o convencimento do juzo.processo de conhecimento * processo de execuo, visa-se o cumprimento de obrigao decorrente de ttulo ao qual a lei atribui eficcia executiva. Nesta espcie de processo no julgado o mrito.processo de execuo
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  • * Processo CAUTELAR, visa a conservao ou a proteo do objeto = preserva o bem, a coisa ou pessoa. Nesta espcie de processo NO H julgamento do mrito. No h exaurimento de provas e no h juzo de valor. H apenas juzo de cognio sumria ou juzo de probabilidade. No forma coisa julgada material. * Processo CAUTELAR, visa a conservao ou a proteo do objeto = preserva o bem, a coisa ou pessoa. Nesta espcie de processo NO H julgamento do mrito. No h exaurimento de provas e no h juzo de valor. H apenas juzo de cognio sumria ou juzo de probabilidade. No forma coisa julgada material.
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  • * Mesmo no havendo julgamento do mrito nem formando coisa julgada material, NO se possvel repropr ao idntica, devido ao princpio da proteo do direito, que impede que se faa a mesma coisa duas vezes: no bis idem. necessrio fatos ou provas novos.
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  • Quando preenchidas as condies da ao (possibilidade jurdica do pedido; interesse de agir; legitimidade das partes) e os pressupostos processuais, ou seja, preenchidas as condies especficas de procedibilidade, o juiz deferir, nas aes cautelares, uma sentena de mrito. APENAS DO MRITO CAUTELAR, que por fim ao processo cautelar e NO SE CONFUNDE COM O MRITO DO PROCESSO PRINCIPAL.
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  • Ao apreciar o mrito cautelar, o juiz no se pronuncia sobre a existncia e a certeza do direito alegado. Limita-se apenas a verificar a existncia dos pressupostos necessrios para a concesso da tutela protetiva: fumus boni iuris e periculum in mora. FUMUS BONI IURIS FUMUS BONI IURIS a plausibilidade, a possibilidade de existncia do direito invocado. Assemelha-se ao requisito genrico exigido nas tutelas antecipatrias: prova inequvoca da verossimilhana da alegao. Embora seja ela maior do que o fumus boni iuris, em ambas a deciso ser fundada em probabilidade do direito invocado. Isto , seja como for, h apenas juzo de plausibilidade, correspondente ao carter provisrio das tutelas de natureza cautelar e antecipatria.
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  • PERICULUM IN MORA a probabilidade de haver dano para uma das partes, at o julgamento final da futura ou atual ao principal. Toda vez que houver a possibilidade de haver danos a uma das partes, em decorrncia da demora no curso do processo principal, haver para justificar a concesso da tutela cautelar. PERICULUM IN MORA a probabilidade de haver dano para uma das partes, at o julgamento final da futura ou atual ao principal. Toda vez que houver a possibilidade de haver danos a uma das partes, em decorrncia da demora no curso do processo principal, haver periculum in mora para justificar a concesso da tutela cautelar. Basta simples possibilidade de dano, porm, necessrio que seja fundado receio srio e plausvel.
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  • MEDIDA CAUTELAR, PROCESSO CAUTELAR E LIMINAR 1. Medida Cautelar A medida cautelar a providncia jurisdicional protetiva de um bem envolvido no processo; O MRITO DA PRPRIA DA AO CAUTELAR, condicionado existncia do fumus boni iuris e do periculum in mora. A medida cautelar nominada ou inominada. No tem como objeto a satisfao do direito da parte, mas a sua proteo contra o risco de perecimento do objeto da lide principal. 2. Processo Cautelar O processo cautelar A RELAO JURDICA PROCESSUAL, dotada de procedimento prprio, que se instaura para a concesso de medidas cautelares. ainda o instrumento natural para a produo e o deferimento de medidas cautelares, embora nem todas as medidas cautelares so determinadas ou deferidas em processo cautelar, como o arresto no processo de execuo.
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  • 3. Liminar Cautelar uma deciso interlocutria no sentido de ANTECIPAR, no todo ou em parte, os EFEITOS DA TUTELA CAUTELAR pleiteada na petio inicial, desde que atendidos os pressupostos legais. Para a medida cautelar ser deferida necessrio, alm do fumus boni iuris, o perigo de demora (periculum in mora) de tal forma que no se possa aguardar o desfecho da ao principal. Para a CONCESSO da liminar, a urgncia deve ser maior, a ponto de no se poder aguardar nem sequer o julgamento da prpria cautelar, atendidos, tambm, os requisitos do art. 804 do CPC:_____________________________________ Art. 804. lcito ao juiz conceder liminarmente ou aps justificao prvia a medida cautelar, sem ouvir o ru, quando verificar que este, sendo citado, poder torn-la ineficaz; caso em que poder determinar que o requerente preste cauo real ou fidejussria de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.
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  • Histrico O processo cautelar um processo acessrio e instrumental que tem por finalidade impedir que no curso de um outro processo, chamado principal, possam ocorrer situaes de risco marginal que inviabilizem o resultado til que se poderia esperar. O processo cautelar um processo acessrio e instrumental que tem por finalidade impedir que no curso de um outro processo, chamado principal, possam ocorrer situaes de risco marginal que inviabilizem o resultado til que se poderia esperar. O conceito de risco marginal vem da doutrina italiana = o risco de situaes que NO dizem respeito ao objeto da ao principal, mas que lhe podem causar inefetividade. O conceito de risco marginal vem da doutrina italiana = o risco de situaes que NO dizem respeito ao objeto da ao principal, mas que lhe podem causar inefetividade.
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  • Histrico Surgiu como meio eficaz e pronto para ASSEGURAR A PERMANNCIA OU CONSERVAO DO ESTADO DAS PESSOAS, COISAS E PROVAS e OBRIGAO DE FAZER OU NO FAZER, visto que sem o processo cautelar, a prestao jurisdicional correria o risco de transformar-se em providncia incua. Surgiu como meio eficaz e pronto para ASSEGURAR A PERMANNCIA OU CONSERVAO DO ESTADO DAS PESSOAS, COISAS E PROVAS e OBRIGAO DE FAZER OU NO FAZER, visto que sem o processo cautelar, a prestao jurisdicional correria o risco de transformar-se em providncia incua.
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  • TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR 1. Fonte do poder cautelar: ADCM 4, Sidney Sanches art. 5, XXXV, C.F/88. 2. Fundamento e caractersticas do processo cautelar. FATOR TEMPO Os provimentos cautelares constituem tentativas do homem de vencer o tempo para a realizao do processo at que se alcance uma deciso definitiva. A pretenso cautelar diferente da pretenso definitiva, embora exista uma vinculao entre ambas por uma relao de complementariedade: a pretenso cautelar tem o fim de garantir o processo principal.
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  • Processo Cautelar no tem um fim em si mesmo, servindo e tutelando outro processo, razo pela qual alguns doutrinadores chamam de BI-INSTRUMENTALIDADE = O processo cautelar o meio pelo qual se procura resguardar o bom resultado do processo final, que, por sua vez, o meio para se obter a tutela a uma pretenso. O PROCESSO PRINCIPAL SERVE TUTELA DO DIREITO MATERIAL, ENQUANTO O CAUTELAR SERVE TUTELA DO PROCESSO.
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  • * Caractersticas das medidas cautelares segundo Eduardo Couture: provisoriedade, acessoriedade ou dependncia, preventividade e responsabilidade.. PROVISORIEDADE so decretadas mediante uma cognio (conhecimento) sumria/simples/de plano e, em conseqncia, provisrio. A despeito do entendimento de Galeno Lacerda, as medidas cautelares no se revestem de cunho de definitividade, no sendo, assim, satisfativas, visto que vulneraria o direito de acesso justia, pois a pessoa lesionada no poderia mais sequer discutir...Possuem lapso de tempo determinado para sua eficcia, quer pelo tempo designado pelo juiz, pela lei ou mesmo pelas circunstncias (v. art. 807, CPC conservam sua eficcia na pendncia do processo principal).
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  • . ACESSORIEDADE do processo cautelar carter acessrio ao processo principal, vale dizer, s existe enquanto puder dar ao processo principal um resultado til. Deve haver um vnculo com o processo principal, da a exigncia do art. 801, III, CPC para que o requerente coloque a pretenso principal e seu fundamento. Vide tambm art. 108, CPC.. PREVENTIVIDADE contedo preventivo, sua extenso deve limitar-se ao estritamente necessrio para evitar males certos e futuros, de forma que a Justia no chegue demasiadamente tarde.. RESPONSABILIDADE fica sob a responsabilidade de quem as pede. O dano que causem indevidamente encargo de quem as pede ( v. art. 811, CPC O STF entendeu que a responsabilidade funda-se no fato da execuo da medida, independentemente de prova de m- f do requerent