falências e recuperação judicial e extrajudicial prof. dr. marco félix jobim aula ii

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  • Falncias e Recuperao Judicial e Extrajudicial Prof. Dr. Marco Flix Jobim Aula II
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  • Traficante decreta falncia e Receita Federal resolve investigar Policia encontrou caderninho com anotaes do trfico que esclarece motivo de falncia do traficante de drogas A falncia de um traficante de drogas no Rio de Janeiro despertou a ateno da Receita Federal, que pediu uma investigao minuciosa da Polcia Civil do Estado. Policiais cumpriram mandados de busca e apreenso, na tarde deste sbado (10), e encontraram um caderninho de anotaes, que pode solucionar o mistrio. Segundo o delegado que apura a motivo da falncia do traficante, existem despesas excessivas e uma contabilidade mal feita. Ele quebrou porque foi desorganizado e pagou valores de propina acima da receita do seu negcio, disse o delegado que investiga o caso. De acordo com as anotaes do caderninho (veja na foto da reportagem), o traficante falido gastava cerda de 2 mil reais com mulher, alm de penso para a ex-mulher e filha, que somados dava uma quantia de 1 mil reais. Outra despesa alta do traficante era o arrego para a polcia e o advogado. A polcia disse que ainda investigar do que se trata esse arrego, entretanto, no mundo do crime a palavra significa propina. O traficante requereu a justia o decreto de falncia e est tentando fazer um emprstimo no banco para pagar as dvidas, e a penso da ex-mulher para no ser preso.Receita
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  • Empreender: Gladston Mamede A insolvncia, a incapacidade de adimplir as obrigaes, normalmente objeto da ampla repreenso social. Palavras como insolvente, falido, quebrado esto marcadas por um valor negativo, vexatrio, intimamente ligado idia de caloteiro, criminoso, fraudador, desontesto, trapincola, entre outros.
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  • Shakespeare Esse outro mau companheiro de negcios que arranjei: um falido, um prdigo, que mal ousa mostrar a cabea no Rialto; um mendigo que antes se apresentava to vaidoso no mercado; ele que tome cuidado com aquela letra.
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  • Alexandre Dumas Se eu viver, tudo estar perdido; se eu viver, o interesse muda-se em dvida, a compaixo transforma-se em encarniamento; se eu viver, serei apenas um homem que faltou sua palavra, que no cumpriu as suas obrigaes;no passo dum falido! Se, pelo contrrio, morrer, o meu cadver o dum homem de bem, mas desgraado. Se vivo, os meus melhores amigos abandonaro a minha casa; se morro, Marselha toda me acompanhar minha ltima morada. Se vivo, tens tu vergonha do meu nome; se morro, ergues a cabea e dizes: Sou filho daquele que se matou, porque, pela primeira vez, foi obrigado a faltar sua palavra.
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  • A impresso geral de que se chegou ao estado de insolvncia em razo de se querer isso!!!
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  • Histrico
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  • Passagem da pena corporal para a execuo patrimonial!
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  • Exemplo de penas... Manus iniectio (escravo); Trans Tiberium (venda); Morte.
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  • Mas financeiramente no adiantava....
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  • Lex Poetelia Papira... O objeto da cobrana iniciou a ser representado pelo patrimnio.
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  • Ecio Perin Junior Vale dizer que a falncia surgiu dos estatutos medievais das cidades italianas com o escopo de, mediante global processo expropriatrio dos bens do devedor, comerciante ou arteso, fugitivo ou que se ocultava, presumindo-se por isso sua insolvncia, lograr-se um resultado solutrio.
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  • Sebastio Jos Roque Um quarto tipo de direito medieval surgiria entretanto: o direito das feiras. Foi ocasionado pela troca e venda de mercadorias nas feiras medievais; essas feiras eram parecidas com as de hoje, mas, em vez de produtos hortifrutigranjeiros, dominava a venda de especiarias e artesanato, mormente vindos do Oriente, via Constantinopla. Cada feira tinha seu estatuto, provocando novo tipo de Direito Estatutrio. Como exemplo bem sugestivo, podemos citar o instituto da falncia. Os mercadores das feiras expunham suas mercadorias em bancas e se algum deles no pagasse os compromissos, os credores se reuniam e quebravam a banca do devedor inadimplente. Esse incidente recebeu o nome de bancarrota )banca/rota = bancas quebradas). Bancarrota foi o primeiro nome de falncia, comeo do Direito Falimentar
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  • Artigo 1 - falncia; - recuperao judicial; - recuperao extrajudicial.
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  • De quem?
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  • * Lembrar a diferena entre empresrio e sociedade empresria!
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  • Pela lei podem ser chamados como?
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  • Artigo 2 Quem a lei no alcana?
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  • Sociedades de capitalizao - so entidades, constitudas sob a forma de sociedades annimas, que negociam contratos (ttulos de capitalizao) que tm por objeto o depsito peridico de prestaes pecunirias pelo contratante, o qual ter, depois de cumprido o prazo contratado, o direito de resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros estabelecida contratualmente; conferindo, ainda, quando previsto, o direito de concorrer a sorteios de prmios em dinheiro.
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  • Artigo 3: competncia!
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  • * Lembrar o conceito de estabelecimento!
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  • E a filial? De empresa que tenha sede fora do pas.
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  • Nmero: 70033243072 Inteiro Teor: doc htmlTribunal: Tribunal de Justia do RSSeo: CIVELTipo de Processo: Agravo de Instrumentorgo Julgador: Sexta Cmara CvelDeciso: AcrdoRelator: Lus Augusto Coelho BragaComarca de Origem: Comarca de Porto AlegreEmenta: AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEDIDO DE FALNCIA. JUZO COMPETENTE. PRINCIPAL ESTABELECIMENTO. ARTIGO 3 DA LEI N 11.101/05. competente para o processamento e julgamento do processo falimentar o juzo de onde se situa o principal estabelecimento da empresa. DERAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNNIME. (Agravo de Instrumento N 70033243072, Sexta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Lus Augusto Coelho Braga, Julgado em 27/05/2010)70033243072dochtml
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  • Nmero: 70032233538 Inteiro Teor: doc htmlTribunal: Tribunal de Justia do RSSeo: CIVELTipo de Processo: Agravo de Instrumentorgo Julgador: Quinta Cmara CvelDeciso: AcrdoRelator: Leo LimaComarca de Origem: Comarca de Porto AlegreEmenta: PROCESSUAL CIVIL. PEDIDO DE FALNCIA. COMPETNCIA. A competncia para o processamento e julgamento do pedido de falncia a do Foro do local onde est situado o principal estabelecimento do devedor, ou seja, o mais importante do ponto de vista econmico, tendo em vista a maior proximidade com os bens e com a contabilidade do falido. Agravo desprovido. (Agravo de Instrumento N 70032233538, Quinta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Leo Lima, Julgado em 16/12/2009)70032233538dochtml
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  • Nmero: 70015731698 Inteiro Teor: doc htmlTribunal: Tribunal de Justia do RSSeo: CIVELTipo de Processo: Agravo de Instrumentorgo Julgador: Sexta Cmara CvelDeciso: MonocrticaRelator: Osvaldo StefanelloComarca de Origem: Comarca de Santa RosaEmenta: AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISO MONOCRTICA (ART. 557, 1, DO CPC). DECISO EM CONFRONTO COM JURISPRUDNCIA DE TRIBUNAL SUPERIOR. FALNCIA. COMPETNCIA. PRINCIPAL ESTABELECIMENTO. A competncia para julgamento do pedido de falncia estabelecida pelo lugar onde a empresa possui o principal estabelecimento, nos termos do que dispe o art. 3, da Lei n. 11.101/05. O principal estabelecimento aquele que detm o maior carter econmico, no se confundindo com a sede matriz da empresa. Deciso reformada. RECURSO PROVIDO, em deciso monocrtica. (Agravo de Instrumento N 70015731698, Sexta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Osvaldo Stefanello, Julgado em 25/07/2006)70015731698dochtml
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  • Artigo 4: Vetado!
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  • Redao? - MP intervm no processo de recuperao judicial e falncia; - MP intervm em toda e qualquer ao proposta pela massa falida ou contra esta.
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  • Artigo 5: Inexigibilidade na falncia ou na recuperao judicial!!
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  • Despesas: credores v. devedor para tomar parte da RJ ou na falncia, salvo as custas.
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  • Artigo 6: Prescrio e