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FACULDADE DE CIENCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DA

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA

o TEXTO COMO UNIDADE DE ENSINO

CURITIBA

2003 CONSULTAINTE.r'NA

SHORIAl BARIGUI

LETicIA GAESKI MAXIMOVITZ

o TEXTO COMO UNIDADE DE ENSINO

Trabalho de Conclusao de Cursb apresentadoao Curso de Pedagogia da Faculdade deCiencias Humanas, Letras e Artes daUniversidade Tuiuti do Parana.

Orientadora: Professora Mestre Rosilda MariaBorges Ferreira

CURITIBA

2003

J:rt !J2!~~o~~

lINIVERSIDAUE 'I'IIIU'I'IIJO I'ARANAFAClILUAOE DE ClENCIAS IIIIMANAS, UTHAS I~ARms

CLJRSO 01'; 1'lmA

"[ ... J a palavra "texto" i da mesma familia de "tecido", de tecer, Um texto .umtecido de palavras, idtHas e emo~oes que um Qutor lan

AGRADECIMENTOS

Agradeyo a minha Orientadora Professora Rosilda Maria Borges Ferreira pelaspreciosas orienta96es e carinho. Tambem a Professora Solange Mendes de Oliveira parter me despertado 0 905tO pelo ensina da Lingua Portuguesa.

Obrigada aos rneus que ridos alunos, que com suas inquielayoes em busca de

conhecimento, foram grandes conlribuintes para realizaCao deste trabalho.

Familia, J que dizer a vooos?

Meus pais Antonio e Yacy, irmaos Claudia e Rapllael, sempre companheiros, obrigada

pela fOf98 e patavras de incentivo.

Meus amados: Felipe e Julio, obrigada par voc~s existirem em minha vida.

Obrig~da ao meu Deus pelo Dam do magisterio e par ter me concedido esle fabuloso

caminho para trilhar..

iii

SUMARIO

1 INTRODUC;;iio ..

2 FUNDAMENTAC;;iio TEORICA .

2.1 L1NGUAGEM ..

2.2 0 PENSAMENTO E A L1NGUAGEM ..

2.3 FUN

5 CONCLUSAO ..

REFERENCIAS ..

LlSTA DE FIGURAS

DESENHOS

FIGURA1 ..

FIGURA2 ..

FIGURA3 ..

FIGURA4 ..

FIGURA5 ..

FIGURA6 ..

FIGURA 7..

30

31

31

32

32

33

33

TEXTOS 1

FIGURA1 ..

FIGURA2 ..

FIGURA3 ..

FIGURA4 ..

FIGURA 5 - TEXTO DA MADONNA ..

..................... { .

34

35

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38

TEXTOS 2

FIGURA 1.. 40

FIGURA2 .. 41

FIGURA3 .. 41

FIGURA4 .. . .............. - ... 42FIGURA5 .. 42

FIGURA6 .. 43

FIGURA 7.. 44

RESUMO

Est.e est.udo reahzado sobre "0 Text.o Como Unidade de Ensino' t.era no Capit.ulo I uma

breve introduc;ao que lavara aos assuntos discorridos nos demais Capitulos. 0 Capitulo

II consta de urn arcabouCD le6rica sabre 8utores dedicados aos estudos e pesquisas

sobre lin~uagem, pensamento, funeao e aprendizagem da propria linQuagem elet.rarnent.o. Sob est.a 6t.ica t.er-se-a t.ambern a abordagern da vertent.e "t.ext.o como

nucleo do processo de ensina" e a apresentayao dos tipos de textos que podem ser

abordados em sala de aula, como taxtes lilerarios, teatrais, jornalisticoa, poemas,

contos, falelore, landas, tealrais e jornalisticos. No Capitulo 111sera demonstrada a

met.odologia ut.ihzada para realizar urn par~met.ro e est.udo em rela

INTRODU

a chance ern despertar -Ihes a curiosidade, tornando-as grandes leitoras e leitoras de

sucesso quanto ao entendimento e compreensao.

o tema escolhido para a pesquisa cientifica justifica-se, no inlento de procurarcomplernentar estudos acerca dos fatos citados, contribuindo para urn melhor

aperfeigoarnento profissional, procurando aprirnorar a qualidade de ensino. Alarn de

ser de relevancia educacional, a tarnbam de grande importancia para 0 momenta ern

que Xive a sociedade contemporanea, bern como os reflexos resultantes do

iletramento.

Neste senti do, os textos podem ser instrurnentos eficazes no en sino da

Lingua Portuguesa, todavia, ap6s 8 crianC;8 ter lido varias vezes, lorna-se capaz de

criar navas texlas, adquirindo condic;;6es para a leitura de novos assuntos, novos

livros, deixando ao professor, urn caminha para novas sugestoes encantadoras,

visando a finalidade principal que a 0 ensino/aprendizagem.

Sob esta perspectiva, observar -se-a tarnbam em que medida texlos de

diversas generos tarnam-se instrumentos eficazes no en sino da Lingua Portuguesa,

para que realmente alinja os objetivos especificos desle estudo.

A analise do referendal teerica deste estudo esta embasado na premissa da

influencia dos texlos no contexte escolar, no lrabalho de texlos com a classe, quanto

ao interesse dos alunos em sala de aula, tendo em vista as produes de texto

individuais e colelivas induzindo 0 aluno a prom09~0 de momentos de lei lura ereflexao.

o texlo como unidade de ensino em uma turma de 211 serie do EnsinoFundamental pretende oferecer urn arcabouyo cientifico, colocando exemplos que

podem ser eficazes para a utiliza9~0 em classe.

FUNDAMENTAt;fAO TEORICA

2.1 LlNGUAGEM

Nas diversas sociedades existentes e conhecidas, a linguagem esta entre as

capacidades cognitivas e sociais mais valorizadas, importante em si mesma e como

urn complemento para a desempenho em praticamente todas as areas: E atrav'esdela que a individuo toma consciE'mcia de si proprio e dos que 0 cercam, adquirindo

a possibilidade de compreender e conceituar 0 que ve e as experiemcias pelas quaispassa (KOCH, 1998).

o papel atribuido a linguagern numB e nOlltra ideologia explicase par sua fundamentalimportancia no contexte cultural: a linguagem e, ao mesmo tempo, 0 produlo da cui lura, e e~u~r~I:~~a!i~~~~r~~:r~~~t~a~~1~~":nI~:~:~i~S!~ireP~:~~~dna~~~~~~~ll~u~nUaC6~~~~~i:~l~~~~:(SOARES, 2000, p. 16),

A linguagem e vista como LIma forma de atividade, assim sendo, deve serencarada como LIma atividade em geral e, mais especificamente, como uma

atividade humana.

"Como tal, toda atividade verbal passui, al8m da motiv8cyao, um conjunto de

operac;:oes que sao proprias do sistema IingOistico e que representam a artlcula

Considerando a estrutura do pensamento e a estrutura da linguagem,

especial mente apos 0 surgimento do conceito de estrutura profunda da linguagem, 0

reflexo de uma sobre a outra parece tornar-se mais evidente.

A linguagem, portanto, podera ser estudada sob varios aspectos, devendo-se

distinguir nitidamente 0 ambito da Linguistica, que estuda a atividade pela qual se

cornun;ca urn conteudo de consciemcia de urn individuo a outro, e a PSicologia, que,

como a Logica, se ocupa ern examinar a proprio conteudo da cansciencia humana.

2.2 0 PENSAMENTO E A lINGUAGEM

Por meio da linguagem, as pensamentos e os conceitos tomam urna forma

mais simples, de tal modo que as percepes de urn individuo possam ser

transmitidas as oulras pessoas numa "boa forma", conforme pregam os gestaltistas.

E a "boa forma" e, antes de tudo, uma forma simples e regular. Como 0pensamento e a linguagem estao estreitamente unidos em seus usuarios, e precisoque se analisem as possiveis interferencias que um deles pode ter sabre a oulro,

assim como 0 modo pelo qual eles se relacionam.

Ao se definir pensamento como atividade consciente, pod em as primeiramenle

observar que pensamento, au pelo menos certos tipos de pensamento, podem exislir

complelamente independentes da linguagem. As leis que regem 0 pensamento

individual e que produzem a atitude analOgiea sao respons8veis pelo

desenvolvimento do simbolismo pelo qual se exterioriza a linguagem. Embora as

relagoes entre linguagern e pensarnento sejarn profundas, ha muito ja se sa be que

elas nao sao de causa e efeilo, como ja se sup6s.

Na verdade, diz Wallon: "[ ... J, tratando da evolugao psicologica da criang8, [ ... ]na verdade ela (8 linguagem) nao e a causa do pensamento, mas 0 instrumento e asuporle indispensaveis ao seu progresso. Se ha, por vezes, atraso de urn sobre 0

outro, a sua ac;ao reciproea restabelece rapido 0 equilibria"L

Urn exemplo dessa a~o da linguagem sobre 0 pensarnento esla no fato de

que as categorias gramaticais e demais diferen~s entre as diversas Ifnguas

humanas facililam 0 desenvolvimento de certas formas de pensarnento para as

quais a lingua do usuario tenha uma forma lexical ou gramatical para exprimir.

Segundo Piaget ill Vigotski (1993.p.45):

~opensarnento anteeede a linguagem, embora esta possa desempenhar limpapel importante no senUdo de concorrer para a aquisic;ao de formas de equilibria

mais avanyadas e para a produyao de esquemas representativQs mais flexiveis au

m6veis)'.

Portanto, 0 pensamento e condicionado pela categoriz8r;:9o linguistica daexperiE!I1cia, de modo que e mais fac]1 operar com conceitos codificados por uma 56

palavra do que com conceitos para as quais nao hi:! lima palavra especial disponivel.

A Inane ira, portanto, pela qual a lingua divide a realidade conceptual tem pelo

menes urn efeita minima sobre 0 pensarnento. Mas nao hit absolLitamtn~e evidenciaque sLJgira ser essa influencia de algUln modo tirllnica au poderosa.

23 FUNCOESDAUNGUAGEM

A linguagern tem uma grande ifTlport~ncia na organizay2o da conduta da

crian98 e no sell desenvolvimento. Primeiro, a sua iJ1flu~ncia e feit de fora paradentro; depois, passa a se projetar de dentro para fora. No inicio, 0 controle da

conduta e feito pelos pais, atraves da !inguageJll~ mars tarde, pela pr6pria crian9a.

"A conduta da crianl"', inicialmente controlada pel os adultos sob a forma de

incitat;oos e recomendar;6es verbai