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  • Irineu Fabichak

    ABELHAS INDGENAS SEM

    FERRO JATA

    Distribuidora Exclusiva

    NOBEL

  • Copyright by Irineu Fabichak

    PROIBIDA A REPRODUO

    Nenhuma parte desta obra poder ser reproduzida sem a permisso por

    escrito do autor atravs de qualquer meio: xerox, fotocpia, fotogrfico,

    fotomecnico. Tampouco poder ser copiada ou transcrita, nem mesmo

    transmitida atravs de meios eletrnicos ou gravaes. Os infratores sero

    punidos atravs da Lei 5.988, de 14 de dezembro de 1973, artigos 122-130.

    Impresso no Brasil/Printed in Brazil

  • Aos netos

    Danilo

    Bruno

    Alexandra Cristina

    Flvia Regina

    Douglas Jr.

    que na sua tenra idade j entendem o

    que amor natureza, em sua

    quarta gerao dos Fabichak.

    O Autor

  • SUMARIO Apresentao ........................................................................09

    Introduo ............................................................................11

    ABELHAS SEM FERRO JATA ...............................13

    A rainha ................................................................................17

    O ninho .................................................................................18

    Abrigo para as caixas ...........................................................21

    O enxame .............................................................................24

    O mel ....................................................................................25

    A extrao do mel ................................................................27

    Os mtodos de trabalho ........................................................29

    ONDE SE ENCONTRAM AS JATAS ...........................30

    Caixas para as jatas .............................................................31

    A inspeo ............................................................................35

    Os inimigos das abelhas .......................................................36

    A valentia da jata .................................................................37

    ABELHAS SILVESTRES .................................................38

    Abelha-mirim (Trigona minima) ..........................................40

    Abelha-mosquito (Trigona mosquito) ..................................40

    Abelha-mulata ......................................................................40

  • Arama (Trigona heideri) ......................................................41

    Barra-fogo ............................................................................41

    Bijuri ....................................................................................41

    Caga-fogo (Trigona cagafogo) ............................................41

    Camuengo (Melipona (Trigona) testaceicornis) ..................42

    Frecheira (Melipona (Trigona) timida) ................................42

    Guarupu (Melipona nigra) ....................................................43

    Ir-mirim ..............................................................................43

    Irapu (Trigona rufricus) .....................................................43

    Iraxim ...................................................................................45

    Iruu (Trigona subterranea e Trigona quadripunctata) ......45

    Jandara (Melipona interrupta) ............................................45

    Lambe-olhos (Trigona duckei) .............................................46

    Mandaaia (Melipona anthidioides) ....................................46

    Mandurim (Melipona marginata) ........................................48

    Mel-de-pau ...........................................................................48

    Mirim-preguia (Trigona schrottkyi) ...................................49

    Moa-branca (Trigona varia) ...............................................49

    Mombuca (Trigona capitata) ...............................................49

    Tapiu (Trigona tubina) .....................................................50

    Tubi ......................................................................................50

    Tubiba (Trigona tubiba) .......................................................50

    Tubuna (Trigona postica) ....................................................50

    Tujuba (Melipona rufiventris) ..............................................51

    Tujumirim (Trigona dorsalis) ..............................................51

    Vamos-embora .....................................................................52

    Vor (Trigona clavipes) .......................................................52

    Bibliografia .........................................................................53

  • APRESENTAO

    No raro encontrarmos pessoas procura de um bom "mel

    caseiro", pois se h mel que no inspire um mnimo de confiana, so

    aqueles vendidos em beira de estrada ou em suspeitssimas casas de

    artesanato. De modo que o bom mel se compra em apirios, casas confiveis

    ou a gente mesmo produz. o que sugere Irineu Fabichak neste seu verstil

    trabalho sobre os produtores do mais requintado suquinho doce que a

    natureza jamais produziu. De fato Irineu, a exemplo do que realiza na

    maioria de seus livros, nos prope o desafio de criar. Na simplicidade dos

    mtodos de criao e extrao, no "faa voc mesmo" das caixa-ninhos que

    imitam os hbitats das abelhas, na construo dos abrigos para os apirios,

    Irineu nos conduz certeza e ao prazer de que iremos manejar a famlia dos

    melipondeos adequadamente e colher dela um excelente, gostoso e nutritivo

    mel.

  • 10 IRINEU FABICHAK

    Inofensivas e tmidas em relao ao homem, as JATAS, que do

    ttulo a este livro no so to fracas como seu corpinho franzino faz supor,

    nem sua ndole to pacfica. 0 cientista Rodolpho von lhering, registra em

    seu "Dicionrio dos Animais do Brasil" o que lhe relatou o Pe. M.N.

    Martins sobre esses pequeninos seres. Conta ele: "Ao abrir uma colmia de

    jata, partiu-se um dos pequenos favos do delicioso mel, que atraiu logo

    duas abelhas do reino. Imediatamente as jata, voando em roda e

    observando, aguardavam o momento certo de investir e punir as duas

    ladras. Atacaram ento estrategicamente o ponto fraco das abelhas

    europias, que eram as asas, amarfanhando-as e inutilizando-as para o

    vo".

    Mas, em relao a voc leitor, que vai produzir o seu prprio mel

    de Jata, fique tranqilo. Aprendendo a manej-las, como ensina Irineu

    Fabichak neste livro, voc s ir colher satisfaes em criar no apenas

    jatas, mas tambm algumas espcies mais dessa super famlia dos

    melipondeos. Afinal, tudo levar voc a viver horas ainda mais gostosas e

    mais produtivas na chcara, no stio, na fazenda ou at mesmo em sua

    prpria casa. Faa a experincia. Adoce sua vida.

    SYNESIO ASCENCIO

  • ABELHAS INDGENAS SEM FERRO JATA 11

    INTRODUO

    Existe uma grande diferena entre as abelhas indgenas sem ferro

    e as europias importadas (Apis mellifera). As abelhas indgenas fazem

    seus ninhos (cortios) em plena natureza, procurando os lugares mais

    adequados, como ocos de troncos de rvores, fenda de pedras, buracos no

    solo, ou pendurados em galhos de rvores. As abelhas europias,

    entretanto, so criadas em colmias racionais.

    Os favos ou clulas das abelhas Apis so construdos no sentido

    vertical, justapostos, enquanto que das abelhas silvestres so feitos

    horizontalmente, uns sobre os outros, tipo assobradados. As abelhas

    silvestres depositam o plen nas clulas, misturando-o com mel. Depois

    que a abelha-mestra ou rainha deposita os ovos, as clulas so fechadas e

    logo que as larvas nascem j encontram alimento suficiente para se

    desenvolverem e tornarem-se adultas.

    Nas abelhas silvestres, os machos, aps cumprirem sua misso,

    que a de fecundar a rainha, so enxotados dos cortios. Os mais

    insistentes so inutilizados. S se criam novos machos por ocasio do

    nascimento da nova rainha.

  • 12 IRINEU FABICHAK

    Nas abelhas do gnero Apis, os zanges vivem nabalescamente,

    comendo o mel produzido pelas obreiras. Os machos no exercem

    nenhuma funo at o nascimento da nova rainha. Os zanges realizam

    passeios internos e externos, sem serem molestados.

    As abelhas silvestres tambm podem se adaptar em caixas

    racionais, feitas pelo homem, desde que imitem o seu hbitat de origem.

    Mas nem todas as espcies se prestam para o sistema racional.

    Com esse pequeno trabalho, desejamos transmitir aos leitores

    alguns conhecimentos a respeito dessas abelhas, principalmente a jata.

    Sendo bem manejadas, essas abelhas podero perfeitamente nos

    proporcionar prazer e alegria, alm de nos fornecer um mel de excelente

    qualidade, embora nunca comparado, em quantidade, com o da Apis

    mellifera.

    O Autor

  • ABELHAS INDGENAS SEM FERRO JATA 13

    ABELHAS SEM FERRO JATA

    Pessoas alrgicas a picadas de abelhas, ou seja, as abelhas

    europias ou africanizadas (Apis mellifera), que so mais ferozes, se

    gostarem de apicultura, podero perfeitamente dedicar-se criao de

    abelhas indgenas sem ferro como terapia, tornando-se meliponicultor.

    Como exemplo de abelha