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  • Fundada em 21 de janeiro de 1883

    Fundador: AUGUSTO ELIAS DA SILVA

    Revista de Espiritismo CristoAno 130 / Outubro, 2012 / N o 2.203

    ISSN 1413-1749Propriedade e orientao daFEDERAO ESPRITA BRASILEIRADiretor: NESTOR JOO MASOTTIEditor: AFFONSO BORGES GALLEGO SOARESRedatores: ALTIVO FERREIRA, ANTONIO CESAR PERRI DE

    CARVALHO, EVANDRO NOLETO BEZERRA, GERALDOCAMPETTI SOBRINHO, JOS CARLOS DA SILVA SILVEIRAE MARTA ANTUNES DE OLIVEIRA DE MOURA

    Secretrio: PAULO DE TARSO DOS REIS LYRAGerente: SADY GUILHERME SCHMIDTEquipe de Diagramao: AGADYR TORRES PEREIRA E

    SARA AYRES TORRESEquipe de Reviso: WAGNA CARVALHO E ISAURA DA

    SILVA KAUFMANProjeto grfico da revista: JULIO MOREIRACapa: AGADYR TORRES PEREIRA

    REFORMADOR: Registro de publicao no 121.P.209/73 (DCDP do Departamento de Polcia Federal do Ministrio da Justia)CNPJ 33.644.857/0002-84 I. E. 81.600.503

    Direo e Redao:SGAN 603 Conjunto F L2 Norte 70830-030 Braslia (DF)Tel.: (61) 2101-6150FAX: (61) 3322-0523Home page: http://www.febnet.org.brE-mail: feb@febnet.org.br

    Departamento Editorial:Rua Sousa Valente, 17 20941-040Rio de Janeiro (RJ) BrasilTel.: (21) 2187-8282 FAX: (21) 2187-8298E-mails: redacao.reformador@febrasil.org.br

    feb@febrasil.org.br

    SumrioExpediente

    Editorial

    Integrao e convivncia

    Entrevista: Servando Agramonte

    O Espiritismo em Cuba

    Esflorando o Evangelho

    Cooperemos fielmente Emmanuel

    Evangelizao Esprita Infantojuvenil

    VI Encontro Nacional de Diretores de DIJ

    A FEB e o Esperanto

    Do Movimento Esperantista Affonso Soares

    Conselho Federativo Nacional

    Reunio Extraordinria do Conselho Federativo Nacional

    em So Paulo

    Seara Esprita

    Natureza das penas e dos gozos espirituais

    Christiano Torchi

    Canto de esperana Amlia Rodrigues

    Malefcios da intriga Clara Lila Gonzalez de Arajo

    Influncia espiritual Richard Simonetti

    Soneto Raul de Leoni

    Nosso lar Aylton Paiva

    Aes de acolhimento, consolo, esclarecimento e

    orientao (Capa) Antonio Cesar Perri de Carvalho

    Educao Tarefa de emergncia Osmar Marthi Filho

    Em dia com o Espiritismo A busca da felicidade

    Marta Antunes Moura

    A cepa e a imortalidade da alma

    Magda Luzimar de Abreu

    Conduta esprita Geraldo Campetti Sobrinho

    Um novo sentido para a prece Carlos Abranches

    Retorno Ptria Espiritual Ney Lobo

    Liberdade de pensar Apelo fraternal aos irmos de

    ideal esprita Jorge Leite de Oliveira

    O tradicional ainda mais bonito!

    A FEB na 22a Bienal do Livro de So Paulo

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    PARA O BRASILAssinatura anual RR$$ 5522,,0000Assinatura digital anual RR$$ 2244,,0000Nmero avulso RR$$ 77,,0000

    PARA O EXTERIORAssinatura anual UUSS$$ 5500,,0000

    AAssssiinnaattuurraa ddee RReeffoorrmmaaddoorr:: Tel.: (21) 2187-8264 2187-8274www.feblivraria.com.brassinaturas.reformador@febrasil.org.br

  • Editorial

    Centro Esprita a base do Movimento Esprita, ambiente onde se

    estuda, pratica e divulga a Doutrina Esprita. Representa tambm a

    porta de acesso para os simpatizantes, desesperanados e/ou carentes

    de espiritualidade, que buscam o Espiritismo.

    Nos momentos em que a mdia em geral destaca os temas doutrinrios,

    natural que ocorra maior aporte de pessoas interessadas em conhecer-lhe os

    princpios ou receber apoio e consolo.

    Simultaneamente, h necessidade de reforar e aperfeioar os processos que

    assegurem uma boa acolhida aos nefitos. Da a razo de o Conselho Federativo

    Nacional da FEB ter iniciado, neste ano, a difuso do Seminrio Integrado: Aes

    de Acolhimento, Consolo, Esclarecimento e Orientao no Centro Esprita. Para o

    atendimento dos amplos objetivos do Centro e do Movimento torna-se importante

    a valorizao do espao de convivncia solidria e fraterna que deve caracterizar as

    instituies.

    O natural reconhecimento da diversidade dos encarnados e desencarnados no

    ambiente fraterno dos centros deve ensejar condies para o esforo integrado

    das vrias reas de atuao ou dos diversos potenciais das pessoas para o atendi-

    mento do ser integral que aporta a este local. Os trabalhadores espritas devem ser

    preparados para o trabalho em equipe, de cooperao mtua, a fim de que os

    ingressantes recebam o apoio cristo, potencializado, sem dvida, pela compreenso

    da Doutrina.

    A adequada integrao de pessoas, projetos, esforos e aes num ambiente soli-

    drio e fraterno so os caminhos para a ao esprita que se amplia em nossos dias.

    O

    4 Reformador Outubro 2012336622

    Integrao e convivncia

  • 5Outubro 2012 Reformador 336633

    xistindo, como existe, umaJustia Divina que funcionana conscincia de cada um,

    qual seria a natureza das penas edos gozos que experimentam osEspritos?

    Ao retornarem para o mundoespiritual, alm das percepesque tinham no estado de encar-nados, os Espritos apresentamoutras que estavam abafadas pe-lo corpo fsico. Isso se deve aofato de que a inteligncia (atri-buto do Esprito) eclode mais li-vremente sem os obstculos na-turais prprios do organismo fi-siolgico.

    A natureza animal do corpofsico funciona como uma esp-cie de quebra-luz das potnciasda alma, razo pela qual obstruias percepes do Esprito du-rante a existncia fsica, estabe-lecendo uma espessa muralha vi-bratria a separ-lo do mundoespiritual.

    Apesar de as penas e os gozosdo Esprito, aps a morte, noserem materiais, uma vez que aalma no matria, eles so mui-to mais pungentes do que as pe-nas e os gozos experimentados na

    Terra, em virtude de que, uma vezocorrido o desenlace espiritual, ocorpo fsico j no entorpece assensaes do Esprito.

    Em geral, o homem no tem arespeito seno ideias vagas, quan-do no equivocadas e completa-mente falsas, pelo fato de desco-nhecer questes elementares a res-peito da natureza do Esprito. Empleno sculo XXI, continuamos anos perguntar: O que acontececonosco durante e aps a morte?Morrer di?. A esse respeito, aDoutrina Esprita no se baseia emteorias e sistemas preconcebidos,mas sim na observao dos fatosrelatados pelos prprios Espritos.

    O conhecimento do lao fludi-co que une a alma ao corpo, deno-minado por Kardec de perisprito(envoltrio semimaterial do Esp-rito), a chave por meio da qualse compreendem esses e muitosoutros fenmenos relacionados ssensaes experimentadas pelosEspritos desencarnados:

    O estado do Esprito por oca-

    sio da morte pode ser assim

    resumido: Tanto maior o so-

    frimento quanto mais lento for

    o desprendimento do perispri-

    to; a presteza deste desprendi-

    mento est na razo direta do

    adiantamento moral do Espri-

    to; para o Esprito desmateriali-

    zado, de conscincia pura, a

    morte qual um sono breve,

    isento de agonia, e cujo desper-

    tar suavssimo.1

    Na questo 257 de O Livro dosEspritos,2 Kardec elabora um En-saio terico sobre a sensao dosEspritos, na qual explica a aodo perisprito como o agente dassensaes exteriores, destacandoque a dor que sentem no umador fsica propriamente dita [...] mais uma reminiscncia do queuma realidade, reminiscncia, po-rm, igualmente penosa, origina-da dos condicionamentos mentaisadquiridos durante a existnciaterrena.

    ECH R I S T I A N O TO RC H I

    Natureza das penas edos gozos espirituais

    1KARDEC, Allan. O cu e o inferno. Trad.Manuel Quinto. 60. ed. 3. reimp. Rio deJaneiro: FEB Editora, 2012. Pt. 2, cap. 1, it.13, p. 185.

    2Idem. O livro dos espritos. Trad. EvandroNoleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio deJaneiro: FEB Editora, 2011. p. 225-226.

  • Da obra Nosso Lar extramospequeno trecho das palavras doEsprito Andr Luiz, que narra aprpria experincia, ao estagiarnas regies umbralinas:3

    [...] como a flor de estufa, no

    suportava agora o clima das

    realidades eternas. No desen-

    volvera os germes divinos que o

    Senhor da Vida colocara em

    minhalma. Sufocara-os, crimi-

    nosamente, no desejo incontido

    de bem-estar. No adestrara r-

    gos para a vida nova. [...]

    amigos da Terra, quantos de

    vs podereis evitar o caminho

    da amargura com o preparo dos

    campos interiores do corao?

    Acendei vossas luzes antes de

    atravessar a grande sombra.

    Buscai a verdade, antes que a

    verdade vos surpreenda. Suai

    agora para no chorardes de-

    pois.4 (Grifo nosso).

    Se observarmos a Natureza,toda ela funciona como um siste-ma de penas e recompensas, depesos e contrapesos, a se compen-sarem incessantemente. A dor e osofrimento que decorrem de nos-sos atos equivocados um proces-

    so destinado a proteger, a ensinare a curar, isto , a educar o Espritoimortal, os quais so ainda inter-pretados por muitos, ainda presosaos atavismos ancestrais, como pu-nio divina.

    O Espiritismo, em boa hora,restaurando os ensinamentos doCristo, veio corrigir esse e outrosequvocos, mostrando Deus comoum Pai compassivo, bom, miseri-cordioso e infinitamente justo, oqual insculpiu suas leis no magodo prprio Esprito, para que ca-da um tenha a oportunidade decorrigir o erro em si mesmo, for-talecendo a responsabilidade pes-soal pelos atos praticados.

    A maioria esmagadora das pes-soas no recebe das religies umapreparao espiritual adequada,por desconhecimento das leis

    6 Reformador Outubro 2012336644

    4XAVIER, Francisco C. Nosso lar. Pelo Es-prito Andr Luiz. 61. ed. 1. reimp. Rio deJaneiro: FEB Editora, 2010. Cap. 1, p. 20.

    3As regies umbralinas so faixas espiri-tuais transitrias, vinculadas crosta ter-restre, destin

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