exigencias minimas para_funcionamento_servicos_de_atenc

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  • Presidncia da Repblica Gabinete de Segurana Institucional

    Secretaria Nacional Antidrogas

    Ministrio da Sade Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria

    Exigncias mnimas para funcionamento de servios de ateno a pessoas com transtornos

    decorrentes do uso ou abuso de substncias psicoativas

    A partir de texto oficial da Resoluo RDC ANVISA 101/01, aprovada em 30/05/2001 e publicada em Dirio Oficial em 31/05/2001.

    Braslia 2002

  • ANAFUNCIONRIA DO

    SERVIO

    MARCOSFUNCIONRIO DO

    SERVIO

    DOUTOR

  • Esta publicao traz informaes importantes para os profissionais envolvidos no tratamento da dependncia qumica, por meio de cujo trabalho possvel proporcionar a recuperao e reinsero

    social de seus pacientes.

    Ao aprimorar os servios de assistncia e valorizar atitudes mais saudveis, esses profissionais promovem o resgate da cidadania e da dignidade dos dependentes qumicos e de suas redes sociais,

    destacando o valor maior da sociedade a vida.

    Ela dedicada aos dependentes qumicos, seus familiares e amigos.

    DOUTORA MEMBRO DO CONSELHO

    ANTI-DROGAS

    TCNICO DE VIGILNCIA SANITRIA

  • Fernando

    Fernando Henrique CardosoPresidente Presidncia da Repblica

    Barjas Negri Ministro Ministrio da Sade

    Alberto Mendes Cardoso Ministro Chefe Gabinete de Segurana Institucional GSI

    Paulo Roberto Yog de Miranda Ucha Secretrio Nacional Secretaria Nacional Antidrogas SENAD

    Gonzalo Vecina Neto Diretor - Presidente Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA

    Equipe tcnica SENAD

    Mrcia Dode Becker Costa Diretora de Preveno e Tratamento

    Giovanna Quaglia Coordenadora Geral de Tratamento

    Maria Suncia de Medeiros Gomes Coordenadora de Tratamento

    Carlos Cezar Soares Batista Coordenador de Preveno

    Equipe tcnica ANVISA

    Claudio Maierovitch Pessanha Henriques Diretor

    Lucila Pedroso da Cruz Gerente Geral de Tecnologia em Servios de Sade

    Maria Gorete Gonalves Selau Assessora da Gerncia Geral de Tecnologia em servios de Sade

    Maria ngela de Avelar Nogueira Chefe da Unidade de Tecnologia da Organizao dos Servios

    Eliane Blanco Nunes Tcnica da Unidade de tecnologia da Organizao dos Servios

    Edio Etienne Frana

    Projeto grfico, diagramao, capa e ilustraes Didiu Rio Branco

    Brasil. Presidncia da Repblica. Secretaria Nacional Antidrogas SENAD. Ministrio da Sade. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA.

    Exigncias mnimas para funcionamento de servios de ateno a pessoas com transtornos decorrentes do uso ou abuso de substncias psicoativas/ Presidncia da Repblica. Secretaria Nacional Antidrogas SENAD; Ministrio da Sade. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA. _ Braslia: SENAD/ANVISA, 2002.

    94 p.

    I Drogas Tratamento. II Ttulo. III. SENAD. IV ANVISA. CDD 362.293.86 CDU 351.761.3

  • Apresentao ........................................................................................... 6

    Gonzalo Vecina Neto Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA

    Paulo Roberto Yog de Miranda Ucha Secretaria Nacional Antidrogas - SENAD

    Introduo ................................................................................................ 9Breve descrio do contedo normativo da RDC ANVISA 101/01 Instituies sujeitas a seu cumprimento e fiscalizao

    Histrico .................................................................................................. 17Histrico da elaborao da RDC ANVISA 101/01 Conceito de comunidade teraputica ou centro de tratamento e tipo de servio

    Critrios de tratamento .......................................................................... 23Normas para admisso de pacientes Critrios de elegibilidade e dimenses de comprometimento da dependncia

    Garantias dos pacientes ........................................................................ 39Processo de admisso e tratamento Direitos, tempo de permanncia, critrios e rotinas

    Regras de Funcionamento..................................................................... 53Equipe mnima Infra-estrutura fsica e proposta de ambientes por setores de funcionamento

    Monitoramento........................................................................................ 65Responsveis pela avaliao dos servios

    Anexos..................................................................................................... 71Resoluo RDC ANVISA 101/01 Leitura recomendada

    Sumrio

  • Os distrbios e as seqelas ocasionadas pelo abuso de lcool e pelo uso de outras drogas tm se destacado como importante problema de sade pblica no Brasil e no Mundo.

    Na busca de novas possibilidades para a reabilitao das pessoas com dependncia ao lcool ou a outras drogas, foram organizados servios conhecidos como Comunidades Teraputicas, que tm na convivncia entre os pares o principal instrumento teraputico.

    Estes servios comearam a ser instalados no Brasil nos anos 70 e, devido flexibilidade de suas propostas, multiplicaram-se sem qualquer regulamentao, evidenciando-se um funcionamento precrio para muitos deles. Neste cenrio, e com o apoio das comunidades teraputicas organizadas em federaes, surgiu a necessidade do estabelecimento de um padro bsico para o funcionamento destes servios, que garantisse a segurana e a qualidade do trabalho de recuperao das pessoas com dependncia qumica.

    A Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA, sendo conseqente com a misso do poder pblico a ela atribuda, - "de proteger e promover a sade da populao, garantindo a segurana sanitria de produtos e de servios", - estabeleceu o regulamento tcnico para o funcionamento de comunidades teraputicas por meio da Resoluo da Diretoria Colegiada de N 101/2001, publicada em 31 de maio de 2001.

    A construo da proposta deste regulamento foi elaborada por Grupo de Trabalho coordenado pela ANVISA, integrado por representantes da Coordenao de DST/AIDS e da Assessoria de Sade Mental da Secretaria de Assistncia Sade, do Ministrio da Sade, com contribuies de rgos e entidades envolvidas na assistncia s pessoas com problemas de dependncia qumica.

    Esta proposta de normativa foi submetida ento Consulta Pblica, processo participativo e transparente, aberto sociedade para encaminhamento de propostas de alteraes. As sugestes recebidas foram analisadas e debatidas em evento promovido pela SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas/PR) e pela ANVISA, para serem incorporadas, conforme sua pertinncia e propriedade, ao texto final do regulamento, aprovado pela Diretoria Colegiada da ANVISA.

    Alm da atividade de regulamentao para as Comunidades Teraputicas efetuada pela ANVISA, o Ministrio da Sade, no que se refere assistncia, estabeleceu o Programa Nacional de Ateno Comunitria Integrada a Usurios de lcool e Outras Drogas, em regime ambulatorial, objetivando a reabilitao fsica, psicolgica e a reinsero social destas pessoas.

    Esta cartilha tem o propsito de contribuir na compreenso da RDC/ANVISA 101, favorecendo a melhoria dos servios prestados pelas Comunidades Teraputicas.

    Gonzalo Vecina Neto Diretor Presidente da ANVISA

  • Criada em 19 de Junho 1998, como uma resposta brasileira mobilizao mundial voltada para o enfrentamento da problemtica das drogas, a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) possui, dentre algumas de suas atribuies, a coordenao de aes e programas de preveno, tratamento, recuperao e reinsero social.

    A Poltica Nacional Antidrogas, ao diferenciar dependente qumico de traficante e reconhecer o mesmo como um doente que deve ter garantido acesso aos meios de tratamento compatvel com suas necessidades, induz a um considervel aumento por demanda de tratamento especializado, acarretando providncias para ampliao da rede de assistncia e a normatizao desses servios de sade. Nesse contexto, surge a necessidade de regulamentao e a incluso na Rede de Sade das Comunidades Teraputicas, como um reforo indispensvel ao Sistema Nacional de Atendimento ao Indivduo Portador de Transtorno Decorrente do Uso de Substncias Psicoativas.

    A publicao das Normas Mnimas para o Funcionamento de Servios de Ateno ao Dependente Qumico RDC 101/01 ANVISA, um dos trabalhos executados com a finalidade de melhorar o tratamento no Brasil e atender a demanda da sociedade civil. A proposta final da RDC 101/01 ANVISA fruto da parceria de especialistas, profissionais de centros de tratamento, federaes e associaes, alm de dirigentes de outros rgos governamentais: Ministrio da Sade (Sade Mental, Coordenao DST/AIDS e ANVISA), Ministrio da Justia, Ministrio da Previdncia e Assistncia Social e do Conselho Nacional Antidrogas CONAD, com a SENAD.

    Com a finalidade de tornar a RDC 101/01 de mais fcil compreenso aos seus destinatrios, a SENAD e a ANVISA prepararam esta cartilha que tem por objetivo tornar claro e simples o entendimento das exigncias mnimas para o funcionamento de servios de ateno a pessoas com transtornos decor-rentes do uso e abuso de substncias psicoativas.

    A SENAD est orgulhosa em poder participar do oferecimento de mais esta ferramenta sociedade, tendo em vista a melhoria da Assistncia ao Dependente Qumico no Brasil e sua reinsero social.

    Paulo Roberto Yog de Miranda Ucha Secretrio Nacional Antidrogas

  • MARCOS,VOC SABIA QUE EXISTE UM REGULAMENTO PARA O FUNCIONAMENTO DE INSTITUIES QUE TRATAM DEPENDENTESDE LCOOL E OUTRAS DROGAS?

    NO, ANA. QUE REGULAMENTO ESSE?

  • Intr

    oduo

  • 10

  • 1

    Em 2001, a Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria do Ministrio da Sade publicou uma Resoluo de sua Diretoria Colegiada (RDC ANVISA 101/01) para regulamentar o funcionamento de determinadas instituies que oferecem tratamento para dependentes de lcool e outras drogas.

    Esses servios, t

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