exercicios resolvidos red matematica

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  • 1. Redacao em Matematica Leandro Augusto FerreiraCoord. Profa. Dra Edna Maura Zuffi Centro de Divulgao Cientca ca e CulturalUniversidade de So Paulo - CDCC a Agosto - 2008

2. 2 3. Sumrio a1 Formalizao do textoca71.1 Dissertao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 71.2 Dissertao em matemtica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . caa71.3 Simbologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .81.4 Estrutura dissertativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .91.4.1 Introduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .ca91.4.2 Desenvolvimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .101.4.3 Concluso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a121.5 Modelos de dissertao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .ca 131.5.1 A dissertao escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca131.5.2 Receita para um texto dissertativo . . . . . . . . . . . . 131.5.3 Exemplos de textos dissertativos - Exerccios de vestibular 141.6 Exerccios propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .192 Lgica matemticaoa 202.1 Denies gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . co. . . . . 202.2 Princpios da lgica matemtica . . . . . . . . . . . . . .oa . . . . . 21 2.2.1 No contradio . . . . . . . . . . . . . . . . . . a ca. . . . . 21 2.2.2 Terceiro exclu do . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212.3 Proposies do tipo se A, ento B . . . . . . . . . . . coa . . . . . 212.4 A recproca de uma proposio . . . . . . . . . . . . . .ca . . . . . 222.5 Proposies do tipo A se, e somente se B . . . . . . . co. . . . . 222.6 Negao de uma Proposio . . . . . . . . . . . . . . . .caca . . . . . 23 2.6.1 Negao de conectivos . . . . . . . . . . . . . . . ca. . . . . 232.7 Exerc cios resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . 242.8 Tipos de Demonstraes . . . . . . . . . . . . . . . . . .co . . . . . 24 2.8.1 Demonstrao direta . . . . . . . . . . . . . . . . ca. . . . . 24 2.8.2 Demonstrao por meio de argumentos lgicos . ca o. . . . . 25 2.8.3 Demonstrao por contradio (ou por absurdo) caca. . . . . 262.9 Nomenclatura para proposies . . . . . . . . . . . . . . co. . . . . 272.10 Exerccios Resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . 282.11 Exerccios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31Sugestes e Respostaso32Apndicee333 4. SUMARIO4A Clculo de inversa de matrizes a34A.1 Via sistemas lineares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34A.2 Via matriz dos cofatores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35B Mtodo para resoluo de sistemas lineares eca37C Equaes algbricascoe 39Referncias Bibliogrcas ea 40Indice Remissivo41 5. SUMARIO 5No se preocupem com as diculdades em matemtica, as minhas so muito maioresaa aAlbert Einstein 6. PrefcioaEsta apostila foi elabora para a utilizao no curso Redao em matemtica,cacaaministrado no CDCC (Centro de Divulgao Cient caca e Cultural) da USP emSo Carlos. Pode servir como material de apoio para alunos do Ensino Mdio, e aetem como principal objetivo auxiliar no aprendizado da escrita em matemtica. aA apostila est dividida de acordo com a ordem do curso: no Cap a tulo 1,tratamos da formalizao do texto, caracterizando a dissertao em matemticaca caade forma simplicada e prtica, trabalhando com exemplos de exerc acios devestibulares de forma progressiva, conforme a ordem: introduo, desenvolvi- camento e concluso. Demos ainda algumas orientaes de como redigir um bom a cotexto, mostrando algumas coisas que devemos evitar numa redao. No Capca tulo2, trabalhamos com a lgica matemtica, assunto absolutamente importante no o aensino de matemtica, mas alertamos, que este assunto foi tratado com bas- atante simplicidade, deixando um pouco de lado o rigor dos bons livros de lgica, otentando passar apenas algumas idias elementares. Ainda nesses cap e tulo, trou-xemos alguns exerccios resolvidos e propostos. Deixamos algumas sugestes de ocomo resolv-los no nal desta apostila.eAlguns assuntos, talvez pouco explorados no Ensimo Mdio, foram acrescen- etados como apndice, pois acreditamos que sero de grande valia ao leitor em e asua base Matemtica para empliar a compreenso e a redao de textos da rea. a aca aGostaria de agradecer ao apoio dado pela Profa. Dra. Edna Maura Zu nacoordenao deste projeto, ao apoio de Jonas Eduardo Carraschi pela colabora- cao na ministrao do minicurso e a todos os participantes do mesmo.cacaLeandro Augusto FerreiraSo Carlos, 28 de Julho de 2008. a6 7. Cap tulo 1Formalizao do texto caPara redigir um bom texto, necessrio estimular o racioc ea nio, a capacidadede anlise e sa ntese. E preciso desenvolver um pensamento ordenado, revestidopor um vocabulrio expressivo, revelando assim, um repertrio preciso e comu-a onicativo.Em matemtica no diferente: temos as mesmas necessidades quando de-a a esejamos redigir um bom texto, seja ele na resoluo de um exerc ou na de-caciomonstrao de uma proposio. cacaDaremos aqui alguns conceitos necessrios para uma boa escrita. Nossos tex- atos sero todos dissertativos, por isso estudaremos como fazer uma dissertao. aca1.1Dissertao caDissertar desenvolver uma idia, uma opinio, um conceito ou tese sobreeeaum determinado assunto. Como outras formas de redao, a dissertao se apiaca caoem alguns elementos: introduo, desenvolvimento e conluso.ca aA introduo deve apresentar, de maneira clara, o assunto que ser tratadocaae delimitar as questes referentes a ele que sero abordadas. Neste momento oapode-se formular uma tese, que dever ser discutida e provada no texto, propor auma pergunta, cuja resposta dever constar no desenvolvimento e explicitada naaconcluso. aO desenvolvimento a parte do texto em que as idias, pontos de vista, con-e eceitos, informaes de que se dispe sero desenvolvidas, desenroladas e avaliadascoo aprogressivamente.A concluso o momento nal do texto, e dever apresentar um resumo fortea e ade tudo o que j foi dito, expondo uma avaliao nal do assunto discutido. a ca1.2Dissertao em matemtica caaQuando resolvemos um exerccio ou um problema de matemtica, por e- axemplo, estamos tambm dissertando; estamos convencedo o leitor de que nosso eraciocnio est correto. De forma anloga, vamos estabelecer os conceitos dea aintroduo, desenvolvimento e concluso, vistos na seo anterior.caacaA introduo deve apresentar as variveis utilizadas no texto, bem como acaaque conjuntos pertencem e o que representam no problema. E claro que exis-7 8. CAP ITULO 1. FORMALIZACAO DO TEXTO8tem vrias formas de fazer uma introduo: veremos basicamente duas formas,a caposteriormente.O desenvolvimento a parte do texto em que as idias devem ser trabalhadas e eatravs da lgica, dos dados do problema e da simbologia matemtica. Esta eoa ea parte mais complexa do texto matemtico, por isso no exibiremos aqui umaamtodo e, sim, resolveremos alguns problemas e comentaremos alguns tpicose omais relevantes.A concluso parte mais simples, nalizamos o texto explicitando a respostaa edo problema, ou o que queramos provar numa demonstrao de uma proposio. ca caDaqui por diante, quando mencionarmos a palavra dissertao, estamos nacaverdade nos referindo a dissertao em matemtica. caa1.3SimbologiaMuita gente se pergunta: Por que devemos utilizar os s mbolos quandoredigimos um texto matemtico?. A resposta para esta pergunta bastanteaesimples, utilizamos s mbolos para escrever um texto de uma forma mais compactae concentramos nossos esforos nos racioccnios, mais do que nas palavras em si.Tome cuidado com o exagero em sua utilizao, pois os textos em geral cam cacarregados com o uso excessivo da simbologia, e nesse caso caro cansativos de aserem lidos.Vejamos agora alguns dos principais s mbolos matemticos:a N: Nmeros naturais. u Z: Nmeros inteiros. u Q: Nmeros racionais. u I ou R-Q: Nmeros irracionais.u R: Nmeros reais. u C: Nmeros Complexos. u : Pertence : Contido : Contme : Implica : Portanto : Existe : Para todo, ou para qualquer.Caso voc no conhea o emprego correto destes se a cmbolos, no tente sim- aplesmente memoriz-los, eles aparecem natulmente no estudo da matemtica doaaensino fundamental e mdio, e alguns deles sero comentados no cap ea tulo 2:Lgica matemtica. o a 9. CAP ITULO 1. FORMALIZACAO DO TEXTO 91.4 Estrutura dissertativaAssim como existem muitas maneiras de escrever um texto, uma introduo,cao mesmo ocorre para o desenvolvimento e a concluso. Na verdade mostraremos aas maneiras mais comuns, na matemtica, para tratar da resoluo de exercacaciose problemas.1.4.1 Introduo ca Como foi dito anteriormente, devemos exibir as variveis do problema: para aisto, uma maneira batante simples nomear as variveis colocando dois pontos ea(:) na frente delas e explicando o que representam. Esta forma no nada rigo-a erosa, pois no dizemos, necessariamente, a que conjunto pertencem as variveis,a apor exemplo, mas para exerc cios de sistemas lineares, uma forma bastante eprtica, pois j sabemos, pelo contexto do problema, a que conjunto as variveis a a apertencem. Vejamos o exemplo abaixo, que mostra a utilizao deste formato de in-catroduo.caExemplo 1.4.1 Joao entrou na lanchonete BOG e pediu 3 hambur- gueres, 1 suco de laranja e 2 cocadas, gastando R$21,50. Na mesa ao lado,algumas pessoas pediram 8 hamburgueres, 3 sucos de laranjae 5 cocadas, gastando R$ 57,00. Sabendo-se que o preco de um hamburguer, mais o de um suco de laranja, mais o de uma cocadatotaliza R$ 10,00, calcule o preco de cada um desses itens. A introduo ser feita da seguinte maneira:ca a x: quantitade de hamburgueres y: quantitade de sucos de laranja z: quantitade de cocadasNo texto ca bem claro que x,y,z N, (x, y e z so nmeros naturais), por a uisso foi omitido na introduo, mas em textos mais rigorosos, existe a necessidade cadesta informao, por isso adotaremos, sempre, uma maneira mais rigorosa para cafazer uma introduo. caUma outra forma de fazer a introduo, seria utilizando a palavra seja,capara dizer quem so as variveis do pro