exercicio x sono

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O exercício tornou-se uma unanimidade na promoção da saúde e melhora da qualidade de vida, diminuindo os riscos de desenvolvimento de doenças crônicas e atuando como fator-chave para aumentar a longevidade. O exercício tornou-se uma unanimidade na promoção da saúde e melhora da qualidade de vida, diminuindo os riscos de desenvolvimento de doenças crônicas e atuando como fator-chave para aumentar a longevidade.

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  • 1. Exerccio Fsico X Sono

2. Trabalho apresentado a disciplina pela acadmica Nicole Cavalcante Souza Exerccio Fsico X Sono 3. Introduo O exerccio tornou-se uma unanimidade na promoo da sade e melhora da qualidade de vida, diminuindo os riscos de desenvolvimento de doenas crnicas e atuando como fator-chave para aumentar a longevidade. Investigaes sobre os efeitos do exerccio fsico no padro de sono tiveram inicio h mais de 30 anos. 4. Introduo As causas mais comuns de prejuzo do sono so a restrio e a sua fragmentao. A restrio do sono pode ser resultado da demanda de trabalho ou escola, responsabilidade familiar, uso de medicamentos, fatores pessoais e estilos de vida. A fragmentao resulta em um sono de quantidade e qualidade inadequadas, sendo consequncia de condies mdicas ou fatores ambientais que o interrompem. 5. Como consequncias da alterao do padro de sono podem ocorrer redues da eficincia do processamento cognitivo, do tempo de reao, dficit de memria, aumento da irritabilidade, alteraes metablicas, endcrinas e quadros hipertensivos. Atualmente, os exerccios so reconhecidos pela American Sleep Disorders Association como uma interveno no-farmacolgica para a melhora do padro de sono. Introduo 6. Sono Vrios conceitos foram elaborados com base em aspectos funcionais e comportamentais desse fenmeno. Entre alguns destes conceitos, Bueladefiniu o sono como um estado funcional, reversvel e cclico, com algumas manifestaes comportamentais caractersticas, como uma imobilidade relativa e o aumento do limiar de resposta aos estmulos externos. Em termos orgnicos ocorrem variaes dos parmetros biolgicos, acompanhados por uma modificao da atividade mental, que correspondem ao comportamento de dormir. Buela G. Avaliao dos distrbios de iniciar e manter o sono. In: Reimo R. Sono: aspectos atuais. Rio de Janeiro: Atheneu Editora, 1990: 33. 7. Estgios do Sono Viglia Sono no-REM: Estgio 1 do sono Estgio 2 do sono Estgio 3 do sono Estgio 4 do sono Sono REM 8. Viglia Caracterizada por um perodo de atividade eltrica a (8 a 13Hz) e/ou uma baixa voltagem, apresentando o EEG deste estgio uma frequncia mista; acompanhado por alta atividade eletromiogrfica e frequentes movimentos oculares voluntrios. 9. Sono no-REM Estgio 1 - tambm conhecido como "estgio de transio" ou "meio sono, caracterizado pela sonolncia , logo aps a viglia, com durao breve e diminuio do tnus muscular. O ritmo alfa de viglia reduz a amplitude e substituda por atividades de baixa frequncia e voltagem. Estgio 2 - sono leve, limiar de espertar baixo. Ausncia de ondas alfa de viglia e presena de complexos K (ondas bifsicas que pode ser espontneas ou relacionar-se com as relaes de despertar) e fluxos do sono. Ausncia de ondas delta que caracterizam o sono profundo. Estgio 3 - o sono lento em si ,ambos apresentam na primeira metade ondas delta Estgio 4 - predomina na primeira metade da noite diminuindo chegando a desaparecer nas ltimas horas. 10. Sono REM O sono REM ou paradoxal caracterizado por ritmos mltiplos de baixa voltagem no EEG semelhantes ao estado de viglia .Os fusos e complexos K esto ausentes. Ocorre uma diminuio quase completa do tnus muscular , abalos muculares bruscos e movimentos horizontais dos olhos. nessa fase que acontece o chamado `sono profundo`( limiar de despertar alto) 11. Fatores que regulam o sono Cronobiologia Circadianos: viglia-sono (periodicidade em torno de 24h) Ultradianos: batimento cardaco (periodicidade < 24h) Infradianos : ciclo menstrual, ciclo das mars (periodicidade > 28h) Processos homeostticos 12. O Ncleo Supraquiasmtico (NSQ) cicla mesmo quando as conexes neurais so eliminadas ou quando os ncleos so mantidos em cultura e possui um ritmo prprio. Porem pode se sincronizar aos ritmos ambientais externos como as oscilaes foto peridicas. Glndula pineal Centro produtor de melatonina. 13. Durante o dia, a retina estimula o NSQ cujos neurnios so inibitrios. Como consequncia, os neurnios do ncleo paraventricular deixam de estimular os neurnios pr-ganglionares simpticos da medula e a produo de melatonina baixa durante o dia (ou quando o foto perodo longo). Quando anoitece (pouca luz) acontece o contrrio: a concentrao de melatonina aumenta e ajuda a induzir o sono. Dessa forma, o ritmo circadiano integra-se ao ritmo circanual. 14. Neurotransmissores e o Sono Serotonina Noradrenalina Dopamina cido gama- aminobutrico(GABA) Glucamato e Peptdeos Acetilcolina Histamina e adenosina Aminocidos excitatrios como glutamato e aspartato, pepitdeos como interleucina1, interferon alfa 2 , colecistocinina 8 Vasopressina Hormnios - como o hormnio Gh e prolactina 15. Seratonina (5HT) A serotonina reguladadora do SOL(sono de ondas lentas ou sono lento) e os ncleos que a contm so os ncleos da rafe e, como j foi dito, sua leso induz a insnia. A atividade nesse ncle diminui conforme o sono se instala sendo reduzida a 50% no SL e 10% no sono REM. Tem um papel de inibio indireta de neurotransmissores excitatrios, alm disso tambm precursora da melatonina. 16. Seratonina (5HT) Possui interferncias no humor, na ansiedade e na agresso. Desordens de humor - a diminuio da liberao de serotonina no sistema nervoso central esta associada a desordens de humor e depresso. Desordem obsessiva compulsiva - associada a reduo dos nveis de serotonina no SNC. Apetite- reduzido por drogas que elevam a serotonina no encfalo (geralmente amina) Comportamento agressivo e suicdio - tem sido associado a reduzidos nveis de serotonina no encfalo. 17. Seratonina (5HT) Latncia de sono - a latncia de sono (tempo que a pessoa levar para dormir) diminuda com triptofano, um aminocido necessrio para a sntese de serotonina. Esse dado sugere que a serotonina pode ter um papel importante na induo do sono. Obs.: O leite rico em triptofano, o que sugere que um copo de leite antes de dormir pode facilitar o sono. Percepo - as sinapses serotoninrgicas esto presentes no crtex cerebral e esto envolvidas nos processos de percepo. 18. Noradrenalina Esta relacionado a excitao fsico e mental, bem como conhecido por promover o bom humor. produzido no locus coeruleos e atua como mediador dos batimentos cardacos, presso sangunea, converso de glicognio em energia e outros. Ateno e alerta - a liberao da noradrenalina facilita a ateno e o alerta durante o dia. Durante o sono REM os nveis de noradrenalina esto reduzidos; Estresse - No estresse crnico, verifica-se reduo na liberao da noradrenalina. Porm, no estresse agudo a noradrenalina liberada da glndula adrenal e atua na amplificao do sistema nervoso simptico. Humor - a depresso por reduo na captao de noradrenalina pode ser tratada com algumas drogas que evitam a sua recaptao. Aprendizado e memoria - importante nos processos de aprendizado e memoria. 19. Dopamina (DA) Controla nveis de estimulao e controle motor em muitas reas enceflicas. Quando os nveis de dopamina esto extremamente baixos, os pacientes so incapazes de se mover voluntariamente. Doena de Parkinson - acontece devido degenerao de neurnios dopaminrgicos oriundos da substancia negra, que enviam as suas projees para o estriado, o qual esta envolvido no controle motor do movimento. A doena de Parkinson tratada com L-DOPA, o percussor da dopamina no encfalo. Esquizofrenia - patologia causada pelo excesso de dopamina liberada para o terminal ps- sinptico. H a hiptese que existe uma excessiva estimulao dopaminrgica no lobo frontal (causado talvez pela ativao de gens) e tratada por drogas que bloqueiam a ligao da dopamina no receptor ps-sinptico. 20. cido gama- aminobutrico(GABA) Principal neurotransmissor inibitrio do encfalo. O processo inibitrio ocorre quando o GABA se liga ao receptor, permitindo dessa forma a entrada de Cloro para dentro da clula. Responsvel pela sintonia fina e coordenao dos movimentos entres outros. H hipteses que a deficincia de GABA leva a algumas formas de Esquizofrenia. Nesse sentido a deficincia da inibio GABArgica seria o distrbio primrio para a atividade estriatal dopaminrgica excessiva no transtorno. Droga como o Valium, ressalta o efeito do GABA na sinapse. Outros neurotransmissores inibidores so a glicina e a taurina. 21. Glutamato O glutamato o principal neurotransmissor do encfalo. A atuao do glutamato fundamental no processo de memria. Curiosamente, o glutamato tambm esta envolvido no processo de suicdio celular, uma vez que o excesso de glutamato neurotxico e mata a clula por excesso de influxo de Clcio. 22. Peptdeos Endorfinas / encefalinas - so neurotransmissores peptdicos opiceos endgenos capazes de modular a dor e reduzir o estresse. So encontrados em vrios locais no encfalo (sistema lmbico, mesencfalo). Eles tambm so produzidos por glndulas pituitrias e liberados como hormnios e envolvidos na reduo da dor, presso (eles aumentam a produo de dopamina) e hibernao. Todos os opiceos (endgenos ou sintticos) alteram o comportamento porque agem nos receptores de encefalina Substncia P- um dos neurotransmissores que mediam a experincia de dor. encontrado em toda via da dor e sua liberao pode ser bloqueada pela encefalina. Neuropeptdio Y / Polipeptdio YY: so neurotransmissores encontrados no hipotlamo, particularmente no ncleo paraventricular. So correlacionados com distrbios de apetite, podendo levar a excessiva ingesta de comida e armazenamento de gordura. 23. Acetilcolina ( ACh) A acetilcolina o principal neurotransmissor indutor de sono REM. Os nveis de acetilcolina so altos na viglia e no sono REM e h indcios de que os principais acontecimentos do sono REM, como a dessincronizao das ondas eltricas cerebrais, o movimento ocular rpido e a atonia muscular so promovidos por uma rea do crebro que utiliza acetilcolina. 24. Termorregulao A manuteno da temperatura central do organismo com uma variao de apenas 0,6C feita atravs de mecanismos homeostticos eficientes que visam manter as reaes qum