exerccios lei 8112

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  • 1. CURSOS ON-LINE DIREITO ADMINISTRATIVO EM EXERCCIOSPROFESSOR GUSTAVO BARCHET AULA 6: LEI 8.112/90Nosso objetivo hoje tratar das questes da ESAF envolvendo o regime jurdico dosservidores pblicos federais, que tem por base a Lei 8.112/90. Ao final,apresentaremos duas questes formuladas pela ESAF sobre a Lei 9.962/2000, quedisciplina os empregados pblicos da Administrao federal direta autrquica efundacional.Questo 01(AFPS/2002 - Administrao Tributria Previdenciria) - Todos os ocupantes decargos pblicos federais so regidos pelo mesmo regime jurdico (chamado denico) da Lei n 8.112/90, inclusive quanto a direitos, vantagens e condies deaposentadoria.a) Correta a assertiva.b) Incorreta a assertiva, porque embora sujeitos quele regime jurdico nico, osdireitos e as vantagens dos magistrados so objeto de disciplinamento especial ediferenciado.c) Incorreta a assertiva, porque embora regidos por aquele regime jurdico nico, osmagistrados dispem de condies especiais para aposentadoria.d) Incorreta a assertiva, porque aquele regime jurdico nico s se aplica aosservidores efetivos e comissionados da Unio.e) Incorreta a assertiva, porque aquele regime jurdico nico se restringe,especificamente, a servidores ocupantes de cargos efetivos e em parte aoscomissionados, no se aplicando a ocupantes de determinados cargos vitalcios, demandato e outros de membros do poder.Gabarito: E.Comentrios:Na sua redao original, o art. 39 da Constituio exigia que cada ente federadoinstitusse um regime jurdico nico para seus servidores da Administrao direta,autrquica ou fundacional. Havia certa liberdade para que cada ente federado optarpelo regime que considerasse o mais adequado para seus servidores, desde que omesmo fosse nico, nos termos acima explicitados.Dez anos aps a promulgao da Constituio, a EC 19 veio alterar o art. 39 da CF,fazendo cessar a exigncia de adoo do regime jurdico nico. A partir de ento,cada ente federado pode estabelecer regimes diversos para o pessoal de suaadministrao direta, autrquica e fundacional.A Lei 8.112 foi editada em 1990, quando vigorava a redao original do art. 39 daCF. Como ainda se exigia, portanto, o regime jurdico nico, a Lei 8.112/90, logo deincio, declara ser o regime jurdico nico dos servidores da Unio, suas autarquias efundaes pblicas. Na verdade, com a abolio, em 1998, da obrigatoriedade deadoo do regime jurdico nico, a Unio editou, em 2.000, a Lei 9.962, quewww.pontodosconcursos.com.br1

2. CURSOS ON-LINE DIREITO ADMINISTRATIVO EM EXERCCIOSPROFESSOR GUSTAVO BARCHETdisciplina o regime de emprego pblico para a Unio, suas autarquias e fundaespblicas.Desse modo, apesar de ainda ser comum designar-se a Lei 8.112/90 como o regimejurdico nico dos servidores pblicos federais ela no ostenta mais talexclusividade, em face do regime de emprego pblico disciplinado na Lei9.962/2000. Atualmente uma autarquia federal, por exemplo, poder compor seuquadro tanto com servidores como com empregados; logo, no h mais um regimejurdico nico. Tecnicamente correto, atualmente, designar-se a Lei 8.112/90 comoo Estatuto dos servidores pblicos federais, alcanando os Trs Poderes daRepblica.Todavia, a Lei no se aplica com a mesma amplitude a todos os servidores federais.Repisando, servidor o agente administrativo estatutrio e, portanto, titular de umcargo pblico, cargo este que pode ser de provimento efetivo ou em comisso, oprimeiro pressupondo para sua investidura aprovao em concurso pblico e dandodireito, satisfeitos os pressupostos legais, estabilidade; o segundo declarado em leicomo de livre nomeao e exonerao pela autoridade competente.Apesar de inmeros dispositivos da lei aplicarem-se aos titulares dos dois tipos decargo (por exemplo, os que tratam do regime disciplinar), boa parte de suas normasso vlidas apenas para os ocupantes de cargos efetivos. Basta uma rpida leiturada lei para nos darmos conta disto: a reintegrao direito do servidor estvel, areconduo direito do servidor estvel, a licena para tratar de interessesparticulares no pode ser solicitada por servidor que esteja ainda em estgioprobatrio, e assim por diante. Estabilidade, estgio probatrio, entre outros, soinstitutos aplicveis apenas aos servidores ocupantes de cargos efetivos, logo, oservidor ocupante de cargo em comisso no tem direito reintegrao, reconduo e licena para o trato de interesses particulares. Isso comprova o queacima afirmamos: a Lei 8.112/90 tem dispositivos aplicveis aos titulares de ambosos cargos, efetivo e em comisso, mas boa parte deles vlida exclusivamente paraos ocupantes de cargo efetivo. Correta, portanto, a posio da ESAF na questo, aoconsiderar que o Estatuto aplica-se parcialmente aos ocupantes de cargo emcomisso.Tambm no so disciplinados pela Lei 8.112 os empregados pblicos. No caso daAdministrao direta, autrquica e fundacional federal, estes agentes so regidospela Lei 9.962/2000 e pela CLT, no caso das empresas pblicas e sociedades deeconomia mista federais, exclusivamente pela CLT.Tambm esto fora de seu universo os agentes polticos em geral, a exemplo dosmagistrados, os membros do Ministrio Pblico e os parlamentares, os quais, pelaespecial relevncia das funes que desempenham, so regidos por estatutosprprios.Sntese do Comentrio:1) a Lei 8.112/90 aplica-se integralmente aos servidores da Unio, suas autarquias efundaes pblicas que sejam titulares de cargos efetivos, e parcialmente aosservidores que ocuparem cargos em comisso;2) ademais, o Estatuto no aplicvel aos empregados pblicos e aos agentespolticos em geral (detentores de mandatos eletivos no Legislativo e no Executivo,magistrados, membros do MP etc).www.pontodosconcursos.com.br 2 3. CURSOS ON-LINE DIREITO ADMINISTRATIVO EM EXERCCIOSPROFESSOR GUSTAVO BARCHETQuesto 02(Analista de Finanas e Controle - AFC/CGU - 2003/2004) - O nome que a Lei n8.112/90 d ao instituto jurdico, pelo qual o servidor pblico, estvel, retorna aoseu cargo anteriormente ocupado, por ter sido inabilitado no estgio probatrio,relativo a outro efetivo exercido, tambm, na rea federal, a) aproveitamentob) readaptaoc) readmissod) reversoe) reconduoGabarito: E.Comentrios:Inicialmente, necessrio trazermos uma classificao das formas de provimento decargo pblico. Enquanto gnero, provimento o ato pelo qual um cargo pblico preenchido, com a designao de seu titular. Este provimento pode ser deduas espcies: originrio e derivado.O provimento originrio ocorre quando a ocupao do cargo no decorre dequalquer vnculo anterior entre o servidor e a administrao. Pela nova disciplinaconstitucional, a nica forma de provimento originrio atualmente admitida, anomeao, a qual exige, ressalvados os cargos em comisso, a realizao deconcurso pblico. O provimento de um cargo por servidor que ingressa no serviopblico pela primeira vez, ou por aquele que, apesar de j ser servidor, aprovadomediante concurso para outro cargo, so exemplos de provimento originrio doscargos pblicos.J o provimento derivado aquele que pressupe vnculo anterior do servidorcom a Administrao. Segundo o Estatuto, so formas de provimento derivado decargo: aproveitamento, promoo, readaptao, reintegrao, reconduo ereverso (como se nota, a readmisso, citada na alternativa c, no tem previso naLei 8.112/90).O instituto a que se refere o enunciado a reconduo, forma de provimentotratada no art. 29 da Lei.8.112/90, a qual pode ser definida como o instituto peloqual o servidor estvel retorna ao cargo anteriormente ocupado, nas hipteses de(1) reprovao em estgio probatrio relativo a outro cargo ou (2) reintegrao doanterior ocupante.Exemplo da primeira hiptese seria o caso de um servidor estvel no cargo depapiloscopista da Polcia Federal que lograsse aprovao para o cargo de perito daPolcia Federal. Uma vez tendo tomado posse e entrado em exerccio, ao final de seusegundo ano no desempenho das funes do novo cargo, este servidor consideradoinapto no estgio probatrio. Neste caso, tem ele direito a ser reconduzido ao seucargo anterior, de papiloscopista (se o servidor no fosse estvel do cargo depapiloscopista no teria direito ao retorno, sendo ento simplesmente exonerado docargo de perito).www.pontodosconcursos.com.br3 4. CURSOS ON-LINE DIREITO ADMINISTRATIVO EM EXERCCIOSPROFESSOR GUSTAVO BARCHETAproveitando a mesma situao, podemos exemplificar a segunda hiptese dereconduo. Imaginemos que o servidor est desempenhando a contento as funesde perito. Ocorre que o anterior ocupante do cargo, que havia sido demitido,consegue anular sua demisso. Neste caso, ter o anterior ocupante direito aretornar ao seu cargo, e o servidor que at ento estava ocupando-o retornar, semdireito a qualquer indenizao, ao cargo de papiloscopista.Vamos aproveitar a oportunidade e falar de outra forma de provimento citada naquesto, o aproveitamento, instituto intimamente relacionado com outro, adisponibilidade. So dois institutos de simples assimilao, aplicados nas mesmassituaes: (1) cargo ocupado, nas mesmas hipteses de reconduo e (2) extinoou declarao de desnecessidade do cargo.A primeira hiptese se d quando o servidor devia ser reconduzido ao seu cargoanterior, seja por reintegrao do anterior ocupante, seja pelo fato de o servidor tersido reprovado no estgio probatrio em relao a outro cargo. Ocorre que o cargoem questo encontra-se ocupado por outro servidor. Neste caso, aquele que deveriater sido reconduzido no o ser, pois no h cargo vago. Nesta situao sertentado, em primeiro lugar, seu aproveitamento em outro cargo, de atribuies evencimentos compatveis com o anteriormente ocupado (Lei 8.112/90, art. 30).Pode ser que no exista, poca, um cargo que preencha estes requisitos. Nestecaso, o servidor ficar em disponibilidade, temporariamente inativo, recebendoremunerao proporcional ao seu tempo de servio pblico, at que surja cargo vagono qual possa ser aproveitado.Na segunda hiptese o cargo at ento ocupado pelo servidor extinto ou declaradodesnecessrio. A sistemtica a mesma. O servidor que foi atingido seraproveitado em outro cargo, de atribuies e vencimentos compatveis com aa