execuÇÃo fiscal colidÊncias com o cpc garantias .2012-09-03 · relação jurídica tributária

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EXECUO FISCALCOLIDNCIAS COM O CPC

GARANTIASREDIRECIONAMENTO DA

EXECUO FISCAL

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Sujeio Passiva Tributria

Sujeito passivo tributrio: aquele que responde pelo dbito resultante da obrigao tributria

- regra: contribuinte: d causa situao ftica descrita na hiptese de incidncia

- excees: diversas modalidades de sujeio passiva tributria

CTN art. 121.Sujeito passivo da obrigao principal a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniria.

Pargrafo nico. O sujeito passivo da obrigao principal diz-se: I contribuinte, quando tenha relao pessoal e direta com a situao

que constitua o respectivo fato gerador;

II responsvel, quando, sem revestir a condio de contribuinte, sua obrigao decorra de disposio expressa de lei.

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SOLIDARIEDADE

SOLIDARIEDADE CTN arts. 124 e 125 124: So solidariamente obrigadas: I as pessoas que tenham interesse comum na situao que constitua o fato gerador da obrigao

principal;

II as pessoas expressamente designadas em lei. Pargrafo nico. A solidariedade referida neste artigo no comporta benefcio de ordem.

Solidariedade = propicia a escolha cmoda do devedor em relao jurdica tributria que se encaixe nessa categoria.

125: Salvo disposio de lei em contrrio, so os seguintes os efeitos da solidariedade: I o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais; II a iseno ou remisso de crdito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um

deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo;

III a interrupo da prescrio, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais.

A solidariedade tributria sempre passiva, s pode existir entre sujeitos que figurem no mesmo plo da relao jurdica tributria e no constitui modalidade de sujeio passiva indireta, porque os devedores solidrios no so terceiros, mas realizam a situao ftica descrita na hiptese de incidncia

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CAPACIDADE TRIBUTRIA PASSIVA

CTN art. 126. A capacidade tributria passiva independe: I da capacidade civil das pessoas naturais; II de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privao ou

limitao do exerccio de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administrao direta de seus bens ou negcios;

III de estar a pessoa jurdica regularmente constituda, bastando que configure uma unidade econmica ou profissional.

Ex. um menor pode realizar o fato jurdico tributrio de auferir renda, surgindo a obrigao de pagar o I.R.: ele praticou o fato que d origem obrigao mas a capacidade tributria passiva dele ser exercitada por seu responsvel.

O mesmo se d com a sociedade de fato que realiza operaes sujeitas ao ICMS: como a sociedade no tem personalidade jurdica, respondero pelo tributo as pessoas fsicas dela gestoras art. 126 III.

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SUJEIO PASSIVA INDIRETA OU RESPONSABILIDADE NO CTN

Art. 121, par. n., II Sujeito passivo da obrigao principal a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade

pecuniria Pargrafo nico. O sujeito passivo da obrigao principal diz-se: I contribuinte, quando tenha relao pessoal e direta com a situao que constitua o respectivo fato

gerador; II responsvel, quando, sem revestir a condio de contribuinte, sua obrigao decorra de disposio

expressa de lei. destacamos

A responsabilidade tributria versada nos arts. 128 e ss. e 134 a 138 do CTN SUCESSO

Art. 129: O disposto nesta Seo aplica-se por igual aos crditos tributrios definitivamente constitudosou em curso de constituio data dos atos nela referidos, e aos constitudos posteriormente aos mesmosatos, desde que relativos a obrigaes tributrias surgidas at a referida data.

Muito embora confusa essa redao permite o seguinte entendimento: modalidade de sujeio passivaindireta respondendo o terceiro por dbito tributrio do contribuinte. O sucessor responde por dbitostributrios lanados at a sucesso, mesmo que no formalizados, i.. exigveis, bem como pelosconstitudos posteriormente a ela.

Bernardo Ribeiro de Moraes (Compndio de Direito Tributrio, 2 vol., 1995, p. 510): Haverresponsabilidade tributria por sucesso quando uma pessoa se torna obrigada por dbito tributrio nosatisfeito, diante de uma relao jurdica que passa do predecessor ao adquirente do direito

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SUJEIO PASSIVA INDIRETA OU RESPONSABILIDADE NO CTN

O art. 130 versa sobre a sucesso de dbitos relativos a tributos incidentes sobre a propriedade imobiliria.

O art. 131 complementa as hipteses de sucesso ao dispor: So pessoalmente responsveis: I o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou

remidos;

II o sucessor a qualquer ttulo e o cnjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus at a data da partilha ou adjudicao, limitada esta responsabilidade ao montante do quinho do legado ou da meao;

III o esplio, pelos tributos devidos pelo de cujus at a data da abertura da sucesso

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SUJEIO PASSIVA INDIRETA OU RESPONSABILIDADE NO CTN

A sucesso de empresas vem disposta no art. 132: A pessoa jurdica de direito privado que resultar defuso, transformao ou incorporao de outra ou em outra responsvel pelos tributos devidos at adata do ato pelas pessoas jurdicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.(o caputaplica-se tambm ciso muito embora no expressamente versada)

A lei 6.404/1976 assim define esses conceitos: - transformao: a operao pela qual a sociedade passa, independentemente de dissoluo e

liquidao, de um tipo para outro (art. 220);

- incorporao: a operao pela qual uma ou mais sociedades so absorvidas por outra, que lhes sucedeem todos os direitos e obrigaes (art. 227);

- fuso: a operao pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhessuceder em todos os direitos e obrigaes (art. 228);

- ciso: a operao pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimnio para uma ou maissociedades, constitudas para esse fim ou j existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houververso de todo o seu patrimnio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a verso (art. 229)

Nessas hipteses a pessoa resultante das operaes responde pelos tributos devidos pela pessoaoriginria.

O pargrafo nico desse artigo com o objetivo de DIFICULTAR A BURLA RESPONSABILIDADE DOSUCESSOR, QUANDO SE D A EXTINO DA PESSOA JURDICA EM DBITO E EM SEQUENCIA ACONSTITUIO DE OUTRA EMPRESA OU FIRMA INDIVIDUAL POR SCIO REMANESCENTE OU ESPLIO ,determina a aplicao do caput.

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RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS OU EM SENTIDO ESTRITO ARTS. 134 E 135 NO CTN

Configura-se quando a pessoa chamada para responder por dbito de contribuinte que nolhe deu cumprimento.

CTN art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigncia do cumprimento da obrigaoprincipal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervieremou pelas omisses de que forem responsveis:

(...) VII os scios, no caso de liquidao de sociedade de pessoas. Pargrafo nico, O disposto neste artigo s se aplica, em matria de penalidades, s de

carter moratrio.

CTN art. 135. So pessoalmente responsveis pelos crditos correspondentes a obrigaes tributrias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infrao de lei, contrato social ou estatutos:

I as pessoas referidas no artigo anterior; II os mandatrios, prepostos e empregados; III os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurdicas de direito privado.

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RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS OU EM SENTIDO ESTRITO ARTS. 134 E 135 NO CTN

- as pessoas referidas no art. 134 respondem PESSOALMENTE pelos crditos resultantes deobrigaes tributrias de terceiros, em resultado de sua CULPA por descumprimento dedeveres de fiscalizao e de boa administrao;

- as pessoas referidas no art. 135 respondem PESSOALMENTE pelos crditos resultantes deobrigaes tributrias decorrentes de atos praticados com excesso de poderes, infrao delei, contrato social ou estatutos. a responsabilidade de terceiros que agiramDOLOSAMENTE.

Misabel Derzi (Notas ao Direito Tributrio Brasileiro, Aliomar Baleeiro, p.776) o ilcito ,assim, prvio ou concomitante ao surgimento da obrigao tributria (mas exterior normatributria) e no posterior, como seria o caso de no pagamento do tributo. A lei que seinfringe a lei comercial ou civil, no a lei tributria, agindo o terceiro contra os interesses docontribuinte

A simples inadimplncia da obrigao tributria pela pessoa jurdica infrao lei tributria,mas no acarreta a responsabilidade dos diretores, gerentes ou representantes das pessoasjurdicas de direito privado. Somente a prova da prtica de ilcito por tais pessoas caracterizaa responsabilidade do art. 135.

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O REDIRECIONAMENTO DA EXECUO FISCAL PELA FAZENDA PBLICA EXEQUENTEconceito de sujeio passiva tributria a doutrina

GERALDO ATALIBA: O sujeito passivo , no Direito Constitucional Brasileiro, aquele que aConstituio designou, no havendo discrio do legislador na sua designao. S pode serposto nessa posio o destinatrio constitucional tributrio. Nos impostos, a pessoa querevela capacidade contributiva, ao participar do fato imponvel, promovendo-o, realizando-oou dele tirando proveito econmico (CF, art. 145, 1). Nas taxas, o administrado cujaatividade requeira o ato de polcia, ou que provoque, requeira ou, de qualquer modo, utilizeo servio pblico (CF, art. 145, II). Nas contribuies, o sujeito que receba especial benefcioou cause especial detrimento ao Estado (art. 145, III e art. 149). Todo desvio desse critriomaterial implica inconstitucionalidade da lei tributria, no Brasil.(Hiptese de Incidncia

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