excludentes da responsabilidade civil acidentária. aspectos controvertidos. josé affonso...

Download Excludentes da responsabilidade civil acidentária. Aspectos controvertidos. José Affonso Dallegrave Neto advogado, mestre e doutor em Direito pela UFPR

Post on 22-Apr-2015

105 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Slide 1
  • Excludentes da responsabilidade civil acidentria. Aspectos controvertidos. Jos Affonso Dallegrave Neto advogado, mestre e doutor em Direito pela UFPR Goinia, 28/11/2014
  • Slide 2
  • - O tema no contexto ps-moderno: digitalizada, veloz, consumista, atomizada, vaidosa, com verdades relativas, diversificada, xenfoba e competitiva sociedade competitiva = conflitos de interesse Produtividade da empresa x Dignidade do trabalhador -Gesto pelo medo, assdio, doenas e acidentes
  • Slide 3
  • Gesto pelo Medo e Sndrome de Burn-out As condies de trabalho esto mudando, de modo a ficar mais duras. preciso fazer mais e melhor. Da por que alguns patres, gerentes ou superiores hierrquicos, sem escrpulos, empregam a presso psicolgica constante e o tratamento descorts com o objetivo de aumentar seus lucros (...) Esse meio de gesto conduz, geralmente, a sndrome de burnout, que se situa em uma zona muito prxima do assdio moral. (TRT 24 R.; 1. T; RO 0001628-32.2011.5.24.0006; Rel. Julio Cesar Bebber; DEJTMS 13/09/2013; Pg. 22)
  • Slide 4
  • Diretrizes da Responsabilidade Civil: 1) alargamento da responsabilidade objetiva (art. 927, pg nico do CC) 2) reduo da indenizao cf o grau de culpa (art. 944, pg nico e art. 945, CC) 3) responsabilidade perante 3 por ato do empregado em razo do trabalho (art. 932, III, CC) 4) Indenizao por ato abusivo (art. 187, CC) 5) restitutio in integrum (art. 944, CC)
  • Slide 5
  • Reparao integral do dano O art. 944 do CC/02 resguarda e d efetividade ao princpio da restituio integral - Restitutio in integrum -, que estabelece a responsabilidade do ofensor pela reparao integral do dano causado ao ofendido, a fim de reconduzir as partes ao status quo ante. (TST; RR 218000-56.2009.5.09.0654; 4. T.; Rel. Min. Vieira de Mello Filho; DEJT 25/05/2012; Pg. 992)
  • Slide 6
  • ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL: (a) Dano + (b) Nexo + (c) Culpa do Agente = Resp. Subjetiva + (c) Atividade de risco = Resp. Objetiva Art. 186 do CC: Aquele que, por ao ou omisso voluntria, negligncia ou imprudncia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilcito.
  • Slide 7
  • DANO: Sem dano no h indenizao; Art. 944, CC Restitutio in integrum A indenizao mede-se pela extenso do dano Dano Material Acumulao: materiais + morais: Smula 37, STJ Dano emergente e Lucro cessante: Art. 402 NCCB
  • Slide 8
  • Dano moral: caracteriza-se pela simples leso ao direito geral de personalidade; (art. 5, X, CF e art. 186, CC) Comprovao em juzo: (presuno hominis) Na concepo moderna da reparao do dano moral, prevalece a orientao de que a responsabilidade do agente se opera por fora do simples fato da violao, de modo a tornar-se desnecessria a prova do prejuzo em concreto. (STJ, Resp. 173.124, 4 T., Csar Asfor Rocha, DJ: 19.11.01)
  • Slide 9
  • Sinalizaes do CCB: a) Regra geral: Restitutio in integrum (art. 944, caput); b) Art. 953, nico: fixao eqitativa cf as circunstncias do caso; c) A culpa como fator de reduo da indenizao; Art. 944, pragrafo nico: se houver excessiva desproporo entre a gravidade da culpa e o dano, poder o juiz reduzir eqitativamente a indenizao; Art. 945, CC: Se a vtima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenizao ser fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
  • Slide 10
  • Indenizao = Culpa proporcional Malgrado o acidente que decepou dedos da mo do empregado tenha ocorrido no ambiente de trabalho e no atendimento de ordens do patro, verifica-se a culpa concorrente do empregado que, sem EPI ou preparo tcnico para tanto, manipula mquina de serralheria. A repartio da responsabilidade no implica em diviso matemtica dos respectivos nus. Embora haja concorrncia de culpas, deve a empresa indenizar o ex- empregado pelos danos experimentados. ( TJBA AC 35.585-1/2004 (21.164) 2 C.Cv. Rel. Des. Waldemar Ferreira Martinez J. 24.10.2006) JCPC.538
  • Slide 11
  • ATO ILCITO OU ATIVIDADE DE RISCO Art. 927, CC: Aquele que, por ato ilcito (arts. 186 e 187) causar dano a outrem, fica obrigado a repar-lo. pargrafo nico: Haver obrigao de reparar o dano, independente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
  • Slide 12
  • ELEMENTOS RC - Subjetiva RC - Objetiva Dano Culpa Nexo Causal Dano Atividade de Risco Nexo Causal
  • Slide 13
  • Onde reside a culpa acidentria do empregador? 1) Na violao das normas de segurana e sade do trabalho. 2) Na violao do dever geral de cautela Art. 157, Cabe s empresas: I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurana e medicina do trabalho; II instruir os empregados, atravs de ordens de servio, quanto s precaues a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenas ocupacionais.
  • Slide 14
  • Na esfera acidentria espera-se extrema cautela: A conduta exigida do empregador vai alm daquela esperada do homem mdio nos atos da vida civil (bonus pater famlias), uma vez que a empresa tem o dever legal de adotar as medidas preventivas cabveis para afastar os riscos inerentes ao trabalho. (TRT, 3. R. Rel. Sebastio G. de Oliveira, Proc 01349-2004-037-03-00-0- RO,DJ/MG: 22/9/2005) - dever de preveno e precauo - NR 1.7; Art. 7, XXII, CF Video escada
  • Slide 15
  • Slide 16
  • Atividade normal de risco Ramo de atividade x Tipo de acidente Responsabilidade Objetiva. Violao ao art. 927, pg nico do CC. Em Sesso do dia 4/11/2010, ao examinar o Processo n TST- 9951600-43.2006.5.09.0664, a SBDI-1 decidiu que a responsabilidade objetiva em caso de acidente em trabalho de risco acentuado, restando estabelecido que no a atividade da empresa, mas o especfico labor do empregado que define o risco. (TST; RR 43940-45.2007.5.09.0664; 3. T.; Rel. Min. Alexandre de Souza Agra Belmonte; DEJT 30/08/2013)
  • Slide 17
  • Jurisprudncia sobre atividade normal de risco Risco Criado x Risco Proveito Ubi emolumentum, ibi onus Corte de cana de acar: Processo: RR-28540-90.2006.5.15.0071 Rel. Min. Jos Roberto Freire Pimenta: "No tocante ao risco da atividade desenvolvida no corte de cana de acar, esta Corte tem entendido que a responsabilidade objetiva, prescindindo da comprovao de dolo ou culpa do empregador".
  • Slide 18
  • Construo Civil utilizao de andaimes: Processo: RR-25900-90.2008.5.17.000 Rel. Min. Renato de Lacerda Paiva: A construo civil atividade de risco que justifica a responsabilidade objetiva () como a utilizao de andaimes, entre outros.
  • Slide 19
  • Trabalho em rede eltica: () a atividade desenvolvida pela reclamada (concessionria de servio pblico de energia eltrica) enquadra-se o rol de atividades de risco, em razo da sua potencialidade de provocao de dano a outrem, atraindo a responsabilidade objetiva (art. 927, pg nico, CC). Processo: TST; RR 173700-11.2005.5.04.0291; 2. Turma; Rel. Min. Renato de Lacerda Paiva; DEJT 19/12/2013
  • Slide 20
  • Manejo de animais. Acidente com leso corporal: Em decorrncia dos sempre presentes riscos naturais que cercam o exerccio de atividades laborativas no trato de animais, riscos esses que so imprevisveis em razo das reaes instintivas dos animais e das suas caractersticas comportamentais, a responsabilidade civil aplicvel a objetiva. Processo: TRT 4 R.; RO 0077900-19.2009.5.04.0451; 4. T., Rel. Des. Hugo Carlos Scheuermann; DEJTRS 13/02/2012; Pg. 30
  • Slide 21
  • Atividade bancria LER/DORT: Pela simples observao da grande quantidade de demandas trabalhistas envolvendo bancos e o assunto LER/DORT, possvel se extrair a existncia do risco da atividade. Somado a isto est o NTEP, que j estabelece a presuno de que nas atividades em que h esforo repetitivo h risco de se contrair doenas como as do caso. TRT 9 R.; RO 09551-2011-652-09-00-9; Ac. 55325/2012; 1. T.; Rel. Des. Cssio Colombo Filho; DEJT 30/11/2012)
  • Slide 22
  • Motorista que trafega em estradas: A atividade de motorista de nibus ou caminho, que trafegam pelas estradas, deve ser reconhecida como atividade de risco, nos termos da exceo prevista no artigo 927, pargrafo nico, do Cdigo Civil. Precedentes. Processo: TST; Ag-RR 42000-18.2011.5.17.0006 ; 5. Turma; Rel. Min. Emmanoel Pereira; DEJT 07/02/2014 * vdeos
  • Slide 23
  • Slide 24
  • SINALIZADOR DE CORRIDA
  • Slide 25
  • REPRTER DE CORRIDA DE JEGUE
  • Slide 26
  • NEXO CAUSAL RC - Subjetiva RC - Objetiva Dano Culpa Nexo Causal Dano Atividade de Risco Nexo Causal
  • Slide 27
  • Teoria da causalidade adequada e imediata: Art. 403 do CC/02: Ainda que a inexecuo resulte de dolo do devedor, as perdas e danos s incluem os prejuzos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuzo do disposto na lei processual.; - idia original da lei: interromper o nexo a cada nova atuao e incluir s os danos imediatos; - doutrina e jurisprudncia = causa determinante
  • Slide 28
  • A causa direta e imediata nem sempre ser a mais prxima do dano, mas aquela que necessariamente ensejou a hiptese danosa. Nesse passo, o julgador deve eliminar os fatos menos relevantes e verificar se determinada condio concorreu concretamente para o evento danoso e, no caso de inmeras circunstncias, observar qual a causa foi decisiva para a ocorrncia do acontecimento. (TRF 1 R

Recommended

View more >