evoluo crustal do leste de minas gerais: uma

Download EVOLUO CRUSTAL DO LESTE DE MINAS GERAIS: UMA

Post on 07-Jan-2017

219 views

Category:

Documents

7 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • GEONOMOS (1999) 7 (1,2) 1

    Resumos de Dissertaes de Mestrado em Geologia - IGC/UFMG

    ANOS 1997 e 1998

  • GEONOMOS (1999) 7 (1,2) 2

    EVOLUO CRUSTAL DO LESTE DE MINAS GERAIS: UMA

    CONTRIBUIO A PARTIR DO ESTUDO GEOTERMOBAROMTRICO DE METAMORFITOS DA REGIO SIMONSIA-MANHUAU (MG)

    Luciano de Melo Moreira

    Resumo:

    A proposta deste trabalho contribuir, atravs do estudo geotermobaromtrico, para o entendimento da evoluo crustal do leste de Minas Gerais. A rea estudada encontra-se na poro centro-leste do estado de Minas Gerais (Manhuau e Simonsia), inserida dentro da zona Oriental da Provncia Mantiqueira (Almeida & Litwinski, 1984), e que segundo Barbosa & Grossi Sad (1983) faria parte do Complexo Juiz de Fora. Neste trabalho so definidos trs grandes conjuntos litolgicos, que informalmente foram denominados de: Unidade Inferior Simonsia, (composta pelas sub-unidades Monte Alegre, Sossego e Barra de Simonsia, representadas por rochas orto e paraderivadas que foram submetidas a condies metamrficas de alto grau), Unidade Superior Santana do Manhuau (esta Unidade mostra caractersticas mineralgicas e texturais que indicam condies de grau mais baixo que a anterior) e Suite Barra do Jaguara (caracterizada por apresentar rochas de carter granitide, composio tonaltica a granodiortica ou quartozomonzodiortica). Rochas bsicas e ultrabsicas (gabros, leucogabros, noritos, piroxenitos e tipos anortosticos) tambm foram observados. A estruturao da rea mostra uma direo que varia perfeitamente entre NNE-SSW e NNW-SSE, para grandes lineamentos estruturais e para a xistosidade das rochas aflorantes. Anlises petrolgicas e geoqumicas foram realizadas com o intuito de estabelecer parmetros de comparao e de levantamento de informaes sobre as

    caractersticas dos principais tipos litolgicos das unidades acima referenciadas. Os clculos geotermobaromtricos, envolvendo os ncleos granulticos ortoderivados da Unidade Inferior Simonsia (Sub-unidade Monte Alverne), fornecem dados de temperatura em torno de 990+50oC. Para os ncleos granulticos paraderivados da mesma Unidade (Sub-unidade Sossego, as temperaturas encontradas foram em torno de 800o+50o C). Como fonte trmica mais importante e provvel para o metamorfismo na rea, considera-se parte do magmatismo bsico-ultrabsico, representado na regio atravs de metagabros, metanoritos e metapiroxenitos. Estes, por sua vez, teriam sido gerados a partir de magmas oriundos do manto e posicionados em nveis profundos a intermedirios da crosta por um processo downplating. Para as rochas gnissicas da Unidade Inferior Simonsia, foram obtidas temperaturas em torno de 730+50oC (piroxnio gnaisses), 670+30oC (granada gnaissses) e de 720+20oC (hornblenda gnaisses). Estes valores para a temperatura de cristalizao destas rochas refletem um possvel reequilbrio, para parte destas, na transio entre a fcies granulito e anfibolito alto. O estudo petrolgico das rochas da Unidade Superior Santana do Manhuau, apontam condies de temperatura mxima de 650oC e de presses entre 4 e 8 Kbar.

    ____________________________________ Orientador: Prof. Dr. Antnio Gilberto Costa Data de Defesa: 21/03/97 Banca Examinadora: Prof. Dr. Antnio Gilberto Costa (UFMG); Prof. Dr. Joel Jean Gabriel Qumneur (UFMG); Prof. Dr. Reinhardt Adolf Fuck (UnB) rea de Concentrao: Geodinmica e Evoluo Crustal

  • GEONOMOS (1999) 7 (1,2) 3

    GEOQUMICA DA SUTE LAGOA PRETA, MG/ES: PLUTONISMO NO DOMNIO ARCO MAGMTICO RIO DOCE

    Valter Salino Vieira

    Resumo

    A Sute Lagoa Preta (MG/ES), de idade neoproterozica/cambriana, uma associao de rochas gneas e metagneas de afinidade toletica e clcio-alcalina cujo emplacement est relacionado evoluo do Arco Magmtico Rio Doce. Este trabalho resulta do estudo petrogrfico e geoqumico desta associao de rochas e pretende contribuir para conhecimento da natureza da sute e da evoluo geodinmica regional neste perodo. As litologias aflorantes, constituiintes da sute, foram divididas em dois conjuntos informalmente designados domnios I e II. As rochas do Domnio I so cumulados gabricos, troctolitos e anortositos, sem deformao ou metamorfismo. Seu posicionamento ps-tectnico em relao ao estgio colisional. O Domnio II constitudo por charnockito, diorito, gabros e granito s.l., deformados e metamorfisados, de posicionamento tardi-tectnico. As amostras do Domnio I mostram grande semelhana composicional. Os dados geoqumicos so sugestivos de derivao a partir de um magma nico que evoluiu por processos de fracionamento de cristais. Os troctolitos possuem Mg# variando entre 65 e 48% e FeOt entre 11 e 3%, enquanto os anortositos possuem Mg# entre 57 e 47% e FeOt entre 4 e 2%. As razes Mg# / CAO para os anortositos, so em geral 4,2 para os gabros. Todas as anlises indicam rochas com concentraes moderadamente elevadas de Sr, Rb, Ba, Nb e ETR, e enriquecimento em ETRL

    relativamente a TRP. As caractersticas gerais de concentrao e distribuio dso elementos indicam toletos de baixo-K similares aos de arcos de ilha e margens continentais. O Domnio II apresenta uma forma anelar estruturada, que esculpe o diorito e o granito, com as foliaes discordantes com a foliao regional, cujas medidas apontam mergulhos preferenciais em direo ao centro do corpo onde ocorrem charnockitos e gabros. As litologias constituintes do Domnio II mostram uma variao maior, com rochas variando de composio basltica (SiO2 < 53%), andestica (53% < SiO2 < 62%), dactica (62% < SiO2 < 68%) at cida (SiO2 > 68%). Grande parte das variaes verificada foi interpretada como de natureza secundria, resultantes de processos hidrotermais e/ou metamrficos. Os dados para elementos, reputados como relativamente imveis, so sugestivos de origem da associao gnea do Domnio II por diferenciao de um magma nico com esvaziamento peridico da cmara magmtica, originando os diferentes litotipos. Os diferenes litotipos mostram, em geral, um enriquecimento nas concentraes dos elementos incompatveis K, Rb, Ba, Nb, Ce, Hf, Zr, ETR e enriquecimento em ETRL relativamente a TRP. Estas caractersticas so semelhantes s de magmas intrudidos em ambientes de arcos de ilha e margens continentais.

    _____________________________________________ Orientadora: Profa. Tnia Mara Dossin Data de Defesa: 02/12/97 Banca Examinadora: Profa. Dra. Tnia Mara Dossin (UFMG); Prof. Dr. Adolf Heinrich Horn (UFMG); Prof. Dr. Antnio Carlos Pedrosa Soares (UMFG); Profa. Dra. Cristina Maria Wiedemann (UnB) rea de Concentrao: Geologia Regional

  • GEONOMOS (1999) 7 (1,2) 4

    COMPLEXO ALCALINO DE TAPIRA, MINAS: MINERALOGIA E

    GEOQUMICA DA DISTRIBUIO DE TERRAS RARAS

    Maria Auxiliadora de Melo Vieira

    Resumo

    O Complexo alcalino de Tapira localizado na cidade de mesmo nome, e distando 37 Km ao Sul de Arax-MG, ocupa uma rea de aproximadamente 36 Km2. Constitudo por rochas ultrabsicas (piroxenitos, peridotitos, dunitos e "glimeritos"), e rochas alcalinas (sienitos, traquitos lamprfiros e carbonatitos) localmente submetidos a processos matassomticos, associados ao evento carbonattico. O Complexo alcalino de Tapira possui idade cretcea tardia e pertence ao grupo de corpos bsicos alcalinos (Tapira, Salitre, Barreiro - MG e Serra Negra - GO) que bordejam a Bacia do Paran como orientao NW-SE. Durante o seu posicionamento imprimiu nas rochas encaixantes do Grupo Canastra, estruturas radiais complexas, refletidas atualmente na rede fluvial. As rochas do Grupo Canastra apresentam metamorfismo de grau relativamente baixo. Devido ao intemperismo, o contato entre as encaixantes e o Complexo alcalino-carbonattico de Tapira no bem definido, porm, atravs dos furos de sonda evidenciaram-se contatos falhados ao N do Alvo 4.

    O modelo geolgico para o diatrema de Tapira o de complexos alcalino-carbonatticos relacionados com depsitos de fosfato, titnio e elementos de Terras Raras (ETR) formados em condies intempricas. O depsito de anatsio em Tapira assemelha-se aos de Salitre- MG, Catalo-Go e Maicur- PA. Os principais grupos litolgicos do diatrema de Tapira so: rochas ultrabsicas melanocrticas representadas por piroxenitos, peridotitos e dunitos; Carbonatitos e dolomitcos, (veios ou bolses). Outras rochas encontradas, porm, em menor quantidade, foram sienitos, traquitos, lamprfiros, silexitos e uncompahgrito (localmente). Estudos petrogrficos por ns efetuados no perfil da alterao evidenciaram a presena de rochas "glimerticas" de origem metassomtica. Cobertura detrito-latertica de idade Terciria, e mais recente, repousa discordantemente sobre as rochas cretceas. Ao longo dos rios ocorrem aluvies de idade quaternria.

    ____________________________________________ Orientador: Prof. Dr. Jos Marques Correia Neves Data de Defesa: 04/12/97 Banca Examinadora: Dr. Kazuo Fuzikawa (CNEM/CDTN); Profa. Dra. Tnia Mara Dossin (UFMG); Dr. Abrao Issa Filho (CBMN - Arax) rea de Concentrao: Geologia Econmica e Aplicada

  • GEONOMOS (1999) 7 (1,2) 5

    CONTROLE E TIPOLOGIA DE MINERALIZAES DE GRAFITA FLAKE

    DO NORDESTE DE MINAS GERAIS E SUL DA BAHIA: UMA ABORDAGEM REGIONAL

    Leonardo Figueiredo de Faria

    Resumo

    No nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia encontram-se importantes mineralizaes de grafita do tipo flake, em gnaisses e xistos dos complexos Juiz de Fora e Jequitinhonha. Atravs do contexto tectono-metamrfico regional das rochas grafitosas, principalmente dos arredores de Pedra Azul, Salto da Divisa, Guaratinga e Itamaraju, possvel diferenciar controles diversos para tais mineralizaes, sendo eles: o sedimentar; o metamrfico; e o estrutural. Verifica-se, nestes complexos, que a disposio de sedimentos carbonosos (hoje grafitosos) intercala-se a arcosianos, grauvaquianos ou essencialmente arenosos. Por fim, entende-se que os esforos tectnicos regionais encontraram, nas regies grafitosas, l

Recommended

View more >