Evolução Do Orçamento Público No Brasil

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  • 7/25/2019 Evoluo Do Oramento Pblico No Brasil

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    A EVOLUO DO ORAMENTO PBLICO NO BRASIL

    A vinda do rei D. Joo VI ao Brasil permitiu ampliar a abertura dos portosbrasileiros. Com maiores impostos aduaneiros, iniciou-se o processo de organizao dasnanas p!blicas, culminando com a criao, em "#$#, do %r&rio '!blico e do (egime deContabilidade.

    )o Brasil, o oramento p!blico tamb*m sempre constituiu um poderos+ssimo

    instrumento de controle dos recursos nanceiros gerados pela sociedade, os uaisretornam a essa mesma sociedade na orma de bens e servios prestados. toimportante ue, /istoricamente, todas as constitui0es ederais e estaduais, bem comoas leis org1nicas dos munic+pios, sempre consagraram dispositivos sobre a programaocomo categoria do oramento p!blico, desde a *poca do Imp*rio at* os dias atuais.

    A primeira constiti!"o #o Brasi$, outorgada em 234$54"#26 por Dom 'edroI, atribuiu 7 C1mara dos Deputados a iniciativa das leis para instituir impostos 8art. 59, n:"; e estabeleceu a e4"56, perdeu espao o Fegislativo e voltou a reinar absoluto o %

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    Congresso )acional tin/am a ine, o Decreto-Fei 2$$, de 23 de maro, criou o Qinist*rio do'laneGamento e Coordenao @eral, com a compet=ncia de elaborar a programaoorament&ria e a proposta orament&ria anual. 'or sua vez, o Qinistro instituiu aubsecretaria de Eramento e Linanas, /oGe ecretaria de Eramento Lederal 8EL;,com a atribuio de rgo central do sistema orament&rio.

    A d*cada de "#$ iniciou-se, no campo pol+tico, com ortes press0es populares

    pela distenso do regime autorit&rio e abertura institucional. Es movimentos sociaisgan/aram as ruas e a nalidade da base pol+tica do regime veio 7 tona. Abriu-se espaopara as elei0es - as diretas G&K - para 'residente da (ep!blica, e para a convocao deuma Assembleia )acional Constituinte. A redemocratizao do 'a+s e as liberdadesindividuais oram resgatadas.

    Linalmente, em $3 de outubro de "##, o 'a+s recebeu sua s)tima CartaMa%na, em vigor atualmente. %ssa constituio atribuiu ao processo orament&rio umaseo especial e 7 parteM Hitulo VI Da Hributao e do Eramento, Cap+tulo II dasLinanas '!blicas, eo II dos Eramentos.

    A partir da sua promulgao ocorreram mudanas substanciais na pr&ticaorament&ria, devido 7s altera0es impostas. Como decorr=ncia, em n+vel de %stados emunic+pios, novas pr&ticas avanadas oram introduzidas.

    )o campo t*cnico, as reormula0es adotadas deram maior democratizao 7spol+ticas p!blicas e uma participao mais ampla do 'oder Fegislativo noestabelecimento da programao econOmico-nanceira do %stado. Assim, a ConstituioLederal 8CL; resgatou as prerrogativas do Congresso )acional de criar despesas eemendar a proposta orament&ria do %

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    O or!amento nas constiti!*es &rasi$eiras

    A tributao da metrpole portuguesa na colOnia brasileira ocasionou gravesdescontentamentos. A Incond=ncia Qineira 8">#3 - ">#; oi um desses movimentos. Eestopim do movimento oi a emanao de tributos portugueses na colOnia. 'ortugal

    ueria receber todos os impostos atrasados 8ato con/ecido como Derrama; e causouprounda inuietao social ue culminou com o citado movimento e a morte de JoauimJos* da ilva Ravier Hiradentes 8">69-">2;.

    'or outro lado, o rei de 'ortugal, D. Joo VI, pressionado por acontecimentos na%uropa, mais precisamente no tocante ao Imperador Lranc=s, )apoleo, ue orava'ortugal a ec/ar seus portos para a Inglaterra abandonou sua terra natal, ortementeescoltado por navios ingleses, e se estabeleceu no Brasil. ua c/egada 7 colOniapromoveu a organizao das nanas e o disciplinamento dos tributos aduaneiros. Eregime de contabilidade p!blica, o %r&rio '!blico 8Hesouro;, o Consel/o (eal da Lazenda etr=s contadorias reais oram criados em "#$#. 8V%I@A, ">3;.

    )essa passagem de nossa /istria assevera James @iacomoni em sua obraOramento 3blio; Com a $inda do rei D. , o ?rasil iniiou um proesso deorganiza5o de suas 4nanas. abertura dos portos trou'e a neessidade de maiordisiplinamento na obrana dos tributos aduaneiros. 0m )*@*, !oram riados o 0rrio3blio AtesouroB e o regime de ontabilidade#.

    Qais 7 rente asseveraM & na onstitui5o de )*- %ue surgem as primeirase'ig2nias no sentido de elabora5o de oramentos !ormais por parte das institui"esimperiais. 0m seu artigo )-, assim estabeleia a%uela Eei agna#;

    O ministro de 0stado da Fazenda, /a$endo reebido dos outrosministros os oramentos relati$os s despesas das suas reparti"es,

    apresentar na Cmara dos Deputados anualmente, logo %ue estaesti$er reunida, um balano geral da reeita e despesa do Gesouro8aional do ano anteedente, e igualmente o oramento geral detodas as despesas pbias do ano !uturo e da importnia de todasas ontribui"es e rendas pblias#.

    Apesar de e

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    Com a Constituio de "#", ue seguiu 7 'roclamao da (ep!blica, /ouveimportante alterao na distribuio das compet=ncias em relao ao oramento. Aelaborao desse passou a ser uno do Congresso )acional, assim como a tomada decontas do 'oder %

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    mem&ros nomea#os pe$o presi#ente #a Rep9&$ica?6 A 0er#a#e ) 'e essas#as c:maras $e%is$ati0as nnca -oram insta$a#as e o or!amento -e#era$ -oisempre e$a&ora#o e #ecreta#o pe$o c;e-e #o po#er E(ecti0o6 =VIANA/ 13@2?6

    J& em "5, o regime estado-novista liuidou com o ue restava de autonomiados %stados e Qunic+pios ao transerir ao presidente da (ep!blica a prerrogativa denomear os governadores estaduais 8Interventores; e a esses a nomeao dos preeitos. Decreto-lei ".2$2, de #464"5. 8@IACEQE)I, 2$$>;.

    Com o restabelecimento da democracia no pa+s, oi promulgada uma novaConstituio, em "# de setembro de "69. %la consagrava certos princ+pios, como o daunidade, o da universalidade, o da e454"96, ainda vigente, produto resultante de in!merascolabora0es, ue estatuiu normas gerais de direito nanceiro para elaborao e

    controle dos oramentos e balanos da nio, dos %stados, dos Qunic+pios e do DistritoLederal, padronizou o modelo orament&rio para os tr=s n+veis de governo, acilitando osprocedimentos cont&beis, nanceiros e orament&rios nos diversos n+veis de gestogovernamental. %ssa Fei ue oi aprovada com ora de lei ordin&ria em sua *pocapassou a ter ora de Fei Complementar, em diversos de seus artigos, por determinaoea!"o po$+ticoFa#ministrati0o na Uni"o e #e amp$ia!"o #os po#eres #oPresi#ente #a Rep9&$ica6

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    O DecretoF$ei 22/ #e @ #e -e0ereiro #e 135/ 0i%ente tam&)m at) os#ias atais/ #iscip$ina a or%ani>a!"o e a re-orma a#ministrati0a #a Uni"o6 OP$ane,amento -oi #eGni#o/ pe$a primeira 0e> em nosso or#enamento ,r+#ico/como princ+pio -n#amenta$ e nortea#or #as ati0i#a#es #a a#ministra!"o-e#era$/ ten#o como instrmento &.sico o or!amentoFpro%rama ana$ e osPro%ramas Herais/ Setoriais/ Re%ionais =to#os #e #ra!"o P$riana$?/ o P$anoHera$ #e Ho0erno e a Pro%rama!"o , masmanteve os dispositivos sobre oramento, inclusive o ue limita a capacidade deiniciativa do Fegislativo em leis ue gerem despesas e em emendas ao oramentouando de sua discusso. %m alguns aspectos ela apereioou o processo de elaboraoda lei orament&ria, a scalizao nanceira e orament&ria dos munic+pios, modicou osistema tribut&rio, entre outros assuntos.

    )os anos oitenta iniciaram as press0es no campo pol+tico com vistas ao m doregime autorit&rio e 7 abertura institucional. )o bi=nio "#24"#5, com o agravamentoda crise econOmica, cou evidente a ragilidade da base pol+tica do governo, ue assistiu7s campan/as de orte conte!do popular, como a das diretas G&K para 'residente da(ep!blica, e a convocao de uma Assembleia )acional Constituinte.

    %m 3 de outubro de "##, o pa+s recebeu, ento, sua oitava constituio. Etema oramento oi ortemente discutido entre os constituintes, pois era visto comos+mbolo dos privil*gios perdidos durante o per+odo autorit&rio. )ovos conceitos e regrasoram introduzidos, bem com a conrmao de princ+pios e normas G& consagrados.

    %ntre as inova0es, podemos citar a e

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    EVOLUO DO ORAMENTO PBLICO

    (egulamentao do Eramento nas Constitui0es (epublicanas e )ormas Brasileiras

    "#" - Constituio Lederal - em seu art. 56 atribu+a ao congresso nacional aresponsabilidade para orar a receita, Constituio Lederal - o dispositivo ue trata deste assunto prev= aresponsabilidade do 'residente na elaborao do oramento !nico, incorporando-seobrigatoriamente 7 receita todos os tributos, rendas e suprimentos de undos, inclu+dasna despesa todas as dota0es necess&rias ao custeio dos servios p!blicos.

    "5 - /ouve padronizao dos oramentos e Balanos dos %stados e Qunic+piosproduzindo uma reduo de classicao receitas de 2."#3 para 3> classica0es.

    "6$ aprovao do Decreto Fei 2.6"946$, ue consolidou as normas orament&rias,com abrang=ncia aos %stados e Qunic+pios, e posteriormente a nio em "32.

    "69 Constituio Lederal - ratica o dispositivo da constituio anterior uanto aresponsabilidade do 'residente da (ep!blica, atribuindo ainda ao congresso nacionalresponsabilidade para votar o Eramento com sano do C/ee do % Constituio Lederal - como ponto inovador, previsto na Carta Qaior, traz apreviso de um oramento pautado em planos e programas nacionais, regionais eoramentos plurianuais. )este ano tamb*m ora sancionado o Decreto-Fei 2$$,respons&vel pela regulamentao do Eramento 'rograma, promovendo uma abordagemdireta aos princ+pios ue norteiam a elaborao dos planos e programas de governo.

    ">2 %".535 ue instituiu o istema de 'laneGamentoLederal, consolidando a adoo do Eramento 'rograma.

    "## Constituio Lederal - o legislador trou

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    Lin;a #o tempo #o or!amento p9&$ico nas constiti!*es -e#erais&rasi$eiras

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