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15 - Evangelhos Apcrifos - Salmos de Salomo

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Salmos de Salomo

Salmos de Salomo

Os Salmos de Salomo formam uma coleo de 18 salmos atribudos ao famoso filho de Davi, mas que provavelmente teve a sua origem no sculo II ou I a.C.. Pensa-se em vrios autores ou em um nico autor. Seja como for, mantm ntima ligao com os salmos cannicos, imitando muito bem o estilo, e mostra uma forte posio conservadora judaica. nfases tais como a justia, a retribuio divina, o determinismo e o livre arbtrio humano apontam para assuntos debatidos posteriormente pelos fariseus. Ainda h uma forte tendncia messinica, como por exemplo no salmo 17.

Salmo de Salomo 1

1. Clamei ao Senhor Deus na minha tribulao at o fim, no Deus que prov os pecadores

2. Imediatamente escutaste o clamor de guerra diante de mim , eu disse: "ele me atender", "cumprirei a justia"

3. Ponderei no meu corao: "cumprirei a justia na minha prosperidade, e ao ter muitos filhos;

4. A riqueza deles ser distribuda por toda a terra, e a glria deles at os confins da terra;

5. Exultaro at dizerem das estrelas: "certamente no cairo"

6. Tambm tornaram-se insolentes devido a seus bens, mas no suportaram.

7. os seus pecados so secretos; e eu, ele no viu?

8. As suas iniqidades esto sobre eles mesmos; os povos grandemente profanaram o santurio do Senhor.

Salmo de Salomo 2 - Sobre Jerusalm.

1. Quando desdenharam o pecador, com arete deitou abaixo o muro fortificado, e no impediste.

2. Subiram em cima do teu altar, os povos estrangeiros pisaram com sandlias arrogantes.

3. Porque os filhos de Jerusalm (Jl 3.6) contaminaram o Santurio do Senhor, profanaram malignamente o dom de Deus.

4. Devido a estas coisas disse: "lanastes a vs mesmos longe de mim; no tenho prazer em vocs".

5. A beleza da glria dela foi desprezada; diante de Deus foi desonrada at o fim.

6. Os filhos e as filhas esto em maligno cativeiro, seus pescoos selados so notrios s naes.

7. Conforme seus pecados lhes fez, porque os abandonou nas mos dos vencedores.

8. E desviou o seu rosto da misericrdia, do seu jovem e do idoso, e dos seus filhos continuamente; porque fizeram mal continuamente para no escutar.

9. O cu irritou-se, e a terra se horrorizou deles, porque todo homem no fez tanto quanto se faria por ela.

10. E a terra saber todos os teus justos juzos, Deus.

11. Os filhos de Jerusalm foram um escrnio diante das prostitutas; todo aquele que passasse por ela entrava perante o sol.

12. Desdenharam as suas iniqidades, conforme faziam diante do sol expunham publicamente ao ridculo suas injustias.

13. E as filhas de Jerusalm profanaram, conforme o teu juzo diante das que se contaminaram a si mesmas na confuso de relacionamentos.

14. Aflijo o meu ventre e minhas entranhas por eles.

15. Eu te reconheo, Deus, com retido de corao; porque nos teus juzos est a tua justia.

16. Porque retribuste os pecadores segundo suas obras, e segundo os seus mui malignos pecados.

17. Desvelaste os seus pecados a fim de que se manifeste o teu juzo; apagaste a sua memria da terra.

18. Tu s o Justo Juiz, e no bajulas ningum.

19. E os povos insultaram Jerusalm; quando pisar, destruir a sua beleza desde o trono de glria.

20. Ps saco no lugar da roupa de gala, corda sobre suas cabeas no lugar de coroa.

21. Removeu a mitra de glria a qual vestira nela; Deus lanou por terra na desgraa a sua beleza.

22. E eu vi, e implorei a face do Senhor, e disse: "Pesa abundantemente as tuas mos sobre Jerusalm, no ajuntamento das naes".

23. Porque zombaram e no pouparam, em ira e furor com ressentimento; e foram exterminados, se no tu, Senhor, os repreenderias na tua ira.

24. Porque no foi no zelo que fizeram, mas na concupiscncia da alma, para derramar a ira deles sobre ns com roubo.

25. No demores, Deus, a retribuir-lhes pelos chefes, para falar arrogantemente ao inimigo em humilhao.

26. E eu no demorei at que Deus me mostrou o seu orgulho: feriram sobre os montes do Egito o insignificante desprezado, sobre a terra e o mar.

27. Seu corpo est espalhado sobre as ondas na orgulhosa cidade, e no era enterrado, porque o desprezou em humilhao.

28. No considerou o que o homem, e no considerou o futuro.

29. Ele disse; "Eu serei senhor da terra e do mar", e no reconheceu que Deus grande, forte em seu grande poder.

30. Ele rei sobre os cus e o que julga reis e prncipes.

31. O que me levanta em glria e deixa no tmulo os arrogantes para destruio eterna em humilhao, porque no o reconheceram.

32. E agora vede, grandes da terra, o juzo do Senhor; porque grande rei e o que julga retamente ao que est abaixo do cu.

33. Louvai a Deus os que temem o Senhor em sabedoria, porque a misericrdia do Senhor est sobre os que o temem com juzo.

34. Para distinguir entre o justo e o pecador (Ml 3.18), para retribuir aos pecadores conforme as suas obras para sempre.

35. Para ter misericrdia do justo livrando-o da humilhao do pecador, e para retribuir ao pecador pelo que fez ao justo.

36. Porque o Senhor bom para com os que o invocam insistentemente, para fazer aos teus santos conforme a tua misericrdia, para firmar por tudo diante de ti em poder.

37. Bendito seja o Senhor para sempre diante de seus servos.

Salmo de Salomo 3 - Sobre os justos.

1. Que adianta morrer, alma, e no bendizer o Senhor? Um novo hino entoai a Deus em louvor.

2. Canta, pois despertei ao teu despertar; porque o bom salmo a Deus provm de um bom corao.

3. Em tudo os justos lembram do Senhor, ao confessar e reconhecer os juzos de Deus.

4. O justo que est sob a disciplina do Senhor andar prudentemente; a sua boa vontade em tudo est diante do Senhor.

5. O justo tropeou e reconheceu o Senhor; prostrou-se e admira o que Deus lhe faz, contempla ao longe de onde vem a sua salvao.

6. A verdade dos justos est junto de Deus seu Salvador, no habita livremente na casa do justo pecado sobre pecado.

7. O justo vela por sua casa em tudo, para afastar a injustia na sua transgresso.

8. Expia os erros com jejum, e humilha a sua alma; e o Senhor purifica a todo o homem santo e sua casa.

9. O pecador tropeou e amaldioa sua vida, assim como o dia do seu nascimento e as dores de parto da me.

10. Adiciona pecados sobre pecados sua vida; prostrou-se, porque o seu cadver mau, e no ser ressuscitado.

11. A perdio do pecador eterna, no ser lembrado mesmo que observe os justos.

12. Esta a parte que cabe aos pecadores para sempre. E os que temem ao Senhor sero ressuscitados para uma vida eterna, e a vida deles est na luz do Senhor, por isso no morrer.

Salmo de Salomo 4 - Aos que respeitam o homem.

1. Para que tu, profano, permaneces no sindrio dos justos? Mas o teu corao tem se afastado para longe do Senhor, com ofensas irritas o Deus de Israel.

2. Abundante em palavras, abundante em sinal sobre tudo o duro em palavras, para condenar os pecadores em justia.

3. E a sua mo proeminente sobre ele, como em zelo; e ele responsvel pela diversidade de pecados e pela falta de domnio prprio.

4. Seus olhos esto sobre todas as mulheres indistintamente; a sua lngua falsa est em pacto mediante voto.

5. noite e em secreto peca, como que no visse com seus olhos; fala toda mulher com abundante obras malignas; rpido em receber toda a famlia com alegria, como se fosse inocente.

6. Para que Deus afaste os que vivem em hipocrisia com os santos, e sua vida que est na corrupo da sua carne e em misria.

7. Deus desvelou as obras dos homens bajuladores, com mofa e escrnio desvelou as suas obras.

8. Que os santos reconheam o juzo do seu Deus ao apartar os pecadores da face do justo e aos bajuladores que falam da lei com dolo.

9. E os seus olhos esto sobre a casa do homem estvel, como serpente dispersando sabedoria uns aos outros com palavras ilcitas.

10. As suas palavras so enganos para o ato do desejo inquo; no se afasta at conseguir dispersar como em privao.

11. E desolou a casa devido aos desejos ilcitos, ludibriou com palavras, porque no pertence s montanhas e lrios.

12. Nisso encheu-se de ofensa, e os seus olhos esto sobre casa alheia para arruinar com palavras provocadoras.

13. No se farta a sua alma; como o Hades que est em todos estes.

14. Seja, Senhor, a parte dele com a desgraa diante de ti; sua sada seja com gemidos, e a sua entrada com maldio.

15. Em dores, misria e perplexidade esteja a vida dele, Senhor; seu sono seja pesaroso, e o seu despertar desesperado.

16. Seja roubado o sono de suas tmporas noite; caia em desgraa toda a obra de suas mos.

17. Venha sua casa com a mo vazia, e seja a sua casa carente entre todos; no fartar a sua alma.

18. Abandonada e sem filhos seja a sua velhice, quase morte.

19. Sejam dilaceradas as carnes dos bajuladores por feras, e fiquem os ossos ilcitos diante do sol em vergonha.

20. Que os corvos firam os olhos dos fingidos, porque desolaram muitas casas de homens em desgraa, e dispersaram em concupiscncia.

21. E no se lembraram de Deus, e no temeram a Deus em tudo isso; e expulsaram e irritaram Deus.

22. Para afast-los da terra, porque interpretaram as suas almas inocentes enganosamente.

23. Bem-aventurados os que temem ao Senhor; na sua inocncia o Senhor os livrar dos homens fraudulentos e dos pecadores, e nos livrar de todo o escndalo ilcito.

24. Para que Deus aparte os que fazem arrogantemente toda injustia, porque o Senhor nosso Deus Grande e