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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAP

    PR-REITORIA DE PESQUISA E PS-GRADUAO

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM BIODIVERSIDADE E

    BIOTECNOLOGIA DA REDE BIONORTE

    ETNOCONHECIMENTO DOS FENMENOS METEOROLGICOS NA

    ILHA DE SANTANA, AMAP, BRASIL

    JEFFERSON ERASMO DE SOUZA VILHENA

    Macap

    2018

  • JEFFERSON ERASMO DE SOUZA VILHENA

    ETNOCONHECIMENTO DOS FENMENOS METEOROLGICOS NA

    ILHA DE SANTANA, AMAP, BRASIL

    Tese apresentado ao Curso de Doutorado do

    programa de Ps-Graduao em Biodiversidade e

    Biotecnologia da Rede BIONORTE, na

    Universidade Federal do Amap, como requisito

    parcial para a obteno do Ttulo de Doutor em

    Biodiversidade e Conservao.

    rea de Concentrao: Biodiversidade e

    Conservao.

    Linha de Pesquisa: Conservao e uso sustentvel

    da Biodiversidade

    Orientador: Prof. Dr. Raullyan Borja Lima e Silva

    Co-Orientador: Prof. Dr. Joo da Luz Freitas

    Macap

    2017

  • Dados Internacionais de Catalogao de Publicao (CIP)

    (Biblioteca da UNIFAP)

    Vilhena, Jefferson Erasmo de Souza

    Etnoconhecimento Dos Fenmenos Meteorolgicos Na Ilha de Santana, Amap,

    Brasil / Jefferson Erasmo de Souza Vilhena; Orientador, Raullyan Borja Lima e Silva;

    Co-Orientador, Joo da Luz Freitas. 2017.

    166 f.: il.; 29 cm

    Inclui bibliografias

    Tese (Doutorado) Universidade Federal do Amap, Departamento de Ps-

    Graduao, Programa de Ps-Graduao em Biodiversidade e Biotecnologia, Macap,

    2017.

    1. Meteorologia Popular Macap (AP). 2. Previso do Tempo Macap (AP). 3.

    Variao Climtica Macap (AP). 4. Etnometeorologia Macap (AP). 5. Etnocincia

    Macap (AP). 6. Conservao dos conhecimentos empricos Macap(AP). I. Silva,

    Raullyan Borja Lima, orientador. II. Ttulo.

    CDD 21. ed. 634.99098116

  • JEFFERSON ERASMO DE SOUZA VILHENA

    ETNOCONHECIMENTO DOS FENMENOS METEOROLGICOS NA ILHA DE

    SANTANA, AMAP, BRASIL

    Tese apresentado ao Curso de Doutorado do

    programa de Ps-Graduao em Biodiversidade e

    Biotecnologia da Rede BIONORTE, na Universidade

    Federal do Amap, como requisito parcial para a

    obteno do Ttulo de Doutor em Biodiversidade e

    Conservao.

    Banca Examinadora

    _________________________________________

    Dr. Raullyan Borja Lima e Silva

    Orientador BIONORTE / IEPA

    _________________________________________

    Dr. Joo da Luz Freitas

    Co-Orientador IEPA

    _________________________________________

    Prof. Dr. Marcos Tavares Dias

    Avaliador BIONORTE / EMBRAPA-AP

    __________________________________________

    Prof. Dra. Sheylla Susan Moreira da Silva de Almeida

    Avaliador BIONORTE / UNIFAP

    _________________________________________

    Prof. Dr. Wardsson Lustrino Borges

    Avaliador BIONORTE / EMBRAPA-AP

    _________________________________________

    Prof. Dr. Luiz Mauricio Abdon da Silva

    Avaliador IEPA

    Resultado: ________________________

  • minha me Janeide, mulher forte e guerreira, que

    sempre me apoio e que nunca deixou que faltasse nada

    em minha vida e ao meu pai Antnio, que apesar de tudo,

    sempre esteve ao meu lado nos momentos de dificuldades.

    Dedico

    minha esposa Josiete Barbosa Souza pelo carinho,

    amor, apoio e pacincia nos muitos momentos difceis.

    Ofereo

    "Que eu seja agora, o mesmo que era outrora, o prprio

    que serei posteriormente.

    Jefferson Vilhena

  • AGRADECIMENTOS

    Ao Programa de Ps-Graduao em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede BIONORTE, na

    Universidade Federal do Amap, pela oportunidade;

    Ao Instituto de Pesquisas Cientficas e Tecnolgicas do Estado do Amap (IEPA) pela liberao

    e apoio;

    Aos professores participantes do programa de ps-graduao pelos ensinamentos, conselhos e

    apoio;

    Aos membros da banca examinadora pela inestimvel contribuio no enriquecimento deste

    trabalho;

    Ao Dr. Raullyan Borja Lima e Silva, meu orientador, pela credibilidade e confiana depositada,

    compreenso nos momentos difceis, por sua sapincia e amizade, por acreditar em minha

    capacidade quando eu mesmo j no acreditava;

    Ao Dr. Joo da Luz Freitas, meu Co-Orientador, pelos conselhos, dicas e fundamentos

    cientficos que foram importantes na construo do trabalho;

    minha famlia e parentes, que mesmo distantes, me apoiam e compreendem;

    Aos meus queridos amigos, Gilvan Portela Oliveira e Famlia, pela amizade e ajuda

    principalmente nos momentos de desolao.

  • Livre essncia de uma mente pensante

    O que a vida?

    A vida um perodo, um tempo passado, um tempo presente, um instante seguinte.

    A vida um sopro, um bocejo, um suspiro.

    Penso na vida, como quem pensa em um nada,

    Em um prximo, em um seguinte.

    Muitas vezes me deparo pensando em mim,

    No como pessoa, propriamente dito, mas como vida.

    Uma vida que pode se apagar a qualquer instante, em qualquer perodo.

    E o que ser depois?

    No sei! Na verdade, ningum sabe! Ningum nunca voltou para contar.

    E pensando nisso, bilhes de ideias vem tona,

    Devaneios que s eu entendo, ser mesmo?

    Ser que algum pensa o que eu penso?

    Ser que algum imagina meus devaneios?

    Ser que a concepo humana vale mais do que outra vida?

    Terrena ou no, espiritual ou carnal.

    Posso parecer doido, louco, maluco, mas... esse sou eu.

    Palavras to belas que me fazem perceber muitas vezes,

    Que os loucos, so os outros!

    E como tantos outros, tento parecer normal,

    Tento no parecer insano.

    Tento apenas viver, uma vida comum,

    Uma vida de pensamentos, de ideias,

    Que muitas vezes tendem para um paradoxo infinito.

    Reflito sobre isso e muitas vezes, no encontro respostas,

    No encontro um fim, um retorno, uma concluso.

    Me pego muitas vezes pensando, refletindo e me curtindo,

    Em uma nostalgia sentida s por mim, lembranas de minha vida,

    Daquilo que passei. Daquilo que ainda verei,

    Uma vida que ainda viverei.

    Tentar entender, onde isso vai dar?

    Onde essa vida vai parar?

    Ser que essa vida vai acabar?

    Claro que existe a morte, mas... e depois?

    Ser realmente que tudo tem um incio, um meio e um fim?

    Ou ser que tudo realmente vai acabar?

    A resposta: - Ningum sabe!

    Criamos deuses e lendas para tentar explicar aquilo que no entendemos.

    A prepotncia humana faz muitos acreditarem no que no compreendemos.

    Muitos creem que sim, mas eu, eu no sei realmente!

    Somos todos hipcritas pois na frente do temor, mostramos nossa verdadeira face.

    Acreditamos naquilo que queremos acreditar, ou no?

    E eu? Eu acredito na vida, no como uma coisa abstrata, espiritual ou divina

    Mas como algo incompreendido por muitos, e refletido por poucos

    Pois a vida, a vida um perodo, um tempo passado, um tempo presente, um instante seguinte.

    A vida um sopro, um bocejo, um suspiro...

  • RESUMO

    A interseco entre a meteorologia e antropologia conhecida como Etnometeorologia. Trata

    de como os povos lidam com o tempo e o clima frente a seus impactos sobre a sociedade ao

    longo da histria humana. Desde o incio da humanidade, os seres humanos observam a

    natureza e buscam entender seu funcionamento, desse modo, podem prever suas aes e

    tambm tentar domin-la, seja atravs da teologia ou da cincia. O ser humano capaz de fazer

    uma previso em um curto espao de tempo ou a longo prazo percebendo mudanas das

    condies atmosfricas, observando o comportamento dos animais, os padres de

    comportamento da natureza, fenmenos astronmicos e naturais, este comportamento

    observado durante milhares de anos. A Ilha de Santana pertencente bacia hidrogrfica do

    rio Amazonas, est situada no Estado do Amap, na parte sul do municpio de Santana,

    localizado a sul do Estado do Amap, a aproximadamente 21 Km da capital Macap. A Ilha de

    Santana possui um permetro de aproximadamente 20 Km de extenso, rea de

    aproximadamente 20 Km e uma populao residente de 2.689 habitantes, correspondente a

    2,66% do total da populao do municpio, o que resulta em uma densidade demogrfica de

    134,45 hab/Km, onde se encontram aproximadamente 60 famlias de produtores rurais

    cultivando em especial, acerola, tapereb e graviola, a qual proporciona atualmente uma

    condio climtica de extrema vulnerabilidade socioeconmica a eventos extremos de chuvas

    e secas, principalmente eventos de estiagem extrema. A metodologia de pesquisa apresentada

    por este estudo sugere que as estratgias de adaptao entre o homem e o meio ambiente

    necessitem ser contextualizadas, combinando mtodos de pesquisa pautados no dilogo entre

    os condicionantes fsicos de risco e o ponto de vista da populao sobre a realidade. Assim, a

    percepo das populaes sobre sua realidade, tanto nas reas agrcolas como em outras reas

    distintas deve ser considerada em estudos de adaptao s alteraes do tempo e clima para que

    a gesto dos recursos naturais aplicada agricultura e ao uso do solo possam ser melhor

    exequveis. Desta forma, o presente estudo tem por objetivo registrar os conhecimentos

    etnometeorolgicos dos moradores da Ilha de Santana sobre as condies de tempo atmosfrico

    que so utilizadas no cotidiano. O Artigo explanar os conhecimentos sobre a importncia das

    percepes acerca