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DA TICA DO ADVOGADODAS REGRAS DEONTOLGIAS FUNDAMENTAISDAS RELAES COM O CLIENTE

Porto Velho ROMaio/2015

DA TICA DO ADVOGADODAS REGRAS DEONTOLGIAS FUNDAMENTAISDAS RELAES COM O CLIENTE

Exerccio da advocacia exige conduta compatvel com os preceitos do Estatuto da OAB, alm dos princpios da moral, social e profissional.

Advogado: indispensvel para a administrao da justia; defensor do estado democrtico de direito; da cidadania; moralidade pblica; justia e da paz social.

Cdigo de tica e Disciplina da OAB Elaborado pelo Conselho Federal da OAB artigos 33 e 54, V da Lei 8.906/94; Objetivo: nortear os princpios que formam a conscincia profissional do advogado, representando imperativos de sua conduta. Princpios: Lutar pelo primado da justia; Pugnar pelo cumprimento Constituio e o respeito Lei; Fidelidade verdade Proceder com lealdade e boa-f; Empenhar-se na defesa das causas que lhe so confiadas; Comportar-se com independncia e altivez; Exercer a advocacia com senso profissional; Culto aos princpios ticos e domnio da cincia jurdica; Agir com dignidade de pessoas de bem e a correo de profissionais que honram sua classe. EAOAB, art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Cdigo de tica e Disciplina. A tica profissional impe-se ao advogado em todas as circunstncias e vicissitudes de sua vida profissional e pessoal que possam repercutir no conceito pblico e na dignidade da advocacia. Os deveres ticos consignados no Cdigo no so recomendaes de bom comportamento, mas normas que devem ser cumpridas com rigor, sob pena de cometimento de infrao punvel. CED est dividido em:TTULO I: tica do Advogado Captulo I Regras deontolgicas fundamentais; Captulo II Relaes com o cliente; Captulo III Sigilo profissional; Captulo IV Publicidade; Captulo V Honorrios profissionais; Captulo VI Dever de Urbanidade; Captulo VII Disposies Gerais; TTULO II: Processo Disciplinar Captulo I Competncia do Tribunal de tica e Disciplina Captulo II - Procedimentos; Captulo III Disposies gerais e transitria.

Deveres: Urbanidade: artigos 44 a 46 do CED;Independncia: Artigo 4, CED - sua principal caracterstica. Para Lbo (1994, p. 117), sem independncia no h representao sincera, no h advocacia. Artigo 31, s 1 e 2, EAOAB;Responsabilidade: a contrapartida da liberdade e da independncia. Presente quando o advogado atua com negligncia, imprudncia ou impercia. Advogado responde civilmente pelos danos que causar ao cliente. Servio prestado pelo advogado configura obrigao de meio, jamais de resultado. Eventual clausula contratual que exclui a responsabilidade do advogado nula (CDC, art. 51).

Relaes com os clientes: Confiana Informar ao cliente sobre os eventuais riscos que podero advir da demanda; Prestar contas e devolver bens, valores e documentos na concluso ou desistncia da demanda; Abster-se do patrocnio de causa contrria tica, moral ou validade de ato jurdico em que tenha colaborando, orientado ou conhecido em consulta; e, declinar quando tenha sido convidado para outra parte, se esta lhe houver revelado segredos ou obtido seu parecer; proibido funcionar no mesmo processo simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente, haja vista que como advogado, no poder dar depoimento pessoal.

Deveres da representao: Em regra, no aceitar procurao de quem j tenha patrono constitudo, sem prvio consentimento deste; No abandonar os feitos, sem justo motivo e comprovada cincia do constituinte; Ao renunciar permanecer responsvel pelo feito durante 10 dias; Mandato judicial ou extrajudicial no se extingue pelo decurso do tempo. Advogados de sociedade profissional no podem representar em juzo clientes com interesses opostos; No conflito entre litisconsortes, o advogado pode renunciar ambos ou optar por um dos mandatos, resguardando o sigilo profissional. Pode postular contra ex-cliente ou ex-empregador, desde que resguarde o segredo profissional e as informaes reservadas ou privilegiadas que lhe tenham sido confiadas.

Sigilo profissional: Salvo grave ameaa ao direito vida, honra, ou quando o advogado se veja afrontado pelo prprio cliente e, em defesa prpria, tenha de revelar segredo, porm sempre restrito ao interesse da causa; Em depoimento judicial recusa como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, mesmo que autorizado ou solicitado pelo constituinte. Confidncias feitas ao advogado podem ser utilizadas nos limites da necessidade da defesa, desde que autorizado pelo constituinte.

REFERNCIAS BIBLIOGRFICASBRASIL, Lei 8.906, de 04 de julho de 1994.BRASIL, Cdigo de tica e Disciplina. LANGARO, Curso de deontologia jurdica. So Paulo: Sarava, 2011.LBO, Paulo Luiz Netto. Comentrios ao novo Estatuto da Advocacia e da OAB, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Braslia Jurdica, 1994.MARIN, Marco Aurlio. tica Profissional. So Paulo: Editora Mtodo, 2008.

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TOMO I. DA TICA DO ADVOGADO. CAPTULO I. DAS REGRAS DEONTOLGIAS FUNDAMENTAISO Cdigo de tica e Disciplina da OAB inaugura o texto com um contedo de normas gerais, em que trazida uma gama de regras deontolgicas, com o fito de se demonstrar que, por tal palavra, o que se deseja chamar a ateno dos profissionais s espcies de regras que esto sendo trazidas e apresentadas trata-se de normas de contedo da tica aplicada profisso do advogado, cuja abordagem se d pela utilizao de princpios de ordem da moral nas acepes individual, social e profissional, isto porque o exerccio da advocacia exige conduta compatvel com os preceitos deste Cdigo, do Estatuto, do Regulamento Geral dos Provimentos e com os demais princpios da moral individual, social e profissionalEste tpico se preocupou tambm por fazer a apresentao do profissional do Direito advogado, colocando-o em lugar certo e definido, quanto ao seu papel no aspecto da administrao da Justia, bem como atribuindo, desde logo, os deveres que lhe so peculiares, em face do exerccio da atividade diferenciada que desempenha no mbito da sociedade brasileira:

Art. 2 O advogado, indispensvel administrao da Justia, defensor do Estado democrtico de direito, da cidadania, da moralidade pblica, da Justia e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministrio Privado elevada funo pblica que exerce. No bojo dos deveres, podemos vislumbrar uma gama considervel de incisos que so verdadeiros princpios insertos em um conjunto de normas de contedo pragmtico, no sentido de fazer ou deixar fazer tal conduta que seja prejudicial ao ao seu prprio nome, justia, sociedade, ao seu cliente, principalmente:Pargrafo nico. So deveres do advogado: I preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profisso, zelando pelo seu carter de essencialidade e indispensabilidade; II atuar com destemor, independncia, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-f; III velar por sua reputao pessoal e profissional; IV empenhar-se, permanentemente, em seu aperfeioamento pessoal e profissional; V contribuir para o aprimoramento das instituies, do Direito e das leis;VI estimular a conciliao entre os litigantes, prevenindo, sempre que possvel, a instaurao de litgios; VII aconselhar o cliente a no ingressar em aventura judicial; VIII abster-se de: a) utilizar de influncia indevida, em seu benefcio ou do cliente; b) patrocinar interesses ligados a outras atividades estranhas advocacia, em que tambm atue; c) vincular o seu nome a empreendimentos de cunho manifestamente duvidoso; d) emprestar concurso aos que atentem contra a tica, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa humana; e) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constitudo, sem o assentimento deste. IX pugnar pela soluo dos problemas da cidadania e pela efetivao dos seus direitos individuais, coletivos e difusos, no mbito da comunidade.Ao advogado cobrada uma ateno redobrada, mediante a sua percepo mpar com que consegue enxergar a natureza das coisas, quando no das pessoas, em grau mais apurado do que o senso comum, de forma que reza o art. 3 o advogado deve ter conscincia de que o Direito um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de solues justas e que a lei um instrumento para garantir a igualdade de todos.2) CAPTULO II. DAS RELAES COM O CLIENTEH uma relao de confiana entre advogado e cliente, quando da contratao daquele por este, para fins de represent-lo em juzo, para o exerccio do jus postulandi, o direito de postular que, em regra, atribudo ao advogado, salvo as excees ou permisses pertinentes aos juizados especiais, consoante j fecunda anotao no mbito acadmico, portanto desnecessrios maiores comentrios a respeito.Deste modo, pertinente que o advogado, quando da primeira conversa, to-logo seja efetivado o primeiro contato, em que o cliente por certo ir expor suas necessidades jurdicas, contar as razes de estar sentado naquela cadeira, e logo em seu escritrio, j se utilize de regras deontolgicas, isto , utilize-se da tica de sua profisso, tratando o cliente com respeito, passando-o confiana em sua pessoa e em sua postura como advogado, no fazendo promessas que no possa cumprir, tais como a causa j est ganha, ou no vai demorar nada, ou qualquer outra semelhante. por tais razes que o Captulo II do Cdigo de tica, em seu art. 8, declara que o advogado deve informar o cliente, de forma clara e inequvoca, quanto a eventuais riscos da sua pretenso, e das conseqncias que podero advir da demanda. A observncia dessa prescrio normativa do art. 8, ao contrrio do que se pode imaginar, demonstrar um carter de confiabilidade no profissional, pois seu cliente perceber que est diante primeiramente de um homem que, tal qual sua pessoa, tem o compromisso de honrar com a palavra, sem, no entanto fazer promessas vazias s quais no possa dar cumprimento, isso por que, conforme anotado por Roque (2009, p. 16): a lealdade, a boa-f e o pego verdade so virtudes capitais do advogado, para servir Justia como