ETICA EM PESQUISA: algumas considerações Ivana Beatrice Manica da Cruz, MSc, PhD.

Download ETICA EM PESQUISA: algumas considerações Ivana Beatrice Manica da Cruz, MSc, PhD.

Post on 22-Apr-2015

103 views

Category:

Documents

1 download

TRANSCRIPT

  • Slide 1
  • ETICA EM PESQUISA: algumas consideraes Ivana Beatrice Manica da Cruz, MSc, PhD
  • Slide 2
  • O CONTEXTO HISTRICO ANTIGUIDADE FILSOFOS GREGOS 1 Revoluo Cientifica Sc. XVI Revoluo Cientifica: Atmica Sc. XX Revoluo Cientifica: Molecular
  • Slide 3
  • O CONTEXTO HISTRICO Sc. XXI 2005 Nmero de cientistas ativos muito grande Sc. XXI 2020
  • Slide 4
  • O CONTEXTO HISTRICO O ser humano, de homo fabris e de homo sapiens, passa a ser homem demiurgos, com poder enorme de interferncia nos fenmenos da Natureza, vale dizer da Vida. A cada passo, criam-se novas situaes e nascem novas questes morais e ticas, de profundo significado para a nossa e para futuras geraes; vale dizer, para a humanidade e para a vida em geral. Hossne WS, 1999
  • Slide 5
  • BIOTICA () de Bis-vida e tica (enquanto reflexo crtica de valores), de incio como achado semntico, talvez. Preenchendo uma lacuna e atendendo s ansiedades, a Biotica, em pouco tempo, gerou amplo corpo de doutrina; a Biotica assumiu,queira-se ou no, o carter de salvaguarda para a humanidadee importante mecanismo de suporte para a evoluo do ser humano, beneficiando-o dos fatos cientfico-tecnolgicos, com a preservao de valores. Hossner WS, 1999 80 Surgimento da expresso BIOTICA
  • Slide 6
  • BIOTICA 70 Surgimento da expresso BIOTICA Como ramo da Filosofia, a Biotica ocupa-se com aspectos ticos relativos vida e morte do homem, tenta hierarquizar valores sociais, conceitos dogmticos, religiosos, mdicos, polticos, Legais na soluo desses conflitos Camargo & Campos, 2000 (Van Rensselaer Potter)
  • Slide 7
  • Ampla abrangncia, pluralismo, interdisciplinaridade, - abertura e incorporao crtica de novos conhecimentos - em todas as suas propostas de definies. CARACTERSTICAS FUNDAMENTAIS DA BIOTICA
  • Slide 8
  • DIFERENA ENTRE A TICA DA MORAL E A TICA DO DIREITO
  • Slide 9
  • A Moral estabelece regras que so assumidasMoral pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geogrficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum. Goldin, 2003
  • Slide 10
  • Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedadeDireito delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis tem uma base territorial, elas valem apenas para aquela rea geogrfica onde uma determinada populao ou seus delegados vivem. O Direito Civil, que referencial utilizado no Brasil, baseia-seDireito Civil na lei escrita. A Common Law, dos pases anglo-saxes,Common Law baseia-se na jurisprudncia. As sentenas dadas para cada caso em particular podem servir de base para a argumentao de novos casos. O Direito Civil mais esttico e a Common Law mais dinmica.Goldin, 2003
  • Slide 11
  • A tica o estudo geral do que bom ou mau.tica Um dos objetivos da tica a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela diferente de ambos - Moral e Direito Moral e Direito pois no estabelece regras. Esta reflexo sobre a ao humana que a caracteriza. Goldin, 2003
  • Slide 12
  • PRINCIPIOS DA BIOTICA E A PESQUISA EM SERES HUMANOS Beauchamp Chidress (1978)
  • Slide 13
  • AUTONOMIA DO INDIVIDUO BENEFICINCIA NO-MALEFICINCIA JUSTIA BIOTICA
  • Slide 14
  • AUTONOMIA A autonomia da vontade a constituio da vontade, pela qual ela para si mesma uma lei Incorpora, pelo menos, duas convices ticas: a primeira que os indivduos devem ser tratados como agentes autnomos, e a segunda, que as pessoas com autonomia diminuda devem ser protegidas. Desta forma, divide-se em duas exigncias morais separadas: a exigncia do reconhecimento da autonomia e a exigncia de proteger aqueles com autonomia reduzida Goldin, 2003. Crianas Indgenas Individuos sem possibilidade de deciso
  • Slide 15
  • NO-MALEFICINCIA O MAIS CONTROVERSO DE TODOS Princpio da No-Maleficncia prope a obrigao de no inflingir dano intencional. Este princpio deriva da mxima da tica mdica "Primum non nocere". a)no causar o mal e b)b) maximizar os benefcios possveis e minizar os danos possveis.benefcios BENEVOLNCIA
  • Slide 16
  • NO-MALEFICINCIA O MAIS CONTROVERSO DE TODOS Princpio da No-Maleficncia prope a obrigao de no inflingir dano intencional. Este princpio deriva da mxima da tica mdica "Primum non nocere". a)no causar o mal e b)b) maximizar os benefcios possveis e minizar os danos possveis.benefcios BENEVOLNCIA
  • Slide 17
  • No Brasil, os aspectos ticos envolvidos em atividades de Pesquisa que envolvam seres humanos esto regulados Pelas Diretrizes e Normas de Pesquisa em Seres Humanos,Diretrizes e Normas de Pesquisa em Seres Humanos atravs da Resoluo 196/96 do Conselho Nacional de Sade, estabelecida em outubro de 1996 tica Aplicada Pesquisa em Sade
  • Slide 18
  • O objetivo maior da avaliao tica de projetos de pesquisa garantir trs princpios bsicos: a beneficncia, obeneficncia respeito pessoa e a justia. Nesta garantia devemrespeito pessoajustia ser includas todas as pessoas que possam vir a ter alguma relao com a pesquisa, seja o sujeito da pesquisa,sujeito da pesquisa o pesquisador, o trabalhador das reas onde a mesma sepesquisadortrabalhador das reas desenvolve e, em ltima anlise, a sociedade como um todo.sociedade como um todo
  • Slide 19
  • tica Aplicada Pesquisa em Sade A avaliao tica de um projeto de pesquisa na rea da sadeprojeto de pesquisa baseia-se, pelo menos, em quatro pontos fundamentais: na qualificao da equipe de pesquisadores e do prprio projeto; na avaliao da relao risco-benefcio; no consentimento informadoriscoconsentimento informado e na avaliao prvia por um Comit de tica.Comit de tica
  • Slide 20
  • BREVE CONCLUSO ATUALMENTE TODA A PESQUISA EM SERES HUMANOS REGULADA POR PRESSUPOSTOS BIOTICOS ATRAVS DA CONSTRUO DE PROTOCOLOS DE PESQUISA QUE SE ORIENTEM PELOS MESMOS E QUE SEJAM AVALIADOS POR UM COMIT DE TICA ANTES DA SUA EXECUO.

Recommended

View more >