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Trabajo presentadop en el Congreso de Etica de la Información celebrado en Paraiba, Brasil en marzo de 2010.

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  • TICA DA INFORMAO

    CONCEITOS | ABORDAGENS | APLICAES

    Gustavo Henrique de Arajo Freire

    (Org.)

    Ideia

    Joo Pessoa

    2010

  • Apoio:

    NORMALIZAO

    Ediane Toscano Galdino de Carvalho (UFPB/DCI)

    Edilene Toscano Galdino dos Santos (UFPB/DCI)

    Editorao Eletrnica/Capa

    Magno Nicolau

    EDITORA LTDA.

    (83) 3222-5986

    ideiaeditora@terra.com.br

    Simpsio Brasileiro de tica da Informao (1. : 2010 : Joo Pessoa, PB).

    tica da Informao: conceitos, aboragens, aplicaes / Organizao, Gustavo Henrique de Araujo Freire, 18 a 19 de maro de 2010. - Joo Pessoa: Ideia, 2010.

    CD-ROM E-book do I Simpsio Brasileiro de tica da Informao. ISBN 978-85-7539-524-0

    1. Cincia da Informao tica. 2. tica da informao. 3. Informao. I.

    Ttulo. II. Freire, Gustavo Henrique de Arajo.

    CDU 02:17

  • SUMRIO

    Apresentao

    Sobre a tica da Informao, 5

    1 Rafael Capurro

    Desafos toricos y prcticos de la tica intercultural de la informacin, 11

    2 Miguel Angel Prez Alvarez

    Teaching information ethics, 52

    3 Lena Vania Ribeiro Pinheiro

    tica e os dilemas e impasses da informao: reflexo sobre a divulgao

    cientfica ou popularizao da cincia, 58

    4 Isa Maria Freire

    A conscincia possvel para uma tica da informao na sociedade

    em rede, 78

    5 Armando Malheiro da Silva

    A pesquisa e suas aplicaes em cincia da informao: implicaes

    ticas 106

    6 Joana Coeli Ribeiro Garcia

    Por uma tica da informao, 126

  • 7 Maria Nlida Gonzlez de Gmez

    Perspectivas em tica da informao: acerca das premissas, das questes

    normativas e dos contextos da reflexo, 147

    8 Gustavo Henrique de Araujo Freire

    tica e polticas de informao: uma ao de informao no programa de

    cooperao acadmica - novas fronteiras da CAPES, 164

    9 Plcida L. V. Amorim da Costa Santos

    Catalogao e tica no ambiente colaborativo e de empoderamento das

    redes Informacionais, 184

    10 Guilherme Atade Dias

    Isa Maria Freire

    Ciberespao, redes sociais, agentes...: aspectos ticos para reflexo, 208

    11 Jlio Afonso S de Pinho Neto

    tica, responsabilidade social e gesto da informao nas

    organizaes, 217

  • Apresentao

    SOBRE A TICA DA INFORMAO

    consensual que as competncias comunicativas nunca foram to

    fundamentais e diversificadas e, do ponto de visa das novas mdias, to

    igualmente bsico o domnio das tecnologias digitais. A informao, noo em

    si mesma difusa, est no centro da mudana mental e comportamental que ora

    vivemos. Encontramo-nos em uma transformao comunicacional que alcana o

    cerne da vida comunitria, da vida familiar, da educao, das carreiras

    profissionais, da liberdade, da democracia.

    At recentemente, a realidade computacional, fenmeno bsico ou comum

    aos processos histricos atuais, era objeto apenas de disciplinas como a

    informtica, a ciberntica, a semitica, a mediologia e a cincia da informao;

    entretanto, atualmente, quase toda disciplina cientfica usa o conceito de

    informao dentro de seu prprio contexto e com relao a fenmenos

    especficos 1.

    O conceito de informao interdisciplinar e indica o fenmeno

    fundamental da nossa era tecnolgica descrito por Capurro2 como o trnsito do

    logos falado e escrito ao nmero, ou arithmos, digital. Isso suscita questes

    1 CAPURRO, Rafael, HJTNCPF."Dktigt0"Q"Eqpegkvq"fg"Kphqtoco. Trad. Cardoso, A., Ferreira, M. G., Azevedo, M. A. Perspectivas em Cincia da Informao, v.12, n.1, p.148-207, jan./abr., 2007. 2 CAPURRO, R. La Hermeneutica frente al Desafio de la Tcnica Digital. Conferencia en el Centro de Estudos em Tecnologia, Artes e Comuni. Porto, 2007. Disponvel em: http://www.capurro.de/hermeneutica_porto.html.

  • como as das da natureza do agente artificial e das realidades digitais, os

    fenmenos da interao homem-computador, da comunicao mediada por

    computadores, das comunidades eletrnicas3, ou da realidade da Internet,

    como comunicao horizontalmente estruturada, [que] produz um feito histrico

    nico: a tcnica de comunicao interativa do one to one, one to many, many to

    one and many to many4.

    Vivemos em uma poca que exige uma flexo ou uma plasticidade

    interativa da racionalidade a partir da qual possamos enfrentar o universo das

    novas questes ticas, polticas e legais que se acumulam diariamente nas

    prticas cientficas, empresariais, sociais e governamentais, na vida pblica e na

    vida privada. Como se isso no bastasse, h de considerar tambm que, vista de

    perto, mesmo a transferncia da inovao fomentada na inter-relao de

    diversos agentes sociais, representantes de no apenas valores e interesses

    particulares, mas, sobretudo, provenientes de culturas discursivas distintas.

    Assim, no haveria, em uma cultura progressivamente digital, um conceito

    eficaz de gesto da inovao ou de gesto tout court sem uma tica que

    Rafael Capurro chama tica intercultural da informao5.

    Nesse contexto, para Capurro o surgimento dos sistemas de compreenso

    autnomos, ou robtica, dos sistemas hbridos biolgicos, ou binica, [ou] da

    3 FLORIDI, Luciano. What is the Philosophy of Information? In: The Blackwell Guide to the Philosophy of Computing and Information. UK: Blackwell. 2004. Disponvel em: http://www.philosophyofinformation.net/blackwell/chapters/introduction.pdf. 4 TAKENOUCHI, Tadashi. Capurros Hermeneutic Approach do Information Ethics; Ethos in the Inforrmation Society and the Development of angeletics. International Journal of Information Ethics (IJIE), v.1, jun. 2004. Disponvel em: http://www.i-r-i-e.net/inhalt/001/ijie_001_06_takenouchi.pdf. 5 O conceito de tica intercultural da informao pertence ao quadro geral da tica da informao, da qual Rafael Capurro um dos pioneiros atravs do artigo, de 1988, Informationsethos und Informationsethik e com a fundao, em 1999, do International Center of Information Ethics (ICIE). Artigos e conferncias do Prof. Dr. Rafael Capurro esto disponveis em sua homepage: www.capurro.de/.

  • manipulao digital da matria em nvel nano6, no significa a emergncia de

    meros tpicos interdisciplinares da objetivao digital ou informacional. Esses

    sistemas representam desafios que evidenciam a superao de modelos de

    pesquisa e ensino tradicionais, requerendo uma profunda tomada de conscincia.

    Nesse sentido, impe-se uma forma nova de capacitar os pesquisadores a fim de

    atender construo da autonomia e da cidadania planetrias em uma cultura

    regida pela diversidade, na qual a criao, dinmica, administrao e utilizao

    de fontes informacionais e computacionais tornaram-se vitais7.

    Podemos, aqui, avaliar preliminarmente as mais conhecidas implicaes

    ticas geradas pelo ato de informar, quer dizer, considerar os meios que nos

    permitam situar, num primeiro momento reflexivo, a informao no contexto da

    vida prtica dos indivduos avaliando os problemas morais, denticos ou

    axiolgicos prprios ao ato de informar.

    Sabemos que os sistemas e tecnologia da informao so fontes de novos

    problemas morais. Uma tica da informao diz respeito aos dilemas denticos

    ou conflitos morais que surgem na interao entre os seres humanos e as

    tecnologias e sistemas de comunicao e de informao a fim de refletir e,

    sobretudo, disciplinar a criao, a organizao e o uso das informaes. A

    primeira questo que salta aos olhos aquela que consiste em saber se uma

    sociedade da informao exige que se discuta a proposio de uma nova tica,

    ou se podemos lanar mo das instncias axiolgicas e deontolgicas j

    existentes, apenas adequando-as aos novos desafios. Dito de outra forma: essa

    morada que os gregos chamavam de ethos precisa de novos alicerces, ou o que

    j dispomos se afiguram suficientes?

    6 CAPURRO, 2007. 7 FLORIDI, 2004.

  • O fato que no tem sido fcil encontrar respostas morais para os novos e

    vertiginosos desafios impostos pelos sistemas e tecnologias da informao. A

    privacidade da informao, a confidencialidade de dados, a segurana das

    informaes, a prtica do spamming, o controle da Internet por parte de

    governos em nome dos seus interesses polticos ou da segurana nacional, a

    excluso digital, a desumanizao do usurio em razo da impessoalidade ou

    despersonalizao das prticas informacionais virtuais, a divulgao de

    informaes que podem antecipadamente criminalizar um indivduo suspeito de

    praticar um delito, so problemas ticos cujas solues envolvem

    interdisciplinaridade e transdisciplinaridade em um solo comum de

    estabelecimento extremamente complexo.

    Pode-se perguntar, em segundo lugar, se um homem melhor informado

    necessariamente um homem moralmente melhor. Ou ento se uma sociedade

    melhor informada , com efeito, uma sociedade mais justa, ainda que seja

    duvidoso que estejamos em condies de decidir sobre se possvel, e a que

    preo, optar entre nos lanarmos nesse mundo como um Prometeu ps-moderno

    conduzindo clere o fogo do progresso, ou, a exemplo de Ulisses, resistirmos ao

    canto sedutor das sereias, ignorando o barulho tonitruante dos seus apelos. Ora,

    a tradio do Esclarecimento nos fez acreditar que os homens mais instrudos

    seriam necessariamente mais virtuosos e mais felizes. A partir

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