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TICA

ESCOLA TCNICA ESTADUAL

DE SANTA CRUZ

TICA APLICADA

A

ENFERMAGEM

PROF. GENILSON ZAMBA

2015TICAProf. Genilson ZambaDIREITO SADE

A constituio de 1988 estabeleceu que a sade direito de todos e dever do Estado, que deve implementar polticas econmicas e sociais que viabilizem esse direito por meio de aes de promoo, proteo, recuperao e reabilitao da sade. Surge o Sistema nico de Sade SUS.

Estima-se que entre 15 a 20 milhes de pessoas no dispem de quaisquer servios de sade.

Segundo Carvalho, estima-se que no grupo etrio de 35 a 44 anos, aproximadamente um em cada dois brasileiros esta desdentada e milhes de brasileiros esto com dentes perdidos ou cariados em virtude da falta de uma poltica para assistncia bucal.

O descumprimento do direito sade facilmente identificvel na m distribuio de servios de sade, nas extensas filas nos servios de emergncia, na desmotivao de boa parte dos trabalhadores do setor Infelizmente no de agora que a sade tem sido vista, como um direito do cidado, mas sim enquanto uma mercadoria similar a tantas outras dispostas nas relaes de consumo.

Entre os trabalhadores de sade, tanto no setor publico quanto no privado, inmeros profissionais acham-se em difcil situao para estabelecer o exerccio correto de suas profisses. Desmotivados, trabalhando em dois ou mais empregos, submetendo-se s condies que resultam na falta de vinculo adequado com os servios e a clientela. Tais circunstncias se apresentam ento, como condies facilitadoras da desumanizao da assistncia em sade.

Quanto aos pacientes, mesmo aqueles que tm acesso a servios de sade, estatais ou privados, enfrentam inmeros exemplos de desrespeito dignidade da natureza humana e aos seus direitos. O respeito pessoa humana um dos valores bsicos da sociedade moderna, fundamentando-se no principio de que cada pessoa deve ser vista como um fim em si mesmo e no somente como um meio, principio frequentemente infringido nas instituies de assistncia sade.

DESUMANIZAO DO SISTEMA DE SADE.

Os servios de sade tm principalmente nos servios hospitalares, instituies onde mais prevalecem infraes aos direitos dos cidados, em virtude de necessidades de assistncia a sua sade, o indivduo requer o atendimento de instituies e profissionais, aos quais a sociedade delegou o papel de cuidar da sade da pessoa humana, e que, muitas vezes, perdendo a condio de cidadania so preteridos pelo sistema que os relega a condio de seres passivos, dependentes, submetidos a condutas paternalistas ou autoritrias. A cultura autoritria mostra-se hegemnica em nosso meio desumanizando o atendimento e desrespeita os direitos dos pacientes informao, reclamao, enfim, anulando seu direito sade, isso faz crescer o ndice de denuncias e processos contra os profissionais de sade, que por sua vez passam muitas vezes a encarar a clientela como inimiga. Os direitos do paciente no devem ser confundidos com a noo de que as atividades de sade comportam uma obrigao de resultados.

O que se espera o emprego dos meios possveis para que as finalidades da atividade do profissional de sade possam ser atingidas.

Art. 26 Prestar adequadas informaes ao cliente e famlia a respeito da assistncia de enfermagem, possveis benefcios, riscos e conseqncias que possam ocorrer.

Art.27 Respeitar e reconhecer o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa, seu tratamento e seu bem estar.

Art.33- Proteger o cliente contra danos decorrentes de impercia, negligncia ou imprudncia por parte de qualquer membro da equipe da sade.

DIREITOS DOS PACIENTES

A tica contempornea no se coloca contraria ao desenvolvimento tcnico - cientifico, mas considera que os limites a serem estabelecidos devam ser dados pela garantia do respeito dignidade humana.

A humanizao dos servios de sade confunde-se historicamente com a luta por direitos morais dos pacientes.

A humanizao dos servios de sade confunde-se historicamente com a luta por direitos morais dos pacientes. Nas ultimas dcadas a conquista dos direitos dos pacientes passou a figurar em diversos textos. Sendo o homem um agente livre e autnomo para decidir sobre seus atos praticados em sua integridade fsica e psquica, no pode ser tratado como ser passivo em suas relaes com os profissionais e estabelecimentos de sade.

A primeira declarao de direitos dos pacientes atribuda ao Hospital Mont Sinai, em Boston-EUA em 1972, onde consagrou os direitos dos usurios de servios de sade, a informao e o consentimento.

Em 1979, a Comunidade Econmica Europia promulga a Carta do Doente Usurio de Hospital onde afirma o direito do cidado hospitalizado autodeterminao, ressaltando o dever dos profissionais de sade observar o consentimento ou a recusa dos pacientes aos cuidados propostos para diagnstico ou tratamento, assim como a obrigatoriedade da informao sobre todos os fatos referentes a seu estado de sade.

Em 1991 a Organizao das Naes Unidas declara os Princpios para a Proteo de Pessoas Acometidas de Transtornos Mentais e para a Melhoria da Assistncia Sade Mental.

Em 1995 O conselho Estadual de Sade do estado de So Paulo emitiu a Cartilha dos Direitos do Paciente. A cartilha permite verificar que seu contedo fundamenta-se na ampliao do respeito autonomia e aos direitos dos pacientes no cotidiano dos servios de sade. Ex:

O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte dos profissionais de sade.

O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome

O paciente tem direito a segurana e integridade fsica nos estabelecimentos de sade, publico e privados.

O paciente tem direito de receber ou recusar assistncia psicolgica, social e religiosa.

Os pacientes tm o direito moral e legal de se associar na defesa de seus interesses. Essas organizaes atuam conscientizando os pacientes e a comunidade sobre as necessidades e os direitos dos portadores de patologias crnicas e agem junto aos rgos governamentais em defesa dos direitos dos pacientes.

Art. 22- Prestar assistncia com justia, competncia, responsabilidade e honestidade.Art. 23- Prestar assistncia de enfermagem a clientela, sem discriminao de qualquer natureza.

Art.- 28- Respeitar o natural pudor, a privacidade e a intimidade do cliente.

A tica um dos mecanismos de regulao das relaes sociais do homem que visa garantir a coeso social e harmonizar interesses individuais e coletivos.

Na atualidade, vivemos uma sociedade pluralista onde coexistem diferentes compreenses e interpretaes sobre os princpios e valores tico-sociais e no se aceita a existncia de deveres e princpios absolutos como outrora.

A sociedade manifesta descrdito com a perspectiva de que o progresso cientfico e tecnolgico possa resolver problemas sociais crnicos, pois este progresso vem sendo acompanhado da ampliao do desemprego, do aprofundamento das desigualdades sociais e de graves atentados ao meio ambiente.

TICA E MORAL

O termo moral deriva do latim mos ou mores, significando costumes, conduta de vida. Refere-se s regras de conduta humana no cotidiano. O termo tica se equivale etimologicamente moral, pois provm do grego ethos, que significa carter, modo de ser, costumes, conduta de vida. Atualmente distingue-se tica de moral, considerando-se que moral seja o conjunto de princpios, valores e normas que regulam a conduta humana em suas relaes sociais, existentes em determinado momento histrico.

A tica, enquanto disciplina, se refere reflexo critica sobre o comportamento humano, reflexo que interpreta,discute e problematiza , investiga os valores, princpios e o comportamento moral a procura do bom, da boa vida, do bem estar da vida em sociedade. A tarefa da tica a procura e o estabelecimento das razes que justificam o que deve ser feito, e no o que pode ser feito; a procura das razes de fazer ou deixar de fazer algo; aprovar ou desaprovar; a distino entre o que bom e do que mau; o que justo do que injusto.

Os atos ticos so exclusivos dos seres humanos, realizados por sujeitos ticos. Estes devem ter liberdade de pensamento, sem serem coagidos, devem ser livres, voluntrios e conscientes. Para serem julgados eticamente preciso que se caracterizem por afetar pessoas, o meio ambiente e /ou a coletividade.

TICA E NORMAS JURDICAS

Enquanto o comportamento tico requer adeso intima do individuo, convico pessoal, necessitando que os indivduos harmonizem de forma livre e consciente, seus interesses com os da coletividade, o Direito no exige convico pessoal as suas normas, pois elas so obrigatrias, impostas e comportam coero estatal.

Art.1 - A enfermagem uma profisso comprometida com a sade do ser humano e da coletividade. Atua na promoo, proteo, recuperao da sade e reabilitao das pessoas, respeitando os preceitos ticos e legais.

Art. 2 O profissional de enfermagem participa, como integrante da sociedade, das aes que visem satisfazer as necessidades de sade da populao.

TICA E NORMAS DEONTOLGICAS

Deontologia a cincia dos deveres. Constitui um conjunto de normas que indicam como devem se comportar indivduos na qualidade de membros de determinado corpo scio-profissional. A Deontologia diz o que deve ser e o que no se pode fazer.

No Brasil, as diversas categorias no campo da sade esto submetidas a normas deontolgicas, inscritas em seus cdigos de tica, so normas que servem como padro de conduta para os profissionais em suas relaes com membros da prpria categoria, com profissionais de outras categorias