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  • -1-

    N. S. POMBAL Escales de Formao Organizao e orientaes metodolgicas

    [ C o m p a n y A d d r e s s ]

    ETAPAS DE FORMAO

    COORDENAO TCNICA RICARDO DINIZ

  • 2 NCLEO SPORTINGUISTA DE POMBAL ETAPAS DE FORMAO Ricardo Diniz

    -2-

    1. ESPECIFICIDADES DO FUTSAL 4

    Futsal Jovem 4

    2. ETAPAS DE FORMAO DO JOVEM PRATICANTE 5

    3. ETAPA DE INICIAO 5

    I. DESENVOLVIMENTO MORFO-FUNCIONAL 6 II. DESENVOLVIMENTO MOTOR 6 III. DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL 7 IV. DESENVOLVIMENTO PSICOLGICO 7 V. DESENVOLVIMENTO AFETIVO 7 VI. DESENVOLVIMENTO SOCIAL 7 Resumo das caractersticas psico-fisiolgicas 8

    4. ESCALO ETRIO: ESCOLAS (6-10 ANOS) 9

    1.1 PERFIL BIOLGICO 9 1.2 PREPARAO FSICA CAPACIDADES MOTORAS 9 1.3 PREPARAO TCNICA 9 1.4 PREPARAO TTICA 10 1.5 PREPARAO PSICOLGICA 10 1.6 METODOLOGIA DO TREINO 10 1.7 CONTEDOS 10

    4. ETAPA DA PR-ESPECIALIZAO 10

    Caractersticas da criana (10-12 anos) 10 Necessidades e experincias 11

    5. ESCALO ETRIO: INFANTIS (10-12 ANOS) 11

    1.8 PERFIL BIOLGICO 11 1.9 PREPARAO FSICA CAPACIDADES MOTORAS 12 1.10 PREPARAO TCNICA 12 1.11 PREPARAO TTICA 12 1.12 PREPARAO PSICOLGICA 12 1.13 METODOLOGIA DO TREINO 12

    6. ETAPA DA ESPECIALIZAO 13

    Caractersticas do Jovem (12-18 anos) 13 Necessidades e experincias 13

    7. ESCALO ETRIO: INICIADOS E JUVENIS (12-16 ANOS) 14

    1.14 PERFIL BIOLGICO 14

  • -3-

    1.15 PREPARAO FSICA CAPACIDADES MOTORAS 14 1.16 PREPARAO TCNICA 14 1.17 PREPARAO TTICA 14 1.18 PREPARAO PSICOLGICA 15 1.19 METODOLOGIA DO TREINO 15

    8. ETAPA DO APERFEIOAMENTO (16-18 ANOS) 15

    1.20 PERFIL BIOLGICO 15 1.21 PREPARAO FSICA CAPACIDADES MOTORAS 15 1.22 PREPARAO TCNICA 16 1.23 PREPARAO TTICA 16 1.24 PREPARAO PSICOLGICA 16 1.25 METODOLOGIA DO TREINO 16 Objetivos por escalo na relao formao / rendimento 16

    9. PERIODIZAO DO TREINO 17

    Organigrama 18

  • 4 NCLEO SPORTINGUISTA DE POMBAL ETAPAS DE FORMAO Ricardo Diniz

    -4-

    1. Especificidades do Futsal

    Futsal Jovem

    Como ser melhor treinador?

    Onde estou?

    Onde quero chegar?

    Como chegar?

    Seco 1 Onde Estou?

    Efetuar sempre uma autoanlise e autocrtica sobre o trabalho desenvolvido;

    Analisar defeitos da equipa.

    Seco 2 Onde Quero Chegar?

    O quadro seguinte representa um resumo sobre o futsal geral:

    TIPOS DE FUTSAL OBJETIVOS ESPECFICOS TCNICO RESPONSVEL

    BASE FORMAO INTEGRAL DO ATLETA

    PROFESSOR

    RECREATIVO

    PREENCHIMENTO DO CIO E MANUTENO DA CONDIO FSICA COM MELHORIAS PARA A SADE

    COORDENADOR

    COMPETITIVO RENDIMENTO E RESULTADOS TREINADOR

    Seco 3 Como Chegar?

    a) Conhecer os 4 pilares da preparao do jogador:

    Fsico

    Tcnico

    Ttico

    Psicolgico

    b) Conhecer as etapas de formao do jovem praticante:

  • -5-

    Escolas (6-10 anos)

    Infantis (11-12 anos)

    Iniciados (13-14 anos)

    Juvenis (15-16 anos)

    Juniores (17-18 anos)

    c) Saber o que trabalhar em cada etapa

    2. Etapas de Formao do Jovem Praticante

    3. Etapa de Iniciao

    Caractersticas da criana (6-10 anos) Nesta fase o crescimento, embora constante, relativamente lento. Verifica-se, contudo, um

    refinamento das habilidades motoras bsicas, o estabelecimento de uma base sensorial

    INICIAO 6-10 ANOS

    PR-ESPECIALIZAO

    10-12 ANOS

    ESPECIALIZAO 12 - 16 ANOS

    APERFEIOAMENTO 16 - 18 ANOS

  • 6 NCLEO SPORTINGUISTA DE POMBAL ETAPAS DE FORMAO Ricardo Diniz

    -6-

    estvel e uma rpida aprendizagem nos domnios cognitivo e motor. A criana passa,

    definitivamente, de um ambiente familiar e caseiro para o envolvimento no ambiente social

    escolar. A principal tarefa da criana a de ajustar-se s trs grandes alteraes que

    promovem o seu desenvolvimento neste perodo: (I) a transio de casa para o grupo de

    amigos; (II) a transio para o mundo das tarefas escolares organizadas e dos jogos, umas e

    outros solicitando novos desenvolvimentos no domnio das aptides neuromusculares; e (III) a

    transio para o mundo dos conceitos adultos, o que requer a aquisio gradual das aptides

    e da arte da lgica, do simbolismo e da comunicao (Havighurst, 1950, cit. Espenchade &

    Eckert, 1980).

    I. Desenvolvimento morfo-funcional Algumas medidas relativas s propores corporais diferem entre rapazes e raparigas a

    partir dos 6 anos, embora essas diferenas no sejam relevantes. Aumento gradual do peso

    e altura. O grau de desenvolvimento esqueltico moderado. O esqueleto, particularmente

    ao nvel das cartilagens, oferece fraca resistncia ao esforo, encontrando-se numa fase de

    evoluo ativa. A massa muscular representa uma pequena percentagem do peso do corpo

    apresentando fracas condies em termos da fora. rgo e partes do corpo com

    crescimento prprio e diferenciado. Corao e pulmes pequenos em relao ao peso e

    altura. Aumento da fora dos dedos, mos e braos.

    II. Desenvolvimento motor A criana muito ativa com limites de fixao de ateno muito curtos que tendem a

    aumentar progressivamente. As capacidades de coordenao esto em fase de

    desenvolvimento. O tempo de reao fraco, tendendo a melhorar progressivamente. No

    suporta atividades prolongadas em dbito de oxignio. Melhoria gradual da coordenao

  • -7-

    neuromuscular com especial relevo para a coordenao culo-manual. O movimento

    corporal vai-se tornando mais rtmico e gradual.

    III. Desenvolvimento intelectual Realiza aes mentais interiorizadas sem ter de recorrer manipulao e presena dos

    objetos, podendo invoc-los atravs da imagem. Junta, dissocia e classifica mentalmente

    (operaes mentais). Dificuldade em discusso de grupo.

    IV. Desenvolvimento psicolgico Viva, expansiva, eufrica, alegre, contraditria e persistente.

    Atenta a pormenores significativos e curiosos. No gosta de falhar e aceita bem as

    indicaes. Gosta de exibir as habilidades, adere totalmente competio desportiva.

    mais competitiva em grupo. Aprecia intensamente qualquer tipo de jogo, mas alterna o

    interesse das atividades individuais com as coletivas. Temperamental e ciumenta, desejosa

    de prestgio.

    V. Desenvolvimento afetivo Comunicativa, honesta e franca, humor varivel e resmungona. Aprecia mais o elogio

    oportuno, admira pais e famlia. Cultiva o segredo partilhado como forma de intensificar a

    conscincia do EU e a identificao com os outros. No gosta de ser tratado como criana,

    mas carece de ajuda nos momentos difceis. No suporta punies a longo prazo. Se tem

    que ser castigada quer s-lo logo. Sentido de justia razoavelmente crtico. Aos 9 anos

    atravessa uma fase individualista, independente, introvertida.

    VI. Desenvolvimento social Muito receptiva informao sobre o social, comea a compreender questes complexas.

    Interesse pelas regras e formas de agir. Evolui dos desentendimentos de jogo para uma

    relao mais tolerante, solidria e leal. No entanto provoca facilmente lutas e discusses

  • 8 NCLEO SPORTINGUISTA DE POMBAL ETAPAS DE FORMAO Ricardo Diniz

    -8-

    como forma de afirmao pessoal. O prestgio do adulto e o apelo do mais velho ainda

    muito forte e por isso continua dependente dos julgamentos e das normas ditadas pelos

    adultos. A interiorizao dessas normas ou regras comea a fazer-se sentir e a criana

    sente-se culpabilizada ou satisfeita consigo prpria, consoante respeita ou no as regras

    apreendidas. Aceita bem as censuras mas reage violentamente a acusaes injustas. No

    final deste perodo verifica-se um interesse crescente pelo grupo e assiste-se ao

    aparecimento do hermetismo grupal compacto. Dedicada ao grupo, assimila facilmente os

    bons ou os maus padres de comportamento social. As atividades coletivas tornam-se do

    seu agrado. Rapazes e raparigas tm interesses sensivelmente convergentes pelo que

    aconselhvel participarem juntos nas mesmas atividades desportivas.

    Resumo das caractersticas psico-fisiolgicas

    O comportamento caracterizado por movimentos inicialmente impetuosos que,

    progressivamente, se reduzem a um volume normal. Uma das expresses desta alegria

    motora transbordante traduz-se num entusiasmo pelo desporto. Um bom equilbrio fsico,

    uma atitude otimista e despreocupada so tambm caractersticas gerais da criana nesta

    idade. As boas bases corporais as crianas so pequenas e ligeiras, possuindo boas

    relaes de fora de alavanca permitindo uma maior capacidade de concentrao, assim

    como uma capacidade de diferenciao do movimento e uma aquisio refinada de

    informaes, tornam a idade escolar precoce um momento muito favorvel

    aprendizagem (cfr. Winter, 1981, citado em Weineck, 1986). No entanto, a capacidade, j

    muito desenvolvida nesta idade, de aprender rapidamente novos movimentos no

    acompanhada por uma faculdade correspondente de os fixar. A preponderncia, ainda

    presente, os processos emotivos, associada aos importantes fenmenos de irradiao dos

    processos de controlo pelos centros nervosos, conduz facilmente a um apagamento dos

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    canais motores caractersticos de qualquer movimento, tornando mais difcil a sua

    conservao (cfr. Holz-Weineck, 1983, citado em Weineck, 1986). Por esse motivo, tudo o

    que for ensinado recentemente deve ser exercitado muitas vezes para que possa ser

    integrado de forma estvel no reportrio motor da criana (cfr. Demeter, 1981, citado

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