Estudo Dirigido - Justificação

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Formula de Concrdia Cnones de Trento / A Confisso de Augsburgo Estudo Dirigido Justificao Assim se dispem a alcanarem a converso e a prpria justificao, consentindo livremente nesta graa e livremente cooperando com ela [cn. 4 e 1 Cnones de Trento Sesso VI (13-1-1547) Cap.4 2 Formula de Concrdia declarao slida III. Da justia da f pp.583

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<ul><li><p>Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manoel da Conceio Credos e Confisses Prof. Rev. Heber Carlos de Campos Jr 2 Semestre 2010 </p><p>Estudo Dirigido </p><p>Justificao </p><p>Cnones de Trento / A Confisso de Augsburgo </p><p>Formula de Concrdia </p><p>Ao analisar os documentos sobre a justificao podemos ver as seguintes </p><p>comparaes. </p><p>Trento diz que para a justificao necessrio receber o batismo ou ter o </p><p>desejo em receb-lo: </p><p>Segundo Trento, para que o pecador seja justificado, necessrio que alm dele </p><p>reconhecer que um pecador, tambm deveria receber o batismo, sem o qual, no </p><p>h como passar da condio de pecador para a de justificado, Esta transladao, </p><p>depois da promulgao do Evangelho, no possvel sem o lavacro da regenerao </p><p>[cn. 5 sobre o batismo] ou sem o desejo do mesmo, segundo a palavra da </p><p>escritura...1, sendo assim, para que haja justificao necessrio que haja tambm </p><p>o batismo o que chamado de Causa Instrumental que o sacramento do batismo </p><p>e da f, sem o qual jamais algum alcanou a justificao (Sesso 6 Cap.7 do </p><p>Concilio de Trento). </p><p>No texto analisado da Formula de Concrdia, no h um artigo que fale </p><p>especificamente sobre o batismo, mas podemos encontrar diversos textos que tiram </p><p>dos atos do homem a condio de contribuir com a sua justificao, sendo este um </p><p>ato nico e exclusivo de Cristo. (Pois nem tudo o que pertence converso, </p><p>simultaneamente pertence ao artigo da justificao, ao qual apenas pertencem e so </p><p>necessrios a graa de Deus, o mrito de Cristo e a f, que recebe isso na </p><p>promessa do evangelho...2). </p><p>O homem consente livremente na justificao podendo rejeit-la: </p><p>Um segundo ponto que podemos ver em Trento a condio de o homem poder </p><p>escolher em ser justificado ou no atravs do seu livre arbtrio. A justificao vem de </p><p>Deus, mas, o homem teria a liberdade de escolha, se queria ser justificado ou no. </p><p>Assim se dispem a alcanarem a converso e a prpria justificao, </p><p>consentindo livremente nesta graa e livremente cooperando com ela [cn. 4 e </p><p> 1 Cnones de Trento Sesso VI (13-1-1547) Cap.4 </p><p>2 Formula de Concrdia declarao slida III. Da justia da f pp.583 </p></li><li><p>Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manoel da Conceio Credos e Confisses Prof. Rev. Heber Carlos de Campos Jr 2 Semestre 2010 </p><p>5]; de forma que, tocando Deus o corao do homem com a iluminao do </p><p>espirito Santo fica o homem por um lado no totalmente inativo, recebendo </p><p>aquela inspirao, que poderia tambm rejeit-la3 </p><p>A Confisso de Augsburgo, no entanto vem dizer que o livre arbtrio do homem </p><p>para seus atos exteriores, no dando ao homem a condio de auxiliar o espirito </p><p>santo na justificao e nem de agradar a Deus. </p><p>O homem tem at certo ponto livre arbtrio para viver exteriormente de </p><p>maneira honesta e escolher entre aquelas coisas que a razo compreende. </p><p>Todavia, sem a graa, o auxilio e a operao do espirito santo o homem </p><p>incapaz de ser agradvel a Deus, teme-lo de corao, ou crer, ou expulsar do </p><p>corao as ms concupiscncias inatas.4 </p><p>J a Formula de Concrdia, vem dizer que na justificao no h nenhuma </p><p>participao do homem, sendo somente pela graa de Deus. Ou seja, o homem no </p><p>tem nenhum tipo de participao na justificao sendo este um ato, exclusivo, da </p><p>morte e da ressureio de Cristo. </p><p>Que o pobre pecador justificado diante de Deus..., sem qualquer mrito ou </p><p>dignidade de nossa parte, tambm sem quaisquer obras antecedentes, </p><p>presentes ou subsequentes, to s por graa, exclusivamente por causa do </p><p>mrito, da obedincia integral, do amargo sofrimento, da morte e da </p><p>ressureio de Cristo nosso senhor, cuja obedincia nos atribuda como </p><p>justia.5 </p><p>A Justificao e a santificao so a mesma coisa: </p><p>Outro ponto de discrdia entre os textos analisados sobre a justificao e </p><p>santidade onde Trento os coloca como um processo e que ambos so a mesma </p><p>coisa, ou seja, no h diferena entre justificao e santificao: </p><p>Se algum disser que os homens so justificados ou s pela imputao da </p><p>justia de Cristo, ou s pela remisso dos pecados, excludas a graa e a </p><p>caridade que o Espirito Santo Infunde em seus coraes e neles inerem; ou </p><p>tambm que a graa pela qual somos justificados e somente um favor de </p><p>Deus seja excomungado Cnones de Trento 11 [cfr. n 709 e 802] </p><p>Sobre este ponto a Formula de Concordia clara em afirmar a distino entre elas, </p><p>sendo a justificao um ato e a santificao um processo, aps a justificao. </p><p> 3 Trento Cap.5 </p><p>4 Confisso de Augsburgo pp.36 </p><p>5 Formula de Concrdia Cap.3 pp. 580 </p></li><li><p>Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manoel da Conceio Credos e Confisses Prof. Rev. Heber Carlos de Campos Jr 2 Semestre 2010 </p><p>Esta apreende a graa de Deus em cristo, pela qual a pessoa justificada. </p><p>Depois, quando a pessoa est justificada, tambm renovada e santificada </p><p>pelo Espirito Santo, renovao e santificao de que ento se segue os frutos </p><p>das boas obras. </p><p>Isto no quer dizer que a justificao esteja desassociada a renovao e santificao, mas </p><p>que uma segue a outra. </p><p>Eles negam a certeza da justificao: </p><p>Segundo os telogos de Trento, o homem no tem condio de ter a certeza da sua </p><p>justificao, sendo considerado antema aquele pregar ou dizer crer na sua </p><p>salvao. Sendo presuno crer em tal coisa. </p><p>Se algum disser que o homem absolvido dos seus pecados e justificado </p><p>porque cr indubitavelmente que absolvido e justificado; ou, que ningum </p><p>verdadeiramente justificado, seno quem crer que justificado; e que somente </p><p>com esta f se efetua a absolvio e a justificao seja excomungado. 6] </p><p>Segundo a Formula de Concordia no h motivo para que no se creia na </p><p>justificao recebida de Deus, apesar dos nossos defeitos e fragilidades estarem </p><p>presentes em nossas vidas at a nossa morte. Podemos crer que somos justificados </p><p>por ser a justificao um ato de Cristo segundo a promessa de Deus. </p><p>... no obstante o fato de muitas fragilidades e defeitos ainda se apegarem </p><p>aos crentes genunos e verdadeiramente renascidos, at a sepultura, ainda </p><p>assim no devem por causa disso duvidar nem de sua justia, que lhes foi </p><p>atribuda pela f, nem da salvao de suas almas, porem deve considerar </p><p>coisa certa que por causa de Cristo, segundo a promessa e a palavra do </p><p>santo evangelho, tem um Deus gracioso.7 </p><p>Aquele que pecar depois do batismo pode receber uma nova justificao </p><p>atravs da penitencia: </p><p>Segundo Trento aquele que for batizado, mas cair em pecado perder a sua </p><p>justificao, sendo necessrio que ele receba uma nova justificao atravs do </p><p>sacramento das penitencias. Ou seja, necessrio que se faa obras de caridade </p><p>para assim alcanar novamente graa diante de Deus e ser justificado novamente. </p><p>Uma nova justificao pelas obras: </p><p>Aqueles que pelo pecado perderam a graa da justificao, que haviam </p><p>recebido, podero novamente ser justificados [cn.29] se, excitados por Deus, </p><p> 6 Cnones de Trento 14 [cfr. n 802] </p><p>7 Formula de Concrdia pp 510 </p></li><li><p>Seminrio Teolgico Presbiteriano Rev. Jos Manoel da Conceio Credos e Confisses Prof. Rev. Heber Carlos de Campos Jr 2 Semestre 2010 </p><p>procurarem recuperar a graa perdida por meio do sacramento da penitencia... </p><p>Pois, para os que depois do batismo caem em pecados, instituiu Jesus Cristo o </p><p>sacramento da Penitencia...8 </p><p>A vida eterna recompensa pela obras e merecimentos: </p><p>Para Trento, o homem ao realizar suas obras recebe como recompensa a vida </p><p>eterna, sendo merecedor de alcanar tal graa por suas obras. Esta recompensa </p><p>pelos seus atos seria uma promessa de Deus, com isso eles deveriam ser fieis e </p><p>continuar a pratic-las. </p><p>E por isso aos que trabalham fielmente at o fim e esperam em deus, se h de </p><p>propor a vida eterna como graa, misericordiosamente prometida por Cristo aos </p><p>filhos de Deus, e (como recompensa) que, segundo a promessa do prprio </p><p>Deus, ser fielmente concedida pelas suas obras e merecimentos.9 </p><p>Augsburgo vai refutar isso ao dizer que no por obras que se alcana a remisso </p><p>dos pecados e nem nos torna justos diante de Deus, assim como a vida eterna </p><p>graa de Deus mediante a f. </p><p>Em primeiro lugar, que nossas obras no nos podem reconciliar com Deus e </p><p>obter graa; isso, ao contrario, sucede apenas pela f, quando cremos que os </p><p>pecados nos so perdoados por amor de Cristo, o qual, ele s, o mediador que </p><p>pode reconciliar o Pai. Agora, quem pensa realizar isso mediante obras e </p><p>imagina merecer a graa, esse despreza a Cristo e procura seu prprio caminho </p><p>a Deus, contrariamente ao evangelho.10 </p><p>Concordia vai dizer que no so as obras, mas apenas o Esprito de Deus, mediante </p><p>a f, podem nos dar a salvao e com isso a vida eterna. As obras so o </p><p>testemunho de que o Esprito Santo habita em ns. </p><p>Tambm cremos, ensinamos e confessamos que no as obras, mas apenas </p><p>o espirito de Deus, por intermdio da f, preserva a f e a salvao em ns. </p><p>As obras so testemunho da presena e inabitao do espirito Santo.11 </p><p> 8 Trento Cap.14 </p><p>9 Idem Cap.16 </p><p>10 - Confisso de Augsburgo pp. 36 </p><p>11 - Formula de Concrdia pp. 513 </p></li></ul>