ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS DO ?· ABNT NBR 5738:2008 - Concreto - Procedimento para…

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<ul><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>ESTUDO DAS PROPRIEDADES FSICAS E MECNICAS DO </p><p>CONCRETO PRODUZIDO COM AGREGADO RECICLADO </p><p>Maria Alinne Pires Matias1; Larissa Erika Frazo Bezerra2; Ana Maria Gonalves Duarte </p><p>Mendona3 </p><p> 1Universidade Federal de Campina Grande, mariaalinnematias@hotmail.com </p><p>2Universidade Federal de Campina Grande, larissaerika12@gmail.com 3Universidade Federal de Campina Grande, ana.duartemendonca@gmail.com </p><p>Resumo: As atividades da indstria de rochas ornamentais geram enormes quantidades de resduos </p><p>slidos, que impactam negativamente o meio ambiente. O concreto obtido por meio da mistura </p><p>adequada de cimento, agregado fino e agregado grado e gua. Em algumas situaes so </p><p>incorporados produtos qumicos ou outros componentes, como microslica, polmeros etc. O presente </p><p>estudo tem como objetivo avaliar as propriedades fsicas e mecnicas do concreto incorporado com </p><p>resduo de mrmore em p, gerado durante o beneficiamento das placas de mrmore. Foi realizado o </p><p>estudo da dosagem para determinao do proporcionamento dos materiais a partir da metodologia da </p><p>ABCP Associao Brasileira de Cimento Portland e determinao do trao, em seguida foram </p><p>moldados corpos de prova nas dimenses de 10 cm x 20cm com substituio parcial do agregado </p><p>mido por resduo de mrmore nos percentuais de 10% e 20% e foram determinadas a propriedade </p><p>fsica de absoro por imerso em gua e as propriedades mecnicas de resistncia </p><p>compresso simples e de Resistncia trao.. O reaproveitamento do resduo de p de mrmore tambm contribuir para minimizar o impacto ambiental da indstria de rochas ornamentais. </p><p>Palavras-chave: </p><p>Compsito, resduo, propriedades. </p><p>Introduo </p><p>O p de mrmore e o p de granito so uns dos materiais descartados pela indstria e que j </p><p>apresentam estudos realizados nesta rea e mostram que estes resduos de atividades do seu </p><p>beneficiamento podem ser utilizados na construo civil como substituio ou incorporao, </p><p>reduzindo impactos ambientais decorridos da produo, bem como a destinao do descarte </p><p>deste material. (SANGALLI et al. 2013). </p><p>O desenvolvimento sustentvel, modelo de produo adotado largamente no mundo </p><p>atualmente, vm ganhando fora na rea da construo civil, tanto para preservar o meio </p><p>ambiente como para a reduo de custo final de projetos com a reutilizao de muito do que </p><p>costumava ir para o lixo, incluindo entulhos de construo triturados. Estes rejeitos tendem a </p><p>ser parte integrante de argamassas ou peas de concreto com baixa responsabilidade, devido </p><p>ao ser grau de pureza e confiabilidade abaixo do padro. Essa filosofia de sustentabilidade </p><p>baseada na conservao ambiental onde o aproveitamento selecionado dos resduos fazem </p><p>parte de um ecossistema para controlar o nvel de resduos e determinar o nvel de </p><p>mailto:mariaalinnematias@hotmail.commailto:larissaerika12@gmail.commailto:ana.duartemendonca@gmail.com</p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>comprometimento da gerao atual para com o futuro (BRANDO, 2013). </p><p>As questes ambientais recebem por parte de toda a sociedade uma significativa ateno e, de </p><p>certa forma, tornam-se uma preocupao em termos de preservao dos recursos naturais e </p><p>reduo dos impactos ambientais proporcionados pelo desenvolvimento humano e pelo </p><p>emprego das novas tecnologias. Desta forma, a reciclagem ou reutilizao de materiais </p><p>poluentes vem contribuindo para atender aos anseios da sociedade na busca de um </p><p>desenvolvimento sustentvel (GALVO et al. 2008). </p><p>Tambm podemos utilizar alguns tipos de resduos incorporado ao concreto com o fim de </p><p>melhorar suas propriedades fsica, mecnica e qumica. Como exemplo podemos citar o uso </p><p>de Politereftalato de Etileno micronizado (PET) na confeco do concreto, com o fim de </p><p>determinar sua durabilidade (MENDONA, 2016). </p><p>Sabendo-se dessas problemticas ambientais houve a motivao para desenvolver este </p><p>trabalho que tem como objetivo a avaliao das propriedades fsicas e mecnicas do concreto </p><p>incorporado com resduo de mrmore em p. </p><p>Metodologia </p><p> A Figura 1 ilustra o Fluxograma das etapas da pesquisa. </p><p> Figura 1 - Fluxograma das etapas da pesquisa. </p><p> Fonte: Dados da pesquisa (2017). </p><p>Seleo dos materiais: Nesta etapa foram selecionadas as matrias-primas convencionais </p><p>utilizadas para a produo do concreto que so </p><p>cimento, agregado agrado e agregado mido. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Caracterizao do resduo de mrmore: Foram realizados ensaios de caracterizao fsica, </p><p>qumica e mineralgica para o resduo de mrmore, dentre eles, pode destacar a Anlise </p><p>qumica EDX, a Difrao de raios-X DRX, a Anlise Granulomtrica por difrao a laser </p><p>a Anlise Trmica Diferencial (ATD) e termogravimtrica (TG). </p><p>Estudo da dosagem dos materiais: A dosagem dos materiais foi realizada de acordo com a </p><p>metodologia da ABCP Associao Brasileira de Cimento Portland, a partir da caracterizao </p><p>do agregado grado, mido e do cimento e do estabelecimento do fator gua/cimento, foi </p><p>realizado o estudo da dosagem, determinando-se o seguinte trao: 1:2,44:1,87:0,54 , com fator </p><p>gua cimento (fa/c) de 0,54, abatimento do tronco do cone de 40 60 (mm) e resistncia </p><p>requerida de 20Mpa. Em seguida, determinou os teores de substituio do agregado mido </p><p>por resduo de mrmore e as idades de controle que foram utilizadas para determinao das </p><p>propriedades fsicas e mecnicas do concreto. </p><p>Moldagem dos corpos de prova: Foram moldados corpos de prova nas dimenses de 10cm x </p><p>20cm com substituio parcial do agregado mido por resduo de mrmore nos percentuais de </p><p>10% e 20%. </p><p>Determinao das propriedades fsicas e mecnicas do concreto incorporado com resduo de </p><p>mrmore: foram determinadas a propriedade fsica de absoro por imerso em gua e as </p><p>propriedades mecnicas de resistncia compresso simples e de Resistncia trao. </p><p>A Tabela 1 apresenta o quantitativo de material utilizado para produo dos corpos de prova </p><p>deste estudo. </p><p>Tabela 1 Quantitativo de material utilizado para produo dos corpos de prova. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017) </p><p>Resultados e discusso </p><p>Caracterizao Qumica: </p><p>A Tabela 2 apresenta os resultados obtidos para a caracterizao qumica por fluorescncia de </p><p>raios-X do resduo de mrmore em p. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Tabela 2 - Caracterizao qumica por fluorescncia de raios-X do resduo de mrmore. </p><p> Fonte: Dados da pesquisa (2017) </p><p>De acordo com os resultados apresentados na Tabela 2, verifica-se que o resduo de p de </p><p>mrmore apresenta em sua composio majoritria CaO (51%), MgO (10%) e SiO2 (2%). </p><p>A Figura 2 ilustra o difratograma de raios-X do resduo de mrmore em p. </p><p> Figura 2 - Difratograma de raios-X do resduo de mrmore em p. </p><p> Fonte: Dados da pesquisa (2017) </p><p>De acordo com os resultados obtidos para o Difratograma de raios-X do resduo do mrmore </p><p>em p, verifica-se a presena das fases mineralgicas: Calcita e Dolomita, principais </p><p>constituintes das rochas carbonticas. </p><p>A Figura 3 ilustra as curvas de anlise termodiferencial e termogravimtrica do resduo de </p><p>mrmore em p. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Figura 3 - Anlise termodiferencial e termogravimtrica do resduo de mrmore. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017). </p><p>De acordo com os resultados ilustrados na a Figura 3, referente ao comportamento trmico do </p><p>resduo de mrmore em p, verifica-se a ocorrncia de um pico endotrmico com um mximo </p><p>em 894,67C, referente a decomposio do Carbonato de Clcio. De acordo com a curva </p><p>termogravimtrica, observa-se que houve uma perda de 48,1%, equivalente a 36,31mg. </p><p>A Tabela 3 apresenta a composio granulomtrica do resduo de mrmore em p. </p><p>Tabela 3 - Composio granulomtrica do resduo de mrmore em p. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017) </p><p>Caracterizao mecnica: </p><p>A Figura 4 ilustra os resultados obtidos para o ensaio de determinao da resistncia a </p><p>compresso simples para os corpos de prova de referncia, e com 10% e 20% de resduo de </p><p>mrmore em p. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Figura 4 - Resistncia a compresso simples do concreto em estudo. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017). </p><p>De acordo com os resultados apresentados na Figura 4, verifica-se que a substituio do </p><p>agregado mido convencional por resduo de mrmore, promoveu a reduo da resistncia a </p><p>compresso simples para todas as idades de cura, quando comparada ao concreto de </p><p>referncia. </p><p>Observou-se aos 21 dias de cura, que a substituio do agregado mido convencional (rea </p><p>quartzosa) por resduo de mrmore ocasionou uma reduo de resistncia da ordem de </p><p>40,33% e 36,9% respectivamente para os teores de 10% e 20%. </p><p>De acordo com a norma da ABNT NBR 6118/2014, aos 21 dias de cura o concreto deve </p><p>apresentar resistncia de 96% em relao resistncia requerida no projeto, assim os </p><p>resultados obtidos neste estudo no satisfazem aos parmetros normativos. </p><p>A Figura 5 ilustra os resultados obtidos para o ensaio de resistncia a trao por compresso </p><p>diametral para os corpos de prova de referncia e com 10% e 20% de resduo de mrmore. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Figura 5 - Resistncia trao por compresso diametral. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017). </p><p>Conforme resultados obtidos, verifica-se o resduo de mrmore promoveu variaes na </p><p>resistncia trao por compresso diametral do concreto em estudo, no entanto os valores </p><p>obtidos indicam que o teor de substituio de 10% promoveu a melhoria desta propriedade. </p><p>A Figura 6 ilustra os resultados obtidos para a absoro de gua dos corpos de prova de </p><p>concreto utilizados neste estudo. </p><p>Figura 6 Resultados obtidos para a absoro. </p><p>Fonte: Dados da pesquisa (2017). </p><p>De acordo com a Figura 6, observa-se que o resduo de mrmore quando em substituio ao </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>agregado mido promoveu em leve aumento da absoro de gua do concreto. </p><p>Concretos com maior ndice de vazios esto mais propensos ao surgimento de trincas, defeitos </p><p>e consequentemente a uma menor resistncia a compresso simples. </p><p>Concluses </p><p>Com base nos resultados obtidos, pode-se considerar que: </p><p> O resduo de mrmore apresenta uma composio qumica similar a matrias-primas </p><p>convencionais utilizadas na construo civil para produo de concretos e argamassas; as </p><p>fases mineralgicas presentes no resduo de mrmore so Calcita e Dolomita; sua </p><p>granulometria assemelha-se a do cimento e de outras matrias-primas utilizadas na construo </p><p>civil. Do ponto de vista granulomtrico, o resduo de p de mrmore estudado rico em </p><p>partculas nas fraes silte; </p><p> A utilizao do resduo de mrmore em concreto, visando substituio parcial do agregado </p><p>mido contribui significativamente para reduo do descarte deste material no meio ambiente, </p><p>alm de agregar valor ao resduo indesejvel; </p><p> Apesar da resistncia a compresso no ter sido atendida pela norma, devido a problemas de </p><p>moldagem e/ou manuseio da prensa, o resduo de mrmore apresenta caractersticas </p><p>favorveis a serem utilizados como insumo na construo civil. </p><p> Com o uso do resduo de p de mrmore na construo, haver uma significante reduo do </p><p>despejo inadequado deste material, que diminuir o impacto ao meio ambiente. </p><p> De acordo com os resultados apresentados, verifica-se a reduo da resistncia a compresso </p><p>simples para todas as idades de cura, quando comparada ao concreto de referncia. </p><p> Conforme resultados obtidos, verifica-se o resduo de mrmore promoveu variaes na </p><p>resistncia trao por compresso diametral do concreto em estudo, no entanto os valores </p><p>obtidos indicam que o teor de substituio de 10% promoveu a melhoria desta propriedade. </p><p> De acordo com os resultados, observa-se que o resduo de mrmore promoveu em leve </p><p>aumento da absoro de gua do concreto. </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>Referncias </p><p>ABNT NBR 5738:2008 - Concreto - Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova. </p><p>ABNT NBR 5739:2007 Concreto Ensaio de compresso de corpos de prova cilndricos. </p><p>ABNT NBR 6118:2014 Projeto de estruturas de concreto Procedimento. </p><p>ABNT NBR 7211:2009 Agregados para Concreto - Especificaes </p><p>ABNT NBR 7215:1996 - Cimento Portland - Determinao da resistncia compresso. </p><p>ABNT NBR 8953:2015 Concreto para fins estruturais. 3 Ed. 2015. </p><p>ABNT NBR 9778:2005 - Argamassas e concreto endurecidos Determinao da absoro de </p><p>gua, ndice de vazios e massa especifica. </p><p>ABNT NBR 12142:2010 - Concreto Determinao da resistncia trao na flexo em </p><p>corpos de prova prismticos. </p><p>BRANDO, A. C. L. Analise de caractersticas do concreto com adio de raspas de </p><p>pneu e p de mrmore. So Paulo, 2013. </p><p>GALVO, J. C. A.; PORTELLA, K. F.; JOUKOSKI, A.; LOBO, L. F. M.; Concreto com </p><p>Adio de Materiais Polimricos Reciclados. In: 50 Congresso Brasileiro do Concreto. </p><p>Anais... Salvador: Ibracon, 2008. </p><p>MENDONA, Ana Maria Gonalves. D.; Determinao da durabilidade do concreto </p><p>dosado com pet micronizado: ataque por ao da chuva. ANAIS DO 58 CONGRESSO </p><p>BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 58CBC2016, 2016. </p><p>SANGALLI, T.; BRITES, B. G.; NEIVOCK, M. P.; FORMAGINI S.; Confeco de concreto </p><p>autoadensavel com a utilizao do resduo proveniente </p></li><li><p>(83) 3322.3222 </p><p>contato@conapesc.com.br </p><p>www.conapesc.com.br </p><p>do beneficiamento de granito e mrmore. Anais do 55 Congresso Brasileiro do Concreto </p><p>IBRACON, 2013. </p></li></ul>

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