estudo algod£o portugues

Download Estudo Algod£o Portugues

Post on 06-Mar-2016

221 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Algodão e derivados

TRANSCRIPT

  • CADEIA PRODUTIVA DA BIOENERGIA

    2009

    OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO EM COTONICULTURA NOS

    VALES DO SO FRANCISCO E DO PARNABA

    PROJETO INTEGRADO DE NEGCIOS SUSTENTVEIS

  • Centro de Conhecimento em Agronegcios - PENSA

    PROJETO INTEGRADO DE NEGCIOS SUSTENTVEIS PINS

    CADEIA PRODUTIVA DE BIOENERGIA:

    OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO EM COTONICULTURA NOS VALES DO SO

    FRANCISCO E DO PARNABA

    CODEVASF, Braslia, DF

    2009

  • PRESIDENTE DA REPBLICA Luiz Incio Lula da Silva MINISTRO DA INTEGRAO NACIONAL Geddel Vieira Lima

    PRESIDENTE DA CODEVASF Orlando Cezar da Costa Castro

    DIRETOR DA REA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E INFRA-ESTRUTURA Clementino de Souza Coelho DIRETOR DA REA DE GESTO DOS EMPREENDIMENTOS DE IRRIGAO Raimundo Deusdar Filho DIRETOR DA REA DE REVITALIZAO DAS BACIAS HIDROGRFICAS Ricardo Luiz Ferreira dos Santos

  • Equipe Responsvel CODEVASF Diretor da rea de Desenvolvimento Integrado e Infra-Estrutura Clementino de Souza Coelho Diretor da rea de Gesto dos Empreendimentos de Irrigao Raimundo Deusdar Filho Assessor da rea de Desenvolvimento Integrado e Infra-estrutura Alvane Ribeiro Soares Chefe da Unidade de Produo da rea de Gesto dos Empreendimentos de Irrigao Nair Emi Iwakiri

    PENSA Coordenador Prof. Dr. Marcos Fava Neves Gestor Executivo do Projeto Luciano Thom e Castro Gestor Executivo do Projeto Ricardo Messias Rossi Assistente Executivo do Projeto Marina Darahem Mafud

    Equipe Tcnica Pesquisador Responsvel Marco Antonio Conejero Pesquisador Assistente Mairun Junqueira Alves Pinto

    PARCEIROS (AGRADECIMENTOS)

    PROFISSIONAL CONSULTORIA

    (Adriano Lupinacci)

    NETAFIM (Nelson S)

    EMBRAPA ALGODO

    (Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira)

    DEDINI (Ernesto Del Vecchio)

    TECBIO (Robertta Mota)

    BUSA (Luiz Carlos Jnior)

  • Resumo Executivo

    Diversos so os direcionadores da ateno mundial para adoo dos biocombustveis. Preo do petrleo elevado, aquecimento global e crescimento na demanda internacional de energia figuram entre os principais. Dessa maneira, vrios pases realizam investimentos em sistemas de produo de bioenergia, enquanto institucionalizam programas de adio parcial entre 5% e 20% de biocombustveis no combustvel fssil comercializado. Entre as fontes de bioenergia est o biodiesel obtido dos leos vegetais, e que pretende substituir parte da energia consumida nos motores de ciclo diesel.

    A soja teve o papel de principal fornecedor de leo vegetal para as usinas

    brasileiras durante o primeiro momento do Programa Nacional do Biodiesel devido sua escala de cultivo j estabelecida. No falta, entretanto, interesse para a utilizao de outras culturas e fontes de leos que possuam maiores rendimentos e possibilitem uma matria prima a custos mais competitivos.

    A partir desse contexto, esse trabalho foca na cultura do algodo, tendo em

    vista as vantagens comparativas do biodiesel produzido a partir do leo de seu caroo, das condies edafoclimticas e de infra-estrutura disposta nos Vales do So Francisco e Parnaba para produo competitiva de fibras de boa qualidade e caroos com bom teor de leo. O objetivo final desse relatrio apresentar uma anlise de viabilidade econmica, com informaes detalhadas e crveis, a potenciais investidores, que desejam produzir algodo irrigado no Vales do So Francisco e Parnaba, aliando a segurana de negcios maduros (fibra e leo vegetal) com a oportunidade de captura de valor no mercado do biodiesel.

    A estrutura desse relatrio apresenta nos tpicos 1 a 3 uma breve descrio

    da CODEVASF, do PENSA e casos de sucesso na regio. No tpico 4 e 5 so apresentados o conceito do biodiesel e suas propriedades bem com uma caracterizao dessa nova cadeia produtiva. J os tpicos 6 e 7 destacam a cadeia produtiva do algodo, seu diferencial como fonte de oleaginosa para biodiesel e uma breve analise mercadolgica. No tpico 8, a atratividade dos Vales do Rio So Francisco e Parnaba para produo de biodiesel ressaltada com suas vantagens e potencial para produo agrcola. O tpico 9 traz o modelo de negcio proposto para a insero da cadeia do algodo no Vale do Rio So Francisco, enquadrado no modelo PINS (Projeto Integrado de Negcios Sustentveis), assim como todas as simulaes de viabilidade econmica realizadas. Por fim, no tpico 10 apresentado os passos necessrios para concretizar um investimento agroindustrial nos Vale do So Francisco e Parnaba.

  • Sumrio

    1. O PENSA e a CODEVASF .......................................................................... 7

    2. Caractersticas e Competitividade dos Vales do So Francisco e Parnaba 8

    3. Casos de Empresas da Regio ................................................................. 11

    4. Anlise do Sistema Agroindustrial e Atratividade dos Vales do So Francisco e

    Parnaba para Cotonicultura Irrigada ................................................................ 13

    4.1. O Sistema Agroindustrial (SAG) do Algodo ....................................... 13 4.1.1. A Cultura do Algodo ....................................................................... 13

    4.1.2. Beneficiamento ................................................................................ 14

    4.1.3. Extrao do leo de Algodo .......................................................... 15

    4.1.4. Biodiesel do Caroo de Algodo ...................................................... 17

    4.2. Atratividade dos Vales do So Francisco e Parnaba para o SAG do Biodiesel ....................................................................................................... 18

    5. Oportunidade de Investimento na Produo de Algodo nos Vales do So

    Francisco e Parnaba ....................................................................................... 20

    5.1. Introduo ao Negcio ........................................................................ 20 5.1.1. Sistema de Produo Agrcola ......................................................... 21

    5.2. Modelo de Negcio.............................................................................. 21 5.2.1. Responsabilidades ........................................................................... 22

    5.3. Anlises para a Viabilidade Econmica ............................................... 23 5.3.1. Premissas Utilizadas ........................................................................ 24

    5.3.2. Investimentos e Custos Operacionais .............................................. 26

    5.3.3. Resultados Econmico-Financeiros ................................................. 28

    6. Concluso .................................................................................................. 32

    Referncias ...................................................................................................... 34

  • 1. O PENSA e a CODEVASF A CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco

    e do Parnaba) um rgo pblico, vinculado ao Ministrio da Integrao Nacional do governo brasileiro, que visa o desenvolvimento da regio Nordeste por meio da Agricultura Irrigada. A CODEVASF atua nos Estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe, perfazendo 640.000 km do Vale, nas regies do mdio, submdio e baixo So Francisco. De acordo com a Lei n 9.954, de 6 de janeiro de 2000, a CODEVASF passou a atuar tambm, no vale do rio Parnaba, numa rea de 340.000 km, abrangendo os Estados do Maranho e Piau.

    O PENSA (Centro de Conhecimentos em Agronegcios da USP) uma

    organizao que integra professores e pesquisadores dos departamentos de Economia e Administrao da FEA-USP (So Paulo e Ribeiro Preto). Sua finalidade promover estudos sobre o agronegcio brasileiro.

    O PENSA foi convidado a estudar a viabilidade de implementao de

    sistemas agroindustriais completos na rea de atuao da CODEVASF. O estudo foi realizado para abacaxi, apicultura, aves, banana, bioenergia, caprinos e ovinos, frutas secas, laranja, limo, piscicultura e vegetais semi-processados.

    O objetivo do projeto atrair empresas do setor de alimentos e fibras, com

    forte insero em mercados nacionais e internacionais, para ter nos produtores de permetros pblicos irrigados uma de suas fontes de suprimentos. Para isso, foi estabelecido o Projeto Integrado de Negcios Sustentveis; sendo que no P de Projetos, anlises tcnicas e de viabilidade econmica e financeira so desenvolvidas para empresas candidatas, no I de Integrao, mecanismos privados de contratos e relacionamentos entre agroindstrias e pequenos produtores so sugeridos, no N de Negcios, taxas interessantes de retorno s agroindstrias ncoras so calculadas, bem como a necessria renda interessante ao pequeno produtor familiar e, finalmente, no S de Sustentveis, a sustentabilidade, nas suas vertentes social, ambiental e econmica devem ficar evidentes.

    Os objetivos, como colocados pela companhia, so a gerao de emprego e

    renda, a reduo dos fluxos migratrios dos efeitos econmicos e sociais de secas e inundaes freqentes e, ainda, a preservao dos recursos naturais dos rios So Francisco e Parnaba, visando melhorar a qualidade de vida dos habitantes dessas regies. Para isso, a administrao da CODEVASF regionalizada e dividida em 7 superintendncias, denominadas superintendncias regionais, que atuam no mdio, submdio e baixo So Francisco. No mdio So Francisco, ficam localizadas as superintendncias regionais de Montes Claros (MG) (1 Superintendncia Regional) e a de Bom Jesus da Lapa (BA) (2 Superintendncia Regional). Em Montes Claros, foram instalados arranjos produtivos locais em apicultura, ovinocultura e piscicultura, sendo que o destaque produtivo est no projeto Jaba, com a fruticultura irrigada, princ