estrategia nacional de ciência e tecnologia 2012 - 2015

Download Estrategia nacional de ciência e tecnologia 2012 - 2015

Post on 19-Oct-2014

1.911 views

Category:

News & Politics

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

 

TRANSCRIPT

capa_frente.pdf

Estratgia Nacional deCincia, Tecnologia e Inovao

2012 2015Balano das Atividades Estruturantes

2011

Braslia DF2012

Estratgia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao

2012 2015Balano das Atividades Estruturantes

2011

Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao (MCTI)

Presidente da RepblicaDilma Vana Rousseff

Vice-Presidente da RepblicaMichel Temer

Ministro de Estado da Cincia e TecnologiaAloizio Mercadante Oliva

Secretrio ExecutivoLuiz Antonio Rodrigues Elias

Secretrio de Polticas e Programas de Pesquisa e DesenvolvimentoCarlos Afonso Nobre

Secretrio de Poltica de InformticaVirglio Augusto Fernandes Almeida

Secretrio de Desenvolvimento Tecnolgico e InovaoRonaldo Mota

Secretrio de Cincia e Tecnologia para Incluso SocialMarco Antonio de Oliveira

Subsecretaria de Coordenao das Unidades de PesquisaArquimedes Digenes Ciloni

Subsecretaria de Planejamento, Oramento e AdministraoGerson Galvo

Edio e organizao/Secretaria Executiva do Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao Projeto Grco/Centro de Gesto e Estudos Estratgicos (CGEE)Diagramao/Diogo Moraes

Ministrio da Cincia, Tecnologia e InovaoEsplanada dos Ministrios, Bloco E,CEP: 70067-900, Braslia, DF Telefone: (61) 3317-7500http://www.mct.gov.br/

Todos os direitos reservados pelo Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao (MCTI). Os textos contidos nesta publicao podero ser reproduzidos, armazenados ou transmitidos, desde que citada fonte.Impresso em 2012

Estratgia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao

2012 2015Balano das Atividades Estruturantes

2011

Sumrio

Apresentao 9

CAPTULO Estratgia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao 2012 2015 21

Apresentao 23

Cincia, tecnologia e inovao como eixo estruturante do desenvolvimento do Brasil 26

Tendncias internacionais das polticas de C,T&I 30

Desafios 33Reduo da defasagem cientca e tecnolgica que ainda separa o Brasil das naes mais desenvolvidas 33

Expanso e consolidao da liderana brasileira na economia do conhecimento da Natureza 34

Ampliao das bases para a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono 36

Consolidao do novo padro de insero internacional do Brasil 37

Superao da pobreza e reduo das desigualdades sociais e regionais 38

Eixos de sustentao da ENCTI 40Promoo da Inovao nas Empresas 41

Novo padro de nanciamento pblico para o desenvolvimento cientco e tecnolgico 45

Fortalecimento da pesquisa e da infraestrutura cientca e tecnolgica 48

Formao e capacitao de recursos humanos 50

Aperfeioamento do marco legal 52

Programas prioritrios para os setores portadores de futuro 54TICs Tecnologias da informao e comunicao 54

Frmacos e Complexo Industrial da Sade 57

Petrleo e Gs 60

Complexo Industrial da Defesa 63

Aeroespacial 65

Nuclear 68

Fronteiras para a inovao 71

Biotecnologia 71

Nanotecnologia 72

Fomento da economia verde 74

Energia renovvel 75

Biodiversidade 78

Mudanas climticas 79

Oceanos e zonas costeiras 80

C,T&I para o Desenvolvimento Social 82

Popularizao da C,T&I e melhoria do ensino de cincias 83

Incluso produtiva e social 84

Tecnologias para cidades sustentveis 85

Fontes de Recursos da ENCTI 87

Acompanhamento da ENCTI 91

CAPTULO Balano das Atividades Estruturantes 2011 93

Apresentao 95

Formulao da Estratgia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao 96

Tecnologias de Informao e Comunicao 99

Desenvolvimento Tecnolgico e Inovao 101a) Promoo da inovao 101

b) Energia e recursos minerais 102

c) Nanotecnologia 103

d) Sirius 104

e) Incubadoras de empresas e parques tecnolgicos 105

reas de Pesquisa e Desenvolvimento 106a) Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) 106

b) Aquisio de navio de pesquisa oceanogrco 107

c) Agregao de valor biodiversidade 108

Tecnologias para Incluso Social 110a) Programa de inovao em tecnologia assistiva 110

b) Incluso digital 111

c) Centros vocacionais tecnolgicos 112

d) Melhoria da gesto 112

Formao de Recursos Humanos 113a) Programa Cincia Sem Fronteiras 113

b) CNPq expresso 116

Padro de Financiamento da C,T&I 117

rea Espacial 119

rea Nuclear 121a) Segurana nuclear 121

b) Reator Multipropsito Brasileiro-RMB 121

rea de Gesto Estratgica: Projeto Aquarius 123

Anexo | Execuo dos recursos oramentrios do MCTI 125

Anexo | Composio do CCT 126

ANEXOS

Apresentao da ENCTI em reunio do Conselho Nacional de Cincia e Tecnologia, em 15 de dezembro de 2011 133

Apresentao do programa Cincia sem Fronteiras - lanamento de novas bolsas no exterior e do regulamento, em 13 de Dezembro de 2011 157

Projeto Aquarius 167Governana Pblica 167

Projeto e parcerias 169

Subprojetos e objetivos especcos 171

Base conceitual 172

Desenvolvimento do projeto 173

Futuro 174

Desenvolvimento colaborativo 174

Dados abertos e o projeto 175

Servios associados obteno de dados abertos 179

Caractersticas do Projeto 180

Estratgia de Disseminao do Conhecimento 180

Temas Prioritrios 182

Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) - Planejamento 2012-2020 197Introduo 197

Principais demandas ao PNAE 198

Desaos e Estratgias de Ao 199

Nova Poltica Industrial 203

Nova organizao e governana 204

Tecnologias crticas e capacitao 208

Investimentos 210

9Estratgia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao 2012 2015Balano das Atividades Estruturantes do MCTI 2011

Apresentao

No meu discurso de posse no MCTI, em janeiro de , assinalei o que o principal desao que o Brasil ter de enfrentar se quiser se transformar em um Pas efetivamente desenvolvido, com uma economia eciente e competitiva: preparar-se para a sociedade do conhecimento. Essa a diretriz estratgica para as prximas dcadas, que no nosso caso, implica combinar educao universal de qualidade, pesquisa cientca, inovao e incluso social.

A sociedade do futuro a sociedade do conhecimento. Durante as ltimas dcadas, o mundo presenciou uma notvel ampliao da utilizao, na produo industrial, de avanos realizados em diversas esferas do conhecimento cientco, especialmente nas reas de automao, microeletrnica e informatizao. Essa nova onda de inovao, a chamada terceira revoluo industrial, ocorreu inicialmente em um reduzido grupo de Pases que estiveram na vanguarda do desenvolvimento cientco: os Estados Unidos, o Japo e as principais economias da Europa, tendo cabea a Alemanha, expandindo-se mais recentemente a Coria e a China.

O progresso tcnico penetrou transversalmente em diversos segmentos da estrutura produtiva desses Pases, alterando seus padres de organizao e gerando um forte aumento da produtividade e uma acentuada reduo dos custos unitrios de produo. Em consequncia, aumentaram extraordinariamente a brecha tecnolgica e as assimetrias de competitividade entre esse ncleo mais avanado e as chamadas economias emergentes ou de menor desenvolvimento relativo.

A reestruturao territorial e organizacional da produo mundial de manufaturas, que ocorreu paralelamente a esse processo, com a crescente concentrao e centralizao da produo em grandes corporaes transnacionais que produzem para o mercado global, tornou ainda maiores essas assimetrias.

Nos moldes em que se encontra organizada a economia mundial moderna e na velocidade com que hoje ocorrem as mudanas tecnolgicas, os Pases como o Brasil tem que realizar um enorme esforo para avanar na gerao e utilizao do conhecimento tcnico-cientco, criando capacidades e competncias em reas estratgicas. Avanar na estruturao de uma base econmica apoiada em um processo endgeno e dinmico de inovao, decisivo para que o Brasil possa realizar o sonho de uma sociedade prspera, justa e soberana capaz de interferir escala global, nos rumos e na gesto do desenvolvimento mundial.

10

O cenrio de incertezas resultante da crise de , com a ameaa de aprofundamento da recesso nos Pases de maior desenvolvimento relativo e de novos desequilbrios no sistema nanceiro mundial, guerra cambial e recrudescimento do protecionismo, embute desdobramentos preocupantes quanto ao futuro do comrcio mundial e ao equilbrio das relaes econmicas internacionais.

O Brasil, embora se encontre em uma posio relativamente confortvel, graas s polticas de consolidao macroeconmica, reativao do crescimento e fortalecimento do mercado interno mediante a expanso do emprego, redistribuio da renda e consumo de massa, adotadas pelo presidente Lula e pelo governo da presidente Dilma Rousse, evidentemente no car imune s restries derivadas de um eventual agravamento do cenrio internacional.

Alm disso, as respostas dos Pases desenvolvidos crise internacional de no s deixaram praticamente intocadas suas razes como tornaram mais intensos os movimentos estruturais, em curso desde os anos , de deslocamento do centro gravitacional da economia mundial em direo sia e, em particular China, e reforaram a posio competitiva desse ltimo Pas na produo e comercio mundial de manufaturas. Para o Brasil, grande produtor e exportador de commodities, com uma moeda ainda expressivamente apreciada apesar das correes recentes, esse cenrio global favorece a especializao primrio-exportadora, manifestando-se na composio da pauta de exportaes e na crescente participao das importaes no consumo doms

Recommended

View more >